A Desonra – Capítulo 20 (Últimas Semanas)

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CAPÍTULO 01×20 – A VERDADEIRA CULPADA

Continuação imediata do capítulo anterior

CENA 1, RUAS, DIA

Rebeca guarda seu celular na bolsa e aproxima-se cada vez mais de Clarisa, que lhe encara com sarcasmo.

Rebeca – Eu reconheço você, você é a menina que tentou matar a Camila aquele dia no hospital!

Clarisa (sarcástica) – Clarisa Olmedo-Dorantes, muito prazer, sua sobrinha! E bom, eu fiquei sabendo que você é a mamãezinha da Camila que minha tia Salma tanto fala, não é? Não precisa esconder isso de mim, viu!

Rebeca – Para mim não há prazer nenhum em lhe conhecer, menina, ainda mais se tratando de ser sobrinha da Salma, que de longe se nota que criou você para ser uma cópia exata dela.

Clarisa – Sabe que para mim isso é um elogio, titia? Sim, porque afinal, se a tia Salma me criou para ser como ela eu dou graças a Deus. Mas já a Camila não posso dizer que teve a mesma sorte, já que não aproveitou as oportunidades que não foram lhe dadas e resolveu se tornar uma mulherzinha como você… Uma vulgar! – risos.

Rebeca – Mas o que é isso, menina? Com que direito você acha que pode se dirigir a mim nesta maneira?

Clarisa – Com todo o direito, porque uma mulher que se enrosca com um homem casado, como tio Leon e ainda tem um filho dele, não merece nenhum respeito, não acha?

Irritada com as ofensas ditas por Clarisa, Rebeca desfere uma bofetada na sobrinha em pleno meio da rua, despertando a atenção de todos ao redor; Clarisa passa uma de suas mãos por seu rosto, enquanto encara a tia com um irritado olhar.

Rebeca – Meu passado não diz respeito a você, uma fedelha que não sabe nada da vida e que acha que pode tudo só porque foi criada por uma megera feito a Salma, tanto que você acha que pode tirar a vida de uma pessoa assim como tentou com a minha filha, sua assassina!

Furiosa com o escândalo armado pela tia e com as acusações, Clarisa devolve a bofetada em Rebeca, que vira seu rosto com o impacto do tapa.

Clarisa – Você nunca mais ouse abrir essa sua boca suja de prostituta que você é para me acusar dessa maneira, ouviu bem? Você não tem prova alguma que eu tentei matar a Camila, e duvido muito que alguém iria acreditar em uma só palavra sua.

Rebeca se recompõe diante da sobrinha e a encara com uma expressão ameaçadora.

Rebeca – Você vai se arrepender desse showzinho barato que você acabou de causar, não tenho provas, mas tenho pessoas que viram o que você fez. Agora irei embora, porque a verdadeira mulher vulgar daqui é você, sua víbora!

Rebeca segue seu rumo normalmente, enquanto Clarisa ri sozinha ao relembrar as provocações ditas à Rebeca.

CENA 2, MANSÃO OMEDO-DORANTES, QUARTO DE CAMILA, INTERIOR, DIA

Camila tira de seu guarda-roupa duas malas, uma grande e uma pequena e as coloca sob a cama; No mesmo instante, Gema entra no quarto e se sente intrigada com a presença das malas ali.

Gema – Mas o que vai fazer com essas malas, menina? Não me diga que sairá mais uma vez desta mansão e vai me abandonar?

Camila – Não Geminha, claro que não vou fazer isso. – risos. – É que hoje eu vou na fazenda do meu marido buscar as minhas coisas, e ai peguei uma mala grande pra colocar minhas coisas que ficaram por lá e uma pequena para que eu possa tomar banho e dormir num hotel.

Camila vai até seu guarda-roupas e pega algumas roupas íntimas e um roupão, e coloca as peças dentro da pequena mala.

