Viagem do Tempo – 23ª Edição

Viagem no Tempo 23ª Edição

Por Fábia Lima e Jean Ventura 

viagemnotempo

Olá amadinhos, aqui estamos nós com uma edição quentíssima e especialmente preparada para as nossas manas mais safadas. Vamos falar de uma novela pornô sensual de Carlos Lombardi, onde a nudez reinava em pleno horário das sete. Claramente que estamos falando de Uga-Uga, uma novela muito querida pelas salientes de plantão.

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SINOPSE:

Nessa história as aparências enganam. O índio é louro, o morto está vivo e o velho, à beira da morte, tem saúde de ferro.

Adriano tem três anos quando seus pais são dizimados pelos índios. Assim, ele é adotado por um pajé, que lhe dá uma identidade indígena, Tatuapú. Durante 20 anos, seu avô, o velho e mau humorado Nikos Karabastos – a quem todos julgam estar com os dias contados – tenta em vão encontrá-lo para que Adriano assuma seu lugar como único herdeiro da família. Mas existe uma conspiração formada por Santa e Rolando, respectivamente a tia e o primo do menino, que estão interessados na fortuna do velho. A dupla de vilões faz de tudo para impedir a volta de Adriano e não tem o menor escrúpulo em mandar matá-lo diversas vezes. Por conta disso Tatuapú vive em constante perigo, mas sempre sai ileso. Até porque faz amizade com Baldochi, seu maior defensor.

Onze anos antes, o sargento Baldochi simulou a própria morte para fugir de bandidos. Abandonou a noiva, Maria João, na porta da igreja. O trauma foi tão profundo para Maria, que a fechou para o mundo. Ela é mecânica de caminhões e se veste como um garoto; fala alto e só libera sua feminilidade quando veste camisolinhas românticas para ler os livros escritos – quem diria? – pelo próprio Baldochi, que passou a viver com uma falsa identidade, a de professor Bento, em uma cidadezinha do interior.

Bento aparenta um tipo franzino, que detesta violência e está casado com Rosa. Mas a paz de Bento acaba quando ele é localizado novamente pelos bandidos de quem escapou. Em uma nova fuga encontra Tatuapú, que também está jurado de morte. Os dois se unem e Tatuapú leva Baldochi para a sua tribo, um lugar fantástico cujo acesso é feito atravessando uma gruta.

Mas os perigos na selva são muitos para a dupla, e Baldochi, sabendo que a família do índio louro o procura, volta para o Rio de Janeiro para apresentá-lo ao velho Nikos. Enquanto isso vigia de longe a família que abandonou há anos: a mãe Pierina, o irmão Van Damme, e sua amada, Maria João, que é cortejada pelo feirante bonachão Beterraba.

CURIOSIDADES:

  • Muita ação, correria e o humor característico do autor Carlos Lombardi garantiram o bom Ibope e revitalizaram o horário das sete da Globo.
  • Também houve muita reclamação com os corpos desnudos dos atores e o apelo sexual da novela. A bunda de Claúdio Heinrich ficou famosa, e o personagem de Marcos Pasquim (Van Damme) apareceu em 90% de suas cenas sem camisa!
  • A ideia da trama surgiu de uma notícia de jornal lida pelo autor. Um posseiro da Amazônia teve a família dizimada num ataque de índios durante uma disputa de terras. Ele e os dois filhos mais velhos fugiram, mas o filho menor foi levado pelos indígenas. Passados alguns anos, um menino branco foi visto em meio a uma tribo, e o posseiro afirmou que se tratava de seu filho.
  • Carlos Lombardi juntou essas informações a outro assunto de seu interesse: as lendas urbanas do século 19 sobre indivíduos criados longe da civilização, como Kaspar Hauser, Tarzan e Mogli, o menino-lobo. Daí nasceu Tatuapú (personagem de Claúdio Heinrich).
  • O grande destaque foram as interpretações de Lima Duarte e Nair Bello (os mau humorados Nikos e Pierina).
    Também a tresloucada Brigitte de Betty Lago, em um de seus melhores trabalhos na TV.
  • A personagem Maria João (Vivanne Pasmanter), uma mulher reprimida que tinha sonhos eróticos, lembra muito outro tipo criado por Carlos Lombardi: Ângela, vivida por Maria Zilda na novela Bebê a Bordo (1988-1989).
  • Em maio de 2000, a Globo foi advertida pelo Ministério da Justiça sobre o excesso de cenas de violência para o horário das 19 horas. Dois capítulos da novela tiveram que ser reeditados para serem exibidos.
  • A exemplo do que acontecera com Laços de Família (a trama das nove da época), a produção de Uga Uga também enfrentou dificuldades com o Ministério Público, que tentou impedir a participação de atores-mirins na trama.
  • A Comissão da Conferência e Marcha dos Povos e Organizações Indígenas do Brasil enviou uma carta-protesto à Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, criticando cenas que, segundo ela, estereotipavam a cultura indígena.
  • A equipe do cenógrafo Mário Monteiro se esmerou na criação da gruta subterrânea que dá acesso à tribo dos índios. A aldeia localiza-se na mesma cidade cenográfica montada para a minissérie A Muralha, com uma diferença: as ocas que eram ovais, ficaram redondas.
  • A novela teve em seu período inicial muitas viagens e locações. As gravações de Costa Rica (cidade onde moravam Bento e Rosa) localizaram-se numa cidadezinha chamada Ferreiros (município de Vassouras, RJ), que foi totalmente envelhecida para adquirir o visual de um lugar pobre e meio perdido no meio da floresta. Em Lumiar (RJ), durante dez dias, o diretor Alexandre Avancini realizou sequências da dupla Tatuapú e Baldochi em diversas cachoeiras.
  • A cidade cenográfica do Projac reproduziu um quarteirão do bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, onde estava o núcleo pobre da novela. As idas ao bairro se restringiam às cenas gravadas no bondinho. A cidade cenográfica mostrava o desnível de ladeiras de Santa Tereza, pois o índio pulava de telhado em telhado.
  • Para criar uma tribo inexistente, a equipe de produção de arte de Cristina Médicis pesquisou cerimônias indígenas, como a pajelança e o ritual envolvendo o cachimbo da paz. A pesquisa e a produção duraram três meses e as tribos do Xingu, bem como os livros relacionados ao assunto, deram inspiração à tribo irreal.
    Para a criação das duas fábricas de brinquedos da novela, a equipe baseou-se em uma grande empresa brasileira e em uma fábrica artesanal.
  • O maior desafio da equipe foi produzir o casamento de Bionda (Mariana Ximenes), em Angra dos Reis. A igreja estava abandonada. Para decorá-la, a produção levou os santos, as toalhas e até os castiçais, além de toda a decoração.
  • A produção também foi responsável por encontrar os animais, como jacarés e araras, para contracenar com a tribo na floresta.
  • Em um ano com as produções das minisséries A Muralha e A Invenção do Brasil, o grande desafio da figurinista Marília Carneiro foi criar um índio que ainda não havia aparecido na TV. A solução foi estilizar os “falsos índios” e tornar o personagem principal, Tatuapú, o mais semelhante a índios verdadeiros. Tanto que Tatuapú não fala português, usa maquiagem e “roupas” baseadas nas tribos do Xingu. O fato de ser loiro e usar cavanhaque faz com que o personagem tenha compromisso com sua origem branca. Tatuapú usa penas verdadeiras, enquanto que os falsos índios usam alegorias artificiais, além de maquiagem falsa. Não é à toa que foram inspirados nos índios de Carnaval. Marília explica que em Uga Uga não há qualquer compromisso com a realidade, portanto é possível misturar todas as tendências.
  • Em Uga Uga, a equipe de efeitos especiais trabalhou em ritmo acelerado. Só para se ter uma ideia, do 1º ao 12º capítulo, foram nada menos que 140 situações que necessitaram do auxílio de efeitos.
  • Criada pelo artista plástico Gustavo Garnier, assistente de Hans Donner, a ótima abertura já dava o tom da novela: uma história em quadrinhos sendo folheada. Cheia de ação, ela contava a trama central da novela.
    O tema musical da abertura – gravado pela banda Oceania, cantando na língua maori – foi um dance que fez sucesso no mundo inteiro. Misturava o jungle dance (batida da selva), a batida dance do DJ, a percussão eletrônica e as vozes.
  • A história de quadrinhos da abertura, com os créditos dentro dos balões de diálogos, lembrava a abertura da novela Sem Lenço Sem Documento (de 1977) onde, ao invés de uma história em quadrinhos, era apresentada uma fotonovela.
  • Calças de cintura baixa, brilhos durante o dia, cinto anos 1970 e os tererês, brincos e colares da rebelde Bionda (Mariana Ximenes) foram a sensação da novela.
  • Em virtude do sucesso dos personagens, foi lançado no mercado os bonecos de Tatuapú e Bionda.
  • Vendida para os Estados Unidos, Uga Uga foi exibida pela rede Telemundo, conquistando o público de língua hispânica. A estreia norte-americana foi precedida de uma campanha de lançamento que contou com a presença dos atores Humberto Martins, Vivianne Pasmanter e Cláudio Heinrich, participando de ações promocionais em Miami, Los Angeles e Nova York.

