O Amor é um Jogo – Capítulo 14

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CENA 1, COLÉGIO ESCOLHAS, CORREDOR, INTERIOR, DIA

Giovana observa do alto da escada o corpo de Karen, enquanto chora desesperadamente com uma das mãos na boca; Miguel se aproxima do corpo de Karen, tentando reanimá-la lhe dando leves tapinhas no rosto; Uma multidão se forma em volta dos dois.

Miguel (desesperado) – Karen? Acorda Karen! Acorda!

Cláudia (desesperada) – Ai meu Deus! Ela tá morta?

Miguel checa a pulsação de Karen.

Miguel – Ela tá viva! Chama uma ambulância, rápido!

Cláudia obedece e corre para longe, discando o número de uma ambulância; Lentamente, Giovana desce cada degrau da escada, abalada com o que aconteceu; Ela se aproxima do corpo de Karen.

Giovana (chorando) – Eu não sei como aconteceu, eu não a empurrei! Eu juro que não a empurrei!

Miguel – Como assim não a empurrou? Ela tava gritando ali na escada enquanto você segurava ela!

Miguel acaba se lembrando do filho seu que Karen “carrega” em seu ventre e logo começa a se desesperar, com medo do que pode ter acontecido com ele.

Miguel (desesperado) – Meu filho… Meu filho! Você pode ter matado o meu filho, Giovana, você vai fazer a Karen perder o meu filho!

Giovana (chorando) – Mas eu não a empurrei, ela se jogou da escada, eu juro que estou falando a verdade!

Giovana chora sob o corpo de Karen, enquanto Miguel anda de um lado para o outro, desesperado com o acontecido; Após ouvirem os vários gritos vindos do corredor, Rosana, Digão, Danna, Carla e Camila chegam ao corredor, se deparando com o corpo inconsciente de Karen.

Rosana (gritando) – Mas o que acontece aqui! O que essa menina faz deitada no chão e com o nariz sangrando?

Giovana se levanta e se aproxima de Rosana.

Giovana (chorando) – Eu não sei o que aconteceu, nós estávamos conversando e ai ela começou a se desesperar do nada e se jogou dessa escada, eu não sei o que está acontecendo até agora!

Rosana – Como assim se desesperou do nada? (T) Garota, você empurrou ela da escada? — grito — Você tentou matar a Karen?

Giovana se desespera com os gritos e olhares intimidadores de Rosana.

Giovana (chorando) – Eu juro que não fiz nada, eu juro que ela se jogou da escada, eu não a empurrei!

Rosana (gritando) – Não é pra mim que você vai se explicar, e sim para a diretora, vamos garota!

Rosana agarra o braço de Giovana com força, tentando lhe levar para a sala de Renata, mas Giovana tenta fugir.

Rosana (gritando) – Para de fugir garota, vai ser pior para você!

Danna – Para com isso Rosana, não está vendo que a garota tá abalada?

Rosana – Não se meta, eu sei muito bem como tratar um aluno!

Digão – Para Rosana, por favor!

Carla – Assim você não vai resolver nada, solta ela!

Rosana (gritando) – Está bem, eu solto ela! Mas ela vai me acompanhar até a sala da Renata.

Rosana solta o braço de Giovana e faz um sinal para que ela lhe siga; Rosana vai em frente, enquanto Giovana vai atrás, chorando desesperadamente; Camila se aproxima.

Camila – Eu não sei o que aconteceu, mas eu vou ficar aqui esperando, torcendo para que tudo dê certo.

Sorrindo, Camila abraça Giovana, que continua chorando sem parar; Giovana de afasta de Camila e continua seguindo Rosana; Digão se aproxima de Miguel, que está escorado em uma pilastra, chorando ao pensar em seu filho.

Digão – Calma cara, não chora.

Miguel (chorando) – Como eu não vou chorar com tudo isso? A Giovana empurrou a Karen de uma escada e agora o meu filho vai morrer.

Digão – Calma, calma… Tudo vai dar certo. E você também não sabe se a Giovana empurrou a Karen.

Miguel (chorando) – Mas eu vi com meus próprios olhos! Eu vi a Giovana segurando a Karen e depois empurrando ela de lá de cima!

Digão – Mas talvez possa ter sido um engano, você não ouviu a versão da Giovana. (T) Já chamaram uma ambulância?

Miguel (chorando) – A Cláudia ficou de chamar, deve chegar em breve.

De repente, uma ambulância adentra o pátio da escola e alguns paramédicos entram dentro do prédio junto com uma maca; Os paramédicos se aproximam do corpo de Karen e com todo o cuidado, eles a colocam em cima da maca, colocando um colar cervical em seu pescoço; Com todo o cuidado, os paramédicos retiram Karen do prédio com todo o cuidado.

Miguel (chorando) – Eu vou ir junto com a Karen.

Cláudia – Tá, vai com ela que eu alcanço vocês com o meu carro.

