O Amor é um Jogo – Capítulo 15

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CENA 1, HOSPITAL, CORREDOR, DIA

Giovana e Miguel não contém as lágrimas por conta da dolorosa decisão de Miguel; Ela, chora com a cabeça baixa enquanto ele, lhe observa, também chorando.

Giovana (chorando) – Tem certeza que essa é a sua decisão, terminar comigo, terminar comigo por me julgar por algo que não fiz?

Miguel (chorando) – Eu não estou terminando com você, é só um tempo entre nós dois, vai ser melhor. E não é por conta da Karen que estou tomando essa decisão, e sim porque eu estou confuso, meu filho morreu, você tá sendo acusada de algo que não fez.

Giovana (chorando) – Ok, tempo… Mas sabe, eu não vejo diferença alguma de tempo ou de término. Como vou saber se você não vai se aproveitar desse tempo pra correr atrás da Karen?

Miguel (chorando) – Você não confia em mim? Esse tempo é só para pensarmos, para esfriar a cabeça, eu não quero terminar com você, mas só acho que essa é a melhor decisão a se tomar no momento.

Giovana (chorando) – Como eu vou confiar numa pessoa que desconfiava de mim, me acusou de várias coisas e agora me diz essas coisas todas. Quer saber, eu não quero ficar sofrendo esse tempo todo com essa história de tempo. Se você não quer mais ficar comigo, é melhor a gente terminar.

Giovana limpa seu rosto, secando suas lágrimas; Ela ajeita sua bolsa e caminha pelo o corredor, com uma posição firme, mas com os olhos marejados; Miguel se senta num banco e coloca suas mãos no rosto, enquanto chora sem parar.

CENA 2, HOSPITAL, INTERIOR, DIA

Karen experimenta sua cadeira de rodas, dando várias voltas pelo o quarto a usando; De repente, o médico que lhe atendeu no dia anterior entra no quarto.

Médico – Como vai, Karen?

Karen – Muito melhor, muito mesmo… E devo isso ao senhor, graças a você, consegui tudo o que eu queria…

Médico – Hum… Como você me deve muito por esse “servicinho”, acho que já está na hora de pagar, né?

Karen – Ah, é claro.

Karen anda até a mesa que está ao lado de sua mesa e abre sua bolsa, retirando um talão de cheques.

Karen – Ainda bem que ele estava na minha bolsa. Tem uma caneta?

O médico concorda com a cabeça e retira uma caneta de seu bolso e entraga a Karen; Karen assina um cheque e o arranca de seu talão, entregando o cheque e a caneta ao médico.

Karen – Ai está, coloquei alguns reais a mais do que o combinando por conta do seu serviço ter sido excelente, digno de Oscar. — risos.

Médico – Que bom que gostou, e olha que você também foi uma excelente atriz! E lembre-se, nós não combinamos nada, nunca nos falamos, eu apenas sou o médico que lhe deu a triste notícia de que você está paraplégica.

O médico tá uma piscadela para Karen, que lhe retribui com um malicioso sorriso; Ele se retira do quarto e Karen fica pensativa.

Karen (pensamento) – Tudo certo, tudo… Assim que eu ter alta deste inferno, ninguém terá paz, papai, Giovana, Helena, Miguel… Todos serão afetados por essa minha invalidez…

Com um olhar vago e sozinha, Karen ri maleficamente, em comemoração por ter executado seu plano.

CENA 3, HOSPITAL, CONSULTÓRIO, INTERIOR, DIA

Cecília coloca seu dedo son uma placa, que pinga algumas gotas de sangue nela; Rafaela pega a placa com sangue e coloca em cima de uma pequena mesa mais afastada, e Cecília limpa seu dedo com uma pequena bola de algodão; Rafaela volta para sua mesa e anota algumas coisas em sua prancheta.

Cecília – E então doutora, quais serão as próximas etapas?

Rafaela – Bom, após isso, eu vou misturar algumas substâncias com seu sangue, para ver se algum anticorpo do vírus será encontrado em seu sangue. Mas assim, eu não lhe darei o resultado desse exame, como eu tinha lhe dito.

Cecília – Sim, você tinha me explicado que só no segundo exame você me daria o resultado. Aliás, quando será esse exame?

Rafaela – Olha, eu posso lhe garantir que mais ou menos daqui a um mês você poderá realizar o novo exame.

Cecília – Hum… Eu tenho algumas dúvidas, doutora, você poderia me explicar?

Rafaela – Claro que sim, pode perguntar o que for.

