O Amor é um Jogo – Capítulo 16

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CENA 1, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

Cláudia se impressiona, e ao mesmo tempo se choca ao ver Karen em pé, sem nenhuma sequela; Karen sorri maleficamente, mas Cláudia não entende muito o por que do sorriso.

Cláudia – Meu Deus! Eu… (T) Karen, eu não acredito, você tá… (T) Você tá recuperada, é um milagre! Já contou isso a alguém?

Karen – Ai Deus… — risos. — Cláudia, você já foi mais esperta, hein querida.

Cláudia – Oi?

Karen – Ai querida, como você é lenta hein… Eu não estou recuperada, até porque, nunca estive inválida!

Cláudia fica completamente chocada ao saber de toda a verdade, não conseguindo acreditar no que vê; Karen começa a rir, como forma de deboche pela a ingenuidade da amiga.

Cláudia – É sério que você foi capaz de fazer algo desse tipo? Você tramou uma falsa invalidez apenas para ferrar com a Giovana e reaproximar o Miguel de você?

Karen – Ué querida, qual é o espanto? Fiz isso mesmo e faço de novo, não tem nada de errado nisso.

Cláudia – Nada de errado? Você jura que não tem nada de errado em forjar uma paralisia só pra acabar com alguém?

Karen – Ao meu ver, não mesmo.

Cláudia – Mas Karen, e no hospital? O médico te deu a notícia, você tava desesperada… Como isso?

Karen – Querida, essa é a outra parte que eu vou te contar.

Flashback:

CENA 2, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Karen e um médico estão sentados em uma mesa, tomando café enquanto conversam.

Karen – Então doutor, é o seguinte: Eu estou pra causar um acidente e pretendo com que pareça que ganhei alguma sequela nesse acidente, e ai pensei, e se você me ajudar em troca de alguns reais?

Médico – De quantos reais estamos falando?

Karen – Cinco mil está bom para você?

Médico – Só cinco mil para mim por minha profissão em risco e ajudar você em um planinho? Não, muito obrigado

O médico tenta se levantar, mas Karen lhe impede.

Karen – Oito mil e nada mais, é minha ultima oferta.

Médico – Hum… Mas só quero ver se você vai ter todo esse dinheiro hein…

Karen – Mas é lógico que eu tenho, não ia te oferecer tudo isso se eu não tivesse o dinheiro né. Enfim, daqui a uns dois dias eu estarei pondo tudo em prática, então já vai forjando o laudo de que eu estou paraplégica. Ah, também insira que eu perdi o filho que eu estava carregando em meu ventre.

Médico – Tudo bem mocinha, como você quiser.

O médico e Karen se entreolham sorrindo.

Fim do flashback

CENA 3, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

Cláudia fica chocada com as revelações de Karen.

Cláudia – Quer dizer que você comprou o médico para forjar um laudo de que você está paraplégica? Por que eu ainda me surpreendo com você?

Karen – Ai querida, não me interrompa, ainda tem mais.

Flashback:

CENA 4, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, DIA

Karen (gritando) – Mas isso não me trará o meu filho de volta! Ela matou o meu filho, pai, ela é uma assassina! De que adianta voltar a andar se eu não terei o meu filho comigo?

Fernando – Calma filha, foi uma fatalidade, mas você vai superar, não fique assim.

Karen seca suas lágrimas e se acalma aos poucos, após ser consolada por Fernando; Ele dá um rápido abraço em Karen e um beijo em sua testa e em seguida, se afasta de sua filha.

Médico – Bom, eu gostaria de pedir a todos que se retirem do quarto, pois a paciente precisa de bastante repouso. Amanhã vocês podem visitar a paciente novamente.

Todos compreendem o doutor e lhe obedecem, saindo do quarto em seguida; Após todos saírem do quarto, o médico e Karen ficam a sós; Ela, que já se recompôs, olha fixamente para o médico.

Karen – Fez um excelente trabalho, doutor, muito bom mesmo…

Karen e o médico se entreolham sorrindo.

Médico – Então Karen, daqui a uma hora o efeito da anestesia que apliquei nas suas pernas irá passar.

