A Desonra – Capítulo 13

Classificação Indicativa

CAPÍTULO 01×13 – ÚLTIMO SUSPIRO

Continuação imediata do capítulo anterior

CENA 1, IGREJA, INTERIOR, DIA

Ângelo afasta lentamente seu rosto do de Camila, que esboça um largo sorriso de felicidade; O rapaz fala com si mesmo em pensamento.

Ângelo (pensamento) – Finalmente marido e mulher, e como o padre disse, nada poderá quebrar este laço, apenas Deus ou a morte… Vou te levar do céu ao inferno em apenas um dia, eu juro!

A câmera foca em Clarisa, que sorrindo maleficamente, também fala com si mesma em pensamento.

Clarisa (pensamento) – Diaba infeliz, pois eu desejo do fundo do meu coração que você sinta o inferno de perto, pagando por todos os anos de usurpação de tudo o que foi meu por direito!

Clarisa observa fixamente a prima, com uma expressão de ódio no rosto, enquanto ela beija Ângelo.

CENA 2, HOTEL, SAGUÃO, DIA

Algum tempo havia se passado, e Rebeca chegava ao hotel, em lágrimas após observar à distância o casamento de sua filha; Vânia que esperava sua mãe chegar, se aproxima e se preocupa com o estado em que ela se encontrava.

Vânia – Mamãe a senhora está bem? A senhora demorou muito a voltar e agora lhe vendo assim, não me parece nada bem.

Rebeca (chorando) – Estou bem sim, filha, não se preocupe…

Vânia – Tem certeza? Você tá muito alterada, não me diga que alguém te viu por lá?

Rebeca (chorando) – Não, felizmente ninguém me viu. Eu realmente estou bem, filha, mas apenas um pouco emocionada, pois mesmo de longe, pude presenciar um pouco desse momento importante da minha filha mais velha…

Vânia se compadece de sua mãe e lhe dá um forte abraço, demonstrando o apoio que presta a sua mãe neste momento.

CENA 3, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, JARDIM, INTERIOR, DIA

Em frente ao bolo de casamento de vários andares, Camila e Ângelo posam para diversas câmeras, que fotografam cada minuto do casal; Mais afastados, Clarisa e Eric conversam, enquanto observam o casal.

Eric – É, e não é que você conseguiu? Realmente Clarisa, novamente você merece os meus cumprimentos por ter jogado a sua prima para cima do irmão do homem a quem você iludiu.

Clarisa – Não precisa me cumprimentar, sei bem da minha capacidade em relação a essas coisas, e era claro desde o inicio que meu plano se consolidaria. Agora o que me resta é observar esse lindo casal e rir da cara da Camila. Mal sabe ela o inferno que passará por ser a “assassina” de Dimitrio Soriano.

Eric – Apesar de te conhecer a anos, não canso de me surpreender com você, quem diria que uma menina aparentemente fresca e mimada seria capaz dessas coisas…

Clarisa – É como eu digo, é a influência que me faz ser assim, se é que me entende.

Clarisa dá uma piscadela para Eric, que esboça um malicioso sorriso.

Eric – Mas você sabe que não pode viver sem essa influência aqui, não é? Além de precisar da minha ajuda para outras coisinhas mais, você também precisa de mim para te satisfazer…

 Aos poucos, ele aproxima seu corpo do de Clarisa e tenta beijá-la, porém ela o impede.

Clarisa – Ficou maluco? Aqui não, meus tios ou meus primos podem nos ver! Porém, tem um lugar mais reservado para nós dois…

Aos risos, Clarisa caminha em direção a uma parte mais afastada do jardim; Ela vira-se para Eric, insinuando para que o rapaz a siga. Após Clarisa se afastar um pouco mais, ele a segue.

CENA 4, HOTEL, CAFETERIA, INTERIOR, DIA

Rebeca e Vânia estavam sentadas em uma das mesas, com uma xícara de café em mãos, enquanto conversavam.

