Alvos da Sociedade – Capítulo 01

Alvos da Sociedade²

O CAPÍTULO A SEGUIR CONTÉM DOSES LETAIS DE SARCASMO, SE VOCÊ NÃO CONSEGUE ENTENDER, NÃO LEIA!

Tudo que inicia no ódio.
Termina no ódio.

CENA 1 (Manhã)

Eram 3. Receberam envolvido em um saco plástico preto o corpo que era trazido por uma assistente legista. As primeiras impressões eram feitas ainda com o corpo envolvido sobre um lençol branco, todo aquele cuidado servia para que nenhuma contaminação se espalhasse pelo IML.

Geórdio registrava tudo em um gravador que tinha em mãos e passava alguns dados para Adryan que prestava atenção em todos os procedimentos, já que tinha de aproveitar ao máximo seu estágio como legista.

Geórdio: Feito isso, vamos coloca-lo na mesa de autópsia.

Com a ajuda de Adryan e Nestor, Geórdio retira o corpo que estava envolvido no lençol branco e coloca sobre a mesa de alumínio. Naquela altura, sua assistente, Evelin, já havia saído de cena.

Geórdio: Preste bem atenção nisso.

Geórdio deu um leve tapa na mão de Adryan que invadia com curiosidade o rosto do defunto.

Geórdio: É de extrema importância analisar as vestes do cadáver antes de iniciarmos a investigação interna.

Nestor dá um leve sorriso.

Nestor: Ele é novo, tem que ter mais paciência, Geórdio.

Além de médico legista, Nestor era o coordenador do curso que Adryan estava fazendo, e estava analisando o treinamento que ele estava recebendo durante seu estágio.

Adryan: Tudo bem.

Geórdio olha para Adryan com superioridade, em seguida começa a coletar os dados do defunto.

Geórdio: A vítima aparenta ter 41 anos, é fumante, morreu as 6 horas de hoje, seu corpo foi encontrado na rua, aparentemente não tem familiares.

Com a ajuda de Nestor, Adryan mediu e pesou o defunto.

Seguiram para a próxima fase do processo deixando o corpo repousando sobre o alumínio, algo semelhante a um tijolo colocado em suas costas para que suas costelas ficassem para frente, facilitando assim o corte.

Durante muitos minutos, Adryan ficou apenas observando como o corpo era cortado como um pedaço de carne, e não era mais nada além daquilo. Geórdio fazia cortes precisos e ágeis abrindo o cadáver e revelando seus órgãos internos, tudo era devidamente anotado e relatado em um gravador, pois Adryan precisaria muito daquele conteúdo em seguida, visto que não conseguiu mais prestar atenção na cena, que era um pouco desconfortável.

Nestor: Você vai se acostumar.

Disse ele tentando incentivar Adryan com um singelo sorriso.

Geórdio: Não foi isso que você escolheu para fazer de sua miserável vida? Então seja homem e aguente.

Adryan: Me desculpe…

Por fim aquele pesadelo havia acabado, talvez a presença de Geórdio o assombrava, era um velho de sessenta e poucos anos, mas parecia-se com um açougueiro abrindo um porco abatido, tratava os cadáveres sem o menor respeito e aquilo estava incomodando Adryan.

CENA 2 (Meio-dia)

Adryan Allen Orc era um jovem bem sucedido de 28 anos, natural dos Estados Unidos terminava seu estágio como legista realizando autópsias juntamente com Geórdio. Adryan estava empolgado que finalmente iria se formar em poucas semanas, e para comemorar mais essa conquista ele convidou Janele para almoçar.

Era meio dia, estava quente e abafado em São Paulo, as pessoas indo e vindo e toda aquela movimentação podia ser vista do outro lado do vidro daquele restaurante onde Adryan e Janele estavam almoçando.

