A Desonra – Capítulo 12

Classificação Indicativa

CAPÍTULO 01×12 – INIMIGO E MULHER

Continuação imediata do capítulo anterior

CENA 1, MANSÃO OLMEDO-DORANTE, SALA DE JANTAR, INTERIOR, NOITE

Todos trocam olhares em volta da mesa, ainda surpresos com o pedido; João demonstra estar muito chateado e desapontado, porém tenta disfarçar ao virar seu rosto para o lado; Ângelo e Camila demonstram estar preocupados com a reação de todos, até que Leon resolve se manifestar.

Leon – Casamento? Mas meu jovem, você não acha que é um pouco cedo para que vocês se casem? Afinal, isso é um compromisso muito sério, e vocês se conhecem a muito pouco tempo.

Clarisa (sussurrando) – Mal deitou com ela e agora acha que podem casar, coitado, mal sabe que uma biscate dessas é mais rodada que os pneus de um caminhão…

Ela dá um gole em sua taça de vinho e volta a se calar, apenas observando o que acontece.

Ângelo – Senhor, eu volto a dizer que a Camila é o amor da minha vida e que não restam dúvidas de que somos as pessoas certas uma para a outra. E é por isso que minha vontade é de me casar com a Camila.

Alma – Mas meu jovem, esse não é o maior problema, é que achamos que está cedo demais para que vocês tomem essa decisão…

Camila – Tia, nós dois nos amamos e não importa se a gente se conhece a uma semana ou a uma eternidade, apenas queremos ter o apoio de vocês em nossa relação, demonstrando estarem de acordo com isso.

Alma – Bom, eu e o Marcelo sempre apoiamos vocês dois em tudo. Acho um pouco precipitado, mas se é a felicidade de vocês, obviamente estou de acordo. Mas acho que quem deve opinar mesmo é a Salma e o Leon.

Salma coloca seu guardanapo sob a mesa e levanta-se, disposta a dar sua opinião.

Salma – Sinceramente eu não tenho muito o que dizer, apenas que é um pouco patético vocês dois terem feito aquele circo todo naquela fazenda, terminar com a relação da Camila com esta família, que já não era boa para que no fim, vocês viessem fazer um pedido desses. Não me oponho, até porque não sou mãe da Camila e nem nada, façam o que vocês bem entenderem.

Salma volta a sentar-se após as palavras frias ditas; Camila e Ângelo engolem a seco o que foi dito, enquanto um breve clima tenso toma conta da mesa; Instantes depois, Leon levanta-se.

Leon – Bom, como a Salma deu sua opinião, que foi um tanto quanto exagerada, mas enfim… Faço as palavras da Alma as minhas, vocês se conhecem a pouco tempo e estão um pouco precipitados em relação a isso, realmente. Jamais fui contra a esse relacionamento e não será agora que mudarei de opinião. Mas, sim, eu sou a favor do casamento de vocês dois e desejo que vocês sejam muito felizes!

Com isso, Ângelo e Camila se enchem de euforia e se beijam, alegres com a aprovação de todos; Eles abraçam Leon, Marcelo e Alma, porém Salma permanece sentada, enquanto bebe uma taça de água com uma expressão tediosa; Rapidamente, João levanta-se da mesa e dirige-se ao jardim da casa, enquanto Clarisa o segue.

Corta para:

CENA 2, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, JARDIM, INTERIOR, NOITE

João caminha rapidamente pelo jardim e acaba não contendo suas lágrimas, chorando após realmente ter a certeza de que perdeu Camila para Ângelo; Clarisa corre até o primo e se aproxima.

Clarisa – Ai, eu não acredito no que eu estou vendo… Você tá parecendo uma menininha chorando por causa da Camila, e isso só me dá mais motivo para ter raiva daquela garota, e até de você mesmo!

João (chorando) – Você não entende? Eu sou um completo fracassado! Eu tentei, mas não consigo esconder que ainda amo a Camila, e o quanto me é doloroso ter que presenciar essas desilusões!

Clarisa – Pelo amor de Deus, esquece essa garota! Ela nunca iria te fazer feliz mesmo, e garanto que nem ao Ângelo ela fará feliz. Olha pra mim, você tem em mãos a oportunidade de dar uma nova chance ao amor, de ser amado por uma pessoa que lhe corresponda.