Miguel dá um rápido abraço em Cláudia, que se comove com suas lágrimas, ele sai do prédio, enquanto Cláudia lhe observa e pensa.

Cláudia (pensamento) – Ah Miguel, pena que você não sabe de toda a verdade, que isso tudo é uma armação…

Cláudia cruza os braços e balança a cabeça para os lados, como forma de não concordar com o que acontece.

CENA 2, COLÉGIO ESCOLHAS, DIRETORIA, INTERIOR, DIA

Giovana chora sem parar, enquanto Renata conversa com ela sobre o ocorrido.

Renata – Tá bom Giovana, para de chorar, eu não estou te dando nenhuma bronca.

Giovana (chorando) – Mas diretora, todos pensam que eu empurrei a Karen da escada, isso é injusto!

Renata – Eu sei, mas te viram na escada com ela e também disseram que a Karen estava gritando, não tem como dizer que não houve nada.

Giovana (chorando) – Mas ela segurou nos meus braços, começou a gritar e depois se jogou da escada! Eu juro que não fiz nada disso!

Renata – Calma, não precisa chorar, eu entendo você, tá desesperada com o que aconteceu e tudo mais, mas assim, eu não vou poder acreditar em você, mas também não vou poder acreditar na Karen, pois não temos provas do que aconteceu. Assim, eu lamento tomar essa decisão, mas eu vou ter que te afastar da escola por um bom tempo…

Giovana se surpreende com a decisão de Renata e continua a chorar, muito mais do que estava chorando antes.

Giovana (chorando) – Mas isso é injusto! Eu não posso ficar afastada do colégio, como eu vou estudar? Eu vou perder o ano assim!

Renata – Eu não tenho outra escolha, é para o seu bem, não quero que nada aconteça com você e que você saia injustiçada com isso tudo. E quanto a seu estudo, você poderá estudar a distância, falarei com algum colega seu para lhe levar a matéria dada pelo os professores. É para o seu bem, acredite.

Cabisbaixa, Giovana chora enquanto enxuga suas lágrimas com o braço; Renata se levanta e se aproxima de Giovana, pegando em suas mãos e lhe fazendo levantar.

Renata – Eu prometo que quando isso passar, você vai poder voltar para a escola, eu só estou tomando essa decisão para o seu bem. Posso te dar um abraço?

Giovana concorda com a cabeça e Renata lhe dá um abraço; Giovana chora descontroladamente, mas Renata lhe consola.

Renata – Fique um pouco aqui na sala, saia só quando esse alvoroço acabar, certo?

Giovana concorda com a cabeça e se senta em um sofá que está na sala; Renata volta para sua mesa e observa Giovana, com uma expressão preocupada.

CENA 3, COLÉGIO ESCOLHAS, CORREDOR, INTERIOR, DIA

Reunidos, Camila, Cecília, Cláudia, Victória, Danilo, Júnior e Breno conversam.

Júnior – E quando eu vi, a Karen tava rolando escada abaixo. Eu não sei o que pensar, a Giovana diz que não empurrou ela, mas assim fica difícil defender.

Cecília – Tadinha da minha amiga, agora com que cara ela vai vir para o colégio? Com todo mundo culpando ela por esse acidente da Karen.

Cláudia – Mesmo sendo amiga da Karen, eu estou com pena da Giovana, não merece passar por isso.

Camila – Vocês podem me condenar e tal, mas acho que isso tudo isso ai pode ser uma armação da Karen, hein. Pode ter sido como a Giovana falou, ela se jogou da escada para culpar ela. Vindo da Karen, eu não duvido.

Danilo – Mesmo sendo irmão da Karen, vou ter que concordar, eu convívio com a Karen desde que eu nasci e posso muito bem afirmar que ela não presta, é dissimulada e ultimamente ela estava bem estranha, como se quisesse planejar algo.

Victória – Cláudia, você tá sabendo de alguma coisa? Ela te contou algo?

Cláudia fica nervosa com as perguntas de Victória e com os olhares intimidadores de todos.

Cláudia (nervosa) – Mas é claro que não! Até parece que ela ia fazer algo desse tipo e me contar, e eu também não concordaria com isso, seria capaz de delatar ela. Sei de nada não…

Todos se convencem com as respostas de Cláudia; Todos voltam ao assunto principal da conversa.

Breno – Estou preocupado é com o Miguel também, ele tava desesperado e com medo que a Karen fosse perder a criança.

Júnior – Acho que depois dessa, não tem dúvidas de que ela perdeu a criança. Ela deu sorte de que não morreu com isso.

Cláudia – Falando nisso, eu tenho que ir até ao hospital ver como ela está, vem comigo amor?

Danilo – Sim, mesmo não me dando bem com ela, é minha irmã né.

Danilo abraça Cláudia e a beija.

Cláudia – A gente tá indo, qualquer novidade a gente liga. Tchau pessoal.

