Mundos Opostos – Capítulo 23

Mundos OpostosCENA 01: CASA DE GUTO E LUCIANA/SALA/INT./MANHÃ

Tocam à campainha. Luciana entra correndo na sala e vai em direção ao portão.

LUCIANA – Já vai!

Luciana abre o portão e sorri ao perceber que se trata de Luís.

LUÍS – Como prometido, vim lhe procurar assim que eu tivesse tempo.

LUCIANA – Entra, Luís.

Luciana abre espaço para Luís entrar. Ele entra e vai até o centro da sala. Luciana fecha o portão e caminha até Luís.

LUÍS – Então, o que você queria me contar?

LUCIANA – Bom, eu vou só ali no meu quarto rapidinho e depois eu te mostro o que eu tenho pra te contar, tá bom?

LUÍS – Tá bom.

LUCIANA – Pode se sentar.

Luís se senta no sofá e Luciana se retira da sala, deixando Luís sozinho em cena por alguns segundos. Porém, ao ver Débora entrando na sala, Luís se levanta do sofá de imediato, encarando a moça com um olhar apavorado. Já Débora a encara com um sorriso farto.

DÉBORA (sorrindo) – Bom dia, Luís! Tudo bem, meu querido?

LUÍS (surpreso) – Débora? Mas tu não tinha morrido?

DÉBORA – Eu, morrido? (ri) Mas quem foi que te disse isso?

LUÍS – Todo mundo.

DÉBORA (debochada) – Nossa, o ódio das pessoas é realmente impressionante… basta que eu tivesse entrado em coma para que as pessoas já dissessem que eu tinha morrido.

LUÍS – Então mentiram pra mim?

DÉBORA – Pode-se dizer que sim…

LUÍS – Mas por que fariam isso comigo? Por que eles iam mentir pra mim?

DÉBORA – Pergunta pra eles… ah, não dá, eles não vão querer te falar a verdade.

Luís encara Débora com estranheza.

DÉBORA – Quer saber de uma coisa, Luís? Eu admito, eu forjei uma gravidez para forçar o Pedro Igor a se casar comigo. Mas eu fiz isso por amor, porque eu amava o Pedro Igor e eu queria ser a única pessoa capaz de fazê-lo feliz. Afinal, nós praticamente crescemos juntos, então era natural que nós soubéssemos todos os gostos e preferências um do outro.

LUÍS – Onde é que tu quer chegar com isso, Débora?

DÉBORA – Quando vocês passaram a morar lá na mansão do tio Gabriel, eu fui uma das primeiras a perceber que a Maria amava o Pedro Igor. Eu me senti ameaçada, porque tinha uma concorrente. Eu não queria ter concorrência, por isso fiz tudo o que estava ao meu alcance para afastá-la. Para isso, tive inclusive que me despir de qualquer escrúpulo, lançar mão de agressões verbais tanto contra ela quanto contra você para intimidá-la. Mas quando eu sofri aquele acidente com o Dimas e acordei numa cama de hospital durante a madrugada, aconteceu uma coisa muito estranha.

LUÍS – O quê?

DÉBORA – Eu realmente havia morrido. Aquela Débora que vocês conheciam morreu naquele acidente, mas o ser continuou vivo. Aquela Débora morreu naquele acidente e uma nova Débora nasceu no momento em que eu abri os olhos e me deparei deitada naquela cama de hospital, sendo cuidada por duas enfermeiras.

LUÍS – Então foi por isso que tu forjou a própria morte…

DÉBORA – Exatamente. Eu precisava de um tempo para me recuperar física e emocionalmente, e simultaneamente cuidar daquela nova Débora que acabou de nascer. Como você percebeu, a nova Débora demorou três meses para amadurecer completamente e se estabelecer completamente nesse ser.

LUÍS – E como é essa nova Débora?

DÉBORA – Mais humana. Mais transparente.

Débora se aproxima lentamente de Luís, que vai ficando cada vez mais tenso.

DÉBORA – Não tenha medo de mim. Eu não quero que você tenha medo de mim. Eu quero que você goste de mim, eu quero que todos à minha volta gostem de mim. Eu estou disposta a conquistar o perdão de todas as pessoas a quem eu prejudiquei no passado.

LUÍS – O meu perdão tu já tem. A tua avó me pediu desculpas em teu nome lá no aeroporto antes dela embarcar para Portugal e eu aceitei as desculpas. Mas agora que eu sei que tu tá viva, as coisas mudam quase que completamente.

