A Flor do Sertão – Capítulo 26 (Último Capítulo)

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CENA 01: FÓRUM/INT./DIA

Inicia-se o julgamento de Regina. Pessoas vão lotando a sala do júri. Os filhos de Regina e de Sônia estão ansiosos. Olga está atenta a todos os detalhes. O juiz chega ao local e todos os presentes se levantam. A tensão estava no ar. De um lado estava Regina, acusada de matar o marido Antônio e defendida por um advogado público. Do outro, estava Sônia, que acusava a inimiga de matar Antônio. Com o dinheiro do testamento, ela teve condição de contratar um dos melhores advogados da cidade. Regina e Sônia se encaram. Regina mal consegue respirar. Ela estava nervosa.

JUIZ: Senhores, daremos inicio ao julgamento da acusação de assassinato de Antônio Figueiredo Justiniano, em que Regina Alves da Fonseca Figueiredo, ex-mulher da vítima é a principal suspeita. O processo que aqui será executado tem fundamento no testemunho de Sônia da Fonseca Falcão. De acordo com os ritos desse tribunal, se faz imperativo perguntar: senhora Regina, declara-se inocente ou culpada do crime pelo qual é acusada?

Regina se levanta.

REGINA: Inocente, excelentíssimo juiz. Eu sou inocente!

JUIZ: Que entrem as testemunhas.

Sônia se levanta e faz o juramento de dizer apenas a verdade.

JUIZ: Quero adverti-la de que a senhora está de compromisso legal de testemunha, ficando ciente de que não possa fazer afirmativas falsas ou negar ou calar a verdade, sobre pena de cometer crime de falso testemunho. Concedo a palavra à testemunha Sônia da Fonseca Falcão.

Sônia começa a falar.

SÔNIA: O meu falecido ex-marido Antônio era uma pessoa extraordinário. Atencioso, amoroso e se dava bem com todos. Após o casamento com a acusada, o Antônio mudou completamente. Os dois brigavam muito e ela chegou a agredi-lo. Eu tenho motivos para acusar esta mulher de assassinato. Regina Alves da Fonseca Figueiredo era amante do mecânico que sabotou o carro do Antônio. Os dois planejaram tudo. Ela é culpada pela morte do Antônio!

As pessoas presentes começam a falar em protesto ao que foi dito por Sônia.

JUIZ: Silêncio! Silêncio no tribunal!

O juiz começa a fazer perguntas para Sônia.

JUIZ: Como a senhora tem conhecimento do suposto caso entre a acusada e o mecânico que supostamente sabotou o carro da vítima?

SÔNIA: Bem, em uma manhã eu fui à tal mecânica e flagrei os dois se agarrando. Então, eu resolvi me aproximar para constatar que era mesmo a Regina e quando cheguei mais perto, ouvi eles conversando sobre algo relacionado a testamento. Eu logo deduzi que eles estavam planejando a morte do meu ex-marido. Avisei ele, mas já que estava hipnotizado pela acusada, não me deu atenção.

REGINA: Isso é mentira! Essa mulher está a mentir perante todos aqui presente, meritíssima.

JUIZ: Não lhe foi concedida a palavra, senhora Regina. Queira se sentar.

Regina se senta.

JUIZ: Por que a senhora não procurou a polícia para contar o que ouviu?

SÔNIA: Eu não tinha prova alguma comigo. Seria a palavra dela contra a minha. A Regina sempre foi uma pessoa estranha. Sempre teve um comportamento suspeito. Caso eu a denunciasse, ela poderia tentar algo contra mim ou aos meus filhos.

JUIZ: Muito obrigado. A sua fala está encerrada. Pode entrar a testemunha.

Um homem entra na sala onde está acontecendo o júri. Ele faz o juramento e se senta na cadeira para ser interrogado.

JUIZ: Aírton Nunes da Silva, o que o senhor te a dizer sobre o suposto caso entre um funcionário da sua mecânica e a acusada?

AÍRTON: Eu descobri o caso do dois durante uma ronda a noite que eu fiz na mecânica. Eram cerca de meia-noite e eu ouvi um barulho estranho. Quando fui aos fundos do local, vi os dois tendo intimidades. Logo os repreendi. Mas não adiantou… Dias depois, vi novamente os dois juntos.

JUIZ: O senhor tinha conhecimento desse suposto plano para matar a vítima?