Janele era a melhor amiga de Adryan, talvez sua única amiga. Eles se conheciam desde a faculdade, porém Janele havia desistido de ser médica e seguiu-se a vida sem fazer nada além de curtir baladas e cair na noite perigosa nas boates de São Paulo. Mesmo se conhecendo a tanto tempo, Adryan não conhecia quase nada de Janele, sabia apenas que ela era filha de Geórdio, mas ela não gostava de seu pai e nem falava mais com ele.

Janele: Gostou do meu amigo?

Adryan a encara.

Adryan: Que pergunta é essa?

Janele apenas sorri, ela falava de Aslan, o qual apresentou em uma ocasião eventual para Adryan.

Adryan: Não sei de quem você está falando, faz muito tempo eu não lembro direito.

Janele: Você é um chato, isso sim.

Os dois sorriem.

Adryan: O que eu queria falar é sobre minha formatura.

Janele: Finalmente vai ser coveiro! – Ela bate seu copo no copo de Adryan “brindando”, e ele fica sem graça.

Adryan: Que nada, sempre foi meu sonho ser médico legista.

Janele: Eu sei amigo, estou muito feliz por você.

Adryan: E eu também torcia para que você terminasse medicina.

Janele: Desculpa, mas eu não nasci pra isso.

Ela sorri.

Janele: Hoje a noite você precisa ir em uma festa comigo.

Adryan: Mas nem pensar.

Janele: Por favor…

Janele implora com um olhar que Adryan nunca resistia, então ele sorri.

Adryan: Tudo bem, mas quero voltar cedo para casa que amanhã eu trabalho.

Janele: Combinado.

Os dois terminam o almoço enquanto conversam e sorriem alegres.

CENA 3 (Tarde)

Acontece em alguns momentos de pessoas normais serem submetidas a presenciarem cenas indesejadas, tais como dois homens juntos. Inadmissível.

Foi no terceiro andar onde tudo começou, e foi no terceiro andar onde tudo terminou. Era num apartamento de luxo, Aslan tinha 25 anos e Duke tinha 26 anos, e os dois namoravam há 2 meses.

É. Não pode haver sentimento puro em duas pessoas do mesmo sexo cometendo esse pecado, é, não pode haver humanidade em dois seres que se dizem humanos cometerem tal atrocidade, não havia perdão para os dois, apenas a promessa de que arderiam no inferno pela eternidade. Pecadores.

Aslan era rico, mimado e conseguia tudo o que queria, era sustentado por seu pai, enquanto que Duke era pobre. Os dois namoravam escondido, afinal ninguém os aceitaria da forma como são, e se alguém os aceitassem, o faria por pura piedade.

Aquele era mais uma tarde onde os dois se encontrariam novamente, porém desta vez parecia diferente, logo que Duke chegou, ele viu o rosto de Aslan abatido.

Duke: O que houve, Aslan?

Aslan: Nós precisamos terminar.

Duke: Por que?

Aslan: Eu gostaria que você fosse embora.

Duke: Me responda!

Aslan: Acabou, Duke.

Aslan agora grita, seu sentimento de tristeza se tornara raiva, ódio

Aslan: Eu não gosto de você!

Nesse momento Duke já estava chorando, ele sentia a dor da perda e da rejeição tão próximas que não conseguia acreditar, na verdade ele sempre soube que isso poderia um dia acontecer.

Duke: Como assim?

Aslan: Me deixe em paz, não entendeu? Você é pobre. – Ele despreza Duke com um olhar de nojo. – Olha pra você, acha mesmo que eu ficaria com você?

Duke não foi capaz de responder.

Aslan: Eu fiquei com você por pena. – Ele respira, ele também estava agoniado e podia-se ver algumas lágrimas querendo rolar. – Eu sentia necessidade de fazer sexo com homens, eu sentia essa necessidade, e foi só por isso que fiquei contigo, mas não dá mais. – Ele vira as costas para Duke. – Seu cheiro, seu jeito “bichinha”, eu tenho nojo disso, não aguento mais, vai embora, por favor. – Ele chorou, mas Adryan não viu. – E faz o favor de nunca mais me procurar.