Gema – Minha filha, você tem certeza que vai continuar com essa decisão de se separar do seu marido, sendo que vocês dois começaram um compromisso recentemente?

Camila – Não tem volta, eu não vou viver ao lado de um homem desprezível feito o Ângelo, e mesmo que eu ainda o ame, ele não merece esse amor sincero.

Gema – Mas o que foi que esse rapaz fez de tão grave contra você para ganhar este desprezo, minha filha? Conte para mim, você sabe que pode confiar nesta velha governanta que sempre cuidou de você.

Camila – Eu prefiro não dizer, pelo menos agora, pois as coisas só se complicariam mais e mais. Enfim, você pode ligar para o meu tio e dizer para ele providenciar o jatinho para mim?

Gema – Tudo bem, minha filha, como quiser.

Camila aproxima-se da governanta e lhe dá um forte abraço, seguido de um beijo no rosto.

Camila – Fica preocupada não, Geminha, eu juro que só não conto o que está acontecendo porque isso é para o meu bem e para o bem do Ângelo, mas se não fosse tão confidencial, juro que te contaria.

Gema sorri para Camila, e ao se soltar do abraço de Camila, ela sai do quarto para cumprir aos pedidos da jovem.

CENA 3, HOTEL, QUARTO DE ÂNGELO, INTERIOR, DIA

Enquanto arruma suas malas, Ângelo conversa ao celular com Padre Dimitrio.

Ângelo – Sim padre, eu juro que estou com a cabeça mais fria agora e a vingança contra a Camila é a última coisa que vem a minha mente neste momento. […] Eu estou disposto, de verdade a mostrar à Camila que estou arrependido de tudo aquilo, apesar dela jurar que não é a culpada da morte do meu irmão. […] Enfim, eu tenho que desligar, estou arrumando minhas malas porque darei uma passadinha na fazenda para ver se está tudo em ordem, acho que à noite eu devo chegar. […] Até outra hora padre, fique com Deus!

Ângelo desliga seu celular e após terminar de colocar seus pertences na mala, ele a fecha e puxa sua alça, e em seguida, sai do quarto.

CENA 4, APARTAMENTO DE ERIC, INTERIOR, DIA

Eric abre a porta de seu apartamento e Clarisa entra; Ao ver a amante com a cara vermelha e inchada, ele começa a soltar algumas risadas irônicas.

Eric – Não me diga que a patricinha apanhou novamente de alguém? – risos. – Me diga, quem foi a ou o pugilista da vez?

Clarisa – Acabei saindo no tapa com a mamãezinha da Camila, acredita nisso?

Clarisa coloca sua bolsa em cima de uma poltrona e aproxima-se da estante de drinks de Eric; Ela coloca alguns cubos de gelo em um copo e em seguida, despeja uma dose de uísque no copo.

Eric – Nossa, você deu pra sair no tapa com todos os membros da sua família? Mas vamos lá, conte mais sobre o porque que você e ela brigaram.

Após terminar de preparar seu drink, Clarisa senta-se no sofá eu lado de Eric.

Clarisa (irônica) – Então, eu encontrei a minha querida tia na rua e cumprimentei ela, e claro, resolvi dizer a ela umas coisas que ela sabe, do tipo que era uma mulher integra e respeitável, mas você acredita que ela não gostou dos elogios e me deu uma bofetada?

Eric – Realmente Clarisa, é bem capaz de que você tenha dito isso a ela. – risos. – Mas e aí, conta mais.

Clarisa – A vagabunda teve a coragem de gritar no meio da rua que eu era uma assassina e que iria contar a todos os Olmedo-Dorantes quem eu realmente era, você imagina? Pobre coitada, seria bem capaz da minha tia expulsar aquela mulherzinha da frente da mansão à base de tapas.

Eric – Mas e você, tem medo das ameaças dessa mulher? Porque o que ela disse não deixa de ser verdade, cá entre nós.