DÉBORA – Mas não deveriam mudar. Como você mesmo disse, eu já tenho o seu perdão, e eu me alegro muito por isso. Porque você provou que é um rapaz bondoso, que apesar de se magoar facilmente, não consegue guardar rancor por muito tempo… é porque você é um bom rapaz, sua essência é boa, é pura…

Nesse momento, Débora já permitiu que sua mão se levantasse e começasse a acariciar o rosto de Luís, descendo pelo seu pescoço e pelo seu peitoral. Nervoso, Luís não consegue reunir forças para impedir esse tipo de carícia vindo de Débora, ela mesma recolhe a mão.

DÉBORA – Desculpa… é que só agora eu tô reconhecendo o quão encantador você é…

LUÍS – Débora, eu… eu juro que eu não esperava por isso.

DÉBORA – Nem eu. Quer dizer, acho que, lá no fundo, nós dois sabíamos bem que isso poderia acontecer, mas não esperava que realmente acontecesse.

LUÍS – Como assim?

É então que, de repente, Luís tem uma lembrança que confirma aquilo que foi dito por Débora. A cena escurece lentamente.

[FLASHBACK] CENA 02: MANSÃO ANDRADE DA COSTA/CORREDOR 2º ANDAR/INT./TARDE

A cena clareia. Décima terceira cena do segundo capítulo. Débora é tomada por uma repentina raiva que a faz correr em direção a Maria.

DÉBORA – O que você está fazendo?

Sem dar chance de reação, Débora pega Maria pelos cabelos, e a empurra na direção oposta, fazendo-a cair no chão. Enquanto Maria se recupera do susto e da queda, Débora fecha a porta do quarto de Igor com força.

MARIA – TÁ LOUCA, GAROTA?

DÉBORA – LOUCA É VOCÊ DE FICAR BISBILHOTANDO OS OUTROS DAQUELE JEITO! O que você estava fazendo? Pensando em alguma artimanha para tentar conquistar seu lugar naquela cama?

MARIA – E SE FOR? O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO?

Ainda mais irada, Débora faz menção de partir para cima de Maria, mas exatamente naquele momento Luís aparece e impede Débora de chegar perto de Maria, empurrando-a. A força do empurrão faz Débora parar na parede, mas ela não se machuca.

Luís se vira para Maria, enquanto Débora se recupera.

LUÍS – Ela bateu em ti, Maria?

MARIA – Graças a ti, não.

DÉBORA (se levantando) – COVARDE! FAVELADO MISERÁVEL! FOI CAPAZ DE BATER NUMA MULHER!

LUÍS – NEM COMEÇA! EU NÃO BATI EM TI COISA NENHUMA!

DÉBORA – Então quem vai bater sou eu!

Antes que Débora faça qualquer coisa, Maria se põe na frente de Luís.

MARIA – Antes de bater nele, você vai ter que me derrubar.

DÉBORA – Não seja por isso…

Débora puxa Maria, largando-a de Luís. Ela tenta acertar uma bofetada no rosto de Maria, mas erra o alvo. Maria consegue se soltar e empurra Débora, afastando-se. Débora consegue se equilibrar e tenta partir novamente para cima de Maria, mas Luís se põe na frente dela. Inevitavelmente, os corpos de chocam, e os dois ficam parados, com os corpos colados, encarando um ao outro com olhares de estranheza. A cena escurece lentamente.

CENA 03: CASA DE GUTO E LUCIANA/SALA/INT./MANHÃ

A cena clareia. Débora e Luís se encaram, após lembrarem-se daquele episódio.

DÉBORA – Naquele momento, eu percebi que toda raiva passou. Eu deixei de ter raiva de você naquele momento, e eu senti que você deixou de ter raiva de mim naquele momento. Eu senti a sua fraqueza física.

Luís se sente constrangido com as palavras de Débora.

DÉBORA – Não adianta mentir, Luís. Você sente algo por mim.

LUÍS – Sim, não adianta negar. Você mesma tirou a prova naquele momento. Eu admito sim que sinto algo por ti. Mas eu acho impossível que seja um sentimento recíproco e que gere algo concreto.

DÉBORA – Concordo com você em partes. Com aquela Débora realmente era impossível. Mas ela morreu naquele acidente, como eu já disse, aqui na sua frente está uma nova Débora, disposta a conversar com seus antigos desafetos e dizer com a maior sinceridade do mundo: “vamos começar de novo”. E eu sinto que a primeira pessoa que precisa ouvir isso de mim é você. Eu posso ter feito muito mal à sua irmã, mas eu acho que você está precisando mais disso do que ela.

LUÍS – E por acaso você está querendo se aproximar de mim para poder concretizar o meu desejo de ver os meus sentimentos por você serem recíprocos?