Por incrível que pareça, Duke aceitou aquela dor, recebeu-a de bom grado, a guardou no coração e foi embora.

CENA 4 (Noite)

A noite estava mais uma vez pronta para protagonizar seus melhores momentos. Em frente a uma boate um táxi para, e dele descem Janele e do outro lado Aslan.

Janele: Vamos logo!

Ela o pegou pelo braço.

Janele: Você parece um pouco abatido, o que houve?

Aslan: Nada demais…

Janele: Vamos nos divertir nessa balada juntos. – Ela sorri. – Aposto que logo você se esquece disso.

Aslan: Eu espero que sim.

Janele: Eu convidei um amigo.

Aslan: E ele é bonito?

Janele: Acho que faz seu tipo.

Ela pega Aslan pelo braço.

Janele: Agora vamos, depois eu ligo para ele para saber onde ele está.

Aslan concorda com um gesto afirmativo e os dois entram na boate.

CENA 5 (Noite)

 Dois homens o cercaram.

Homem1: Aonde vai a princesinha.

Laize: Me deixem!

Agora deixem Laize se apresentar. Ela, ou ele, como quiserem, afinal travestis são tão confusos, tão vazios, querendo ser mulher com um saco escrotal, aonde já se viu tal absurdo?

Não se deixe enganar, por de baixo daquele lindo vestido azul que Laize estava usando, existia um pau e duas bolas, ele não era uma garota, ainda, e nunca seria!

É ridículo que existam pessoas como Laize no mundo, é uma abominação, uma aberração, e aqueles dois homens eram servos de Deus, eram dois heróis que estavam naquele exato momento para limpar o mundo dessa sujeira podre que “virou moda”.

Homem2: E essa roupa de prostituta?

O homem rasga o vestido caro que Laize tinha comprado para ir até uma festa. Era em torno de umas dez horas da noite quando Laize pegou o caminho para a boate. Essa maldita encontrou o que procurava, é a única forma de explicar tal fato. Afinal, se não existisse vítima não existiria crime. Mas crime? Isso realmente é crime? É, de fato deve ser crime agredir animais.

Os homens estavam em paz até a chegada daquele ser monstruoso que merecia ser punido. E eles iriam puni-lo.

Laize: Me deixem passar.

Homem1: Engraçadinho, deixa de ser veado.

Ele acerta um soco no rosto de Laize o derrubando.

Homem2: Vira homem, vagabunda!

Com a agressividade necessária os dois homens rasgam as roupas do travesti imundo. E quase nu, Laize é merecidamente punida com vários chutes.

Aberração!

Monstro!

CENA 6 (Noite)

Geórdio é um homem egocêntrico, determinado e de boa índole. Durante toda sua vida fez o necessário para alcançar seus objetivos, ele casou-se com Luciana e com ela teve dois filhos, Janele e Aslan, porém suas criancinhas o decepcionou como nunca imaginaria.

Agora, com seus sessenta e poucos anos, Geórdio curtia o resto de suas noites praticamente abandonado, seus filhos ingratos saiam gastar seu dinheiro, e sua esposa, mal amada, preferiu manchar seu nome e abandonou o homem o qual um dia lhe deu abrigo.

Geórdio tomava um pouco de vinho quando o interfone alerta a chegada tão esperada de sua companhia. Ele a manda subir.

Assim que ela entra ele suspira.

Geórdio: Está linda, como sempre.

Titânia era a amante de Geórdio, e claro, isso é normal para qualquer pai de família, Geórdio era um homem dedicado, pagava as contas, sustentava os filhos e a ex-esposa, o mínimo que ele podia querer era um pouco de luxo em sua vida.

Além de uma amante, uma profissional do sexo, Titânia era médica cirurgiã. Ela quem fazia as cirurgias de mudanças de sexo, coisa brutal que nem deveria ser mencionada naquele momento íntimo dos dois.

Titânia: Eu senti sua falta.

Geórdio: Eu também. – Ele a abraça e a beija.