AÍRTON: Não, excelentíssimo juiz. Eu jamais seria capaz de imaginar que os dois seriam capazes de planejar tal ato.

JUIZ: Você tem alguma informação do paradeiro do suposto executor do assassinato?

AÍRTON: Provavelmente ele fugiu, meritíssimo. No dia seguinte ao crime, eu encontrei o caixa vazio. Com certeza, ele roubou meu dinheiro e foi embora.

JUIZ: Sua fala está encerrada. Que entre a próxima testemunha.

Muitas pessoas entram na sala do júri, entre elas estão Olga, Lucrécia, Suzana, Rodolfo e Jurandir. Após ouvir todas as testemunhas, o juiz chama Regina.

JUIZ: Assim sendo, daremos início ao interrogatório da acusada. A palavra está com o senhor promotor.

PROMOTOR: Senhora Regina, queira se dirigir à tribuna por gentileza.

Regina se levanta e faz o juramento.

JUIZ: Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada além da verdade?

REGINA: Juro, excelentíssimo juiz.

PROMOTOR: A promotoria passa a palavra para o advogado de acusação, o doutor Fábio Frederico Fasano.

FÁBIO: Agradecido!

Fábio se posiciona em frente à Regina. Os dois se encaram. O som do interrogatório vai diminuindo até desaparecer totalmente. O juiz decide dar um intervalo ao julgamento.

CENA 02: FÓRUM/INT./DIA

O juiz volta do intervalo. Todas as pessoas se levantam em respeito ao meritíssimo. Ele pega um papel onde está escrito o veredito final. Regina aguarda a leitura em pé. Ela está aflita.

JUIZ: Junto com os promotores, cheguei ao veredito final.

Close em todos os presentes, nervosos.

JUIZ: … Após ouvir todas as testemunhas e diante de todas as provas apresentadas, Regina Alves da Fonseca Figueiredo está condenada a vinte e seis ano e sete meses pela morte de seus esposo Antônio Figueiredo Justiniano…

Da sala onde está ocorrendo o julgamento, é possível ouvir um barulho. Alguém abre a porta da sala do júri e começa a bater palmas.

JUIZ: Tirem esse homem daqui!

Dois policiais tentam tirar o homem do local, mas ele tira os óculos e faz uma revelação.

HOMEM: Esse julgamento é um equivoco!

JUIZ: Como ousa falar algo assim?

HOMEM: Para que julgar alguém por assassinato de uma pessoa que está viva.

O homem tira o chapéu e os óculos e se revela ser Antônio.

ANTÔNIO: Não há motivos para julgarem a minha esposa. Eu não morri! O julgamento deveria ser de outra pessoa, quem tentou me matar…

Todos do julgamento ficam muito surpresos ao saberem que Antônio está vivo.

ANTÔNIO: Eu não morri, mas escapei por pouco. Tudo foi um plano de uma pessoa que está presente nessa sala…

Close em todos os rostos das pessoas presentes ali.

[FLASHBACK] CENA 03: CARRO DE ANTÔNIO/INT./TARDE

Antônio dirige seu carro em alta velocidade. Ele sente um mal estar enquanto conduz o veículo.

ANTÔNIO: Meu Deus do céu, me ajude!

Antônio vira o carro para a esquerda. Sua visão está embaçada e ele mal consegue enxergar a estrada. O sol está quase se pondo e o dia vai se escurecendo aos poucos.

ANTÔNIO: Regina, meus filhos…

Antônio vira o carro para a direita. Ele ouve um barulho e olha para os bancos de trás do veículo e consegue ver um homem.

ANTÔNIO: Quem é você? O que tá fazendo aqui?

O homem não responde e ataca Antônio, tendo tomar o controle do carro.

ANTÔNIO: Mas você é o ex-namorado da Suzana…

HOMEM: Isso mesmo! Ela mandou eu te matar e assim vou fazer.

Na rua tranversal, um veículo em alta velocidade é surpreendido pela entrada de Antônio na estrada. Antônio consegue desviar, mas acaba ficando de frente a uma árvore. Ele tenta apertar o freio para fazer um desvio, mas o mesmo não funciona e o carro acaba batendo na mureta de proteção.

A cena escurece rapidamente. Ouve-se um barulho de batida. A cena clareia: o carro de Antônio caiu de uma ribanceira. O veículo fica em chamas e explode em seguida. A câmera foca no carro pegando fogo. A imagem mostrada é do corpo de Antônio ao lado do carro que acabara de explodir. É possível perceber que ele está respirando. A imagem se escurece.