Clarisa enxuga as lágrimas de João e aproxima seu rosto do de seu primo, lhe dando um rápido beijo.

Clarisa – Por favor João, pense bem, eu sou a pessoa certa pra você, e juro que apenas te quero ver feliz! Não importa o quanto demore, eu estarei aqui, pronta para ter seu amor…

Clarisa dá um forte abraço em João, e sem que ele veja, ela sorri maleficamente; Ao se afastarem, ela dá um último beijo nos lábios do primo e se dirige até a entrada da mansão, o deixando a sós e pensativo.

CENA 3, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, SALA DE ESTAR, INTERIOR, NOITE

Camila e Ângelo estão abraçados um ao outro, com uma taça de champanhe em mãos; Enquanto trocam caricias, eles conversam.

Camila – Eu não acredito que estou vivendo esse momento feliz ao seu lado e ao lado da minha família… É um sonho no qual eu não quero acordar…

Ângelo – E esse sonho irá durar muitos anos, iremos aproveitar cada minuto como se fosse uma eternidade, jamais irei me separar de você!

Camila – Quero muito que chegue esse dia especial para mim, mesmo que pareça pouco, um mês será uma eternidade para mim!

Camila e Ângelo riem, e em seguida, se beijam; Mais afastada, Salma bebe uma taça de champanhe, sozinha em um canto da sala; De repente, Clarisa surge do jardim e se aproxima da tia.

Salma – Foi atrás do João? Como o meu filho está?

Clarisa – Desculpe o que direi, mas ele tá parecendo uma menininha chorando por causa da Camila. Mas a senhora não sabe o quanto isso me dá raiva…

Salma – Essa menina é uma abusada, não sei onde estive com a cabeça na hora de autorizar esse jantar, que não passou de mais um teatro para novamente rebaixar o meu filho.

Clarisa – Não se preocupe, tia, essa palhaçada não vai durar muito tempo, pois o João está prestes de ser meu!

Salma – O que você está armando, sobrinha? Pois tome cuidado com o que você fará, você é uma menina pura e não deve se rebaixar ao nível da Camila!

Clarisa – Não se preocupe tia, minha integridade está em primeiro lugar. Pois bem, estou seguindo seus conselhos de seduzi-lo de uma forma em que eu não me prejudique, então, eu disse coisas a ele do tipo em que sou a mulher perfeita para ele e depois o beijei. E acredito que ele tenha ficado bastante mexido com isso…

Salma – Pois espero que a senhorita tome muito cuidado com o que fará, meu filho não é marionete para mulheres, e eu o eduquei para ser um homem de bem e pai de família.

Clarisa – E essa família pode ser formada por mim e por ele, não é? Pois deixe comigo, farei com que o João esqueça rapidinho a sínica da Camila sem me rebaixar.

Clarisa pega uma taça de champanhe e levanta um brinde à Salma; Tia e sobrinha brindam aos risos.

CENA 4, PASSAGEM DE TEMPO…

Imagens aleatórias da Cidade do México são mostradas à cena, enquanto um letreiro escrito “Um mês depois…” corre pela cena; Enquanto isso, algumas cenas dos personagens nesse tempo de passam são mostradas, como Camila provando seu vestido de noiva e arrumando os preparativos de seu casamento, Ângelo escrevendo em seu diário os passos de sua vingança, prestes de começar, Clarisa tentando seduzir João, em vão e Rebeca arrumando os preparativos de sua volta ao México.

CENA 5, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, QUARTO DE JOÃO, INTERIOR, DIA

Mesmo que aquele não fosse um dia feliz para si, João fica diante do espelho, para ver se seu smoking está em ordem; Clarisa, vestindo um justo vestido preto, entra no quarto do primo.

Clarisa – Uau, você está muito belo, primo! Um verdadeiro gato!

João (sem jeito) – Obrigado pelo elogio prima, você também está, apesar desse vestido preto nada haver com a ocasião…

Clarisa – E quem disse que não? Pode ser um casamento para a Camila, mas para mim isso é o enterro dela. – risos. – E acho que seria mais apropriado que os convidados levassem as flores, não ela…

Clarisa ri descontroladamente, enquanto João a observa seriamente.

Clarisa – Ai, que cara é essa? Guarda essa cara para depois da bênção do padre, por enquanto vamos rir enquanto a Camila não assinar sua sentença de morte. – risos.