Cecília – Doutora, assim, ultimamente eu tenho evitado beijar o meu namorado sabe, com medo que eu possa contaminá-lo. Ele corre esse risco?

Rafaela – Não, não… Você só pode contaminá-lo através das relações sexuais e pelo o compartilhamento de objetos, tipo seringas, lâminas e etc. Fique calma, você não pode contaminar ele através de beijos.

Cecília – Ah, muito obrigada pela a explicação, é que eu estava com medo que meu namorado fosse terminar comigo por causa disso, já que eu estava evitando ele constantemente. Bom, eu já posso ir?

Rafaela – Sim, já pode sair sim.

Cecília – Obrigada novamente pela a explicações.

Cecília sorri para Rafaela, que lhe retribui o gesto; Cecília pega sua bolsa que está em cima da cadeira ao lado e coloca em seu braço, em seguida, ela sai do consultório; Já fora do consultório, Cecília caminha pelo o corredor e havista Giovana apoiada em uma parede, com um olhar vago no rosto e com seus olhos marejados.

Cecília – Amiga? Que cara é essa? Aconteceu algo?

Giovana – Eu… (T) Eu terminei com o Miguel.

Após dar a notícia do término de seu namoro para Cecília, Giovana se abraça em Cecília e começa a chorar; Cecília conforta Giovana com seu abraço, acariciando suas costas.

CENA 4, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, DIA

Miguel está sentado na cama de Karen, com o olhar bastante vago, enquanto isso, Karen dá algumas voltas pelo o quarto com sua cadeira de rodas.

Karen – Até que já estou me acostumando com essa coisa, é bem fácil de se usar.

Karen percebe que Miguel não está ligando para o que ela disse e se aproxima de Miguel, observando que ele está com uma expressão abatida no rosto.

Karen – Miguel? Você está bem?

Miguel – Ah… Oi Karen…

Karen – Que cara é essa? Você tá tão tristinho…

Miguel – Não é nada não, não precisa se preocupar…

Karen se aproxima ainda mais de Miguel, deixando seus rostos próximos um do outro.

Karen – Tem haver com a Giovana?

Miguel – Não precisa se preocupar com nada, eu já disse…

Karen – Ah, a culpa é minha, já reparei… Eu não queria causar nada disso, mas o que eu podia fazer, a Giovana me empurrou escada a baixo…

Miguel se afasta de Karen e se levanta da cama, ficando em frente a uma janela.

Miguel – A gente terminou, foi isso. Eu quis dar um tempo entre nós dois, para a gente esfriar a cabeça, mas ela disse que não confia em mim após essa série de ocorridos e quis terminar.

Karen – Nossa, que pena… Depois que eu descobri que ficarei entrevada nessa cadeira de rodas, até me arrependo de ter tentado separar vocês, mas eu não posso negar que a Giovana me empurrou né…

Miguel – Eu não quero mais falar disso, por favor, vamos falar de você. Como que você está?

Karen – Indo na medida do possível… Perder um filho e descobrir que está paraplégica não é nada fácil, mas eu vou me acostumar. O que me conforta é que eu ainda posso voltar a andar através da fisioterapia.

Miguel – Eh, nosso filho… Sinto pela a perda dele, ainda mais que ele nem tenha nascido…

Karen – Eu também sinto muito, mas é a vida né, Deus quis assim…

Miguel – Bom, eu vou indo. Adorei conversar com você, amanhã eu venho te visitar novamente.

Miguel se aproxima de Karen e se abaixa, lhe dando um apertado abraço e um beijo na bochecha; Os dois se entrolham, dando tímidos sorrisos.

Karen – Até outra hora então…

Karen vai até a porta e a abre, e Miguel sai, dando outro pequeno sorriso a Karen; Ela fecha a porta e se afasta um pouco, falando sozinha pelo o quarto.

Karen – É, ele terminou com a songa-monga, etapa um concluída! Próximo passo agora é fingir ser uma menininha doce, arrependida, resignada com meu estado… É só uma questão de tempo, você será meu.

Karen sorri maliciosamente, como forma de comemorar por estar conseguindo seus objetivos.

CENA 5, COLÉGIO ESCOLHAS, SALA DOS PROFESSORES, INTERIOR, DIA

Camila está reunida na sala, junto com Renata, Rosana e Digão, dando algumas notícias sobre Karen.

Camila – E pelo o que fiquei sabendo, ela tá paraplégica. Nós duas não nos damos bem, mas eu não desejo isso para ninguém.