NARRAÇÃO: Eu estava me sentindo mal no carro. Aí escutei um barulho e fiquei intrigado. Quando olhei parar trás vi um homem lá. Nós dois discutimos e ele disse que estava ali para me matar. Então, ele tentou tomar o controle do carro. Numa curva também vinha outro carro em alta velocidade. Tentei desviar e acabei batendo na mureta de proteção. O carro cai lá em baixo, pegou fogo e explodiu. Mas para minha sorte, eu fui arremessado do carro e sobrevivi… Eu sei quem tentou me matar e não foi minha esposa Regina. Foi a Suzana, minha filha. Ela mandou me matar!

CENA 04: FÓRUM/INT./DIA

Diante daquela revelação, todos ficam impressionados. Suzana logo tenta fugir do fórum, mas é pega por dois policiais. O juiz tem uma rápida conversa com os promotores e condena Suzana a treze anos de detenção.

CENA 05: FÓRUM/EXT./DIA

Todas as pessoas que assistiram ao julgamento estão na parte externa do fórum. Eles estão felizes. Regina dá um beijo em Antônio, matando a saudade e comemorando sua liberdade. Paula e Jorge se abraçam, emocionados. Pouco depois, a porta da fórum se abre bruscamente e todos veem Suzana saindo.

Suzana sai do local acompanhada por dois policiais. Ela encara todos ali.

SUZANA: O que foi? Nunca me viram? Esse lugar tá poluído com tanta gente idiota reunida num lugar só… Eu vou me vingar! Vocês vão se arrepender! Todos vocês!

REGINA: Você vai ficar na cadeia até pagar por tudo o que fez!

SUZANA: Ah, Regina… Eu vou te matar, sua desgraçada!

REGINA: Ah, é? Vamos ver então. Agora eu tô precisando de dar uma coisa… – ela se aproxima de Suzana e dá um tapa no rosto. – Desgraçada! Isso é por tudo que fez com meus filhos e com meu marido! Agora, vá embora para o xilindró, lugar que você deveria ficar para frente! – gritando.

Suzana fica irada e retira do revólver da cintura de um policial, apontando para Regina, que se afasta com medo.

SUZANA: Mas antes, eu vou acabar com sua vida!

Todos estão apavorados. Suzana os encara com ódio.

ANTÔNIO: Larga essa arma e se entrega logo!

LUCRÉCIA: – Suzana, pensa bem, não faça nenhuma besteira e se entrega! 

SUZANA: Se afastem, senão eu mato ela.

Todos se afastam. Suzana se aproxima de Regina com a arma em punho. A vilã encara a madrasta com um ódio no olhar. Antônio, Lucrécia, Paula e Jorge estão muito e aflitos. Suzana aperta o gatilho do revólver, disparando um tiro para Tiago. Porém, Lucrécia se joga na frente da madrasta. Todos ficam em choque, inclusive Suzana, que aproveita e foge dali. Os policiais vão atrás dela.

REGINA (gritando): Lucréciaaaa!

Tiago fica emocionada com a atitude de Lucrécia, que sempre a odiou.  A mulher está perdendo muito sangue e vai perdendo as forças até fechar os olhos. A imagem se escurece.

CENA 06: HOSPITAL/QUARTO/INT./ DIA

A imagem se clareia. A câmera percorre os corredores de um hospital. Pessoas andam para todos os lados. Alguns pacientes estão deitados nas macas dos corredores sem atendimento. O foco vai para a porta de um quarto identificado pelo número 39. A porta se abre e um médico entra. Ele se aproxima de algumas das várias macas presentes no local. O médico caminha rumo a uma cama especifica. Ele observa o paciente. A câmera foca no rosto da pessoa e vai subindo até o rosto. A imagem que se vê é a de Lucrécia, muito fraca. Regina segura a mão dela.

REGINA: Ela vai ficar bem, doutor?

MÉDICO: O tiro foi grave e acertou o fígado. Faremos o possível para que ocorra tudo bem, mas o risco é muito grande. Qualquer coisa é só me chamar!

REGINA: Salva ela, por favor.

MÉDICO: Faremos o possível para que ocorra tudo bem, mas o risco é muito grande. Qualquer coisa é só me chamar!

REGINA: Muito obrigada!

O médico sai e Regina continua com Lucrécia.

