A Desonra – Capítulo 15

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CAPÍTULO 01×15 – DESENGANADA

Continuação imediata do capítulo anterior

CENA 1, FAZENDA LA BELLA, QUARTO DE CAMILA E ÂNGELO, INTERIOR, DIA

Um clima tenso permanece entre o casal; Camila permanece com o revólver em punhos, apontado diretamente para Ângelo, enquanto o rapaz a encara com um sério olhar, apesar das ameaças da esposa.

Ângelo – Abaixa essa arma agora!

Camila (chorando) – Vamos Ângelo, seja homem de verdade assim como você foi para armar um plano dissimulado! Diga qual é o seu jogo comigo e porque eu tenho que ser a sua presa?

Camila aproxima-se cada vez mais do marido, com o revólver apontado para a testa do rapaz, que resolve dissimular para se ver livre da situação.

Ângelo – Você está ficando louca, eu não estou fazendo jogo algum com você! Esse show que você está fazendo é apenas por conta de mais cedo?

Camila (chorando) – Não minta para mim porque não sou uma idiota! Me fala agora que maldita vingança é essa, ou casão contrário eu posso cometer uma loucura aqui mesmo!

Camila encosta o cano do revólver na testa do marido, disposta a apertar aquele gatilho a qualquer momento.

Camila (chorando) – Você está sem saída, me conte toda essa história ou se não eu disparo!

Um clima tenso toma conta do momento; Camila chora desesperadamente, bastante alterada emocionalmente por conta de sua descoberta, enquanto Ângelo permanece imóvel, para impedir que alguma tragédia aconteça. Ele permanece divido entre continuar com seu jogo de dissimulação ou contar toda a verdade para Camila, mesmo que isso piore as coisas.

CENA 2, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, JARDIM, DIA

Alma e Salma estão sentadas em uma mesinha coberta por um guarda-sol, enquanto bebem dois copos de limonada e conversam.

Salma – Pois você não sabe o como estou radiante, cunhada, em ver meus dois filhos juntos e sem ninguém que possa impedir a felicidade dos dois.

Alma – Ai Salma, você sabe o que sempre pensei a respeito disso tudo, mas como eu não quero arrumar briga com você, só me resta dar parabéns ao meu sobrinho…

Salma – Que milagre você não querer arrumar confusão e falar mal da Clarisa, mas é bom que seja assim, porque eu já disse milhares de vezes que ela é uma boa menina.

Alma – Por favor, não vamos mais falar da Clarisa, e sim, da Camila. Como você acha que ela está neste momento?

Salma – Espero que esteja bem, de verdade, mas desejo que ela não volte tão cedo. Não sabe como esta casa vive em paz desde que foi morar com o marido.

Alma – Ah Salma, você vive dizendo que pego no pé da Clarisa, mas você também não deixa de destilar veneno para cima da menina, né?

Salma – Mas eu não falei nada demais dessa vez, apenas disse que quero que ela esteja bem neste momento, mas bem longe daqui. Porque só agora as coisas têm desandado, e meu desejo de ver meus dois filhos juntos só me alegra.

Salma bebe um gole de sua limonada, e em seguida, volta a conversar com a cunhada; As vozes das duas é abafada aos poucos, cortando para a próxima cena.

CENA 3, FAZENDA LA BELLA, QUARTO DE CAMILA E ÂNGELO, INTERIOR, DIA

Camila permanece emocionalmente desequilibrada com o momento e segue com o revólver apontado diretamente para a testa do marido.

Camila (chorando) – Vamos Ângelo, abra o jogo! O que foi que eu fiz para você querer me iludir dessa maneira e querer me trazer para esse lugar apenas por vingança?!

Ângelo – Você quer a verdade? Pois tudo bem, vamos abrir o jogo!

Ângelo se afasta da esposa e caminha para uma parte mais afastada do cômodo; Ela recupera o foco de sua mira e volta a apontar a arma para o marido, que está decidido a abrir o jogo.

Ângelo – Sabe por que eu me aproximei de você e te pedi em casamento? Bom, por amor é que não foi, muito pelo contrário, foi por ódio! Um ódio no qual dia e noite me faz querer ter vontade de te mandar para o andar de baixo com minhas próprias mãos!