João – Acho que um mínimo de respeito você deveria ter, não acha? Nós três crescemos como verdadeiros irmãos, e embora eu não tenha esquecido tudo o que passei com a Camila, não guardo rancor. Agora você nem no dia mais importante da vida dela não poupa suas birrinhas com o intuito de fazer ela perder a pose. Cresça, pois você está precisando.

Clarisa – Ai, não está mais aqui quem falou, é melhor que você fique ai sozinho com essa sua conversinha idiota de ex que não tem remorso.

Irritada, Clarisa sai do quarto do primo e dá uma forte batida na porta, deixando o primo a sós, que volta a se arrumar.

CENA 6, IGREJA, SACRISTIA, INTERIOR, DIA

Ângelo está sentado em uma cadeira, já vestindo smoking, horas antes de começar seu casamento; Ele encontra-se diante de uma imagem da Virgem de Guadalupe, e tendo em mãos o colar com a letra C. Ele encara as duas imagens fixamente, quando de repente, o padre adentra a sacristia.

Padre Guilhermo – Você estava ai? Estive lhe procurando por toda igreja, pois havia sumido. Cheguei a pensar que havia desistido daquela ideia estapafúrdia de se casar apenas para cumprir uma vingança.

Ângelo – Não padre, estou cada vez mais decidido a seguir com isto, porém quis me isolar um pouco para refletir…

O padre puxa uma cadeira e senta-se ao lado de Ângelo.

Padre Guilhermo – Meu filho pense bem, desista disso enquanto ainda há tempo! Mesmo que você vá ferir o coração desta moça em abandoná-la antes de se casarem, isso seria menos pecaminoso do que se casar apenas para torturá-la.

Ângelo – Padre eu já havia dito ao senhor que eu amo essa mulher, e por isso me casarei com ela. Mas mesmo que eu sinta amor por ela, este não é o principal motivo, e sim a vingança no qual o senhor tanto repudia.

Padre Guilhermo – Mas em nome do amor que você sente por essa moça, não a machuque lhe fazendo pagar na mesma moeda pela culpa do suicídio de seu irmão. Se essa mulher errou, quem deve lhe julgar é Deus e não você.

Ângelo – Padre, com todo o respeito que eu tenho ao senhor, lhe digo para não se meter mais nessa história. Estou a ponto de dar inicio a uma vingança na qual irá limpar a honra de meu irmão, e não será o senhor e nem Deus que me impedirão. O amor pode ser varrido para debaixo de um tapete quando o que está em jogo é a honra de uma pessoa morta.

Padre Guilhermo – Tudo bem, se você quer assim , não irei mais fazer com que você desista disso, mas quem terá que acertar contas com a justiça divina não será essa moça, e sim você, que está tão ou mais errado do que ela nisso tudo. Realmente não gostaria de dar a bênção ao um casamento que provavelmente acabará em sangue, mas se você quer assim…

Desapontado, o padre sai da sacristia, deixando Ângelo a sós, que mesmo diante daquela figura religiosa, não desistiria tão cedo de seu sórdido plano.

CENA 7, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, QUARTO DE CAMILA, INTERIOR, DIA

Camila se admirava diante do espelho, trajando eu vestido de noiva e estando com seu buquê de flores em mãos, ansiosa para o inicio de seu casamento; De repente, Clarisa abre a porta do quarto e entra, causando estranheza na prima ao lhe deparar vestida de preto.

Camila – Nossa, do modo que você está vestida parece que irá a um enterro, e não a meu casamento…

Clarisa – Quem está dizendo isso é você, porque pra mim isso será um enterro, só que em vez de chorar, irei sorrir de felicidade…

Camila – Você não contém o seu veneno nem num dia tão importante pra mim, não é, priminha…

Clarisa – E eu deveria de me conter só porque é um dia especial para você? Mas só porque você quer mesmo, né. E volto a repetir que isso será um enterro sim, e a defunta é você e o caixão é essa coisa brega que você chama de vestido de noiva.