Vânia – Mas pelo o pouco que você viu, como estava a cerimônia do casamento da minha irmã?

Rebeca – Estava realmente lindo, maravilhoso. Sua irmã parecia uma princesa usando aquele vestido! Mas para minha infelicidade, não pude acompanhar esse momento mágico para ela mais de perto, queria estar lá, no altar no meu lugar de direito como mãe dela. Você não sabe o quanto me arrependo de ter abandonado ela…

Vânia – Mamãe, por favor, não comece a se culpar pelo abandono da Camila. Você já explicou diversas vezes os motivos que te levaram a cometer esse abandono. Se você tivesse dado ela a um orfanato ou a alguma instituição, talvez eu pudesse te julgar, mas ela cresceu em um bom lugar, ao lado da sua irmã e do pai dela.

Rebeca – Eu sei disso, mas quando eu vi minha filha a metros de distância de mim, naquele momento o sofrimento que toma conta da minha alma a anos regressou a meu coração e eu não pude me conter. Mas eu juro que essa situação se sustentará por pouco tempo, muito em breve eu terei a minha filha a meu lado e limparei a minha imagem diante de toda aquela família…

Rebeca dá bebe um gole do café presente na xícara, enquanto encara Vânia com um firme e decidido olhar.

CENA 5, MANSÃO-OLMEDO DORANTES, JARDIM, INTERIOR, DIA

Alegres, Camila e Ângelo dançam abraçados em volta do jardim, sob os olhares felizes dos convidados; Em voz baixa, os dois conversam.

Camila – Hoje é o dia mais feliz da minha vida, um dos momentos no qual esperei por anos. É incrível que pelo pouco tempo que nos conhecemos, estamos passando coisas maravilhosas!

Ângelo – Para mim esse também está sendo o melhor dia da minha vida, você é a mulher a quem sempre sonhei ter para mim.

Camila – E você é meu amor verdadeiro, a pessoa a quem eu quero passar todos os dias da minha vida ao meu lado, a pessoa que eu quero sentir diariamente o gosto dos seus beijos e dormir e acordar a seu lado dia após dia.

Sorridente, Ângelo dá um breve beijo nos lábios de Camila, que ao se afastar, sorri.

Camila – Você jura para mim que a partir de hoje, seremos o casal mais feliz de todos?

Ângelo – Eu juro, nós dois viveremos cada momento como se fosse nosso último dia de vida, aproveitaremos cada minuto como um verdadeiro casal feliz e apaixonado.

Camila – Eu te amo, Ângelo!

Ângelo – Eu também te amo, Camila, te amo…

Feliz, ela apoia sua cabeça sob o ombro do marido, enquanto dançam embalados ao som do ritmo lento da melodia. Sem que Camila lhe veja, a expressão contente de Ângelo dá lugar a uma expressão fria; Em pensamento, o rapaz fala com si mesmo.

Ângelo (pensamento) – Você verá o amor que lhe espera, sua maldita! Hoje é o último suspiro do falso amor que habita em minha alma, mas eu juro que as coisas serão diferentes, e que você conhecerá o inferno de perto quanto menos esperar!

Ele permanece com seu frio e sério olhar, enquanto Camila que está alegre com o momento, mal desconfia das reais intenções de seu marido.

Corta para:

CENA 6, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, JARDIM, INTERIOR, DIA

Disfarçadamente, Clarisa regressa ao centro do jardim, tendo em mãos um batom e um pequeno espelho; Enquanto retoca sua maquiagem, Eric a segue, arrumando sua gravata.

Eric – Oh que ótimo, você sabe muito bem como eu gosto de coisas arriscadas e em lugares proibidos! Já pode me convidar para mais festinhas nessa sua casa para repetirmos a dose…

Clarisa – Cala essa sua boca, seu idiota, ou quer que os convidados todos saibam?! Agora me faz um favor, vá caçar uma das otárias amigas da minha prima, para ver se assim você arranja um novo golpe se passando por estudante de sabe-se lá o que. E agora, eu tenho planos mais interessantes…

Atendendo ao pedido de Clarisa, Eric distancia-se da jovem, com um sorriso irônico nos lábios; Ela guarda sua maquiagem em sua bolsa de mão e pega uma taça de champanhe; Ao avistar João isolado em um canto, ela se aproxima.