Os dois ficam nus na sala mesmo, eles tiram a roupa com agressividade como se fizesse muito tempo que os dois não praticavam o ato sexual, e Geórdio a coloca de “quatro”, antes de penetra-la ele faz questão de umedecer o orifício da passagem com sua própria língua, Titânia se contorcia de prazer enquanto tinha seu traseiro sendo lambido com intensidade.

CENA 7 (Noite)

A noite é uma criança. Mal criada e mimada. Nas ruas da grande cidade de São Paulo, Duke chorava, acabava seu namoro naquele dia, ele resolveu não ligar para ninguém, e nem ir para casa, ele queria apenas caminhar pelos arredores do bairro, mas sabia que precisava ir para casa, no dia seguinte acordaria cedo como de costume. Tédio. Sofrimento.

Duke caminhava lentamente, tratou de enxugar as lágrimas, mas ainda doía muito em seu interior, talvez ele nunca esqueceria.

Enquanto que perto dali, Laize se tornaria uma vítima de estupro. Os dois homens a cercaram, e quase nua ela foi posta no chão daquela rua vazia e escura, seus gritos foram calados pelas mãos geladas de um dos homens enquanto o outro baixava o jeans até o tornozelo.

Homem1: Você gosta disso, não gosta?

Segurando o membro com as mãos, ele bate algumas vezes na cara de Laize.

Homem1: Lambe ele, vai!

Ele gritou enquanto que desesperada, ou desesperado, Laize não sabia o que fazer, e quando sentiu o órgão genital daquele homem dentro de sua boca, ela foi cruel e o mordeu.

O homem soltou um berro e caiu no chão enquanto rolava pelo chão. Tamanha foi a dor que aquela maldita o causara. Afinal, Laize estava ali para ser uma vítima e passou a agredir aqueles dois cidadãos. Vagabunda.

Laize correu.

Laize Socorro!

Ela gritava desesperada para que alguém ouvisse seu pedido de ajuda.

Um dos homens pega uma pedra e lança conseguindo acertar nas costas de Laize a derrubando.

Homem2: Agora você vai ter o que merece.

Antes que ele conseguisse introduzir seu órgão na bunda daquela infeliz, Laize acaba defecando acidentalmente.

Homem2: Seu porco! Lixo!

Ele empurra Laize no chão sobre as fezes dele próprio.

Homem1: Me ajude…

Homem2: Vamos embora daqui, ninguém merece estuprar esse lixo de gente, se é que isso pode ser chamado de gente.

Os dois abandonam o corpo de Laize no chão.

Ela chorava. Ele chorava.

Duke passava ali por perto quando percebeu que alguma coisa estava errada.

CENA 8 (Noite)

Adryan terminava de concluir alguns relatórios em seu computador quando seu celular toca, ele lê no identificador de chamadas e percebe que é Janele.

Adryan (cel.): Ainda acordada?

Janele (cel.): Não acredito que esqueceu da balada!?

Adryan (cel.): Meu Deus! Eu esqueci completamente, deculpe.

Janele (cel.): Estou te esperando.

Ela desliga o celular e Adryan se levanta rapidamente, e em questão de minutos troca de roupa e desce as escadas apressado.

No caminho até a garagem ele depara-se com sua mãe.

Cassie: Aonde vai?

Adryan: Só vou dar uma volta.

Cassie não o contrariou, ela estava de camisola e em suas mãos uma xícara de café, provavelmente tinha perdido o sono também.

CENA 9 (Noite)

Duke apressou-se para levantar Laize.

Duke: Ai meu Deus. – Ele consegue a erguer. – Você está bem?

Laize: Me leva pra casa, por favor…

Ela implorava, suas costas doíam e da sua boca escorria sangue da surra que levou. Foi pouco, essa aberração merecia ter apanhado muito mais, quem mandou querer ser diferente das pessoas normais?

Duke: Ai, você está todo cagado.

Laize queria ter sorrido, talvez o jeito engraçado de Duke prevalecesse mesmo depois de tanta tragédia.