DÉBORA (sorri) – Bondoso, encantador, sincero e inteligente… a cada vez que você abre a boca, eu reconheço novas qualidades em você. Perceba, Luís, você reúne todas as qualidades que eu não consigo encontrar no Pedro Igor.

LUÍS – Mas tu não ama o Pedro Igor?

DÉBORA – Sim… mas agora eu não sei se o amo com tanta intensidade. Porque em você eu estou enxergando o que me faz amar o Pedro Igor, somado ao que eu queria que o Pedro Igor tivesse para me fazer amá-lo ainda mais. Eu acho que eu descobri um amor maior que o Pedro Igor.

LUÍS (tenso) – Eu?

Débora sorri para Luís e balança a cabeça, subentendendo uma resposta positiva. Involuntariamente, Luís deixa um sorriso se moldar em seu rosto.

CENA 04: MANSÃO ANDRADE DA COSTA/SALA/INT./MANHÃ

Igor desce as escadas em direção à cozinha, mas estaciona ao notar a presença de Maria, sentada no sofá. Ele vai até a namorada e chama a sua atenção. Ao notar a presença de Igor na sala, Maria se levanta do sofá, abraça o namorado e eles trocam um rápido beijo.

IGOR – Acordou cedo, né?

MARIA – Que nada, foi você quem acordou tarde?

Os dois sorriem um para o outro.

MARIA – Eu ia te perguntar se tu sabe pra onde o Luís foi…

IGOR – O Luís? Ele saiu?

MARIA – Como eu imaginei…

IGOR – Não, sério, ele saiu hoje de manhã?

MARIA – Aham. Saiu. E não disse aonde ia…

IGOR – Que ótimo…

Igor se afasta de Maria e vai em direção à cozinha, deixando-a sozinha em cena.

CENA 05: CASA DE MAURÍCIO E TALITA/COZINHA/INT./MANHÃ

Angelo, Bárbara, Carolina, Dimas, Felipe, Jair, Jéssica, Jonas, Júlio, Larissa, Luciana, Maurício, Ricardo, Talita, Vinícius e Venâncio estão tomando café da manhã. Esporadicamente, Luciana recebe encaradas intimidadoras de seus opositores, em especial de Júlio. Ricardo percebe, mas decide não interferir.

LUCIANA – Eu acho que eu deveria começar a morar aqui, não acham? Quem sabe assim eu conseguiria me tornar mais próxima de vocês e ser mais bem vista pela família…

JAIR – Sim, acho. Porque desde que o Dimas começou a morar aqui conosco, foi muito mais fácil para nós aceitarmos ele como namorado do Ricardo. Acredito que com você aconteceria o mesmo.

JÚLIO – Lembrando que o Dimas não tinha motivos para ser rejeitado pela gente. Ele não tinha furado o olho de ninguém pra namorar com o Ricardo—

RICARDO – Muito menos a Luciana. Gente, quando é que vocês vão entender que o Dimas já tinha terminado comigo quando eu comecei a namorar com a Luciana? Esse argumento é tão furado quanto o discurso petista de que a Dilma foi afastada por um golpe. O meu namoro com o Dimas já tinha sofrido impeachment antes do acidente e foi confirmado pelo próprio Dimas depois que ele acordou.

Silêncio em cena. O clima ficou bem pesado.

CENA 06: CASA DE GUTO E LUCIANA/SALA/INT./MANHÃ

Débora e Luís ainda estão um de frente para o outro na sala. Os dois sorriem fartamente um para o outro.

LUÍS – Eu confesso que eu fiquei encantado por ti desde o primeiro dia em que a gente se viu. Mas as suas atitudes agressivas para com a Maria e até para comigo foram destruindo aos poucos aquele encanto. Eu me decepcionei bastante contigo, sabe? Mas agora eu tô convencido de que aquela Débora que me decepcionou morreu, que agora essa Débora nunca vai ser capaz de me magoar da mesma maneira que aquela Débora me magoou.

DÉBORA – Como você está certo…

LUÍS – Débora, você está disposta a começar de novo comigo?

DÉBORA – Sim. Tudo o que eu quero agora é a sua felicidade.

Débora e Luís trocam um abraço longo e bem apertado. Porém, na hora de se separarem, os dois não resistem e se beijam.

CENA 07: FORTALEZA/EXT./MANHÃ

Imagens da Avenida Alberto Craveiro.

Imagens da Avenida Borges de Melo.

Imagens da Avenida Quarto Anel Viário.

CENA 08: CASA DE JÉSSICA/QUARTO DE JÚLIO/INT./MANHÃ

Júlio está deitado na cama, apoiando o queixo em cima das duas mãos. Seu olhar levantado mira fixamente o rosto de Dimas, que está posicionado em sua frente.