Rosana – Pobre menina, paraplégica por culpa de uma colega que quis lhe matar cruelmente…

Digão – Rosana, por favor, contenha-se!

Rosana se irrita e vira seu rosto, ficando brava pelo o fora que levou.

Renata – A Giovana não tem culpa de nada, não está provado que ela empurrou a Karen da escada.

Camila – A Giovana está muito mal também, pelo o que fiquei sabendo. Coitada da minha amiga, não merece essas acusações todas.

Digão – Bom, agora que a Karen ficou paraplégica, a gente devia improvisar algumas rampas aqui no colégio, já que a sala dela fica no segundo andar.

Renata – Quanto a isso, irei providênciar. Enquanto as rampas não ficarem prontas, eu posso passá-la para a outra turma do segundo ano, que fica no primeiro piso.

Camila – Bom gente, eu só vim mesmo dar algumas noticias sobre as meninas, para ninguém ficar preocupado.

Renata – Tudo bem Camila, a gente agradece a sua preocupação em nos informar de tudo.

Camila – Até outra hora então, pessoal.

Digão – Até outra hora, Camila! E vou querer conversar com você sobre o intercolegial feminino.

Camila – Okay, pode deixar. Tchau Rosana, tchau Renata…

Rosana e Renata – Tchau!

Camila sorri e se retira da sala dos professores; Após Camila se retirar, Renata conversa com os professores sobre as medidas que irá tomar sobre o caso de Karen.

CENA 6, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Giovana e Cecília conversam na cantina, enquanto bebem dois copos de café expresso.

Giovana – Pra mim não dá mais, se o Miguel acha que pode brincar assim comigo, de dar tempo e voltar…

Cecília – Mas amiga, ele só quis esse tempo para pensar melhor, ele quer esfriar a cabeça.

Giovana – O que foi, vai ficar defendendo ele?

Cecília – Não, calma… Mas acho que a gente devia entender o lado de le né, mas enfim…

Giovana – Eu não dou nem dois dias e ele já está lá nos braços da Karen. Olha, acho que essa foi a melhor decisão a ser tomada.

Cecília – Ai amiga, não é pra tanto né. Vocês vão ver, isso tudo vai passar e vocês vão estar juntos novamente.

Giovana – Duvido muito… E o como foi o teste?

Cecília – Foi algo rápido, eu só tive que pingar um pouco de sangue numa placa de plástico e ela disse que vai depois misturar o meu sangue com algumas substâncias, para ver se serão encontrados anticorpos do HIV no meu sangue.

Giovana – Hum… Eu não entendo nada disso, mas enfim, espero que tudo isso dê negativo e que você não tenha nada dessa doença.

Cecília – Tomara mesmo…

Giovana dá um gole em seu copo de café, e em seguida, as duas voltam a conversar; A conversa das duas é abafa aos poucos.

CENA 7, O DIA ANOITECE

Algumas imagens do Sol se pondo nas praias da cidade são mostradas a cena, cortando para a próxima cena.

CENA 8, SHOPPING, INTERIOR, NOITE

Felipe e Victória andam pelo o shopping, enquanto conversam.

Felipe – O que achou do filme? Eu achei ele bem lentinho, achava que ia ser melhor…

Victória – Eu também não curti muito, da próxima vez a gente escolhe algum outro melhor. — risos.

Felipe – Da próxima vez? Você quer repetir novamente esse encontro?

Victória – Mas é claro que sim, adorei esse encontro.

Felipe – Hum… Que bom que gostou… (T) Sabe Vicky, você nem parece a mesma de antes, sabe…

Victória – E isso é ruim?

Felipe – Não, muito pelo o contrário. Aquela Vicky era malvada, destratava os outros, era arrogante, enfim…

Victória – Sabe, depois do período que eu fiquei afastada da Cláudia, resolvi rever minhas ações, eu acho que isso não é para mim.

Felipe – Hum… Mas eu fiquei sabendo que você voltou a andar com a Cláudia e também com aquela Karen.

Victória – Sim, mas eu não vou voltar a ser a mesma de antes, eu juro. Elas podem zoar os outros e tal, mas eu não vou estar envolvida em nada disso.

Felipe – Hum… Olha, depois disso tudo, eu também queria falar algo, que faz tempo que eu queria dizer.

Victória – Jura? E o que seria?

Felipe – Sabe Vicky, é que faz um tempo, digamos assim, desde que a gente se conhece, e eu…/

De repente, Felipe é interrompido por Cláudia, que se aproxima dos dois, acompanhada de Danilo.