REGINA: Por que você me salvou? Nunca gostou de mim e nem dos meus filhos… Não entendo sua atitude, mas agradeço por ter me salvado. Espero que se recupere logo!

Lucrécia desperta aos poucos. Regina fica feliz.

REGINA: Lucrécia?

LUCRÉCIA: Onde eu estou?

REGINA: Você tá no hospital. Você me salvou de um tiro. Por quê?

LUCRÉCIA: Você sempre foi como uma mãe para mim, mesmo eu te odiando.

REGINA: Muito obrigada!

LUCRÉCIA: Eu ouvi sua conversa com a minha mãe. Se é que posso chamar aquela mulher assim… Ela nunca gostou de nenhum de nós. Só pensou em si própria… Você me perdoa?

REGINA: Claro que sim!

Regina e Lucrécia dando um abraço. Aquele era o aviso de uma trégua. A paz começara a reinar.

CENA 07: RUA/EXT./DIA

O burburinho toma conta do bairro. Olga sai da sua casa carregando algumas coisas na mala. Era a despedida. Os vizinhos todos estão emocionados em frente à casa dela.

OLGA: É, meus queridos, chegou a minha hora de partir. Foi muito bom passar esse tempo com vocês. A minha vida toda, praticamente. Eu fofoquei muito por aqui… (rindo) Desculpa se eu falei algo que vocês não gostaram. Amo vocês!

TODOS: Olga! Olga!

Jurandir observa aquela movimentação e se aproxima.

JURANDIR: Quer dizer que você vai embora mesmo?

OLGA: Sim. Eu não posso ficar num lugar onde não me querem.

Olga se despede dos vizinhos e sai carregando as malas.

OLGA: Adeus, Jurandir!

JURANDIR: Adeus!

Olga dá alguns passos, quando ouve a voz de Jurandir a chamar.

JURANDIR: Olga!

Ela se vira toda feliz, crente que Jurandir pedirá para ela não ir embora.

JURANDIR: Boa viagem!

O sorriso de Olga se desfaz e ela vai embora. Ela entra no táxi e olha para Jurandir. O veículo se prepara para dar partida, quando Jurandir entra em sua frente e o impede de prosseguir. O mecânico abre a porta do táxi e retira Olga.

JURANDIR: Olga, eu acho que eu te amo… Peraí, eu não acho. EU TE AMO!

OLGA: É sério isso?

Jurandir vai para um lugar onde possa ser visto por todos os moradores.

JURANDIR (gritando): Olga, EU TE AMO!

Olga dá um largo sorriso. Ela e Jurandir se beijam sobre os aplausos dos vizinhos.

CENA 08: CASA DE ANTÔNIO/INT./DIA

Sônia entra na casa de Antônio com uma fisionomia de preocupação. Ela está aflita, andando de um lado par ao outro.

SÔNIA: E agora? O desgraçado tá vivo e vai voltar pra casa. Vão descobrir o testamento falso e também vão me prender. Não! Isso não vai acontecer…

Corte rápido. Sônia está arrumando as malas. Ela pega apenas coisas básicas. Ao certificar que tudo está pronto, ela pega a chave e abre uma gaveta. É possível ver algumas joias e uma pequena maleta. Sônia abre a maleta e retira uma boa quantia de dólares.

SÔNIA: Isso! Isso! Isso! Agora serei feliz longe daqui. Paris, me aguarde!

Sônia fecha a maleta e se levanta. Ela está preparada para fugir dali. Quando chega na sala, Sônia tem uma grande surpresa. É Suzana.

SUZANA: Oi, mamãe. Feliz em me ver?

SÔNIA: Suzana? Você fugiu?

SUZANA: Claramente. Achou mesmo que eu ia ser presa? Você também parece tar fugindo, não é mesmo?

SÔNIA: Venha comigo, minha filha querida.

SUZANA: Filha querida? Não banque a falsiane… Eu já sei que você odeia a mim e meus irmãos.

SÔNIA: Quê isso? Eu amo vocês!

SUZANA: PARA! – aponta a arma para a mãe – Eu ouvi sua conversa com a Regina. Sua mascara caiu, mamãe.

SÔNIA: Quer saber? Odeio vocês mesmo! Foram três pesos que tive que aguentar. Só me deram problema e nem me serviram para segura o Antônio. Seus imprestáveis…

Cheia de fúria, Suzana dispara um tiro contra a mãe.