Todos – Tchau!

Cláudia e Danilo saem do colégio e enquanto isso, todos voltam a conversar sobre o ocorrido.

CENA 4, HOSPITAL, CORREDORES, DIA

Helena e Fernando andam pelo os corredores do hospital enquanto conversam, quando de repente, eles havistam uma maca com o corpo de Karen entrando em uma sala e com Miguel ao lado de um doutor.

Fernando – É a minha filha! Helena, é a Karen que tava naquela maca!

Helena – Eu vi, mas estou sem sem entender o que ela estava fazendo ali.

Fernando – Olha, ali está o Miguel, vamos falar com ele.

Fernando e Helena se aproximam de Miguel, que está sentado em uma cadeira, com os olhos marejados.

Helena – Miguel? Por que a Karen estava naquela maca?

Miguel – Olá Helena e Fernando…

Fernando – Responda rapaz, o que houve com a minha filha?

Miguel – Bom, eu vou ser direto… (T) Aconteceu um acidente lá no colégio, a Giovana e a Karen estavam discutindo na escada, e ai não sei o que houve e a Karen acabou rolando escada abaixo.

Helena e Fernando se chocam ao receber a notícia do acidente de Karen, enquanto Miguel se senta novamente na cadeira, colocando as duas mãos sob seu rosto.

CENA 5, COLÉGIO ESCOLHAS, CORREDOR, INTERIOR, DIA

Já se passaram uma hora, e todos os alunos já tinham saído do colégio, restando apenas Cecília e Breno no corredor; Giovana sai da sala de Renata e se aproxima dos dois, com uma expressão abatida no rosto.

Cecília – E ai, como foi com a diretora?

Giovana – Ela disse que vai me afastar do colégio, que não é para mim vir enquanto houver essa confusão toda.

Cecília – Nossa, coitada de você, amiga…

Cecília se aproxima de Giovana e lhe dá um abraço, como forma de consolo pelo o doloroso momento.

Cecília – E ai, como vão ficar seus estudos? Você vai perder o ano assim…

Giovana – A diretora falou que vai conversar com os professores e que vai me mandar a matéria para estudar em casa e também alguns trabalhos a distância.

Cecília – Ah sim, pelo menos você não vai sair prejudicada. Esse tempo afastada da escola vai ser bom para você.

Giovana – Mas não vai adiantar muito, a Karen e eu moramos sob o mesmo teto e se acontecer algo com ela, ela vai ficar me culpando.

Cecília – Mas você disse que não tem a culpa de nada, né?

Giovana – Eu juro, eu não a empurrei daquela escada, mas mesmo assim, a culpa de tudo recairá sobre mim.

Cecília – Espero que tudo seja esclarecido e que a justiça seja feita.

Giovana – E o Miguel, onde ele está?

Breno – Ele foi com a Karen na ambulância para o hospital.

Giovana – O meu medo é que agora com esse acidente, o Miguel me culpe do que aconteceu e termine comigo.

Cecília – Calma, não vai acontecer nada, vamos torcer por você.

Giovana – Eu vou para casa tomar um banho e depois ir para o hospital, quero saber do estado da Karen. Tchau gente.

Cecília – Tchau amiga, e não fica triste, tudo vai se resolver.

Giovana esboça um pequeno sorriso e abraça que Cecília, que sorri.

Giovana – Tchau Breno.

Breno – Tchau Giovana, depois dê notícias.

Giovana – Sim, pode deixar.

Giovana ageita sua bolsa em seu ombro e em seguida sai do colégio.

CENA 6, HOSPITAL, CORREDOR, DIA

Fernando busca uma explicação sobre o acidente de Karen, mas Miguel fica nervoso por pensar no estado de seu filho.

Fernando – Mas como assim a Karen caiu da escada? Como assim?

Miguel – Eu não sei, ela tava gritando enquanto a Giovana segurava os braços dela e dai ela caiu da escada, eu não sei como aconteceu, eu não sei…

Helena – A Giovana segurando os braços dela? Como assim, a minha filha foi quem empurrou a Karen da escada?

Miguel – Eu também não sei, eu tô confuso com isso, a Giovana me garantiu que não empurrou ela, mas outros falam que ela empurrou.

Fernando – Ai meu Deus, a que ponto chegou a rivalidade dessas duas meninas?

Helena – Calma Fernando, vamos ouvir a versão da Giovana também.

Fernando – Sim, mas tem a minha filha nisso tudo, e se ela disser que a Giovana empurrou ela de propósito? O que eu vou fazer?

Helena se cala, com medo da possibilidade de que Fernando esteja com razão; Cláudia e Danilo entram no hospital e se aproximam dos três.

Danilo – Oi gente, tem noticias da Karen?

Miguel – Não, recém ela entrou no quarto, o médico tá lá com ela.

Danilo – Hum… Lembram-se da Cláudia, né? A minha namorada e amiga da Karen.