Camila – E por qual motivo meu casamento seria o meu enterro? Porque ao contrário de você eu não tenho uma enorme imaginação para poder ligar uma coisa à outra…

Clarisa – Olha, eu não sei, quem sabe não seja um enterro por causa da suposta felicidade que você acha que terá daqui em diante? Pois é claro que você não será nem um pouco feliz, isso está escrito na sua testa e na testa do Ângelo. E já que vocês não serão felizes mesmo, deixa eu jogar uma última pá de terra nesse matrimônio que começará morto, dizendo que enquanto aquele homem não te ama, eu serei feliz ao lado de quem eu amo, ou seja, o João.

Em fúria, Camila desfere uma bofetada contra o rosto de Clarisa, que mesmo com a dor do tapa, encara a prima debochadamente.

Camila – Você é muito infeliz, garota, não vale nem o barro podre de que é feita sua alma! Engana-se você que um dia o João vai te querer, e se ele quiser, será apenas para morrer envenenado ao seu lado. Eu farei todo o possível para ter um casamento feliz porque nós dois nos amamos sim, ao contrário do João que não te suporta e nem assim você o deixa em paz, atrás de um casamento de posições sociais. Agora suma da minha frente, sua infeliz!

Camila segura a prima pelo braço e a empurra para fora do quarto; Enquanto Camila sorri diabolicamente fora do quarto, Camila tenta conter suas lágrimas após o sentimento negativo desejado por Clarisa.

CENA 8, AEROPORTO, INTERIOR, DIA

Após desembarcar, Rebeca, acompanhada de Vânia e Eduardo, caminha pelo saguão do aeroporto com um carrinho portando suas malas.

Rebeca – Finalmente, após mais de vinte anos longe desse país eu estou de volta, disposta a recuperar minha filha e acertar minhas contas com todos aqueles que me humilharam.

Vânia – E vamos te ajudar muito nesse recomeço de vida, mamãe, o que mais queremos é a sua felicidade, e claro, conhecer a nossa irmã, né!

Rebeca – Em breve, muito em breve vocês dois poderão conhecer a Camila, e quem sabe, ela possa viver ao nosso lado…

Vânia – Tomara mamãe, a Camila saberá te perdoar, tenha fé.

Eduardo mexe em seu celular enquanto as duas conversam, quando de repente, para de caminhar, deixando as duas curiosas.

Rebeca – O que houve, meu filho? Aconteceu alguma coisa?

Eduardo – Aconteceu não, vai acontecer mamãe, e com a Camila!

Rebeca e Vânia ficam intrigadas com o que Eduardo diz e se aproximam do rapaz.

Rebeca – Não entendi filho, deixa eu ver do que você está falando.

Rebeca toma o celular das mãos de Eduardo, e ao ler a manchete do casamento de Camila, a mulher se surpreende e se emociona, ao ver que a filha na qual abandonou bebê estaria a ponto de se casar e ela não poderia presenciar.

CENA 9, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, EXTERIOR, DIA

Do lado de fora de seu carro, Eric espera Clarisa, para acompanhá-la ao casamento; A jovem abre a porta de saída e se aproxima do amante, enquanto passa a mão de um dos lados de seu rosto.

Eric – Mas o que é isso, tá passando a mão no rosto por quê? Não me diga que até no dia do casamento da sua prima você levou um tabefe no meio da cara.

Clarisa – Aquela desgraçada da Camila me deu um tapa, mas não me importo com isso, porque o que mais quero hoje é rir de alegria em ver a Camila assinando o seu atestado de óbito.

Eric – Também não me surpreende você ter apanhado dela, usando um treco desses no dia do casamento dela, e também é um pouco óbvio que você falou besteira pra ela.

Clarisa – Ai, eu estou belíssima mesmo com esse vestido, né? Só não pus uma maquiagem preta pra combinar porque ficaria parecendo aquelas drogadinhas pra quem a gente fornece droga. E não falei besteira alguma para ela, só fui desejar meus pêsames a ela pelo casamento que começará morto.

Eric – Só você mesmo, Clarisinha, só você… (T). Agora entra no carro, a gente tem que ir.

Eric abre a porta do carro e Clarisa entra, colocando seu cinto de segurança em seguida; Logo depois, Eric entra e dá a partida no carro.

CENA 10, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, QUARTO DE LEON E SALMA, INTERIOR, DIA

Leon termina de arrumar-se diante do espelho, quando de repente, Salma adentra o cômodo e se aproxima do marido.

Salma – É, você está muito elegante…

Leon – Você também Salma, está muito linda…

Salma senta sob a cama e larga sua bolsa a seu lado, ficando de costas para o marido.