Clarisa – Priminho! O que faz ai isolado? Não me diga que nem hoje você irá deixar de mostrar insatisfação em relação ao casamento da sonsa da Camila?

João – Não, não tem nada haver, apenas estou sem nada pra fazer e resolvi ficar um pouco sozinho.

Clarisa – Pois agora tem algo de importante pra fazer, irá dançar comigo.

Sorrindo, Clarisa coloca sua taça sob uma mesa e puxa João pela mão, que de inicio se nega, mas acaba cedendo; Ela coloca os braços do primo sob sua cintura e os seus sob o ombro dele.

Clarisa – E aí, me diga no que estava pensando agora pouco?

João – Em bobagens, nada que seja relevante ou do seu interesse… Mas me diga você, estava de risadinhas e bem perto do Eric. São namorados?

Clarisa – Não, jamais! – risos. – Somos apenas bons e velhos amigos, e você sabe, a única pessoa a quem não nego amar é você, tanto que você foi o primeiro e único homem a quem me relacionei intimamente.

João – Hum, bom saber…

Eles permanecem em um clima de silêncio, que instantes depois é quebrado por João com um pedido.

João – Clarisa, eu sei que você gosta de mim de uma forma que não posso lhe corresponder, porém, vejo que você está disposta a me fazer voltar a amar novamente. Mesmo que eu não lhe corresponda da devida maneira, você gostaria de engatar um relacionamento comigo? Sei lá, quem sabe eu consiga aprender a lhe amar da maneira desejável por você…

Com o pedido, Clarisa vibra por dentro por estar perto de realizar sua conquista, porém, ela resolve se fazer de difícil para o primo.

Clarisa – Nossa, para mim você quer fazer o mesmo que a Camila fez com você, e sinceramente, é um pouco claro que eu sairia ferida de um relacionamento como esses…

João – Isso passa longe das minhas pretensões, o que eu quero mesmo é poder te conhecer melhor, pois apesar de sermos primos, não temos um conhecimento mais aprofundado um do outro. E essa seria uma ótima oportunidade para que eu possa começar a lhe ver com outros olhos, apenas dê tempo ao tempo.

Clarisa – Eu te amo João, mas tenho medo de ser usada, medo de um relacionamento no qual você não está apaixonado por mim… Mas enfim, apesar de tudo o que eu mais quero é estar a seu lado, por isso eu digo sim, aceito começar um relacionamento com você e aceito esperar que você aprenda a me amar.

Clarisa esboça um tímido sorriso ao encarar João, um sorriso que disfarça seu verdadeiro sentimento em relação ao que acontecia naquele momento; Disposto a dar o primeiro passo do inicio do relacionamento, João aproxima seu rosto do de Clarisa e beija seus lábios; Ao se afastarem, eles se encaram por alguns instantes.

Clarisa – Não sabe o quanto sonhei com o dia em que nos beijaríamos e seríamos namorados…

João – Espero que sejamos felizes, apesar de você saber que por enquanto eu não estou acostumado com isso…

Clarisa – E seremos, você verá, irá aprender a me amar e iremos mostrar para a idiota da Camila que não é apenas ela que pode ser feliz!

Clarisa aproxima seu rosto do de João e o beija; Ao se afastarem, ela sorri.

Clarisa – Eu vou ali fazer algumas coisas e já volto, acredito que daqui a pouco a Camila joga o buquê, e quem sabe eu não pego, né? – risos.

Clarisa dá um último beijo e sorri para João, que se mantém um pouco desconfortável; Ao virar-se, ela sorri maliciosamente, falando em voz baixa com si mesma.

Clarisa (sussurrando) – Idiota… – risos.

Ela pega uma outra taça de champanhe e caminha pelos arredores do jardim, esboçando uma discreta risada.