Karen – A anestesia ficou muito boa mesmo, por um momento, jurei que estava paraplégica. — risos.

Médico – E você acha que eu brinco em serviço? Você tem que parecer bastante convincente, tem que parecer que realmente está paraplégica.

Karen – Mas é claro que serei convincente, me farei de coitadinha e tudo mais! Daqui a uns dias você pode passar aqui para pegar o cheque com seu pagamento.

Karen e o médico sorriem maleficamente e em seguida, ele sai do quarto.

Fim do flashback

CENA 5, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

A cada nova revelação sobre a falsa paraplegia de Karen, Cláudia se choca, enquanto isso, Karen se diverte com as expressões chocadas da amiga.

Cláudia – Eu estou sem palavras, estou impressionada com tudo isso…

Karen – E agora, o que acha disso tudo? Não é um máximo?

Cláudia – Máximo? Depois de tudo o que você me contou, eu te acho um monstro! Como você é capaz de fazer tudo isso?

Karen – Ai Cláudia, me poupe de bancar a boa samaritana, tá.

Cláudia – Olha Karen, eu não posso ficar guardando esse segredo, é melhor você contar toda a verdade, vai ser melhor!

Karen – Você está louca? Não vou contar nada, nem que me dessem todo o dinheiro do mundo. Para todos, eu estou inválida, só você sabe disso.

Cláudia – E o que aconteceria se eu resolvesse contar toda a verdade e acabar com todo esse seu circo?

Karen se aproxima cada vez mais de Cláudia, que recua a cada passo de Karen; De repente, Karen empurra Cláudia contra a parede e segura seu pescoço, lhe apertando, enquanto faz uma expressão diabólica no rosto; Cláudia tenta se soltar, mas é impossível por conta da força que Karen faz.

Karen – Você nem ouse cogitar essa hipótese, está me ouvindo? Se você abrir sua boca e contar tudo, sou capaz de te matar com minhas próprias mãos e fazer você comer capim por debaixo da terra, está me ouvindo?

Karen solta o pescoço de Cláudia e se afasta, enquanto Cláudia passa a mão sob seu pescoço e respira com dificuldades.

Karen – Você me ouviu muito bem, não é? Você não vai falar nada a ninguém.

Cláudia – Eu não vou contar nada, eu juro, eu não vi nada, você está paraplégica.

Karen – É assim que eu gosto. Agora vá embora, antes que alguém chegue e nos pegue tendo essa conversa.

Karen encara Cláudia, que lhe observa com uma expressão de medo nos olhos; Ela pega sua mochila e põe nas costas, saindo do quarto de Karen e em seguida saindo da casa. Após isso, Karen volta a se sentar em sua cadeira de rodas.

CENA 6, HOSPITAL, CONSULTÓRIO, INTERIOR, DIA

Rafaela se afasta da centrífuga sanguínea e anota algumas coisas em sua prancheta, em seguida, ela se senta em sua mesa.

Cecília – Bom doutora, é só isso?

Rafaela – Sim, depois darei inicio a todo o procedimento, fervendo o seu sangue em uma solução tampão, depois separando as amostras em uma eletroforese em gel.

Cecília – Bom, nem tente me explicar, pois não vou entender nada. — risos. — Bom, e o resultado, quando deve sair?

Rafaela – Olha, acho que daqui a algumas semanas o resultado do seu teste deve estar pronto, eu diria mais ou menos umas quatro semanas.

Cecília – Ah sim… Estou ansiosa por este resultado, é como se fosse a hora da verdade, para saber se estou realmente ou não com esta doença.

Rafaela – Este teste irá lhe esclarecer tudo, tenha esperança de que você sairá bem desses testes todos.

Cecília – Eu espero que sim… Bom, eu vou indo, daqui a algumas semanas então.

Rafaela – Até Cecília.

Cecília e Rafaela se entreolham sorrindo, em seguida, Cecília se levanta e sai do consultório.

CENA 7, CAMPO DE FUTEBOL, INTERIOR, DIA

Miguel, Breno e Felipe estão sentados no meio do campo de futebol, conversando entre si.