Clarisa – Ah claro, ela deve ter muitas provas que eu tentei matar a filhinha dela. Acorda, ela apenas ouviu uma discussão minha com a sonsa da tia Alma, que prometeu que não abriria a boca dela em hipótese alguma, acha mesmo que alguém vai acreditar em uma só palavra dessa louca?

Eric – Se você garante que a barra não tá pesada pro teu lado, quem sou eu para duvidar, né? Mas enfim, já que você está aqui, que tal aproveitarmos o tempo enquanto você ainda não é mulher daquele coxinha?

Clarisa – Até que não é má ideia… – risos.

Clarisa solta seu copo em cima da mesinha em frente ao sofá em começa a beijar Eric de uma forma intensa; Ela tira sua camiseta, enquanto ele tira sua blusa.

CENA 5, HOTEL, QUARTO DE REBECA, INTERIOR, DIA

Rebeca está sentada em sua cama, conversando com Eduardo e Vânia, que estão em pé e de frente para a mãe.

Vânia – Ai mãe, que horror, onde já se viu ficar saindo no tapa no meio da rua, logo mais com uma menina que tem idade para ser a sua filha.

Rebeca – Eu sei, mas aquela cobrinha me ofendeu de uma maneira que eu não pude evitar, tive que dar uns belos tapas nela.

Eduardo – E pelo o que você disse, essa garota é a mesma que tentou desligar os aparelhos da Camila enquanto esteve em coma, né?

Rebeca – Sim, e ela se trata de uma sobrinha da minha irmã Salma e prima da Camila, mas para mim o parentesco é o que menos importa, e sim, se essa menina voltar a cruzar meu caminho eu juro que conto tudo o que sei, tendo provas ou não.

Vânia – Enfim, mas não se estresse mais com essa garota, o Eduardo tem um assunto mais importante para te contar.

Rebeca – Bom, então me conte o que de tão importante que você tem para me contar.

Eduardo – Mãe, lembra-se quando eu disse que eu começaria a rondar o teatro onde minha irmã trabalha? Pois bem, hoje passando em frente ao teatro, eu esbarrei com a Camila!

Rebeca – Jura? Ai minha nossa, você e sua irmã se falaram?

Eduardo – Por conta do nervosismo eu não consegui falar muita coisa, mas consegui me apresentar e inventei algumas desculpas a ela, que eu sempre passava por ali em frente em tal. Mas acho que agora eu conseguirei me aproximar da minha e me tornar amigo dela, sem que ela saiba do laço que nos une.

Rebeca – E hoje também eu encontrei o marido da Camila novamente, e acabamos por conversar, e acho que muito em breve, ele saberá de toda minha história que envolve o meu passado com a família Olmedo-Dorantes.

Eduardo – O destino está a nosso favor, mamãe, a cada passo que damos nós só encontramos chances para ficarmos perto da Camila.

Vânia – O que vocês precisam fazer agora é ficar cada vez mais próximos de todos que envolvam aquela família, e principalmente, ficarem próximos da Camila.

Rebeca – Só de pensar que minha filha está a cada dia mais perto de mim, eu só consigo me emocionar. E acho que isso não estaria acontecendo se não fosse o apoio de vocês dois, que desde o início compreenderam minha história e não me julgaram por nada.

Emocionados com o momento, Vânia e Eduardo dão um forte abraço em Rebeca, que dá um beijo em cada um de seus filhos, contente com o momento.

CENA 6, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Clarisa entra na mansão e avista Salma na sala, que usa seu notebook em completo silêncio; A jovem entra no cômodo e se aproxima da tia, dando um beijo em sua bochecha.

Clarisa – Tia, além de nós duas tem alguém em casa?

Salma – A Camila acabou de sair, disse que ia para o interior buscar as coisas que ela deixou na casa do marido e seu tio e o João estão no escritório. Por que a pergunta?

Clarisa – Perfeito, então estou à vontade para contar exatamente tudo o que me aconteceu!

Salma – E o que exatamente lhe aconteceu que ninguém além de mim pode saber?