Cláudia – Oi gente, que coincidência vocês dois aqui!

Felipe se desanima, pois estava prestes a se declarar para Victória.

Victória – Oi gente, tudo bem?

Cláudia – Tudo sim. E o que fazem aqui?

Victória – A gente tava vendo um filme e agora a gente ia comer algo. Por que vocês não vem com a gente?

Cláudia – Ah, eu topo. Você também topa, Dani?

Danilo – Sim, vamos então.

Cláudia sorri e dá um beijo na bochecha de Danilo; Ela se abraça nele, e eles vão junto com Victória e Felipe para a praça de alimentação.

CENA 9, CASA DA FAMÍLIA SOUZA, QUARTO DE MIGUEL, INTERIOR, NOITE

Miguel e Tomás estão sentados na cama, enquanto conversam.

Miguel – E foi isso pai, eu quis dar um tempo, mas ela quis terminar comigo.

Tomás – Hum, e por que mesmo que ela tomou essa decisão?

Miguel – Acho que ela perdeu a confiança em mim, acha que se a gente desse um tempo, eu iria correr para os braços da Karen.

Tomás – E você, sente algo pela a Karen?

Miguel – Sei lá pai, acho que pena por ver ela presa naquela cadeira de rodas. Ela me pareceu diferente hoje quandk a gente conversou.

Tomás – Diferente como?

Miguel – Ela me parecia arrependida de tudo o que aprontou, que essa invalidez fez ela repensar seus atos. Eu acreditei.

Tomás – E você acha que ela seria capaz de mudar tão rápido só porque agora está inválida? Não acha que isso pode ser um truque?

Miguel – Sinceramente? Não. Se você conhece a Karen mesmo, ia ver que aquela era outra. A Karen era dissimulada, encrenqueira e tal, mas agora ela tá mudada, a expressão do rosto dela é outra, parece mais sincera.

Tomás – Olha filho, se eu fosse você, ficava com um pé atrás, você mesmo disse que ela é uma mentirosa, que mentia com facilidade. E se tudo isso for uma mentira?

Miguel – Pode ser, mas eu prefiro acreditar que ela mudou…

CENA 10, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, NOITE

Karen está sozinha em seu quarto, sentada em sua cadeira de rodas, lendo algumas revistas.

Karen – Ai que chatisse, esse silêncio, essa cadeira de rodas que é uma tortura…

Karen anda até ao espelho com sua cadeira de rodas.

Karen – Ai, como estou horrorosa… Preciso me arrumar um pouco, sentada desse jeito eu não consigo fazer nada.

Karen vai até a janela e percebe que não tem quase ninguém no corredor; Ela fecha as cortinas e tranca a porta, e em seguida, volta a ficar em frente ao espelho.

Karen – Essa cadeira está me torturando, não aguento mais ficar sentada. E como não tem quase ninguém aqui…

De repente, Karen estica suas pernas, como se estivesse querendo levantar; Aos poucos, ela vai apoiando seus braços na cadeira, se levantando aos poucos da cadeira; Ela se levanta completamente da cadeira, e coloca os braços na cintura, revelando seu maior segredo: De que nunca esteve paraplégica. Karen passa suas mãos por sua cintura, analisando seu corpo a cada toque; Ela se afasta da cadeira de rodar e começa a andar pelo o quarto, falando com si mesma.

8 thoughts on “O Amor é um Jogo – Capítulo 15

  1. A cena mais surpreendente foi a da Karen levantando sozinha e saindo da cadeira de rodas.Falei que aquilo era tudo uma farsa,né?Acho que a Karen deveria se render e contar a verdade para todos,que ela nunca esteve paraplégica!Estou esperando a hora do desmascaramento.Não irei perder essa cena inesquecível!E o bom é que vai ser logo em breve!Tô adorando muito essa web-novela!A cada dia melhor e mais emocionante!Parabéns para quem criou essa web-novela magnífica!

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  2. E hoje (re)descobrimos que era tudo uma farsa de Karen: ela subornou o médico para mentir a todos que ela estava paraplégica. E Miguel terminou com a Giovana e está se bandeando para o lado da Karen, cuidado com a burra. Não me lembrava que a Rosana era tão escrota, morro. Giovana pisando sem dó no Miguel, adorassem. E aqui começa a regeneração da Cláudia.

    Parabéns :*

    Divulgação – https://audienciadatvmix.wordpress.com/2016/10/21/cartas-para-florenca-capitulo-06/

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