AUDIÊNCIA:

Estreia: 08 de Maio de 2000
Término: 19 de Janeiro de 2001

08/05 a 13/05/2000 40 39 36 36 35 34 = 37
15/05 a 20/05/2000 37 33 36 37 37 34 = 36
22/05 a 27/05/2000 37 39 38 37 39 33 = 37
29/05 a 03/06/2000 37 38 39 37 37 32 = 37
05/06 a 10/06/2000 35 41 39 35 39 33 = 37
12/06 a 17/06/2000 34 37 34 34 35 30 = 34
19/06 a 24/06/2000 35 40 35 39 36 29 = 36
26/06 a 01/07/2000 35 39 36 35 36 31 = 35
03/07 a 08/07/2000 40 42 42 43 36 32 = 39
10/07 a 15/07/2000 41 39 40 36 41 39 = 39
17/07 a 22/07/2000 39 36 38 39 37 34 = 37
24/07 a 29/07/2000 39 37 38 41 40 37 = 39
31/07 a 05/08/2000 41 38 37 40 36 34 = 38
07/08 a 12/08/2000 41 40 41 43 43 43 = 42
14/08 a 19/08/2000 41 41 44 41 40 37 = 41
21/08 a 26/08/2000 40 40 51 40 42 36 = 41
28/08 a 02/09/2000 43 38 40 40 42 40 = 40
04/09 a 09/09/2000 40 39 40 38 38 34 = 38
11/09 a 16/09/2000 40 39 37 38 39 37 = 38
18/09 a 23/09/2000 40 37 36 38 39 36 = 38
25/09 a 30/09/2000 42 42 40 40 36 36 = 39
02/10 a 07/10/2000 37 37 39 39 38 35 = 37
09/10 a 14/10/2000 36 35 33 32 34 34 = 34
16/10 a 21/10/2000 38 35 35 36 33 36 = 35
23/10 a 28/10/2000 35 36 35 37 32 38 = 35
30/10 a 04/11/2000 38 38 35 35 35 34 = 36
06/11 a 11/11/2000 38 36 31 35 33 31 = 34
13/11 a 18/11/2000 32 36 38 38 40 40 = 37
20/11 a 25/11/2000 39 43 41 39 38 36 = 39
27/11 a 02/12/2000 42 38 37 38 37 37 = 38
04/12 a 09/12/2000 40 43 39 38 38 36 = 39
11/12 a 16/12/2000 40 38 38 38 41 38 = 39
18/12 a 23/12/2000 40 41 38 39 35 30 = 37
25/12 a 30/12/2000 34 43 37 37 33 35 = 36
01/01 a 06/01/2001 36 40 44 44 38 35 = 39
08/01 a 13/01/2001 40 40 40 41 40 37 = 40
15/01 a 20/01/2001 40 40 40 46 40 33 = 40

MÉDIA GERAL: 38 pontos – Mega Sucesso

Maior audiência desde Cara & Coroa

Maior repercussão desde Quatro por Quatro


E a edição terminou. É certeza que adoraram, afinal, o público alvo dessa novela são justamente a maioria dos leitores dessa humilde coluna, risos. Tchau amadinhos, até a próxima edição.

Agora fiquem com o delicioso nude do protagonista escolhido a dedo pela queridíssima Fábia Lima:

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81 thoughts on “Viagem do Tempo – 23ª Edição

  1. Morri com o nude😂. Abusavam antigamente né? Agora, nem cenas menos pesadas que essas, estão sendo exibidas, mesmo com o fim da restrição de horário da classificação indicativa. Parabéns manas.

    Curtido por 2 pessoas

  2. Eu vi essa novela num compacto que o Vídeo Show fez, tenho curiosidades nas novelas do Carlos Lombardi, não pude ver nenhuma infelizmente
    Parabéns, Fábia e Jean

    P.S: O que você achou da estréia de A Lei do Amor, Fábia?

    Curtido por 1 pessoa

  3. Já conhecia boa parte dessas curiosidades, mas é sempre válido relembrar. Socorro com o penúltimo capítulo explodindo de modo desproporcional ao resto da última semana, inclusive o último capítulo, que estranho hein! Parabéns pela edição, Jean e Fábia!

    OBS: boatos que essa foto do Cláudio Heinrich é um pôster no quarto de Fábia, risos.

    Curtido por 1 pessoa

  4. Um sucesso que marcou minha infância safadinha.

    Reví os 12 primeiros capítulos, e me choquei com o texto explícito “porra” “merda” “caralho” “filho da puta” em pleno horário das 7, me choquei mais ainda com o Humberto Martins exibindo a pelves para mostrar uma cicatriz, e aparecer parte dos pentelhos (parece uma pornô), em um dos primeiros capítulos ele faz respiração boca a boca no Cláudio Heinrich (esse sim foi o primeiro beijo gay da TV brasileira viu) um tesão de cena.

    Fora também as safadezas da Danielle Winits, Mariana Ximenes, Marcos Pasquim, Marcello Novaes e Angelo Paes Leme, mostrando suas respectivas bundas e seios, nudes não faltaram nesse folhetim fogoso, não à toa o ibope foi explosivo.

    Se fosse exibida nessa década, no mínimo teria classificação de 14 anos.

    Parabéns pela a ótima edição fofas.

    Curtido por 1 pessoa

  5. Uiii…. Kkk amei os nudes. Assisti o resumo no vídeo show e achei interessante. Torço por uma reprise. Enfim, Parabéns!

    Curtido por 1 pessoa

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