Fernando – Oi, como está?

Cláudia – Bem, obrigada. Estou preocupada com a Karen, coitada da minha amiga, grávida e acaba acontecendo isso.

Miguel – Estou com medo que tenha acontecido algo com meu filho, quero noticias o mais rápido possível.

Fernando – Bom, mesmo com isso tudo acontecendo com a minha filha, eu vou voltar para o meu consultório, qualquer notícia vocês me avisem que eu venho correndo.

Danilo – Pode deixar, pai.

Helena – Eu vou voltar para o meu consultório também, me avisem também.

Fernando e Helena caminham juntos pelo o corredor, indo em direção a seus respectivos consultórios; Miguel se senta novamente, enquanto Cláudia e Danilo continuam em pé, mas os três mantém a mesma expressão preocupada.

CENA 7, CARIOCÃO LANCHES, INTERIOR, DIA

José limpa o balcão da lanchonete, enquanto Camila conta sobre o ocorrido a seu pai.

Camila – Imagina pai, eu fui ao colégio pra tratar os assuntos do intercolegial e acontece isso. Coitada da Giovana…

José – Coitada por quê? Não foi ela quem jogou a outra menina da escada?

Camila – Para pai, a Giovana não empurrou ninguém. Nada me tira da cabeça que a Karen se jogou daquela escada para culpar a Giovana de homicídio.

José – Nossa, essa é uma acusação muito forte, hein filha.

Camila – Mas pai, você não conhece a Karen, essa garota é capaz de tudo pra prejudicar a Giovana.

José – Hum…

Camila – Bom, eu não tenho provas, eu não posso acusar essa lambisgóia de nada, o que posso fazer é apenas rezar pela a Giovana.

José – Hum… E ai, como foi hoje lá com o professor Digão?

Camila – Nem tive tempo de falar com ele, quando a gente começou a conversar, teve aquela gritaria toda e tal. Mas pelo menos, teve uma parte boa nisso tudo.

José – Ah, eu já posso até imaginar o que seja… Mas vai, fala o que foi.

Camila – Eu cruzei com o Júnior no corredor e acabei caindo e quando ele foi me levantar, a gente ficou se olhando por uns minutos, quase nos beijamos.

José – Ai ai Camila…

Camila – O que foi pai?

José – Você falando ai toda sorridente que quase se beijaram. Ou você é bipolar, ou gosta desse menino nqa fica se fazendo.

Camila – Ué, eu já disse a ele que gosto dele, mas ele fica me ignorando.

José – Mas foi a senhorita que começou com issi, né?

Camila – Comecei mesmo, mas eu posso fazer isso, sou mulher. Agora eu vou trabalhar, ok?

Camila pega seu avental em cima do balcão e o coloca e entra na cozinha, enquanto José ri.

CENA 8, COLÉGIO ESCOLHAS, SALA DOS PROFESSORES, INTERIOR, DIA

Renata, Rosana, Digão e Carla tomam café e conversam sobre a confusão que houve mais cedo.

Renata – Sinceramente, fiquei com pena daquela menina, não queria afastar ela das aulas, mas não tive outra saída.

Rosana – Pena? Ela tenta matar outra aluna e você sente pena? Comigo, já teria sido expulsa.

Digão – Rosana, menos né, não é para tanto, nós nem sabemos se a Giovana empurrou ela mesmo.

Rosana – Como não sabem? Ela tava de costas para a escada e de frente para essa menina e estava gritando, pronto, não tem mais nada o que pensar.

Carla – Mas isso não quer dizer nada, ela pode ter escorregado, caído, sei lá, mas empurrada eu acho impossível, a Giovana não é capaz disso.

Digão – Não mesmo, eu convivo com essa garota sempre por conta do time de futebol, e posso garantir que ela não é capaz desse tipo de coisa. Aliás, quem fica perseguindo quem é a Karen, ela vive perseguindo a Giovana.

Rosana – Enfim, pra mim não importa nada disso, se a Giovana foi vista tentando empurrar ela, obviamente a culpa deve ser dela.

Carla – Renata, e como vai ficar os estudos dessa menina? Ela vai acabar perdendo o ano.

Renata – Eu conversei com ela e disse que falaria com algum aluno para levar a matéria e trabalhos extras para ela fazer em casa. Vocês estão de acordo de passar alguns trabalhos à distância para ela?

Carla – Nem precisa perguntar novamente, não quero ver essa menina perdendo o ano.

Rosana – Bom, por mim está bem.

Digão – Ok, eu estou de acordo.

Renata – Bom, vamos deixar esse assunto de lado, vamos falar de outras coisas boas.

Rosana – De acordo.

Renata e os professores mudam de assunto, tendo sua conversa abafada aos poucos, cortando para a próxima cena.