CENA 7, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Mesmo com todos comemorando no jardim, Salma encontrava-se sentada no sofá da sala, com uma expressão descontente em seu rosto; De repente, Alma entra na casa e ao se deparar com a cunhada, se aproxima.

Alma – O que faz aí sozinha e com essa cara amarrada? Deveria estar lá fora com todos, comemorando o casamento da sua sobrinha.

Salma – Não há nada para eu comemorar, a não ser que a partir de agora ela não dependerá mais de mim e do pai dela, estamos livres, finalmente!

Alma – Credo, como você é fria, nem num momento como esta você deixa suas implicâncias de lado, tudo por causa de um erro do passado.

Salma – Erro esse que até hoje rende assunto. Acredita que hoje eu e o Leon brigamos novamente por causa da Rebeca?

Alma – Novidade… Mas enfim, qual a razão aprofundada dessa briga de vocês dois?

Salma – A fraqueza do Leon que em todos esses anos não deu a iniciativa de contar para a Camila toda a verdade, de que não são tio e sobrinha, e sim pai e filha.

Alma – Fraqueza? Cunhada, por favor, todos nós sabemos muito bem que a fraqueza não é o ponto principal da verdade não ter sido dita, e sim as várias ameaças que você fez no passado caso o Leon contasse algo.

Salma levanta-se e caminha pela casa, ficando de costas para a cunhada.

Salma – Não se faça de idiota, você sabe muito bem que as ameaças que fiz foram da boca para fora, apesar de que no inicio eu era contra o Leon contar toda a verdade. Mas agora eu só consigo rir dele, que ficou acomodado nessa situação e se deixou ser dominado por mim.

Alma aproxima-se de Salma, ficando frente a frente com ela.

Alma – Seja da boca para fora ou não, foram muito convenientes para você essas ameaças, afinal, se a Camila soubesse de tudo, ela seria a verdadeira dona de tudo, e não você, que agora almeja tornar a Clarisa sua herdeira, que por sinal, tem sangue de barata nas veias tal como você.

Salma ri ironicamente, enquanto Alma mantém-se firme durante a discussão.

Salma – Você realmente é uma piada, hein cunhada. – risos. – É incrível que a cada discussão você não muda o seu disco, não cansa de tentar rebaixar a Clarisa somente para defender a Camila. É claro, só porque a Clarisa não é filha de uma vadia, ela deve ser tratada feito um monstro.

Alma – É sério, a cada dez palavras ditas por você, eu me surpreendo com o quanto você consegue ser cada vez mais baixa. (T) Enfim, hoje é um dia feliz e não de discussões, irei aproveitar a festa, se você quiser ficar aí vegetando enquanto seu veneno percorre por suas veias, faça bom proveito.

Indignada, Alma retira-se do local e deixa Salma a sós, que ri da reação expressada pela cunhada ao fim da discussão.

CENA 8, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, JARDIM, INTERIOR, DIA

Clarisa e Eric caminham pelo jardim, ele com um cigarro em mãos, e ela com uma taça de champanhe; Enquanto caminham, eles conversam.

Clarisa – Eu não digo que tudo conspira a meu favor? Agora a pouco, do nada, o João me pediu em namoro. Ele disse que ainda não me ama, mas que como sou a única pessoa que dá importância a ele, ele quer tentar um relacionamento e que poderia aprender a me amar.

Eric (fumando) – Ah claro, namoro, e enquanto isso, eu fico atirado aqui feito um verdadeiro corno vendo vocês dois comprometidos.

Clarisa – Ai Eric não queira pagar de ciumento que fica feio para você, né. Pouco me importa se esse idiota me ama ou não, você sabe muito bem meus reais motivos para querer ter algo com ele.