Duke: Eu vou te levar até minha casa, fica aqui perto.

Laize: Não, eu estou bem.

Duke: Não se preocupe, não vou fazer nada, já esta tarde, e lá você poderá tomar banho, e eu te empresto algumas roupas minhas.

Laize não podia negar aquele pedido. Duke era uma pessoa muito gentil, mas não deixava de ser uma aberração também, afinal, quem apoiaria um lixo de pessoa como Laize?

Inaceitável.

CENA 10 (Noite)

Adryan chegou até a boate onde Janele estava festejando, e antes que ele ligasse para ela, Janele aparece.

Janele: Finalmente você chegou.

Adryan: Desculpe a demora.

Adryan desce do carro e segue com Janele até a boate. Na porta de entrada Aslan já os esperava.

Janele: Adryan, esse é meu amigo, acho que você já o conhece. – Ela sorria criando expectativa de que Adryan se recordasse de Aslan. E por algum motivo, Janele não mencionou ser irmã de Aslan.

Adryan e Aslan se cumprimentam com um firme aperto de mão, e durante algumas horas na balada os dois trocaram olhares calorosos.

E depois disso chegava a hora de voltar para casa, a balada tinha acabado, Adryan vai até seu carro, Janele entra também.

Janele: Estou toda bêbada.

Disse ela entre gargalhadas.

Adryan: Eu percebi.

Janele: Se não se importa, você também terá que levar meu amigo, que está um pouco bêbado também.

Adryan: E eu tenho escolha?

Janele faz sinal para Aslan.

Janele: Entre, o Adryan vai nos dar uma carona.

Janele senta ao lado de Adryan, e atrás Aslan.

Adryan: E aonde o cidadão mora?

Janele: Um pouco depois da minha casa, não tem erro.

Adryan cala-se por um tempo, e segue o percurso até finalmente chegar à casa de Janele.

Adryan: E agora, para onde eu sigo?

Janele: O Aslan te mostra onde ele mora, eu fico por aqui mesmo.

Janele desce do carro e vai até os bancos traseiros.

Janele: Aslan, passa para frente e mostre onde fica a sua casa para o Adryan.

Sem dizer uma única palavra, Aslan apenas a obedece e vai para o banco da frente.

Janele: Até mais.

Janele fecha a porta e acena para os dois enquanto Adryan dá a partida e segue com o carro.

Adryan: Ela me paga.

Resmungou ele enquanto rangia os dentes.

Aslan: Eu moro no condomínio da frente.

Ele apontou.

Incrível como a voz de Aslan era bonita, seu perfume também era muito atraente, e Adryan ficou um pouco atordoado em meio a tantas atribuições estranhas que fez a respeito do rapaz.

Ele parou o carro.

Adryan: Está entregue.

Aslan sorriu.

Aslan: Obrigado.

Aslan tentou abrir a porta, mas inutilmente não conseguiu, talvez porque estava embriagado demais para realizar tal ação. Vendo tamanha dificuldade do rapaz, Adryan se inclina por cima do banco do carona onde estava Aslan para que pudesse ele mesmo abrir a porta, em meio ao ato, os dois corpos se enroscam e num impulso Aslan puxa Adryan para si e o beija rapidamente.

Aslan: Desculpe.

A porta se abriu, e Aslan praticamente voou para o lado de fora. Adryan, naturalmente ficou sem nenhuma reação, ele estava paralisado, não sabia o que pensar, na verdade ele sabia muito bem o que estava pensando, mas não queria pensar.

Os pneus cantaram naquela madrugada. Adryan voltou para casa.