SUZANA: Eu te odeio!

Sônia encara a filha enquanto cai no chão toda ensanguentada. Suzana pega o dinheiro da mala e foge.

CENA 09: ITAÚNA/INT./DIA

Alguns dias se passam. A família de Regina finalmente se acertou e todos vivem e harmonia. Paula está feliz namorando João, que a ajudara quando levou um tiro na favela. Antônio e Regina estão vivendo com um verdadeiro casal. Jorge continuou tratando Maria de forma fria, dando mais valor a si próprio. Ele conseguiu uma medalha internacional após ficar em primeiro lugar do ranking mundial de um prova de Matemática. Rodolfo ficou em sua casa sozinho, viciado em seu vicio de beber. Luciana e Tiago encontrar parceiros que puderam fazer com que eles ficassem felizes. Olga e Jurandir se casaram e vivem felizes com um casal nada normal. Suzana está se fingindo de louca em um hospício, mas continua com seu objetivo de matar Regina.

CENA 10: CASA DE ANTÔNIO/INT./DIA

Trilha Sonora: Bela Flor – Maria Gadu

A imagem mostrada é de uma grande mesa farta de alimentos. Em seu redor, estão Regina, Lucrécia, Antônio, Jorge, Luciana, Tiago, Olga, Paula, João e Jurandir, felizes. O clima é de comemoração.

REGINA: Eu proponho um brinde à vida!

Todos brindam. A câmera mostra Antônio preparando um churrasco. O foco vai para Paula e seu namorado João.

JOÃO: Então você decidiu não procurar mais seu pai, meu amor?

PAULA: Sim. Se ele não quis saber de mim, também não irei atrás dele. Eu já tenho um ótimo pai!

Paula vai até Antônio e dá um beijo em seu rosto.

PAULA: Te amo, pai!

Close em Lucrécia, distante dos outros. Regina percebe e se aproxima dela.

REGINA: Aconteceu alguma coisa?

LUCRÉCIA: Só estava pensando no passado… No filho que eu abandonei naquele orfanato. Resolvi que vou procura-lo e pedir perdão. Quero que ele viva junto a mim!

REGINA: Você vai encontrar ele e ser muito feliz, tenho certeza!

Lucrécia olha para Tiago, Luciana e seus respectivos namorados.

LUCRÉCIA: Ao contrário do meu irmão… O Rodolfo estragou a vida dele com aquela bebida maldita!

REGINA: Ele só está colhendo o que plantou… Agora deixa de tristeza e vem se divertir.

Corte rápido. A câmera mostra todos reunidos na mesa, saboreando um delicioso almoço.

CENA 11: CASA DE REGINA/INT./TARDE

Regina está observando o pôr do sol na varanda de sua nova casa. Ela está pensativa, mas com uma fisionomia de felicidade. Regina fecha seus olhos e sente o vento batendo em seu rosto. Antônio surpreende a esposa. Ele tampa seus olhos.

REGINA: Meu amor?

Regina e Antônio dão um beijo.

REGINA: Olha que lindo esse pôr do sol!

ANTÔNIO: Só não é mais lindo do que você…

Regina dá um sorriso.

ANTÔNIO: Você me perdoa?

REGINA: Perdoar pelo que?

ANTÔNIO: Por tudo. Ter te enganado, te traído…

Regina tampa a boca de Antônio.

REGINA: Não há nada o que perdoar…

Regina se apoia em uma grade da varanda e volta a apreciar o pôr do sol. Sua fisionomia agora é de tristeza. Nos pensamentos de Regina, surgem vários flashs de seu passado. Francisca, Bento, Ramiro, Laís, Aurora, José, Maria e Geraldo estão presentes nas lembranças da nossa heroína.

ANTÔNIO: O que houve?

REGINA: Me deu uma saudade do meu sertão, da minha família, das pessoas que deixei lá… Eu fui muito feliz por lá.

ANTÔNIO: Eu sei o quanto você gosta do sertão, mas sua felicidade é aqui. Comigo, com nossos filhos…

REGINA: Tem razão, meu amor!

Regina e Antônio se beijam apaixonadamente. A câmera vai se afastando. Aquela cena é transformada em uma foto, que é colada em um livro. O livro é fechado e a imagem se escurece. A imagem se clareia e o livro é novamente aberto. É mostrada a foto de Regina e Antônio se beijando ao pôr do sol.