Eric – Assim espero, e torno a relembrar que se você tentar fazer comigo o mesmo que fez com o Dimitrio…/

Clarisa (corta) – Ai Eric, eu já te disse, enquanto eu for a senhora Olmedo-Dorantes e dona desta casa, você estará sempre a meu lado, desfrutando de todas as mordomias dessa casa! (T) Bom, eu acho que a Camila via jogar o buquê agora, quem sabe eu não pego e não apresso as coisas de uma vez só? – risos.

Clarisa se afasta de Eric e dirige-se a uma multidão de mulheres, que estão no aguardo de Camila, para que jogue o buquê; Ela que está de costas para a multidão e sob uma cadeira, faz alguns gestos com o buquê, insinuando que irá jogá-lo.

Camila – Estão preparadas? Agora sim eu vou jogar!

Aos risos, Camila dessa vez atira seu buquê para a multidão de mulheres; Ao cair no chão, a primeira pessoa a pegá-lo é Clarisa, e com isso, todas as mulheres voltam a se divertir pela festa; Ao descer da cadeira e ver a prima com as flores, Camila se aproxima.

Camila – É querida, tenho que lhe parabenizar por ter pego o buquê, porque diz a tradição que a mulher quem pega irá arrumar um marido em breve. Ou seja, assim você vai arrumar alguém que te queira e irá parar de tentar arruinar relacionamentos.

Clarisa – Eu sei disso, priminha, ou porque você acha que eu vim pegar o buquê? – risos. – Felizmente muito em breve eu poderei ter um marido, um marido que me ame de verdade, ao contrário do seu…

Camila – E posso saber quem será o corajoso que irá querer se casar com uma cascavel feito você? Bom, o João acredito que não seja, afinal, mesmo com aquele circo que você armou, ele não te dá a mínima.

Clarisa – Aí é que você se engana querida, para a sua infelicidade eu consegui amarrar o João a mim graças aos frutos de meus sacrifícios, literalmente, e muito, mas muito em breve eu serei a dona desta casa.

Camila – Se você está dizendo querida, desejo a vocês dois muitos momentos de felicidade, o que será um pouco difícil, já que ele não te ama. Por fim, digo para você aproveitar enquanto puder, pois não será pela vida toda que você conseguirá tirar dinheiro da pobre inocente da tia Salma. Agora beijos, eu tenho que ir, uma prazerosa lua de mel me espera.

Sarcástica, Camila dá um beijo na bochecha da prima e se afasta, deixando Clarisa enfurecida com o que foi dito pela prima.

Corta para:

CENA 9, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, EXTERIOR, DIA

Em frente à mansão, todos se despediam de Camila e Ângelo, que estavam dentro de uma limousine, a caminho do aeroporto.

Camila – Muito obrigada pela presença de todos vocês, a presença de todos foi muito importante para mim nesse dia tão especial.

Alma – Você não tem que agradecer minha filha, um momento tão importante como esses tem que ser tratado como um digno e grande acontecimento.

 Leon – Agora eu peço a vocês dois que tenham juízo nessa lua de mel e que tenham sabedoria, porém caso vocês queiram encomendar um bebê, ele será muito bem-vindo. – risos.

Camila – Mas tio, assim você nos deixa em uma situação embaraçosa! – risos. – Enfim, a gente vai indo, quando eu chegar lá na fazenda. Até outra hora gente, muito obrigada mesmo pela presença de todos!

A limousine dá a partida e prepara-se para sair, e enquanto isso, Camila e Ângelo despedem-se de todos acenando, enquanto os convidados também retribuem o gesto, exceto Clarisa e Salma, que os encaram friamente; A limousine dá a partida e sai, enquanto os convidados continuam acenando para a limousine.

CENA 11, O DIA ANOITECE

CENA 12, FAZENDA LA BELLA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, NOITE

Ângelo abre a porta de entrada da mansão e entra com Camila em seus braços, ambos alegres e sorridentes; Ao fechar a porta, ele coloca a esposa no chão, que se apoia em seus braços.

Ângelo – Seja bem-vinda ao nosso lar a partir de hoje, o lugar que será testemunha dos nossos melhores momentos.

Camila – Momentos os quais durarão para toda a vida, já que apenas a morte nos separará!