Clarisa – Então tia, hoje eu estava andando pela rua e sabe quem encontrei? A tia Rebeca!

Salma – Não me diga? Me conte mais!

Clarisa – Então, quando eu a encontrei para cumprimentá-la, mas a maluca disse que era um desprazer em me ver e começou a me ofender e me ameaçar, você acredita? Como eu não sou de ouvir esse tipo de disparate, ainda mais de uma mundana feito aquela mulher, lhe dei uma bofetada.

Salma – Pois fez muito bem, é algo que essa mulherzinha merece a anos, pois não pude dar nem um beliscão nela na época em que descobri o casinho sujo dela com o meu marido.

De repente, Salma começa a passar as mãos pelos cabelos da sobrinha e repara em sua umidade.

Salma – Sobrinha, por que o seu cabelo está molhado?

Clarisa havia tomado banho na casa de Eric após ter feito amor com o amante, e como Salma não poderia descobrir sobre seu caso, ela mente.

Clarisa – Teve uma parte que não lhe contei também, a maluca da tia Rebeca estava com um copo de limonada e o jogou no meu cabelo, e como eu não poderia voltar para casa suja daquele jeito, lavei meu cabelo em uma torneira qualquer, vê se pode uma coisa dessas…

Salma – Que horror, pois imediatamente tome um banho de espumas para se limpar melhor e não ficar toda melada por causa disso.

Clarisa – Okay, tudo bem, eu vou lá tomar um banho e vou ficar no meu quarto até o meu namorado chegar, beijinhos tia.

Clarisa dá mais um beijo em Salma e sai do cômodo, e Salma volta a prestar atenção no que lia em seu notebook.

CENA 7, ANOITECE O DIA

CENA 8, POVOADO, IGREJA, INTERIOR, NOITE

Ângelo desce de seu jipe e entra na igreja. Padre Guilhermo que havia terminado de arrumar algumas coisas no altar, aproxima-se do rapaz, que beija sua mão.

Padre Guilhermo – E então meu filho, nós dois mal falamos pelo telefone hoje, conte que história é essa que Camila quer o divórcio.

Ângelo – Ainda não consegui digerir essa história, apesar dos erros cometidos por ambos, nosso casamento está apenas no início e poderia haver uma saída para nós dois.

Padre Guilhermo – Não é querendo ficar contra você, meu filho, mas não acha que essa moça está em seu direito? Você a agrediu, apontou um revólver para a cabeça dela e ficou prestes a matá-la, sem contar que por conta dessa violenta briga ela rolou um barranco e passou vários dias em coma.

Ângelo – E a vida do meu irmão, padre? Com uma só carta ela conseguiu levá-lo do céu ao inferno, ele que nunca fez mal algum a ninguém. Mas eu estou disposto a esquecer os erros dela, porém claramente isso não apaga meus erros.

Padre Guilhermo – Fico feliz que ainda haja um pingo de sensatez nessa cabeça explosiva, meu jovem. Mas mudando de assunto, pretende passar muito tempo n fazenda?

Ângelo – Talvez dois ou três dias, mas nada além disso, tenho algumas coisas para administrar, venda de algumas plantações, enfim…

Padre Guilhermo – Espero que o trabalho além de ocupar sua força física, ocupe sua mente, e faça você refletir mais do que já está refletindo após ter cometido vários erros imperdoáveis.

Ângelo – Bom, eu irei para a fazenda, vou demorar uns dez minutos até lá e eu quero mais é dormir. Até amanhã, padre.

Ângelo se ajoelha diante do padre, que lhe dá sua bênção.

Padre Guilhermo – Que Deus esteja sempre com você, tenha uma boa noite, filho.

Ângelo levanta-se e despede-se do padre com um abraço; Ao sair da igreja, ele entra em seu jipe e dá a partida, indo rumo à fazenda.