Miguel – E ai, como foi o encontro com a Victória ontem?

Felipe – Foi legal e tal, a Victória realmente parece que mudou, nem parece aquela metidinha de antes.

Breno – E conseguiu se declarar para ela?

Felipe – Bem quando eu ia tocar nesse assunto, surgem a Cláudia e o Danilo, e ai não consegui falar nada para ela.

Miguel – Ih… E ai, como vai fazer para se declarar a ela agora?

Felipe – Vou convidar ela para outro encontro né, só assim para eu tomar coragem. Não vou conseguir tomar coragem pra falar tudo a ela assim do nada.

Miguel – Tá certo então… E você Breno, como está indo com a Cecília?

Breno – A gente está indo bem, mas ela tá com aqueles segredinhos de sempre né…

Felipe – E você ainda não descobriu o que ela tá escondendo?

Breno – E você acha que eu não tento? Mas fica difícil, sempre quando eu quero descobrir algo, ela muda de assunto.

Felipe – Então o negócio é sério mesmo hein…

Breno – Você acha? Eu tenho certeza que é sério.

Miguel – Tá pessoal, vamos parar de tricotar, né. Estou faminto, quero comer algo, vocês vem comigo?

Os meninos se calam e concordam com a cabeça; Os três se levantam e Breno pega a bola de futebol e segura em uma das mãos; Os três saem do campo.

CENA 8, SHOPPING, PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO, INTERIOR, DIA

Cláudia e Victória estão sentadas em uma mesa, enquanto conversam; De repente, elas param de conversar e Victória começa a reparar no pescoço da amiga.

Victória – Cláudia, você está bem? Está tão diferente e tal… E seu pescoço, está tão vermelho…

Cláudia (desatenta) – Ah, falou comigo?

Victória – Não, imagina, falei com minha sombra. Então, o que está acontecendo, você está estranha, e seu pescoço está vermelho…

Cláudia – Não é nada não, ele tá vermelho porque eu cocei ele demais.

Victória – Coceira? Você já foi melhor nas duas desculpas né. E isso parece marca de estrangulamento…

Nervosa com as indagações, Cláudia desconversa.

Cláudia – Estrangulamento? Ah, por favor, né, quem ia querer me estrangular?

Victória – Não sei, mas você podia me responder, né.

Bastante nervosa com as perguntas de Victória, Cláudia não se contém e decide revelar tudo.

Cláudia – Eu não sei mentir, não sei, não consigo esconder nada de você…

Victória – Como assim? Conta logo!

Cláudia – Quem tentou me estrangular foi a Karen, é, foi isso! Satisfeita?

Victória – Oi? A Karen? Mas como ela ia fazer isso? Ela tá paraplégica…

Cláudia – Foi ela quem tentou me estrangular, por quê… (T) Eu não vou conseguir ficar calada por muito tempo, é melhor eu falar… (T) A Karen não está paraplégica, é tudo uma farsa!

Victória – Como assim a Karen não está paraplégica? Isso não é possível, ela tá…

Cláudia – Vicky, tudo isso é uma farsa! Ela nunca ficou paraplégica, ela comprou o médico, deu dinheiro para ele fazer um laudo dizendo que ela tá paraplégica!

Ao terminar de falar, Cláudia coloca suas duas mãos no rosto, enquanto Victória lhe observa com uma expressão chocada.

Cláudia – Eu não devia ter dito isso, não devia… A Karen jurou que me mataria se eu abrisse minha boca, ela disse com todas as palavras que iria me matar…

Victória – Calma amiga, ninguém vai ficar sabendo de nada, eu prometo… Mas agora me diz, como que você foi capaz de compactuar com uma mentira dessas?

Cláudia – Eu sabia tanto quanto você, ela me contou isso hoje, e eu tentei convencer ela a parar com isso, mas ela me ameaçou de morte!

Victória – Meu Deus… Eu estou chocada! Estou chocada com a mente pérfida dessa garota, fingir uma paraplegia…

Cláudia – E o pior que ela fez essa tramóia toda simplesmente para segurar o Miguel e para ferrar com a vida da Giovana.