Regina e Antônio continuam se beijando, quando são surpreendidos por Suzana. Ela tem uma arma, com a qual ameaça a vida dos dois.

SUZANA: Pensou que eu ia deixar essa história terminar feliz? Felicidade não combina comigo. Eu gosto é da morte. E dessa vez os dois não me escapam.

Regina e Antônio se olham, apavorados.

REGINA: Antônio, nunca se esquece que eu te amo. Do fundo do meu coração. Você é o amor da minha vida!

ANTÔNIO: Eu também te amo!

Antônio e Regina trocam um rápido selinho.

SUZANA: Já se despediram, agora já podem morrer. Quem será o primeiro a ir pro inferno?

Suzana encara o casal com um olhar diabólico. A imagem se escurece totalmente. Ouve-se um tiro.

CONTINUA?
C
LARAMENTE…

NARRAÇÃO: Uma verdadeira flor nunca morre!

Resolvi aceitar algumas coisas da vida, sem dor. Ninguém vai ser como você sonha, não espere consideração nem que os outros façam o que você faria. Não espere que valorizem seu esforço. Não espere que lhe ofereçam a mão. Apenas viva. Aceite que é preciso deixar o orgulho de lado e dizer preciso-de-você-agora. É preciso entender que o outro é diferente e de vez em quando ele vai lhe magoar (e você precisa lidar com isso, senão vive só).

E NÃO PERCA…

AMANHÃ TEREMOS UM ESPECIAL “ALÉM DA FLOR”, EM QUE ARI RODRIGUES REVELARÁ QUEM É A VERDADEIRA REGINA E CONTARÁ A HISTÓRIA REAL QUE DEU ORIGEM A SUA PRIMEIRA WEB-NOVELA.

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52 thoughts on “A Flor do Sertão – Capítulo 26 (Último Capítulo)

  1. NO AR! 

    Ai meu Deus! Chegou o tão esperado dia. O dia que eu concluiria meu sonho de ter uma web aqui no Mix.

    Há alguns meses (abril), eu enviei uma sinopse para o Brenddo. Recebi uma resposta e a trama foi aprovada. Inicialmente, a trama seria exibida às 20h, mas o Brenddo me convocou para estrear em outro horário (às 21h), já que o autor da substituta de Conto de Farsas tinha sumido.

    A web estreia com 10 capítulos escritos e as escaletas prontas. Mas antes de ser aprovada, eu fique cismado de que a trama estava ruim. Apaguei todos os capítulos e comecei a escrever novamente, mas dessa vez com supervisão de Glaydson Silva, que tem me ajudado bastante.

    Gostaria de agradecer a todos, o Brenddo por acreditar em mim e todos os comentaristas pelo grande apoio. Espero trazer uma boa trama para vocês.

    A trama sofreu com a não exibição em alguns dias devido a problemas pessoais do autor, mas não foi cancelada. Porém, a queda na audiência foi evidente. Desde o capítulo 10, a trama não passa dos 21 pontos, o que não deixa de ser maravilhoso para um autor estreante.

    AUDIÊNCIA–> A web estreou com 34 pontos e repetiu esse índice no segundo capítulo . Deu 27 pontos na primeira sexta. A queda se deu com o tempo e a trama chegou a dar 14, mas depois se estabilizou nos 19.

    Eu tentei criar uma obra com o melhor de mim. Obrigado por acompanharem, meu amigos/leitores queridos. E desculpa se algum capítulo não fico do vosso agrado.

    Comentem o que acharam do capítulo final, elegiem e/ou critiquem à vontade.

    Curtido por 3 pessoas

  2. Gente… que capítulo foi esse? O melhor. A Lucrécia se jogando na frente da nossa flor e o tiro? Que suspense. #VemMásAlláDeLaFlor! Desculpe pelo espanhol mas lembrei de A Usurpadora, mas se gostou retiro as desculpas, e parabéns Ari❤

    Curtido por 1 pessoa

  3. Regina foi inocentada, Lucrécia a salvou da morte, reviravolta incrível
    No especial vai mostrar quem morreu com o tiro?
    Parabéns, Ari, A Flor do Sertão foi ótima

    Curtido por 1 pessoa

  4. Mortissima com todas as reviravoltas desse capítulo!, esse final…
    Claramente que Suzana matou esse casal who!,
    Ramiro era melhor Regina. Francisca e Arivalda…
    Claramente que as 2 terminaram ricas em Paris!
    Pensei que o cap teria 20 cenas…
    Parabèns ari por seu folhetim estreante!, tambèm queria me defender sobre o ocorrido de ” A Chuca do Sertão”, qualquer um sabe que foi uma simples brincadeira com o nome da web, você sabe que sim Ari afinal fui uma fiel leitora da sua trama, não è por causa do trocadilho que me baseio sobre a qualidade da web!, aquelas 2 que prefiro nem citar…
    Denovo parabèns!