CONTINUA…

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58 thoughts on “Alvos da Sociedade – Capítulo 01

  1. NOSSA, simplesmente amei a estréia. Amei o jeito de voce contar a história e a narrativa também é um diferencial em Alvos da Sociedade. Vim aqui sem um propósito de ler o capitulo hoje porque estou realmente muito casando. Mas quando comecei não consegui parar, a leitura foi agradável que o capitulo parece ter ficando o mínimo possível.
    Parabéns Hivan, ainda está um pouco confuso pra entender tudo para tenho certeza que a partir do próximo capítulo tudo fica esclarecido. Amei o destaque que você deu para todas as cenas sem indiferença entre protagonistas e coadjuvantes. Posso dizer que Alvos da Sociedade trás outros ares em sua forma! Até o próximo capítulo!! 😀

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    • Você nem imagina o quão feliz estou ao ouvir tantos elogios. Eu tive muito receio em construir uma narrativa desta maneira, tive muito receio em ser mal interpretado, mas ela define exatamente a mensagem que tento passar, e também é uma tentativa de mostrar que esse ódio contra essas pessoas não tem sentido algum e eles são seres humanos.
      Muito obrigado, espero que essa confusão de inicio passe com o tempo.

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  2. Parabéns pela estreia, Hivan! É uma web-novela bem interessante e tem tudo para ser mais um fenómeno no blog!
    Desejo sucesso e boa-sorte!
    #. 😀 ❤ 🙂

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  3. Gente, acho que foi a estreia mais pesada da história do horário adulto! Tô chocado até agora, o capítulo foi pesadíssimo. Geórdio dando beijo grego, Laize sendo espancada, mordendo uma piroca, passando cheque e sendo ajudada por Duke… Aslan surtando e terminando com Duke, e depois pegando o Adryan… Ah, a princípio, shippei esse casal que foi formado na cena final, ok. E já quero a rainha Janele se casando com a Porte.

    Parabéns, Hivan, o capítulo foi maravilhoso!

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    • Gente, e olha que nem produzi tanto o capítulo para ser tão pesado assim, queria começar de leve, mas fico muito satisfeito por ter sido indicado como o capítulo mais pesado de estreia, apenas sentir eu vibrando aqui de felicidade, e que continue assim, afinal deu um trabalhão criar toda essa estrutura macabra e uma narrativa um tanto quanto incômoda para ser desenvolvida.
      Janele casando com Porte, gente, vou ter que criar esse Porte que você tanto pede kkkkk
      E muito obrigado, mesmo ❤

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  4. Primeiro de tudo, gostaria de falar sobre o estilo do roteiro: é a principal prova de que você está se aprofundando numa experiência completamente nova. Me senti lendo um livro e ao mesmo tempo conversando com o seu próprio autor.

    O capítulo em si foi um orgasmo. Intenso, alucinante. Foi rápido, mas ao mesmo tempo não foi. Foi prazeroso, e tive vontade de ter novos.

    Claro, nem tudo é perfeito. A web dá um show no roteiro, na construção dos personagens, no enredo e na conversação com o público, mas não posso estender esse mesmo elogio ao andar da história. Fiquei perdido com o término do namoro do Aslan e do Duke e com o “início” do namoro do Adryan e do Aslan. Não consegui processar direito essas passagens.

    Como eu já disse anteriormente, já quero mais. Parabéns, query :* 😀

    MomentoDivulgaçã1: https://audienciadatvmix.wordpress.com/2016/08/15/mundos-opostos-capitulo-11/

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    • E eu como reagir a tudo isso? Estou sem palavras, nunca pensei que no desenvolvimento da narrativa eu poderia ser tão elogiado (na verdade eu esperava algumas críticas, afinal né?), mas pelo visto todos conseguiram entender o motivo pelo qual o desenvolvimento foi feito baseado nessas premissas, e isso me anima, pois a mensagem da web está sendo passada como eu gostaria que fosse.
      Sobre os acontecimentos, eu tentei não deixar o capítulo muito grande, portanto não quis desenvolver cenas do relacionamento de Duke e Aslan, apenas o dia do término, ou seja, fazia tempo que Aslan queria terminar com ele, apenas apresento no capítulo o dia em que ele toma essa decisão, os motivos são claros, Aslan é homofóbico, e não suportava mais o Duke, e não, ele não deixou o Duke para ficar com Aslan, apenas aconteceu, nada que tivesse sido planejado anteriormente, foi uma casualidade.
      E sobre a homofobia de Aslan, ele acaba por sentir desejo, e cede ao desejo, depois ele rejeita a pessoa, pois não gosta dela, ele fez isso com Duke e ele fará com Adryan (ops, soltei um spoiler). Bom espero que goste.
      Muito obrigado mesmo com o comentário, fiquei muito feliz em saber que a web tenha causado tudo isso logo na estreia 😀