CENA 9, HOSPITAL, INTERIOR, DIA

Miguel continua sentado em uma cadeira no corredor, a espera de noticias de Karen; De repente, Giovana entra no hospital e se aproxima de Miguel.

Giovana – Oi…

Miguel se levanta e fica de frente para Giovana.

Miguel – O que você está fazendo aqui? Já não bastou ter causado aquela confusão inteira?

Giovana – Até você vai ficar me culpando pelo o que ouve? Eu já falei que não empurrei a Karen daquela escada.

Miguel – O que você quer que eu pense? Você tava segurando a Karen e ela gritando atrás da escada.

Giovana – Mas isso não quer dizer que eu não a empurrei. Nossa, meu próprio namorado desconfiando de mim, parabéns.

Miguel – Meu filho pode estar correndo risco de vida por causa disso, você quer que eu sorria?

Giovana – Ok Miguel, eu vou respeitar seus sentimentos, eu sei que está nervoso por causa do seu filho, mas espero que tudo isso passe e você acredite em mim.

De repente, um médico se aproxima de Miguel e Giovana.

Médico – Vocês estão a espera de notícias da paciente Karen?

Giovana – Sim, tem alguma noticia sobre ela?

Miguel se vira para trás, fazendo um sinal para que Cláudia e Danilo se aproximem; Ao irem até Miguel e Giovana, o médico começa a dar noticias sobre Karen.

Médico – A paciente já acordou, se vocês quiserem, podem vê-la.

Miguel – E aconteceu mais algo com ela?

Médico – Lá no quarto eu direi as notícias que tenho para dar a ela e ai vocês já ficam a par de tudo. Venham comigo.

Danilo – Eu vou lá chamar o meu pai e a Helena, já venho.

Danilo anda pelo o corredor, indo em direção ao consultório de Fernando.

Corta para:

CENA 10, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, DIA

A porta se abre e Fernando, Helena, Giovana, Miguel, Cláudia e Danilo entram; Ao se deparar com Giovana, Karen se desespera.

Karen – O que essa garota está fazendo aqui? Ela tentou me matar, tirem-a daqui, tirem-a daqui!

Fernando – Calma filha, por favor.

Karen – Pai, tira essa garota daqui, ela tentou me matar, ela tentou me matar!

Giovana – Você sabe muito bem que isso não é verdade, eu não te empurrei daquela escada.

Karen – Para de ser sonsa, você me empurrou, quis matar a mim e a meu filho, mas não conseguiu o que queria!

Helena – Por favor, meninas, calma. Doutor, pode dar as notícias que tem para dar.

Miguel – Doutor, o meu filho vai ficar bem? Ele vai ficar bem?

Doutor – Bom, essa era a primeira noticia que tenho para dar. Quando ela chegou, fizemos os exames necessários para checar se a gravidez dela estava bem, mas eu lamento… Karen, você perdeu seu filho.

Karen finge um falso desespero diante de Miguel, lhe fazendo pensar que se importa com a perda de seu filho; Os olhos de Miguel marejam e não demora muito para lágrimas começarem a cair.

Karen (falso choro) – Meu filho! Eu quero o meu filho! Você matou meu filho, você matou meu filho Giovana!

Karen dissimula e joga vários objetos no chão, fingindo um desespero; Chorando, Miguel se aproxima de Karen e a abraça, enquanto encara Giovana, que fica abalada.

Doutor – Eu lamento, mas essa não é a única notícia que tenho para dar.

Karen (choro falso) – Ótimo, vem mais desgraça por ai. Vamos logo doutor, que desgraça vem dessa vez?

Doutor – Eu não gostaria de dar essa notícia assim, mas eu não tenho outra alternativa. Karen, quando você caiu dessa escada, acabou tendo várias lesões na coluna, os degraus acabaram fraturando sua coluna vertebral. Tentamos de tudo, mas sua coluna não reagiu. Lamento, mas você está paraplégica.

Após as duras palavras do médico, o rosto dissimulado de Karen acaba sendo tomado por uma verdadeira expressão de desespero; Miguel se choca com a notícia e encara Giovana com um olhar intimidador; Ela acaba se desesperando, sabendo que a culpa da paralisia de Karen recairá sobre ela, mesmo não tendo culpa alguma.

CENA 11, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, DIA

Karen se desespera, não conseguindo acreditar que está paralítica; Ela começa a rir forçadamente, tendo como esperança de que essa notícia não passe de uma piada.

Karen (riso forçado) – Está bem doutor, pode parar de brincar! Vai, diz que isso é uma brincadeira!

Médico – Infelizmente eu estou falando sério, dua coluna vertebral recebeu várias lesões que ocasionaram sua invalidez, não há nenhum pingo de brincadeira nisso.

Karen para imediatamente de rir forçadamente, e a expressão de desespero volta a seu rosto. Ela começa a começa a causar um escândalo, gritando sem parar.

Karen (gritando) – É mentira, eu não estou paraplégica, isso é mentira, eu sei caminhar perfeitamente!