JÚLIO – Dimas, tu ainda ama o Ricardo?

Dimas se surpreende com a pergunta de Júlio.

DIMAS – O quê?

JÚLIO – Eu perguntei se tu ainda ama o Ricardo.

Dimas pensa em como responder Júlio.

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DIMAS – Olha, Júlio… eu sinceramente não sei bem como te responder. Tu sabe muito bem que esse um ano e poucos meses que eu tive de namoro com o teu primo foi, de longe, a época mais feliz da minha vida. Eu finalmente tinha como esquecer a minha origem e a minha história. Eu encontrei uma família feliz e bem estruturada, que se dispôs a se remodelar pra poder me acomodar e me acolher. Ganhei uma mãe, que foi a dona Larissa… encontrei no seu Maurício o pai que eu tinha perdido quando descobri que o meu pai tava envolvido na história da morte do meu irmão… encontrei no Venâncio o irmão que eu perdi ainda pivete… eu não tinha só encontrado o homem da minha vida, eu tinha encontrado uma família perfeita pra mim.

Alguns segundos de silêncio. Dimas se controla para não chorar.

DIMAS – Eu sabia que o Ricardo era carne e unha com o Jonas, mas aquilo me incomodava. Por mais que pareça ser possessão, eu sentia como se o Jonas estivesse invadindo o meu território. Eu me calava, sofria calado em respeito ao Ricardo e ao Jonas. Mas naquele dia eu não me aguentei e botei tudo pra fora. Foi violento, mas não deixou de ser mais uma discussão de casal. Por mais que eu tivesse destratado o Ricardo, eu esperava que ele esperasse eu me acalmar e depois viesse conversar comigo. Mas não, ele jogou tudo pro alto. Eu ainda sinto algo pelo Ricardo, mas depois do que aconteceu… ah, eu não sei nem o que dizer…

JÚLIO – Eu acho que a tua invalidez foi fator determinante pra isso. Eu acho que o Ricardo pensou que tu não queria mais ele porque tu ia passar a viver preso nessa cadeira de rodas e, por isso, não podia mais se relacionar contigo do mesmo jeito. Ele deve ter pensado que tu rejeitou ele porque não queria que ele namorasse um inválido.

DIMAS – Nunca, jamais. Mesmo que eu tivesse ficado tetraplégico, mesmo que eu tivesse sido mutilado naquele acidente, eu não faria disso um motivo pra me afastar do Ricardo. Se dependesse de mim, nem a morte separava a gente. Se até antes desse namoro dele com a Luciana eu botava o Ricardo em primeiro lugar, agora eu não me importo mais nem um pouco com ele.

JÚLIO – Eu queria tanto parar de pensar que eu sou o culpado por isso… mas eu não consigo.

Dimas aproxima sua cadeira de rodas da cama, de modo a ter como repousar sua mão na cabeça de Júlio e acariciar seus cabelos.

DIMAS – Eu te entendo…

Júlio segura a mão livre de Dimas e a beija.

JÚLIO – Tu não sabe o quanto ser consolado por ti me faz bem, Dimas…

Dimas e Júlio se encaram e sorriem um para o outro.

CENA 09: MANSÃO ANDRADE DA COSTA/SALA/INT./MANHÃ

Fátima e Igor estão em pé na sala, um de frente para o outro, conversando.

FÁTIMA – É verdade, Igor. O Luís saiu de casa de manhã cedo. Ele inicialmente não me disse onde ia, mas eu insisti e ele disse que ia à casa da dona Cassandra.

IGOR (estranhando) – À casa da dona Cassandra?

FÁTIMA – Isso mesmo, à casa da dona Cassandra.

IGOR – Ela voltou ao Brasil?

FÁTIMA – Gente, você não soube? Anteontem dona Cassandra telefonou para a dona Alice, informando que estava de volta ao Brasil. Ela voltou a morar na mansão na Aldeota.

IGOR – Não, Fátima, eu não soube. Estou sabendo agora. Mas o que o Luís foi fazer lá?

FÁTIMA – Nem ele parecia saber. Mas ele me disse que foi chamado para ir até lá por causa de um assunto que ele não sabia qual era.

Igor encara Fátima com estranheza.

CENA 10: CASA DE GUTO E LUCIANA/SALA/INT./MANHÃ

Débora e Luís vêm do corredor correndo e vão até a porta de entrada. Chegando lá, Débora abre a porta para a saída de Luís, mas antes eles se despedem com um rápido beijo.