    Curtido por 1 pessoa

  5. Não vou mentir. Fui pego de surpresa com esse final. Não imaginava que isso fosse acontecer.

    Já imaginava que a Regina fosse absolvida, mas não desse jeito. Foi muita sorte dela o Antônio ter conseguido provar a inocência da Regina antes que o juiz terminasse de decretar a sentença e encerrasse a sessão.

    Protesto pela morte da Sônia. Ela não merecia um final assim, ela precisava agir mais para ser assassinada. Mas darei um desconto porque a Suzana tava transtornada.

    Todos os personagens tiveram um final justo. Rodolfo amargando a solidão, Luciana e Tiago felizes com seus homens, Lucrécia salvou a vida do Tiago e se redimiu com a Regina, Jorge conseguiu se destacar e conquistar uma vitória, Jurandir se declarou para Olga e a impediu de ir embora, Paula desistiu de procurar o seu pai biológico e descobriu o amor naquele homem que a salvou de um tiroteio na favela, Antônio e Regina se juntaram e viveram felizes para sempre… mas veio a Suzana para acabar com tudo. E só precisou de um tiro para acabar… com a web. A história se encerra com a Suzana atirando. Mas pra quem? Ou para o quê? Será que ela acertou? Será que ela realmente conseguiu atirar? Será que foi ela mesma quem atirou? Jamais saberemos a resposta concreta, porque ela nos foi deixada aos cuidados de nosso próprio raciocínio.

    Só achei o capítulo curto demais e, consequentemente, corrido. O destaque à trama central (leia-se do Antônio) engoliu as outras tramas, que tiveram suas histórias encerradas em resumo durante as passagens de tempo.

    Parabéns, Ari. 😀

    #MomentoDivulgaçã1: https://audienciadatvmix.wordpress.com/2016/09/05/mundos-opostos-capitulo-26/

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  6. Parabéns Ari.
    Conte o seu final da história, que morreu Regina ou Antonio?
    Porque eu li todos capítulos e agora você esconde o seu final, assim não dá né!
    Fale o seu final.
    Foi um bom capítulo.
    Sua web foi boa, você é capaz de escrever uma web novela envolvente.
    Parabéns, adorei A Flor Do Sertão, mas conte o final porque vai perde o encanto com esse mistério.

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  7. Ari eu prometo que vou ler mais tarde, mas vou aproveitar a oportunidade e já lhe dar os parabéns por essa web que, pelos comentários que vi, foi magnífica! E já desejo sucesso nos seus próximos trabalhos! ❤

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  8. Infelizmente eu não consegui acompanhar até o final, tempo meio curto pra ler mais de uma web no ar. Mas o pouco que li, foi muito bom. Parabéns pela web concluída, Ari. 😀

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  9. MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAVIIIIIIIIIIIIIIIILHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!

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  10. Mortificado e arrasado com o grande final!
    #. 😮 😮 😮
    Morrido demais aqui!!!
    #. 😮 😥 😥 😥
    Essa Regina é uma puta! 😡
    #Fato!
    Amei o jeito que você escreveu as cenas e o capítulo! Foi tudo top! E a CONTINUAÇÃO parece ser mais top ainda! ❤
    Parabéns pelo capítulo, pela web e pelo grande sucesso, amigo!!!
    #. ❤ ❤ ❤