Victória – Ela foi capaz de tramar tudo isso só por causa dessas futilidades? Meu Deus…

Cláudia – E eu estou sem saída, ela não quer contar nada, e se eu contar, corro risco de morte! A ameaça dela parecia ser sincera, o rosto dela era tomado por uma expressão diabólica…

Victória – Pior que eu não duvido que ela cumpra essa ameaça, se ela foi capaz de forjar uma invalidez, eu não duvido de mais nada!

Cláudia – Pois é… Bom, vamos parar de falar de tudo isso, esse assunto morreu por aqui, não estamos sabendo de mais nada.

Victória – Tudo bem, esse assunto morre aqui…

Cláudia e Victória se entreolham com uma expressão preocupada no rosto, sabendo que não podem fazer nada para solucionar toda essa situação.

CENA 9, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

Miguel está sentado em uma das camas do quarto, enquanto Karen está sentada a sua frente em sua cadeira de rodas.

Miguel – Bom, eu só vim dar uma passada aqui para ver como você está.

Karen – Obrigada pela a preocupação, nem precisava.

Miguel – Precisava sim, nós somos amigos ou não? Eu também prometi a mim mesmo que depois que aconteceu isso com você, eu ia ficar ao seu lado sempre.

Karen – Nossa, eu fico emocionada com isso, sabe. Você sabe que eu sempre gostei de você de outra maneira, mas eu jurei a mim mesma que depois desse acidente, eu ia te deixar em paz.

Miguel – Pois é Karen, mas comigo está sendo ao contrário…

Karen – Contrário? Como assim?

Miguel pega nas mãos de Karen, enquanto os dois se entreolham.

Miguel – Sabe Karen, nesse mês que nos aproximamos, eu acabei me afeiçoando a você, me encantando cada vez mais com você, não parece mais a mesma de antes… Quero deixar claro que isso não é pena, eu estou sentindo algo sincero por você… Karen, eu acho que estou gostando de você.

Após declarar seus sentimentos para Karen, ele abaixa a cabeça rapidamente, mas logo a ergue novamente; Karen esboça um pequeno e tímido sorriso, mas por dentro, ela se enche de alegria por ouvir o que tanto queria.

Karen – Mas Miguel… Eu não posso…

Miguel – Karen, eu acho que esse é o momento certo para nós darmos uma chance para nós dois. Eu gosto de você, e sinto que você ainda sente o mesmo por mim, e não adianta negar, pois isso está em seu olhar.

Miguel e Karen se calam, e de repente, Miguel começa a aproximar seu rosto do de Karen cada vez mais; Ao aproximarem seus lábios um do outro, eis que Giovana entra no quarto e se surpreende ao flagrar os dois próximos; Ao serem interrompidos, Miguel e Karen olham para a porta e se deparam com Giovana; Miguel e Giovana se entreolham fixamente ao se verem após tanto tempo, abalados pela as circunstâncias do reencontro; Karen observa os dois com um malicioso sorriso.

CENA 10, CARIOCÃO LANCHES, EXTERIOR, DIA

Camila começa a atravessar a rua, sem olhar para os lados; De repente, um carro vindo em sua direção freia rapidamente, e com o susto, ela cai no chão; De repente, Júnior desce do carro e vai até Camila.

Júnior – Ótimo, só podia ser você! Por que não olha por onde anda, garota?

Camila – Agora a culpa é minha? Você praticamente jogou o carro para cima de mim.

Júnior – Ata, essa é boa agora, você atravessa a rua sem olhar e a culpa é minha, me poupe né.

Após ficar bastante tempo no chão, Camila se levanta e se aproxima de Júnior, lhe encarando.

Camila – A culpa é sua sim, você viu eu atravessando a rua, por que não freiou o carro?

Júnior – Porque eu não quis, a culpa é sua sim, você não olhou para os lados antes de atravessar. E saiba que não seria má ideia que eu te atropelasse…

Camila se ofende com o que Júnior diz.

Camila – Mas… Mas seu idiota!