A cada palavra dita por Ângelo, Camila sente-se enganada e ferida pelo marido, que só consegue expressar cada vez mais frieza em seu olhar e suas palavras.

Camila (chorando) – Por que esse ódio gratuito por mim? Eu jamais cruzei o seu caminho, jamais tive a intenção de fazer mal a você. Por que você me trouxe para este lugar apenas para se vingar de mim?

Ângelo – Tem razão, você jamais teve a intenção de fazer algo contra mim, até agora, mas contra meu irmão, o que você tem a dizer? O que você tem a dizer sobre ter ferido meu irmão com suas perversas palavras, palavras essas que o levaram a morte?

Camila (confusa) – Eu jamais feri o Dimitrio com palavra alguma, sempre quis o bem dele apesar do conturbado caso que tivemos. Você é um louco, não está dizendo coisa com coisa!

Ângelo aproxima-se da esposa e desfere uma bofetada contra seu rosto, a deixando desnorteada e chocada com o ato violento.

Ângelo – Como você tem a cara de pau de olhar na minha cara e mentir feito o diabo? Assuma sua culpa, sua desgraçada, assuma que você é “a bela”, a mulher que desgraçou a vida do meu irmão, o iludindo e lhe roubando!

Camila demonstra medo diante da expressão violenta no olhar de Ângelo, que aperta seus braços com força, impedindo-a de se soltar.

CENA 4, HOTEL, QUARTO DE REBECA, INTERIOR, DIA

Em frente a seu notebook, Rebeca digita um e-mail direcionado para Salma, enquanto lê em voz alta o que escreve.

Rebeca – Querida irmã, espero que esteja com saudades, assim como eu estive durante todos esses vinte e seis anos. Para sua felicidade, eu não morri, virei mendiga ou prostituta, assim como você mesma pensava quando me expulsou de sua casa. Estou fazendo rodeios demais, irei direto ao ponto: Faz três dias que estou de volta ao país, e em todo esse tempo, tenho acompanhado cada passo da minha filha e da sua família, e sendo assim, me aguarde, pois muito em breve estou de volta para recuperar minha filha e limpar minha imagem diante de toda a família, e logicamente, acertaremos nossas contas após anos e anos. Acho que já me estendi demais nesse e-mail, e por isso finalizo aqui, lhe dando o tempo necessário para que se prepare para meu regresso. Até breve, Rebeca.”.

Com uma expressão decidida, Rebeca clica no botão enviar com seu mouse e envia o e-mail para Salma, e em seguida, solta um suspiro de alívio por estar perto de esclarecer seu passado com todos.

CENA 5, FAZENDA LA BELLA, QUARTO DE CAMILA E ÂNGELO, INTERIOR, DIA

Camila implora para que Ângelo a solte, enquanto o rapaz demonstra sentir prazer em fazer a jovem sofrer em suas mãos.

Camila (gritando) – Me solta Ângelo, você está me machucando!

Ângelo – Essa é a intenção, e fique sabendo que eu só te solto assim que você confessar toda a verdade, C. Olmedo-Dorantes, a bela ou seja lá como você prefira ser chamada!

Camila – Isto é um equívoco, eu jamais fiz essas coisas, eu juro por Deus!

Ângelo – Deus? Agora você apela para Deus após desejar que meu irmão ardesse no inferno sem o mínimo de dó e nem piedade? Você é uma piada mesmo, sua vagabunda imoral!

Em fúria com as ofensas, Camila dá um chute na canela de Ângelo e consegue se libertar, em seguida, lhe dá uma bofetada; O rapaz cai em cima da cama e Camila volta a lhe apontar o revólver.

Camila (chorando) – Você é um monstro, um homem doentil! Onde eu estive com a cabeça de pensar que você era o homem perfeito para mim, quando na verdade, você é um homem doente e desequilibrado!

Ângelo (gritando) – Para de se vitimar tanto, para! Você não passa de uma mulher fácil que por onde passa, semeia a discórdia! Mas quer saber? Acaba com essa situação, acaba logo com isso me dando um tiro!

