Ovelha Negra – Capítulo 08

ovelha-negra

EPISÓDIO 8: Chapeuzinho Vermelho vai ao bosque.

Ângela vai até a janela para fechá-la e vê alguém lá embaixo, em volta da casa. Alguém com capa de chuva preta.

Ângela: Meu Deus! Será ele? Egídio? Só pode ser. Ele está vivo. Graças a Deus! Só pode ser ele.

Ângela ajeita seu roupão e cuidadosamente sai do quarto.

O DIA AMANHECE.

Cena 1 Sala de Jantar – Manhã/Chuva.

Advogado, Irene e Edmundo descendo as escadas. Eles se assustam ao darem de cara com Amanda arrumando a mesa do café.

Amanda: Olá! Bom dia, gente!

Irene: Amanda?

Amanda: Porque essas caras de assustados? Melhorem isso. Vejam que dia lindo! Mesmo com toda a tempestade, é um dia lindo. Não acham?

Alex descendo as escadas.

Alex: Onde você estava? Onde passou a noite?

Amanda: Não lhe devo mais satisfações. Mas sei que estão todos curiosos, pois bem, passei a noite no quarto da Clô, aqui embaixo.

Edmundo: No quarto dela? Com o corpo dela ali ao lado?

Amanda: Qual o problema? Tenho medo é dos vivos. Esses sim são perigosos.

Irene: Otávio, você disse que ia procura-la.

Advogado: Sim. Depois que todos subiram, eu ainda fiquei aqui na sala, tomei uns drinques. Aí começou a chover, então resolvi sair à sua procura, Amanda.

Amanda: É mesmo?

Advogado: Sim, eu coloquei a capa de chuva e saí. Dei uma volta pela ilha, mas não a encontrei. Como já era tarde e os ventos estavam fortíssimos, decidi voltar.

Amanda: Pois é. Eu já estava dentro de casa. Escolhi o quarto de Clô para dormir. Lá havia uma poltrona e me ajeitei por lá. Bem, o café está servido. Eu mesma fiz. Então? Vamos tomar?

Todos se olham em dúvida sobre o café. Amanda percebe.

Amanda: Ei. O que estão pensando? (ela senta à mesa) Bem. Já que o medo não os deixa, eu tomo.

Amanda começa a comer e beber, cantarolando. Os demais a observam e decidem sentar também.

Irene: Bem. Acho que podemos comer em paz.

Amanda: Se depender de mim sim, cara Irene. Tive uma noite tranquila de sono. Estou leve, mesmo depois do ocorrido.

Irene: Confesso que não preguei o olho. Uma bateção de portas no corredor. Gente entrando e saindo dos quartos. Nem parece que estão com medo.

Advogado fica em alerta.

Advogado: Eu sou o culpado. Subi para o segundo andar, mais tarde que todos. Se tivesse colocado o rosto no corredor, me veria.

Irene: Eu? Colocar o rosto no corredor? Ficou louco? Quando a noite chega, eu tranco aquela porta e qualquer agulha que caia no chão, faz meu coração acelerar. Vai que aquele louco do Egídio esteja por aqui.

Edmundo: Acha mesmo que ele seja o assassino, não é?

Irene: Você tem uma opinião melhor? Felizmente hoje é domingo, e vamos embora desse cemitério.

Amanda: (comendo uma torrada) Acha mesmo que iremos embora? Já viu o tempo lá fora? Duvido que algum barco chegue até aqui. O mar hoje está pra matar peixes e tubarões afogados. E você Alex? Dormiu sozinho?

Alex: Não vou te responder isso.

Irene: Em falar nisso, onde está Ângela? Dormindo ainda?

Advogado: Vai ver está envergonhada pra descer e tomar café conosco.

Amanda: Engraçado, vergonha pra outras coisas, não tem.

Edmundo: O doutor também não se levantou. E esse se levanta com as galinhas.

Irene: Será que a bateção de portas na madrugada veio do quarto deles?

Edmundo: Vai ver o doutor resolveu criar coragem e invadiu o quarto dela e a tomou à força.

Amanda: E é bem capaz daquela vagabunda ter gostado. Deixem-na lá. Deixem a dormir sossegada. Que ela durma bastante pra descansar. Que ela repouse como um anjo eternamente em berço esplêndido.

Advogado: Que ela durma em paz, então.

Eles tomam café.

Cena 2 Sala de Jantar – Manhã/Chuva.

Advogado: Bem, acho que vou dar uma volta pela ilha, tentar ver se vejo algum barco se aproximando.

Alex: Vou com você. Vou lá em cima, pegar minha capa de chuva.

Alex sobe.

Advogado: Acho que vou pegar a minha capa também.

Amanda: Use a minha. Eu a deixei secando atrás da geladeira.

Amanda pega a capa de chuva preta e entrega ao advogado.

Advogado: Sua capa parece com a minha. Mesma cor.

Alex desce com capa preta.

Alex: Estou pronto. Vamos, doutor?

(Alex e advogado saem)

Irene: Gente, esse pessoal não tá dormindo demais não? Já são quase dez.

Edmundo: Se os barcos vierem? Seria bom que eles começassem a arrumar as coisas não é?

Irene: Vou lá em cima chamar a Ângela, porque mulher demora mais pra se arrumar.

Irene sobe as escadas. Amanda senta e abre uma revista, ela cantarola.

Edmundo e Amanda sozinhos.

Edmundo: Está tudo bem com você?

Amanda: Porque não estaria? Dormi muito bem.