Karen descobre suas pernas e tenta se levantar da cama, mas é em vão, suas pernas estão paralisadas; Miguel e Cláudia controlam Karen; Fernando também se desespera pelo o estado da filha, mas se controla, sendo consolado por Helena; Giovana chora com desespero, sabendo que a culpa de tudo isso cairá sob si; Danilo lhe abraça, consolando o seu desespero.

Karen (gritando) – É culpa sua, é tudo culpa sua Giovana! Você me deixou paralítica, a culpa de tudo isso é sua, eu te odeio!

Giovana (chorando) – Mas eu não te empurrei, você sabe disso, eu não tenho culpa de nada! Diga isso em frente a todos, eu não te empurrei, diga pelo o amor de Deus!

Karen (gritando) – Me empurrou sim, você me empurrou com a intenção de me matar, sua assassina! Você matou meu filho e me deixou paralítica, você é um monstro!

Giovana (chorando) – Mas isso não é verdade, diga isso a todos, eu não fiz nada disso, eu juro!

Fernando se aproxima de Karen e lhe consola, não se contendo e caindo em lágrimas junto com a filha.

Fernando (chorando) – Calma filha, iremos arranjar uma solução, você não vai ficar assim para sempre, não vai! Calma…

Helena se aproxima de Giovana e lhe consola lhe dando uma abraço, enquanto ela chora em seu ombro.

Helena – Doutor, tem alguma chance da Karen voltar a andar?

Médico – Claro que tem, o caso dela pode ser solucionado através da fisioterapia. Fique calma Karen, você não ficará paraplégica para sempre.

Fernando – Você ouviu o doutor, minha filha? Você pode voltar a andar, não fique assim.

Karen (gritando) – Mas isso não me trará o meu filho de volta! Ela matou o meu filho, pai, ela é uma assassina! De que adianta voltar a andar se eu não terei o meu filho comigo?

Fernando – Calma filha, foi uma fatalidade, mas você vai superar, não fique assim.

Karen seca suas lágrimas e se acalma aos poucos, após ser consolada por Fernando; Ele dá um rápido abraço em Karen e um beijo em sua testa e em seguida, se afasta de sua filha.

Médico – Bom, eu gostaria de pedir a todos que se retirem do quarto, pois a paciente precisa de bastante repouso. Amanhã vocês podem visitar a paciente novamente.

Todos compreendem o doutor e lhe obedecem, saindo do quarto em seguida; Após todos saírem do quarto, o médico e Karen ficam a sós; Ela, que já se recompôs, olha fixamente para o médico.

Karen – Fez um excelente trabalho, doutor, muito bom mesmo…

Karen e o médico se entreolham sorrindo, como se estivessem guardando algum segredo.

CENA 12, HOSPITAL, CORREDOR, INTERIOR, DIA

Giovana chora desesperadamente no corredor do hospital, sendo consolada por Helena e Danilo.

Giovana (chorando) – Eu não queria que nada disso estivesse acontecendo, minha vida vai virar um inferno, todos vão achar que eu tenho a culpa da Karen ter ficado paraplégica e por ter perdido o filho dela. O Miguel nem olha mais na minha cara, e quando olha, é dr cara feia. Já o tio Fernando obviamente ficará do lado da filha e agora vai me tratar mal. Eu quero sumir!

Helena – Calma filha, não pensa negativo. Eu estou do seu lado, eu acredito que você não tem culpa de nada. Ninguém vai te tratar mal, eu prometo.

Danilo – Eu também estou do seu lado, você não tem culpa de nada disso, tudo vai ficar bem.

Giovana (chorando) – Isso só se resolveria se a Karen desmentisse que eu a empurrei, mas nem nessas horas ela deixa de fazer suas maldades.

Danilo – Isso é, ela não pode ficar mentindo que você empurrou ela, é bem injusto, mas o que se pode esperar da Karen, né?

Giovana (chorando) – Eu nunca fiz nada a ela, sempre fomos amigas, e por causa de um garoto ela vai e faz isso comigo.

Helena – Foi uma pena a amizade de tantos anos de vocês duas ter acabado dessa forma…

Giovana (chorando) – Como eu podia imaginar que essa briga boba por um menino ia acabar nisso tudo? Como eu queria que nada disso tivesse acontecido.

Giovana continua chorando, se martirizado com tudo o que acontece, enquanto Helena e Danilo a consolam.

CENA 13, CARIOCÃO LANCHES, INTERIOR, NOITE

Cláudia e Victória estão sentadas em uma mesa, conversando sobre Karen.

Cláudia – Paraplégica, ela está paraplégica…

Victória – Minha nossa… Mas como isso? Me conta.

Cláudia – Pelo o que o doutor disse, ela sofreu várias fraturas na coluna vertebral ao rolar os degraus e tal, e além disso, ela perdeu o filho.