Camila aproxima seu rosto ao de Ângelo e o beija; Durante o momento, o rapaz mantém-se frio, de olhos abertos e falando com si mesmo em pensamento.

Ângelo (pensamento) – Momentos felizes que serão poucos, a partir de agora o seu inferno só começa, e apenas Deus poderá acabar com isso através da morte, a morte que chegará cedo para você assim como chegou para meu irmão!

Close no rosto de Ângelo, que beija a esposa com seus olhos abertos, que formam uma expressão de ódio a aquele momento.

CENA 13, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, SALA DE ESTAR, EXTERIOR, NOITE

Entre o corredor e a entrada da sala, Clarisa e João caminham aos beijos; Ao avistarem Salma sentada frente à lareira, eles imediatamente param de caminhar.

Clarisa – Olha ali a tia Salma, por que a gente já não aproveita para contar a ela do nosso namoro? Será uma ótima noticia para ela.

João – Ah, não sei se a gente já deveria contar…

Clarisa – Como não? Se a gente já anda se beijando pela casa, daqui a pouco ela, o tio Leon, a Gema ou qualquer outro empregado nos verá dessa maneira.

João – É, realmente, mas não estou tão disposto em sair falando para a casa toda sobre nosso compromisso, mas se você quiser ficar encarregada de dar o anúncio oficial, está à vontade.

Clarisa – Tudo bem então, eu falo com a tia Salma e daqui a pouco vou dormir, até amanhã então?

João – Até…

Um pouco desconfortável, mas disposto a se acostumar, João dá mais um beijo em Clarisa, que sorri; Ele vira-se de costas e sobe as escadas, e aproveitando-se disso, Clarisa faz uma expressão enojada e limpa seus lábios enquanto ele não a observa. Ao se recompor, ela caminha em direção à sala e aproxima-se de Salma, que lê um livro em seu tablet em frente à lareira.

Salma – Sobrinha? O que faz a esta hora por aqui?

Clarisa – Eu tava com sede e desci para beber uma limonada e acabei passando por aqui e quando te vi, aproveitei para me aproximar e contar algo de seu total interesse.

Salma – Bom, sendo assim, conte o que tem de tão importante.

Clarisa – Hoje mais cedo eu e o João estávamos dançando mais cedo na festa, até ai nada anormal. Mas aí papo vai e papo vem e a gente começou a falar de compromissos, e quando de repente, fui surpreendida com um pedido do João. (T) – eufórica. – Tia, o João me pediu em namoro!

Eufóricas, tia e sobrinha dão pequenos gritos e se abraçam.

Salma – Mas que noticia maravilhosa, você não sabe o quanto esperei para ouvir isso!

Clarisa – Eu sei tia, nem eu tô acreditando nisso, eu estou muito feliz! Mas como todo porém, há uma parte que não dá para ser comemorada.

Salma – Ué, como assim?

Clarisa – Ai tia, é que o João foi claro comigo ao ponto de dizer que não está apaixonado por mim, mas que quer iniciar esse relacionamento porque sabe que sou a única mulher que pode fazê-lo esquecer a sem-sal da Camila. Enfim, eu juro que cumprirei essa missão e jamais serei submissa a ele caso tente me usar.

Salma – Pois está certíssima, você não tem que ser brinquedinho de ninguém, e não importa se é meu filho, estou totalmente do seu lado. Agora, já que vocês estão juntos, já podem tratar de acelerar o casamento, né? Porque você não sabe o tanto que espero para fazer de você minha sucessora e dona desta casa e dessa fortuna.

Clarisa – Seu pedido é uma ordem tia, até porque, a coisa que mais quero nesse momento é ser a única mulher da vida do João, e ainda por cima esfregar na cara da Camila que nesta família ela não significa nada.

Clarisa e Salma encaram-se com dois sorrisos ardilosos, dispostas a fazerem com que João cumpra suas vontades.