Camila ergue sua mão e se prepara para dar uma bofetada em Júnior, mas ele segura seu braço e com isso, seus corpos acabam se colando e seus rostos se aproximam; Aproveitando-se do momento, Júnior beija Camila; Ela tenta se soltar, mas acaba correspondendo o beijo.

CENA 11, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, DIA

Após se entreolharem fixamente por vários minutos, Miguel se levanta e se aproxima de Giovana.

Miguel – Oi Giovana…

Giovana – Oi…

Miguel – Bom, eu vou indo, outra hora eu falo com você, Karen. Tchau meninas.

Karen – Tchau Miguel, até outra hora…

Karen acena para Miguel, que sorri, e em seguida, ele sai do quarto; Giovana joga sua bolsa em sua cama e em seguida se senta.

Karen – Você viu?

Giovana – Vi o que?

Karen – O Miguel se declarou para mim e quis me beijar, não é um máximo?

Karen sorri maliciosmanete para Giovana, mas ela não dá muita atenção.

Giovana – Vi sim, fico muito feliz por vocês dois.

Karen – E sabe, ele me disse muitas coisas bonitas, acho que tá gostando muito de mim… Também acho que ele já te esqueceu…

Giovana – Olha Karen, se seu objetivo era me provocar, é melhor parar por aqui. Se você quer o Miguel para você, sem problemas, eu não ligo. Eu mesma terminei com ele, não tem porque eu ficar me doendo. Agora licença…

Irritada, Giovana se levanta e sai do quarto, enquanto isso, Karen ri sozinha.

CENA 12, CARIOCÃO LANCHES, EXTERIOR, DIA

Camila e Júnior se beijam com intensidade, como se estivessem esquecido o que acabara de acontecer; De repente, Camila se afasta de Júnior e lhe dá uma bofetada; Ele, fica sem entender e alisa seu rosto.

Júnior – Mas o que é isso Camila, ficou maluca?

Camila – Isso é para você aprender a não me beijar a força, seu idiota!

Júnior – Ué, e você não gostou? Bem que você tava fazendo uma cara de que sim…

Após Júnior insinuar que gostou de seu beijo, Camila fica nervosa e desconversa.

Camila – Eu gostar? Por favor né Júnior! Se eu tivesse gostado, não teria te dado esse tapa. Vê se me deixa, ok?

Furiosa, Camila encara Júnior, e em seguida, ela entra na lanchonete; Já lá dentro, Camila muda sua expressão no rosto, agora com um largo sorriso de alegria no rosto; Do lado de fora da lanchonete, Júnior sorri ao pensar no beijo que aconteceu entre Camila e ele.

CENA 13, CASA DA FAMÍLIA SOUZA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Miguel entra em casa e dá uma forte da batida na porta, e no mesmo momento, Tomás surge da cozinha.

Tomás – O que houve? Aconteceu algo de errado?

Miguel – Não, foi algo pior… Eu tava lá com a Karen, papo vai e papo vem, acabei tocando no assunto de querer dar uma chance para nós dois…

Tomás – Ainda com essa ideia de querer namorar essa garota? Tem certeza que você vai continuar com isso?

Miguel – Até você? Eu já disse que quero dar uma chance para ela, estamos maia próximos do que nunca.

Tomás – Eu sei filho, não se exalte. Continue o que ia contar.

Miguel – Enfim, acabou que eu e a Karen quase nos beijamos, e digo quase porque no mesmo instante que ia acontecer o beijo, a Giovana entrou no quarto. Quando eu vi ela, senti algo diferente, tipo, não queria mais beijar a Karen…

Tomás – Hum… Sabe o que eu acho? Que você ainda gosta dessa menina e não quer esquecê-la, é isso.

Miguel – Por favor, né pai, eu já disse que não quero mais nada com a Giovana, não estou mais apaixonado por ela.

Tomás – Não negue, Miguel, seus olhos ainda brilham quando você fala dessa garota, é algo especial, não acontece o mesmo quando você fala da Karen.

Miguel – Tá pai, já cansei de ficar ouvindo isso de que a Giovana é meu amor verdadeiro, mesmo eu dizendo o contrário. Agora eu vou para o meu quarto.