Victória – Meu Deus…

Camila se aproxima da mesa, carregando uma bandeja com dois copos de suco; Ela coloca os copos em cima da mesa e acaba ouvindo a conversa.

Camila – Desculpa me meter na conversa de vocês, meninas, mas eu ouvi mal ou vocês disseram que a Karen tá paraplégica?

Cláudia – Sim Camila, foi isso mesmo, o médico falou com todas as letras que ela ficou paraplégica.

Camila – Meu Deus… Eu nem vou com a cara dela, mas não desejo isso a ninguém. E a Giovana, como ficou?

Cláudia – Tá desesperada, ela acha que a culpa toda disso vai cair sob ela.

Camila – Coitada da minha amiga…

Cláudia – O que a Karen teve foi um castigo de Deus, por desprezar essa criança que ela carregava, mesmo sendo amiga dela, acho é pouco esse castigo.

Victória – Nossa, é sério isso o que você disse?

Cláudia – Sim, mas vamos deixar para lá. Obrigada pelo o atendimento, Camila, e qualquer notícia sobre a Karen ou a Giovana, eu te digo.

Camila – De nada.

Camila sorri para Cláudia, que lhe retribui com um pequeno sorriso e se retira em seguida; Cláudia mexe com o canudo em seu suco e o coloca na boca.

CENA 14, CASA DA FAMÍLIA SOUZA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Tomás está sozinho na sala, usando seu tablet para ler algumas notícias; De repente, a porta da sala se abre e Miguel entra, bastante abatido e com os olhos marejados; Ele se senta no sofá e Tomás larga imediatamente seu tablet, observando Miguel.

Tomás – Que cara é essa, filho? Aconteceu algo?

Miguel – Sim…

Tomás – Quer me contar o que foi?

Miguel coloca as mãos sob o rosto, sem saber como encontrar as palavras certas para descrever o que aconteceu a seu pai.

Miguel – Olha pai, é uma longa história, mas vou te resumir: Giovana e Karen discutiram no colégio, Karen caiu da escada, perdeu meu filho e acabou descobrindo que está paraplégica, e agora não sei o que eu faço, a Giovana diz que não empurrou ela da escada, mas fica difícil de acreditar e também ainda tem a morte do meu filho… Eu estou com a cabeça fria, eu não sei o que eu faço…

Tomás – Nossa, quanta coisa… Coitada dessa menina que ficou paraplégica. E quanto a sua namorada, o que você pensa em fazer?

Miguel – Eu não sei, eu estou de cabeça quente, confuso por achar que foi ela quem empurrou a Karen da escada, mesmo ela jurando que não fez isso…

Tomás – É complicado… Não sei como te ajudar nessa, mas só digo para não fazer nada de cabeça fria, pense bem no que vai fazer.

Miguel – Olha, eu vou tomar um banho frio, vai me ajudar a pensar no que fazer depois disso tudo…

Miguel se levanta do sofá e dá um tapa leve no ombro de Tomás, que dá um pequeno sorriso; Miguel caminha em direção ao banheiro enquanto Tomás lhe observa com uma expressão preocupada em sue rosto.

CENA 15, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Helena e Fernando conversam na cantina sobre Giovana e Karen, buscando uma solução para a situação das duas.

Fernando – Realmente não sei o que fazer diante dessa situação toda, não sei… A Karen paraplégica, essa situação da Giovana…

Helena – Minha filha está desesperada, ela acha que a culpa de tudo vai cair sob ela, mas ela jura ser inocente.

Fernando – Eu sei que a Giovana não é capaz de fazer mal a uma mosca, mas também não tem como suspeitar dessa possibilidade.

Helena – E o que pensa fazer a respeito? A convivência das duas só vai piorar depois disso.

Fernando – Pior que eu nem sei, não sei como resolver essa situação toda…

Helena – Giovana disse que não empurrou Karen e que ela sabe disso, mas não quer dizer a verdade.

Fernando – Eu nem sei o que pensar, a cada hora é uma versão… O melhor que temos a fazer é cuidar para que Karen não fique injustiçando a Giovana e para que a Karen se cure o mais rápido possível.

Helena compreende Fernando e pega em suas mãos; Os dois se entreolham com um olhar sério.

CENA 16, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

Giovana já havia chegado em casa e se trancado em seu quarto; Ela está sentada no fundo do quarto, com os joelhos próximos do rosto, chorando sob eles; Ao som de “Vas a Querer Volver — Maite Perroni”, Giovana pensa em Miguel e no modo que ele lhe tratou a algumas horas; Do outro lado da cena, Miguel também está em seu quarto, deitado em sua cama, pensando no ocorrido de mais cedo, confuso por saber acredita ou não na inocência de Giovana quanto ao acidente de Karen.

CENA 17, 1 DIA DEPOIS…

Imagens da praia da cidade são mostradas a cena, enquanto um letreiro escrito ” 1 dia depois…” percorre pela a tela.