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  5. Chocado com esse capítulo! 😮
    Janele já é a melhor personagem desde já. Acho que vou preferir o Adryan e o Aslan. Não gostei do Duke. Coitada de Laize. Geórdio e Titânia, chocado com a cena… Já quero Janele feliz encontrando o homem certo. No aguardo do desenrolar desses assassinatos misteriosos para fazer minhas apostas (por mais que a minha primeira aposta na página da web ainda esteja de pé. Se você não leu, apostei no Adryan).
    Narrativa ousada que muitos não vão entender. Gostei do primeiro capítulo sendo narrado com se fosse o ponto de vista do “tradicional”, o que eles acham sobre os “alvos” que eles fazem. Eu sou um garoto puro, de família, pra casar mas não tem problemas com o que não seja tradicional.
    Não poderia estrear melhor, Hivan! Espero que Alvos da Sociedade faça sucesso pois é uma ótima trama. Espero que as pessoas entendam o narrativa, por mais que tenha um anúncio antes do capítulo. Como toda trama sua, começa devagarinho, e depois toma rumos surpreendentes. E que venha mais ADS. Parabéns, Hivan 😀 ❤

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    • Gente, surpreso que você não gostou do Duke.
      (E sobre sua teoria, eu li sim, e respondi agora, só não respondi antes porque estava sem tempo mesmo).
      Também fiquei muito triste com as cenas da Laize, ela será uma personagem muito incompreendida, portanto acho melhor darmos bastante atenção a ela, mesmo que a narrativa não dê tanta importância a personagem.
      Outro ponto que você tocou e que me deixou muito feliz é ver que você entendeu a narrativa e não só isso, a aprovou. No momento em que eu estava desenvolvendo a trama eu sabia que poderia ser rejeitada e tive muito receio das pessoas não entenderem (e ainda é possível algumas pessoas não entenderem), mas mesmo assim a trama cá está para todos nós para que isso faça abrir nossas cabeças para o mundo.
      E realmente, Alvos começa aos poucos, e depois passa a ser mais ágil (menos nos dias, também inovei nas cenas, onde os leitores tem que se identificar onde estão e com quem, e todo o aspecto da cena, só digo que parte do dia nos encontramos).
      Espero continuar agradando da mesma forma, muito obrigado 😀

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  6. Gente, essa web é FODAAAAA.
    Confesso que no início a narrativa me incomodava, mas acabei me acostumando e me agradando. Não sei quem vou odiar mais, Geordio ou Aslan. Cenas muito bem escancaradas , nua e crua como o horário pede, n vou menrir, adorei. Adorei a Janele, simpatizei com a Laize, Duke é outro q adorei. Não tem nem muito do que falar da atitude escrota do Aslan, apenas não quero que o pobre do Adryan fique com esse ser. Quero Janele e Adryan, ok? Fiquei em choq com o gancho. Chocado com a cena da Laize tbm, mas é uma dura realidade. No mais, adorei a estreia. Quero conhecer mais esses personagens .Parabéns Hivan!

    Ah , não posso esquecer da abertura. Dei play umas 10 vezss hj ouvindo esse luxo.

    Outra amante excitando querendo dar 🎶🎵

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    • Eu fico muito feliz que tenha gostado. Entendo que a narrativa possa ter lhe causado uma certa estranheza logo no começo, mas acho normal, pois é a primeira vez que utilizo esse estilo.
      Tentei ser muito direto nas cenas, em choque que você não gosta do Aslan (pois bem que faz kkkk), mas enfim, muito obrigado 😀

      E vamos bailar ao som do tema de abertura, um luxo desenvolvido por Esme, apenas sentir.