Irritado, Miguel sobe as escadas e ignora seu pai, que lhe observa com uma expressão preocupada.

Tomás – Mentir para si mesmo não irá adiantar, vá por mim…

Tomás respira fundo e volta para a cozinha.

CENA 14, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, SALA DE ESTAR, INTERIOR, DIA

Deitada no sofá, Giovana conversa com Camila em seu celular.

Giovana (celular) – Como? Explica isso direito?

Camila (celular) – Nem eu estou sabendo explicar, só sei que o Júnior quase me atropelou, tivemos uma pequena discussão e quando eu vi, a gente estava se beijando. E eu não vou mentir, eu gostei, mesmo negando isso a ele.

Giovana (celular) – Nossa, que confusão hein… Já comigo, tudo está péssimo.

Camila (celular) – Como assim?

Giovana (celular) – Nem te digo… Quando eu cheguei em casa, fui para o meu quarto e ai, peguei a Karen e o Miguel quase se beijando.

Camila (celular) – O que? Era tudo o que essa garota queria né, olha…

Giovana (celular) – E depois disso, não resta duvidas que ele me esqueceu…

Camila (celular) – Nossa, que chato hein…

Giovana (celular) – Pois é, mas vamos deixar isso para lá… Eu vou desligar, tenho que fazer algumas coisas aqui.

Camila (celular) – Okay, depois a gente se fala, amiga. Tchau!

Giovana (celular) – Tchau!

Giovana desliga seu celular e o coloca sobre seu queixo; De repente, flashes do quase beijo entre Karen e Miguel vem a sua mente, lhe deixando pensativa sobre Miguel.

CENA 15, O DIA ANOITECE

Imagens de vários pontos turísticos da cidade são mostradas a cena, enquanto o Sol se põe.

CENA 16, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, SALA DE JANTAR, INTERIOR, NOITE

Reunidos a mesa, Fernando, Helena, Giovana e Danilo jantam, enquanto conversam.

Fernando – Ué, cadê a Karen, ela não vem jantar?

Giovana – Ela disse que não está disposta e sem fome.

Fernando – Hum…

Helena – Olha, mesmo ela não querendo vir para a mesa, eu vou lá ver se ela não quer comer, ai eu levo algo para ela.

Fernando – Faça isso, ela não pode dormir sem comer.

Helena sorri para Fernando, e em seguida, ela se levanta.

Corta para:

CENA 17, CASA DA FAMÍLIA SAMPAIO, QUARTO DE GIOVANA E KAREN, INTERIOR, NOITE

Sozinha em seu quarto, Karen caminha um pouco, aproveitando-se que todos estão na sala.

Karen – Essa cadeira está me torturando, não aguento mais ficar sentada…

Karen pega seu celular e começa a olhar algumas fotos de Miguel.

Karen – Mas como é por você, vou me prestar a tudo isso, tudo isso porque eu te amo.

Karen sorri e coloca seu celular sob sua mesa de cabeceira; De repente, a porta se abre e Helena entra e flagra Karen em pé; Karen se assusta e fica com medo, prestes a ter seu segredo descoberto.

valeapenaverdenovo

 

8 thoughts on “O Amor é um Jogo – Capítulo 16

  1. i>Tire suas mãos de mim, que eu não pertenço a você. Não é me dominando assim, que você vai me entender. Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem onde estou. Você pode até duvidar. Acho que isso não é amor… 🎵

    Parabéns, Willian😀

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  2. Karen revelou seu segredo para Cláudia e ameaçou ela de morte, caso ela falasse algo, que tenso!
    E agora, Helena descobriu o segredo de Karen, o que será que ela vai fazer?
    Você escreve vilões muito bem
    Parabéns, Willian!

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  3. A cena mais bombástica foi a da Karen ameaçando de morte a Cláudia caso se contasse o segredo dela.
    A cena mais chocante foi a Karen quase beijando o Miguel,mas pelo menos a Giovana chegou lá para impedir o quase beijo da Karen!Ainda bem que Giovana impediu isso!
    Esse capítulo a Karen foi sem limites!
    A cada dia melhor essa web-novela!
    Adoro!

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