CENA 18, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, DIA

Karen está deitada em sua cama, um pouco mais calma após receber a notícia de que está paraplégica; Cláudia está parada em frente a mesa de cabeceira, ajeitando algumas flores num vaso que está na mesa.

Cláudia – E ai amiga, já está melhor?

Karen – Sim, bastante. Mal recebi a notícia de que estou inválida e já ganhei aquela cadeira de rodas ali, que chegou hoje.

Cláudia – Hum… Quero ver se você consegue se adaptar a ela.

Karen – Deve ser moleza andar numa dessas, já que não vou me cansar andando e tal. — risos.

Cláudia – Hum…

Karen – Sabe amiga, acho que foi até bom eu ter ficado paraplégica…

Cláudia – Ué, por que você tá falando uma maluquice dessas? Você deu um escândalo ontem quando recebeu a notícia.

Karen – É que agora que eu estou paraplégica, o Miguel vai acabar tendo compaixão por mim, e ai quem sabe, a gente se reaproxime e ele volte para mim.

Cláudia – Espera ai, você vai usar essa sua invalidez para conquistar o Miguel?

Karen – Claro, ele vai sentir pena de mim e vai querer voltar comigo. E ai poderei ter mais algo para torturar a Giovana. Não é maravilhoso?

Cláudia – Nossa, não acredito que você vai se contentar apenas com a pena dele, você já foi melhor.

Karen – Estou nem ai se ele não gostar de mim e só sentir pena, pelo menos terei ele comigo.

Karen sorri maliciosamente, enquanto Cláudia lhe observa com uma expressão séria no rosto.

CENA 19, HOSPITAL, CORREDOR, DIA

Giovana e Cecília caminham pelo o corredor do hospital, enquanto conversam.

Cecília – Muito obrigada por ter vindo me apoiar nesse momento, sendo que quem precisa de apoio nesse momento é você.

Giovana – Eu não podia deixar de te acompanhar em algo importante, é sua saúde que importa nesse momento, não meus problemas pessoais.

Cecília – Ah, mas mesmo assim, você precisa de apoio tanto quanto eu nesse momento.

Giovana e Cecília param em frente ao consultório de Rafaela e dali mesmo, Giovana havista Miguel sentado em uma cadeira.

Giovana – Amiga, você se importa se eu ficar esperando aqui fora?

Cecília – Bom, não tem problema, pode ficar aqui.

Cecília sorri para Giovana, que também lhe corresponde o gesto; Antes de entrar no consultório, Giovana dá um abraço em Cecília.

Giovana – Boa sorte, e que dê tudo certo!

Cecília – Obrigada mesmo amiga.

Giovana e Cecília dão outra abraço rápido e ao se afastarem, Cecília entra no consultório; Giovana caminha até Miguel, que ao se deparar com Giovana, se levanta.

Giovana – Será que a gente pode conversar?

Miguel – Eu também quero conversar com você sobre uma decisão que eu tomei…

Giovana – Que decisão? É sobre nós?

Miguel – Sim, tem haver com o nosso namoro.

Giovana respira fundo e retoma seu foco, encarando Miguel seriamente.

Giovana – Pode dizer.

Miguel – Giovana, ontem eu pensei e pensei sobre nós dois assim que cheguei em casa. (T) O que aconteceu ontem, acabou me deixando bastante abalado, pois é bem doloroso perder um filho, ainda mais que nem tinha nascido. (T) E eu acabei pensando, nós dois estamos bastante vulneráveis e abalados neste momento, e acho melhor a gente dar um tempo neste momento, acho que será o melhor para nós dois.

Após as palavras de Miguel, Giovana acaba se decepcionando e abaixa sua cabeça, deixando uma lágrima escorrer de seu rosto; Ele também se entristece ao ter que tomar tal decisão, e lhe observa, enquanto uma lágrima cai de seu rosto.

valeapenaverdenovo

12 thoughts on “O Amor é um Jogo – Capítulo 14

  1. Morto que eu tinha me esquecido de que a Karen fingia uma paraplegia na web! Um lacre de plot, estou me lembrando da cena do desmascaramento dela, ai, quero que chegue logo.

    Dá pra sentir na pele a dor da Giovana em ser acusada injustamente, coitada, ainda mais com o Miguel sendo babaca com ela.

    Ótimo capítulo, parabéns!😀

    Divulgação – https://audienciadatvmix.wordpress.com/2016/10/19/cartas-para-florenca-capitulo-05/

    Curtido por 1 pessoa

  2. Esse capítulo foi bem dramático.A Karen caiu da escada.Alguns culparam a Giovana,outros defenderam ela.Giovana não tem culpa de nada.Acho que a Karen nem se machucou,ela pagou o médico para mentir,provavelmente.Uma hora ou outra,mais cedo ou mais tarde.Logo a Karen será desmascarada!

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