Salma – Hoje é um dia especial para a Camila, mas acho que também é especial para você, não é? Afinal…

Leon – Sim, é importante para mim, que a criei como uma verdadeira filha, mas acho que seria mais importante ainda se a Rebeca estivesse conosco.

Salma levanta-se da cama e caminha pelo quarto, rindo debochadamente.

Salma – Ai, como você é patético e fraco, meu bem! – risos. – Pare de fugir do assunto e enganar a si mesmo, todo mundo sabe muito bem que você é o pai dela, só quem não enxerga esse circo é a própria Camila.

Leon vira-se de frente para Salma, com uma expressão séria em seu olhar.

Leon – Você tem razão, Salma, eu sou fraco e patético mesmo, mas sabe por quê? Porque na época eu fui covarde de abandonar a Rebeca grávida e me submeter ao seu jogo de fingir que o único laço que une a mim e a Camila é o de tio e sobrinha.

Salma (rindo) – E ainda por cima você coloca a idiota da Rebeca no meio dessas conversas, sabendo muito bem que essa diaba deve estar morta, se prostituindo ou catando lixo por ai. Eu nunca te forcei a nada, você que quis aceitar isso sem me confrontar, mas acho que se você não me pediu o divórcio a vinte e seis anos e não contou tudo a Camila, não será agora que ela saberá disso, não é?

Leon – Salma, o papel de santa não lhe cabe muito bem, pois sabemos que se aceitei tudo isso foi para poupar escândalos envolvendo a mim e sua irmã, ou vai me dizer que não lembra-se dos fotógrafos que você contratou na época para tirar diversas fotos e ameaçar de jogar na imprensa. Não seja patética, mesmo que eu tenha sido fraco nisso tudo, você foi uma verdadeira megera.

Salma – Megera eu? Se eu tivesse sido a verdadeira megera que você diz, não teria aceitado criar a Camila, que podia muito bem ter virado uma prostituta sob os cuidados da Rebeca.

Leon – Francamente Salma, essa não é a hora apropriada para seus shows de sarcasmo e vitimismo, eu vou ver como está a Camila e assim iremos nos preparar para ir à igreja, você se quiser vá na frente, passar bem.

Irritado com a breve discussão que teve com Salma, Leon sai do quarto e dá uma forte batida na porta; Sozinha, a megera ri sarcasticamente.

CENA 11, AEROPORTO, EXTERIOR, DIA

Apressada, Rebeca faz um sinal de parada para um táxi, enquanto Vânia e Eduardo seguram suas malas e a observam.

Vânia – Mamãe isto é uma loucura, você não pode simplesmente aparecer no casamento da Camila! Ela nem imagina de quem você se trata, e ainda você corre o risco de dar de cara com alguém da sua família.

Rebeca – Eu juro que não vou me aproximar muito e que ninguém vai me ver, mas, por favor, não me impeçam de ver de perto esse momento único da minha filha!

Eduardo – Tudo bem mamãe, a gente não vai te impedir de fazer nada, mas não acha melhor que um de nós dois te acompanhe para ter certeza de que nada vai acontecer com você.

Rebeca – Não filho, vai ficar tudo bem, não se preocupe! Agora vão para o hotel, assim que eu sair de lá da igreja eu vou para lá.

Rebeca dá um beijo nos rostos de Vânia e Eduardo, e em seguida, entra no táxi; Vânia e Eduardo se entreolham com uma expressão preocupada e apreensiva com o que pode acontecer.

Corta para:

CENA 12, IGREJA, INTERIOR, DIA

Já haviam se passado quase uma hora, e toda a igreja estava enfeitada por flores e todos os convidados já estavam sentados à espera da noiva; Junto de Alma e Marcelo no altar, Ângelo demonstra estar apreensivo pela demora de Camila, com medo de que tudo pudesse dar errado e sua vingança fosse por água abaixo; Sentados próximos ao altar, Clarisa e Eric comentam a demora de Camila.

Clarisa – Cadê aquela tapada? Okay que a noiva demorar em casamentos é um charme à parte, mas eu estou aqui esperando de camarote para ver aquela idiota casar com o meu, digo, o pesadelo dela. – risos.

Eric – Ah, será tão engraçado na hora em que o padre consumar o casamento da sua prima com o homem que pensa que ela foi a amante do irmão dele, quando na verdade a verdadeira ordinária da história é você… – risos.