Camila chora sem parar, decidida a por um ponto final em tudo, mira o revólver diretamente para o peito de Ângelo; Seus olhos lacrimejam e um clima tenso predomina, quando de repente, se ouve um disparo.

CENA 6, IGREJA, INTERIOR, DIA

Inês entra apressada na igreja, à procura de padre Guilhermo, que surge da sacristia e se aproxima da índia.

Padre Guilhermo – Que pressa é essa, Inês? Até parece que vai acontecer uma tragédia…

Inês – E vai, o senhor precisa vir comigo imediatamente!

Inês puxa o padre pelo braço e prepara-se para sair, mas ele a impede.

Padre Guilhermo – Minha filha me conte detalhadamente o que está acontecendo, para que assim eu possa te ajudar.

Inês – Padre, acontece que a patroa descobriu todo o plano do senhor Ângelo e deu um enorme surto, se trancando no quarto e quebrando tudo. Agora pouco ele chegou e eles começaram a discutir feio, dando um monte de gritos que parecem que vão se matar lá mesmo!

O padre se espanta com a notícia dada por Inês e teme que realmente algo possa acontecer.

Padre Guilherme – Ai meu Deus, eu sabia que cedo ou tarde esse plano iria ser descoberto por essa moça e uma tragédia realmente aconteceria! Vamos logo Inês, precisamos impedir que um dos dois saiam mortos dessa situação toda.

Inês e o padre saem apressados da igreja, indo rumo à fazenda onde tudo está acontecendo.

CENA 7, FAZENDA LA BELLA QUARTO DE CAMILA E ÂNGELO, INTERIOR, DIA

A câmera revela que o tiro disparado por Camila atingiu um vaso que estava ao lado de Ângelo; A moça chora desesperadamente, enquanto uma risada irônica toma conta de Ângelo.

Ângelo – Você é muito fraca mesmo! Vamos, cadê a coragem que você teve pra causar a morte do meu irmão para poder me matar também?

Ângelo aproxima-se de Camila e uma fria e séria expressão volta a tomar conta de seu olhar; Ele encara a jovem fixamente, que chora desesperadamente de cabeça baixa.

Camila (chorando) – Você tem razão, eu sou uma verdadeira covarde, uma covarde em não ter atitude e não me livrar de um monstro feito você. (T) Eu deveria te matar, mas essa situação é impossível para mim, eu não conseguiria.

De repente, ela pega uma das mãos de Ângelo e coloca o revólver em suas mãos; Ela fica de joelhos diante do rapaz, enquanto chora com sua cabeça abaixada.

Camila (chorando) – É vingança que você quer? Você quer a minha morte? Me mata então! Atira na minha cabeça e me mata de uma vez por todas, já que para você eu sou a culpada da morte do Dimitrio, já que eu sou uma mulher perversa e ordinária! Atira logo, acaba com isso!

Tentado a esta situação, Ângelo ergue seu punho e aponta o revólver em direção à cabeça de Camila; Com o momento, Ângelo deixa uma lágrima escorrer por seu rosto, ao se lembrar do dia em que presenciou a morte de Dimitrio.

Ângelo – Esperei meses e meses por esse dia, o dia em que eu teria a culpada da morte do meu irmão de joelhos diante de mim, pedindo que eu a mate, da mesma forma que ele morreu diante de mim.

Várias lágrimas escorrem pelo o rosto de Ângelo, que naquele momento, sente-se dividido em concluir sua vingança e matar Camila e seu amor verdadeiro, que sente pela jovem; De repente, ele deixa o revólver cair no chão, por não ter coragem de matar a mulher a quem ama.

Ângelo (chorando) – Eu não posso…

Camila levanta-se e fica frente a frente com Ângelo; Ambos se encaram com lágrimas no rosto, fragilizados por conta da tragédia que esteve prestes de acontecer ali mesmo.

Camila (chorando) – Eu jamais vou te perdoar por este momento, seu monstro!

Corta para:

CENA 8, FAZENDA LA BELLA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Inês e Padre Guilhermo entram apressados na casa, quando de repente, Camila e Ângelo saem do quarto, em prantos e aos gritos.