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  7. Lerei com mais calmo depois amigo, mas sei que vc arrasa sempre. Admiro muito o seu estilo ousado de narrar, e isso vem desde a sua primeira web. Parabéns amigo e sucesso sempre.

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  8. Você sabe como eu gosto dessas suas novidades nas narrações de suas webs, né? Essa sua ousadia é o que me faz mergulhar por completo em suas tramas. Desde “Víbora Dócil”, eu venho me surpreendendo com o seu trabalho, pode ter certeza. O que falar dessa estréia? Pois digo que foi perfeita! Tinha tudo para não dar certo devido a narrativa, mas foi ao contrário, vc surpreendeu. Esse lado obscuro e misterioso que “Alvos da Sociedade” tem é o que me deixa enigmático, é o “ponto alto” pra mim. Gostei bastante disso. Os personagens foram bem apresentados, as emoções foram corroendo a cada cena, foi bem bom esse capítulo. Fiquei perplexo com a agressão que Laize sofreu, foi bem realista. Falando nela, adorei a idéia de abordar esse assunto. Não pude comentar no dia da chamada, mas eu achei bem interessante essa personagem, bem completa. Promete ser um núcleo bastante interessante e que vai dar o que falar daqui pra frente. Bom, me surpreendi com essa ótima estréia e com essa proposta diferente para o horário, que exige e permite isso. Parabéns, Hivan! 😀 Ansioso pelo desenrolar.

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    • Eu fico muito feliz que a narrativa tenha agradado desta vez (Em Víbora Dócil talvez eu não tenha conseguido tanto êxito). E não só isso, fico muito honrado em saber que tenha criado tantas expectativas a respeito não apenas desta trama, mas de todos os meus trabalhos em geral.
      Eu tive uma preocupação muito grande com a criação dos personagens, e tudo foi colocado em seu devido lugar (assim espero).
      Muito obrigado mesmo, fico muito contente com tais comentários, espero que continue acompanhando ❤

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  9. Bem chocante essa estreia. Gostei da amizade Adryan e da Janele, mesmo os dois escondendo muitas coisas. Aslan e Duke tendo um caso nas escondidas. Coitado do Duke sendo humilhado pelo Aslan, pena que isso existe mesmo. Laize sofrendo preconceito por sua opção sexual, revoltado com que fizeram com ela. Geórgio o típico homem que trai a esposa, chocado com o beijo grego. Ainda bem que o Duke apareceu e ajudou Laize. Aslan é um personagem misterioso a gente não sabe o que ele realmente quer, vamos ver o que vai acontecer daqui para frente. Adorei essa forma de narração, vou acompanhar concerteza.
    Parabéns Hivan! ❤

    Curtido por 1 pessoa

    • Bom, algumas das cenas fiz questão mesmo que fossem transmitidas emoções fortes (como a cena de Laize) e que precisavam ser tratadas com um enfoque mais cruel, e também mais pesado, como o horário pede.
      Outras cenas como Geórdio, e sua amante, são necessárias para mostrar o quão sensato é esse “pai de família tradicional”.
      E Aslan é exatamente assim, ele realmente não sabe o que quer, ele é confuso, e perdido em meios a seus sentimentos, mas isso não lhe dá o direito de brincar com os sentimentos do Duke.
      Enfim…
      Fico muito satisfeito que a narrativa tenha lhe agradado, muito obrigado ❤

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  10. Porrrrrrraaaaaaaaa só pude ler agora.
    Gente! Ai que trama incrível meu Deus!
    Me segura que eu vou partir!
    Lacrou! Lacradissimo!
    Ameeeeeeeiiiiiii !!!!! 😍😍😍 👏👏👏👏

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  11. Primeira web que assisto no site
    Tomara que o sucesso faça ela se prolongar por muitos capítulos
    #AdriLan melhor casal

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