Clarisa – Não tenho culpa alguma nessa história, quem se envolveu com Dimitrio Soriano foi a Camila e quem enviou uma carta terminando com ele foi ela mesma. Que ela pague por tudo. – risos.

Eric e Clarisa riem num tom baixo; De repente, a marcha nupcial começa a tocar e todos os convidados olham para a entrada da igreja, e Camila entra de braços dados com Leon; Nesse meio tempo, o táxi onde Rebeca está chega à igreja; Ela desce e paga a corrida ao taxista; A cada passo, Camila se aproxima de Ângelo, que a encara com uma expressão sorridente, que disfarça o verdadeiro sentimento de vingança; Rebeca corre até a porta da igreja e observa dali o casamento de sua filha, emocionada com o momento; Camila e Ângelo ajoelham-se no altar, diante de Padre Guilhermo.

Padre Guilhermo – E é em nome de Deus que neste dia de hoje reunimos este jovem casal apaixonado, que busca a bênção do senhor para este relacionamento.

O casal se entreolha sorrindo; Do lado de fora,Rebeca se comove com a felicidade da filha e não contém suas lágrimas, não escondendo que gostaria de estar mais perto da filha; O casal pega suas alianças e o padre as umedece com água benta.

Padre Guilhermo – Camila Olmedo-Dorantes, é por livre e espontânea vontade que você aceita se casar com Ângelo Soriano, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte os separe?

Camila – Sim, eu aceito me casar com Ângelo Soriano na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e até que a morte nos separe.

Sorridente, Camila coloca sua aliança no dedo anular de Ângelo, que sorri; Em seguida, Ângelo leva sua aliança em direção ao dedo de Camila.

Padre Guilhermo – Ângelo Soriano, é por livre e espontânea vontade que você aceita se casar com Camila Olmedo-Dorantes, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e até que a morte os separe?

Ângelo – Sim, eu aceito me casar com Camila Olmedo-Dorantes na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e até que a morte nos separe.

Ângelo coloca a aliança no dedo de Camila, estampando no rosto um sorriso que esconde o prazer que o rapaz sente naquele momento por estar perto de concluir seu plano.

Padre Guilhermo – Sendo assim, a partir de agora, sob a bênção de Deus, eu vos declaro marido e mulher para toda a vida, e apenas Deus e a morte poderão quebrar este laço importante que os une. Agora pode beijar a noiva.

Imediatamente, Ângelo aproxima o seu rosto do de Camila e a beija, sob os olhares felizes dos convidados; Clarisa os observa com uma maléfica expressão em seu olhar, sabendo que a partir disso, Camila jamais se livraria da culpa da morte de Dimitrio; João os observa com uma triste expressão no olhar, pois não esconde que ainda sente algo mais forte por sua prima; Do lado de fora, lágrimas escorrem pelo rosto de Rebeca, emocionada por poder presenciar esse momento importante mesmo que seja de longe. A imagem se congela nos rostos colados de Camila e Ângelo, e aos poucos, a imagem é transformada em uma carta amarelada com as letras do papel borradas.

21 thoughts on “A Desonra – Capítulo 12

  1. Luxo! Clarissa e Salma sempre pisando
    Não vejo a hora da vingança do Angêlo começar
    Como sera que Camila vai ficar ao descobrir
    Sobre Rebeca e Leon? Parabèns William
    Sua puta não respondeu meu comentario no ultimo capìtulo.

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  2. E casaram. Capítulo sem grandes acontecimentos, apenas no aguardo da Rebeca e Camila se encontrarem. Parabéns 😀

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  3. Willian, tipo, eu li o capítulo hoje cedo, mas no momento nn estou podendo comentar dignamente. Parabéns e me desculpe por isso. Se comento junto ao próximo? Claro! 😉

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    • Salma é uma dama, adoro ela. Coitada, ainda acha que a sonsa da Clarisa é pura. Salma totalmente fria no jantar, morro. Cadela da Clarisa vai provocar a Camila e recebe um belo tapa , amo. Rebeca chega na cidade e fica sabendo do casamento e vai até a igreja. Ângelo consegue o que tanto queria. Aliás a Clarisa tbm conseguiu. Ótimo capítulo, parabe Will 😀

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