Camila (chorando) – Me deixa em paz! Hoje mesmo ligo para os meus tios para me tirarem daqui e farei questão de te denunciar, seu monstro!

Camila corre para fora da casa e Ângelo tenta segui-lá, mas é impedido pelo padre.

Ângelo (gritando) – Padre me solta, eu preciso ir atrás dela!

Padre Guilhermo – Você não vai a lugar algum, já cometeu pecados demais nesse dia de hoje! Deixe a menina esfriar a cabeça após uma situação escabrosa dessas!

Ângelo acaba cedendo ao pedido do padre, que encara o rapaz com um sério olhar de repúdio ao ocorrido.

CENA 9, HOTEL, CAFETERIA, INTERIOR, DIA

Rebeca, Vânia e Eduardo estão sentados em uma das mesas, conversando aos risos, quando de repente, Rebeca começa a sentir algumas pontadas no peito, despertando a preocupação dos filhos.

Vânia – Mamãe, você está bem? Você está muito pálida e aparenta estar bem mal.

Eduardo – Se você quiser a gente pode te levar para um posto de saúde agora mesmo…

Rebeca – Não, eu estou bem, foi só um susto, apesar de que eu senti algo bem estranho quando comecei a sentir essas pontadas.

Eduardo – Como assim?

Rebeca – Vão achar que é besteira, mas sabe aquela história de pressentimento materno? Então, eu sinto que algo de ruim vai acontecer com um de vocês.

Vânia – Ué, mas a gente tá bem e você está vendo, isso ai é impressão sua.

Eduardo – É mamãe, a gente tá muito bem aqui, nada de mal vai acontecer com a gente não.

Rebeca – Não, isso não é impressão, eu sinto aqui no fundo que alguma coisa de ruim está prestes a acontecer com um dos meus filhos, mas espero estar errada…

Vânia e Eduardo se entreolham, estranhando o estado da mãe, mas logo em seguida, voltam a tomar suas xícaras de café e conversarem, enquanto Rebeca passa a mão em seu peito e a leva até seu pescoço.

CENA 10, FAZENDA LA BELLA, CAMPO, DIA

O cavalo em que Camila está montada dá vários trotes acelerados pelo campo; A jovem não dá muita atenção pelo o que tem por sua frente, conseguindo apenas se concentrar nas más e terríveis lembranças que teve do ocorrido de mais cedo, onde passou minutos apontando uma arma para seu marido e também sendo ameaçada pela mesma arma, tudo por conta de uma vingança onde ela não conseguia encontrar nenhuma razão, chorando descontroladamente.  De repente, seu cavalo se assusta com uma pequena cobra que passava por ali e a pisoteia, e logo após isso, começa a se erguer para trás; Camila que está prestes a cair tenta controlar o cavalo com suas rédeas, mas é em vão; O cavalo arremessa Camila de costas, que rola um barranco que havia próximo dali. Ao chegar ao solo, a câmera foca em Camila, que está repleta de ferimentos e se encontra desacordada devido ao impacto da queda. A imagem se congela no rosto ferido de Camila, e aos poucos, a imagem é transformada em uma carta amarelada com as letras do papel borradas.

23 thoughts on “A Desonra – Capítulo 15

  1. Genteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
    Que capítulo foi esse?
    Enfim eu não irei detalhar meus sentimos pois tenho que ler as outras webs
    Parabéns Will esse Angêlo é um viado!

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  2. Então Willy, desculpe por não conseguir acompanhar “A Desonra” nessa semana, é que foi o retorno das aulas na minha faculdade e no meu estágio, além dos preparativos para a reta-final de “O Preço da Vida”. Mas eu prometo que lerei os 5 capítulos dessa semana e farei um lindo comentário na segunda-feira, como você merece. Parabéns pela trama! 😀

    Divulgação
    Confiram o PENÚLTIMO CAPÍTULO de “O Preço da Vida”! ❤

    https://audienciadatvmix.wordpress.com/2016/08/12/o-preco-da-vida-capitulo-15-penultimo-capitulo/

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