CENA 14, FAZENDA LA BELLA, QUARTO DE ÂNGELO E CAMILA, INTERIOR, NOITE

Vestindo apenas um calção, Ângelo está à espera de Camila, que termina de se arrumar para sua primeira noite no banheiro; De repente, ela entra no quarto, vestindo apenas uma camisola de seda que cobre seus trajes íntimos.

Camila – Preparado para a primeira e melhor noite de nossos próximos anos de casados? – risos.

Ângelo esboça um malicioso sorriso no rosto, deixando claro sua resposta em relação a pergunta de Camila; Ela retira sua camisola e deita-se ao lado de Ângelo.

Ângelo – Eu te amo! – sussurrando em seu ouvido.

O rapaz aproxima seu rosto ao de Camila e lhe beija; Enquanto beijam-se, Ângelo abre o prendedor do sutiã de Camila e joga o traje para cima da cômoda ao lado da cama. Ela apoia seu corpo sob o da esposa e a beija; Naquele momento, o rapaz esquece sua doentia vingança e entrega-se ao amor que sente pela jovem. A imagem se congela nos rostos colados de Camila e Ângelo, e aos poucos, a imagem é transformada em uma carta amarelada com as letras do papel borradas.

18 thoughts on “A Desonra – Capítulo 13

  1. Perdão por ter perdido a contagem do capitulo anterior, passei o dia todo na faculdade e não deu tempo de comentar! Mas venho logo cedo comentar hoje para não esquecer! Parabéns 😀

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  2. Só o que me faltava o viado do Ângêlo esqueçer da vingança
    Pois William ja vai direto ao ponto meu querido eu quero ver a Camila sofrendo!
    João se entregou,risos
    Ai essa Rebeca é um cu! Deicha ela de fora da trama e so coloca ela na 2 temporada!

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  3. CAPÍTULO 12

    Ângelo esta decidido do seu pleno e nem o Padre Guilhermo é capaz de impedir isso. Salma e Clarisa permanecem extrapolando nas intrigas contra Camila que chegam até em toques ofensivos. João após o pedido de Ângelo a Camila, ficou meio distante e com isso, Clarisa tentou dar uma de esperta e pôs a continuação de seu plano de sedução contra João em prática. João foi bem direto e grosseiro com ela, gostei. Clarisa nn deixa uma passar, né? Mas Camila deu o que ela mereceu. Bela bofetada. Nem passava pela minha cabeça que Rebeca voltaria para a vida de Camila agora. Pensava que isso seria apenas na segunda temporada. Novos rumos se iniciam e a partir de agora, uma nova fase se inicia em “A Desonra”. Me parece que essa é a segunda temporada e depois, virá a terceira, risos.

    CAPÍTULO 13

    Ótima as cenas do casório. João esta sendo um verdadeiro fantoche e agora esta nas mãos de Clarisa após pedir um relacionamento com ela. O jeito cínico dela foi a última gota d’água, sofro. Pobre homem que nn sabe a verdadeira intenção da cascavel, como diz Camila. Salma ficou feliz em saber da notícia. Assim como João, essa mulher vai cair do cavalo quando descobrir as verdadeiras intenções da sobrinha que a mesma tanto defende. Camila e Clarisa são como óleo e água: Não combinam. Sempre quando tem um encontro entre elas, vem farpas. Um exemplo foi na hora do buquê. Mesmo repleto de vingança e ódio, Ângelo tem um toque de amor dentro de si e esta sabendo aproveitar muito bem isso com Camila. S2 esses. E como disse acima: Uma nova fase se inicia. Agora são muitos ataques e intrigas. Ansioso!

    _______________________________

    Bom, me perdoe por nn comentar descentemente no capítulo anterior. Espero que nn tenha ficado chateado com isso. A web continua muito boa e bem atraente. Parabéns, Will! 😀

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    • Salma é tão rainha, pisando na Alma.
      Desgraçada da Clarisa conseguiu o que queria. Bandida ainda pegou o buque. Ângelo e Camila tendo uma noite de amor , amo ♡ .

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