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  11. E chegamos ao capítulo 26, vulgo o último. Darei umas palavrinhas sobre essa web e depois falarei sobre o capítulo final. Bom, o que dizer de “A Flor do Sertão”? Uma web novela que trouxe ao blog um novo ar, uma abertura para tramas que se passam em locais que nn vimos muito nas webs novelas hoje em dia. O texto da web na primeira fase manteve a qualidade da trama, o enredo de onde se passava, palavreados que só naquele sertão gostoso tem. Isso foi um dos pontos altos para fazer essa web o sucesso que foi. Outra coisa que eu destaco é a criação de personagens com características distintas que fez nós leitores torcer e muito para eles. Regina tinha tudo para ser uma mocinha Who, mas ela foi ao contrário, foi uma protagonista de verdade que sonha e luta pelo que deseja. E como não se lembrar de Francisca? Uma personagem que criou sua própria história dentro da trama fugindo um pouco do núcleo principal, uma moça que foi capaz de matar, abandonar a família para ter luxo, por sua ambição. Essas com certezas serão as mais lembradas dessa web. Quando fiquei sabendo da sua aprovação, nossa fiquei muito feliz mesmo pois eu vi o seu esforço, eu vi sua empolgação pelo trabalho dessa trama que até então era titulada como “Entre Cobras”. Mesmo com dificuldades para finalizar os capítulos, vc foi muito guerreiro e levou a trama até o fim sem deixar a história sem um ponto final. Te admiro muito, Ari, tanto como amigo, tanto como pessoa.

    Marejando mais que no dia do seu níver

    Vamos para o capítulo? Vamos!

    Socorro com a reviravolta do último capítulo! 😮 Suzana se mostrou a louca da vez e foi capaz de forjar a morte do próprio pai para conseguir o que quer. Antônio não estava morto e eu estava acreditando na prisão de Regina, acredite, eu estava quase chorando nesse momento. Imaginar uma guerreira dessas depois de tantos sacrifícios acabar atrás das grades foi bem difícil. Sônia morreu por causa das próprias palavras que disse dos próprios filhos, achei bom. Jurandir e Olga me fizeram rir aqui, morri que os dois após tantas brigas, tiveram um final feliz. Vc me disse que Chica voltava! 😭 .tapa Esse momento família foi tão lindo e com a trilha sonora então, melhorou muito mais. O julgamento foi perfeito! Senti umas homenagens aí, ou não? ❤ PARA TUDO! Regina morreu? Antônio morreu? Ai, Ari, só vc mesmo pra me fazer ficar assim: aflito e curioso. Vai ter especial? AMO! ❤ No aguardo pra saber quem é essa mulher aplausível e guerreira que eu aprendi a admirar. Melhor capítulo!

    É difícil, mas as coisas tem um FIM, ou não. Um exemplo foi essa história que nn acabou aqui, eu sinto. Pra um autor veterano vc se saiu muito bem, adoro. Que esse seja o primeiro de muitos outros sucessos que estão por vir. Substituir vc além de ser uma missão bem difícil, será uma honra. Uma web novela que me apaixonei e que vai fazer MUITA falta. Espero conseguir manter a qualidade de “A Flor”, manter o jeito gostoso que os leitores tinham em ler “A Flor”. Darei tudo de mim e esse esforço todo será por vc! ❤

    Parabéns pelas tramas pq foi duas, risos. Parabéns pelo trabalho, pelo sucesso, por trazer uma história real e nos fazer emocionar. Obrigado por esses 26 capítulos, obrigado por “A Flor do Sertão”. ❤ Aqui vai meu último parabéns de muitos que estão por vir.

    PARABÉNS, AMIGO! 😀

    Ai, ai… 😭❤

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  12. Não sei nem o que falar, simplesmente adorei essa web, maravilhosa. Acompanhei a primeira fase todinha, nessa segunda infelizmente foi difícil de ler mas estou lendo aos poucos e está tão boa como a primeira. Nunca vou esquecer da Chica, Regina, Romero, Bento e muitos outros, saudades dos primeiros capítulos maravilhosos. Parabéns Ari, pelo termino dessa obra, eu sei que você teve varias complicações, mas nem assim desistiu de continuar, isso é um exemplo pensando nos leitores. Espero que você volte com outras web tão boa como foi Florzão, e já quero uma reprise desse luxo. Estou morto com esse último capitulo e deixou com um mistério, chocado! Participação especial do Aírton? Morto. Então só tenho para falar parabéns.

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  13. Então Ari, li o último capítulo, mas como parei de acompanhar a trama por falta de tempo, tô completamente perdido nos acontecimentos. Mas em relação ao desfecho, gostei do capítulo e destaco o vilão com meu nome, me choquei com ele, mas o grande destaque pra mim foi a cena final, totalmente imprevisível e deixou em aberto o fim. Parabéns por “A Flor do Sertão”, Ari, que bom que você conseguiu levar o projeto até o final apesar dos percalços! 😀

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