CENA 9, FAZENDA LA BELLA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Camila entra na casa carregando sua mala de rodinhas; Ao perceber um movimento no cômodo, Inês imediatamente corre até a sala, e ao se deparar com Camila, indaga sua presença ali.

Inês – O que a senhorinha quer por aqui? A casa está sozinha e o patrão não se encontra.

Camila – Pouco me importa a presença do seu patrão, vim apenas buscar minhas coisas, não quero nada que seja meu nesta casa.

Camila caminha até a porta do quarto que dividia com Ângelo, porém, é impedida por Inês.

Inês – A senhora não vai entrar, só vai poder pegar um grampo de cabelo que seja só quando o meu patrão estiver por aqui.

Camila – Saia da minha frente, Inês, não estou para palhaçadas, e se está desconfiada que eu vá roubar algo, reviste até a gaveta de cuecas do seu patrão depois que eu sair.

Camila empurra a índia e entra no quarto com sua mala; Inês esbraveja e cruza seus braços por não ter conseguido impedir a entrada da ex-patroa.

CENA 10, MANSÃO OLMEDO-DORANTES, QUARTO DE JOÃO, INTERIOR, NOITE

Sozinhos no quarto, Clarisa e João se beijam sob a cama.

Clarisa – E então, quando vou poder começar os preparativos do casamento, a confecção dos convites, a escolha do vestido e todos aqueles blá blá blás que toda noiva gosta de fazer?

João – Muito em breve, pois ainda eu irei fazer o pedido oficial a meus pais, afinal, eles também te criaram como se fosse filha legítima deles.

João vira-se, com uma expressão incomodada com a pressão de Clarisa; Ele começa a tirar sua gravata, e Clarisa se agarra em suas costas, lhe dando vários beijos no rosto.

Clarisa – Você não me parece nada animado com o nosso casamento. Não me diga que agora está arrependido e fingirá que nunca me pediu em casamento.

João – É impressão sua, eu apenas estou cansado após ficar analisando vários processos judiciais sentado naquela cadeira o dia todo, me entenda.

Clarisa – João, não tente fingir, eu sei que você apenas me pediu em casamento para tentar se mostrar superior a Camila, confesse.

João levanta-se e anda de um lado para o outro enquanto Clarisa o observa.

João – Apesar de eu não te amar como eu gostaria, eu jamais faria isso apenas para ser superior à Camila. Mas me diga você, tem medo que a Camila possa querer voltar para mim?

Clarisa – Você quer a verdade? Realmente tenho medo sim, desde que ela voltou a morar nesta casa eu a vejo como uma verdadeira ameaça, e mais, eu não engoli aquela desculpa dela de divórcio, está na cara que ela quer ter você de volta nas mãos dela.

João volta a se sentar em sua cama; Ele coloca sua mão no queixo de Clarisa, a encarando nos olhos.

João – Eu juro para você que quero te fazer a mulher mais feliz do mundo, e nem por um decreto eu voltaria com a Camila, que me magoou muito ao me esconder várias coisas. Estou aprendendo a te amar, e agora enxergo que você é a pessoa certa para mim.

João beija os lábios de Clarisa, que durante o ato, abre seus olhos e faz uma expressão maliciosa, pois João está caindo em seu jogo como gostaria desde o início.

CENA 11, FAZENDA LA BELLA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, NOITE

Ângelo entra com sua mala na casa e Inês surge da cozinha, apressada ao ouvir novamente um movimento na sala; Ao se deparar com o patrão, imediatamente ela decide contar sobre a presença de Camila.

Inês – Patrãozinho, eu juro que tentei impedir, mas eu não consegui, ela entrou aqui e não obedeceu minhas ordens…/

Ângelo (cortando) – Calma Inês, do que você tá falando? Fale mais claramente.

Inês – Senhor, acontece que a senhora sua esposa, ou ex-esposa, não sei bem como chamá-la, a dona Camila entrou aqui e foi direto para o seu quarto, mesmo que eu tenha dito que só poderia entrar na sua presença.

Ângelo – A minha esposa está aqui?