DÉBORA – Vai, volta pra casa. Mas volta amanhã, tá, quero conversar com você.

LUÍS – Tá bom.

E Luís vai embora. Débora fecha a porta e se escora nela, suspirando profundamente. Luciana vem descendo as escadas e flagra a neta em estado de êxtase.

LUCIANA – Débora?

Ao perceber a presença de Luciana na sala, Débora lhe sorri.

LUCIANA – Débora, minha amiga, o que está havendo com você?

DÉBORA – O que está havendo comigo, Luciana? Está havendo que eu estou caindo na minha própria armadilha.

LUCIANA – Como assim, Débora?

DÉBORA – Eu acho que eu realmente sinto alguma coisa pelo Luís…

Luciana encara Débora, espantada com o que acabou de ouvir.

CENA 11: FORTALEZA/EXT./MANHÃ

Imagens da Avenida General Osório de Paiva.

Imagens da Avenida da Universidade.

Imagens do Estádio Arena Castelão.

CENA 12: CASA DE ANGELO E BÁRBARA/FACHADA/EXT./TARDE

A porta de entrada da casa se abre. Já com o uniforme do trabalho, Angelo sai de casa. Ele dá um beijo de despedida em Bárbara e parte rumo ao seu trabalho. Assim que ele vira a esquina, Bárbara olha em direção à porta da casa de Jéssica, que abre para a saída de Júlio.

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Júlio encara Bárbara com um olhar receoso, mas ela lhe dá um sorriso. É o sinal que ele precisava. Júlio fecha a porta de casa e corre até Bárbara: ela abre espaço para ele entrar e, em seguida, fecha a porta.

CENA 13: CASA DE ANGELO E BÁRBARA/SALA/INT./TARDE

Mesma trilha sonora da cena anterior. Bárbara empurra Júlio, que cai deitado no sofá. Em seguida, Bárbara deita-se por cima de Júlio e os dois se beijam vorazmente. Em meio aos beijos e carícias, os dois acabam caindo do sofá e rolando no chão. Eles param com Júlio por cima de Bárbara: ela prende suas pernas na cintura de Júlio; ele tira a camisa e ela tira a blusa; Júlio cola o corpo de Bárbara no dele. Com as testas coladas, os dois amantes sorriem um para o outro.

JÚLIO – Já te disse que tu é louca?

BÁRBARA – Não é tu quem disse que isso dá mais tesão?

JÚLIO – Eu te amo.

BÁRBARA – Eu também…

JÚLIO – Minha Laura cachorrona.

BÁRBARA – Me chama de Fatinha e vem ser meu Bruno.

Os dois voltam a se beijar. A trilha sonora vai abaixando aos poucos.

CENA 14: MANSÃO ANDRADE DA COSTA/SALA/INT./TARDE

Tocam à campainha. Fátima corre até a porta.

FÁTIMA – Já vai!

Fátima abre a porta e se surpreende ao saber que se trata de Luís.

FÁTIMA – Luís…

LUÍS (sorrindo) – Oi, Fátima… cheguei tarde pro almoço?

FÁTIMA – Chegou. Se quiser almoçar, vai ter que almoçar junto com os empregados.

LUÍS – Não, sem problemas.

Fátima abre espaço para Luís entrar. Ele entra e ela fecha a porta.

FÁTIMA – Espera, Luís.

Luís, que já ia subir as escadas, estaciona imediatamente e vira-se de frente para Fátima. A governanta se aproxima do rapaz e vira o rosto dele para o lado, revelando uma marca de batom no seu pescoço.

FÁTIMA – O que é essa marca de batom, Luís?

Luís fica petrificado diante do questionamento de Fátima. Ela continua deixando o rosto de Luís virado, e ele não oferece resistência, está mais preocupado em raciocinar e encontrar uma maneira de responder Fátima.

A cena congela em um efeito preto-e-branco nos rostos dos dois.

FIM DO VIGÉSIMO TERCEIRO CAPÍTULO.

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38 thoughts on “Mundos Opostos – Capítulo 23

  1. Tentei engolir essa história de Débora humana, mas não consegui, isso tudo é um jogo dela pra conseguir atingir de alguma forma Maria, por isso essa aproximação de Luís. Apenas isso que tenho a declarar. Júlio e Dimas cada vez mais próximos e eles se merecem, de verdade. Entre Júlio e Barbara tem um desejo carnal como em outro casal antigo da trama, mas entre ele e Dimas eu vejo sinceridade, vejo um carinho e uma confiança no meio de tudo. Agora Luís terá que dar uma explicação pra Fatima… Quero ver essa! Parabéns, Glay! 😀

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