Inês – Sim senhor, ela está lá no…/

Sem que Inês consiga terminar sua fala, Ângelo entra apressadamente em seu quarto, e com um olhar de curiosidade, Inês resolve ficar atrás da porta para conseguir escutar algo.

Corta para:

CENA 12, FAZENDA LA BELLA, QUARTO DE ÂNGELO, INTERIOR, NOITE

Camila pega algumas mudas de roupa e coloca dentro de sua mala, quando de repente, Ângelo entra no quarto.

Ângelo – Desfaça essa mala imediatamente, daqui você não vai levar um brinco sequer!

Camila – Mas o que é isso? Eu vou levar minhas coisas sim senhor, eu já disse que aqui eu não ficaria mais nem um minuto!

Ângelo – Eu sou seu esposo, Camila, e como seu esposo eu digo que você não vai levar nada e que vai parar imediatamente com esse seu showzinho.

Camila – Era, você era meu esposo, porém ainda no papel infelizmente somos casados, e além do mais, você não exerce direito algum sobre mim, eu sou uma mulher livre!

Camila vira-se de frente para o guarda-roupas, mas de repente, Ângelo segura seu braço, e tomado pelo impulso, beija Camila à força; Ela consegue se soltar rapidamente, e furiosa, desfere uma bofetada no rosto de Ângelo.

Camila – Seu machista imundo, você diz que está arrependido, mas continua agindo feito um verdadeiro ogro, é por isso que eu não vou voltar atrás com a minha decisão, nem que Deus me implore.

Ela começa a bagunçar algumas roupas no armário para procurar seus pertences, quando de repente, um envelope branco cai do meio das roupas; Era o envelope que continha a carta enviada por Clarisa, e ao ver o envelope, Ângelo tenta pegá-lo, porém Camila é mais rápida e o pega.

Camila – Mas o que isto está fazendo no meio das minhas roupas?

Ângelo – Não abra isso, isso é algo confidencial e…/

Camila não dá ouvidos a Ângelo e abre o envelope, e o tirar a carta do envelope, ela se surpreende com a presença de um colar idêntico ao seu, cujo pingente era uma letra “C”.

Camila – Mas esse colar… (T) Esse colar é igual ao meu! O que significa isto?

Imediatamente, ela resolve desdobrar a carta e lê seu conteúdo; Ângelo permanece paralisado, pois não havia muito o que fazer, pois pensava que a carta nas mãos de Camila havia sido escrita pela mesma. Mas de repente, Camila fica gélida e pálida com o que havia lido no conteúdo da carta, e uma mista expressão de pânico e surpresa toma conta de seu olhar; Ângelo fica intrigado com a reação da esposa, pois até então, pensava que a carta havia sido escrita por ela mesma. A imagem se congela no rosto de Camila, e aos poucos, a imagem é transformada em uma carta amarelada com as letras do papel borradas.

21 thoughts on “A Desonra – Capítulo 20 (Últimas Semanas)

  1. AHHHHHHHHH, eu tô tremendo Rosana. Socorro com a soberania da Clarisa, não tem pra ninguém, pisou na tia dela sim, mesmo que ela seja a imoral da história, ela sempre sai por cima, rainha. Camila encontra a carta da Clarisa, e agora a vilã será desmascarada, que tiro, e que comecem os jogos, adoro.

    Parabéns Willian. 😀

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  2. Capítulo 19
    Eduardo se aproxima de sua irmã, Camila, sem falar do parentesco. Rebeca e Ângelo se encontram por acaso. Leon teme que João seja infeliz no casamento com Clarisa.

    Capítulo 20
    Socorro com o barraco entre Rebeca e Clarisa, adorei a troca de farpas e bofetadas. Clarisa seduz João. Camila descobre a carta que Dimitrio recebeu com seu colar e fica perplexa.

    Eita, vem muita reviravolta, já tá na semana final, socorro! Parabéns, Willian! ❤

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