Edmundo: Já eu, nem preguei os olhos.

Amanda: Também pudera! Fica passeando até tarde…

Edmundo: (nervoso) O quê? O que está falando?

Amanda se levanta e o encara.

Amanda: Eu vi você lá fora ontem à noite. Tava de capa, mas eu vi que era você.

Edmundo: Minha janela não fechava, saí pra tentar trancá-la por fora.

Amanda: Que coragem! Não tem medo do assassino?

Edmundo: Você tem? Porque se tivesse não andaria sozinha à noite pela ilha.

Amanda: Não tenho o que temer.

Edmundo: Nem o que ganhar! Alex é o último a receber a herança! E agora que vocês estão separados, você não veria a cor desse dinheiro, nem que ele fosse o herdeiro da vez.

Espera… A não ser que você e ele estejam de combinação, que esse adultério não tenha passado de um teatro.

Ou então, talvez você também tenha algum amante nessa ilha e é cúmplice de todos os assassinatos aqui.

Amanda e Edmundo se encaram como dois cães prestes a se morderem.

ADVOGADO E ALEX VOLTAM LÁ DE FORA.

Alex: Nem sinal de barco. Com essa tempestade e o mar violento… Acho que não sairemos daqui hoje. Com essa neblina, nem dá pra ver nada.

Irene desce as escadas.

Irene: Pessoal! Bati no quarto de Ângela, mas ela não atendeu.

Amanda: Não estaria dormindo no quarto do doutor?

Cena 3 Corredor – Manhã/Chuva.

Irene, Edmundo, Advogado, Alex. Batidas na porta de Sérgio. Sérgio abre a porta com cara de sono.

Doutor Sérgio: O que foi? O que houve? (Coloca os óculos)

Edmundo: São quase dez da manhã.

Doutor Sérgio: Acho que dormi demais. E os barcos?

Alex: Nem sinal deles. Ângela passou a noite aqui com você?

Doutor Sérgio: Ângela? Não teria passado com você?

Alex: Claro que não seu patife.

Doutor Sérgio: Não está no quarto dela?

Irene: Só se estiver ficado surda, porque não ouve.

Edmundo: Acho melhor arrombarmos a porta.

Eles se encaminham para a porta de Irene. Edmundo força a porta. Alex ajuda. Edmundo dá um chute forte e a porta se abre.

QUARTO DE ÂNGELA.

Cama desarrumada. Quarto vazio.

Irene: Ora! Onde ela terá se metido?

Advogado: Acho melhor procurarmos lá fora.

Cena 04 Sala de Entrada – manhã/chuva.

Doutor Sérgio sentado; toma café.

Irene, Edmundo, Alex, Advogado, todos de capa de chuva preta vão sair.

Amanda: Aonde vão todos?

Irene: Procurar Ângela lá fora. A louca deve ter se levantado mais cedo e ido ver se avista os barcos, acredito, eu.

Edmundo: Pessoal, olhem isso!

Todos olham pra estante e veem 6 ovelhinhas brancas e uma negra.

Edmundo: Mais uma ovelhinha branca, sumiu.

Sérgio ouve e continua a tomar café. Ele e Amanda ficam na casa enquanto os demais saem.

Cena 05 Ilha – manhã/Chuva.

Advogado, Irene, Alex e Edmundo. Procurando. Tempestade, ventos fortes e neblina. Eles avistam uma pessoa sentada perto de uma árvore.

Edmundo: Ângela? É você?

Eles chegam perto e veem Ângela, morta recostada a uma árvore e de olhos abertos. Com pescoço todo picado. Uma colmeia de abelhas está por perto.

Advogado: Santo Deus! Ela está…

Cena 06 Casa – Manhã/chuva.

Alex e Edmundo entram na casa com o corpo de Ângela. Irene e Advogado entram em seguida.

Doutor Sérgio e Amanda vêem o corpo.

Amanda: A encontraram? O que houve com ela?

Edmundo: Está cega ou está se fazendo? Olha! Ela está morta!

Doutor Sérgio observa o corpo e chega perto.

Doutor Sérgio: Meu Deus! Está morta.

Alex: Claro que está!

Doutor Sérgio: Onde a encontraram?

Alex: Recostada a uma árvore. Vimos uma colmeia perto. O pescoço dela está todo picado. Na certa, foi atacada pelas abelhas.

Amanda: Meu Deus! Uma pessoa pode morrer com picadas de abelha?

Doutor Sérgio: Depende da pessoa! Depende do tipo de abelhas. Devem ser abelhas africanas. Talvez Ângela fosse alérgica.

Edmundo: (grita) Ah pelo amor de Deus! A quem pensam que enganam? Quando servi o exército, trabalhei numa enfermaria. Olhem bem pra isso. Não foi picada de abelha que a matou. Isso são marcas de injeção. Seringadas no pescoço. Envenenamento. Alguém deve tê-la matado com seringas. E só pode ter sido uma pessoa.

Todos olham para o médico.

Advogado: O que alega meu caro? Que podemos ter tido aqui um crime passional?

Doutor Sérgio: Não sejam tolos. Jamais mataria alguém.

Irene: Nem mesmo depois da decepção que teve ontem?

Doutor Sérgio se cala.

Irene: Foi isso então. Crime passional. Só pode ter sido o senhor, ou… Amanda!

Amanda: Agora você ficou louca de vez! Tá maluca?

Irene: Doutor, o senhor é o único que possui acesso a seringas aqui.

Doutor Sérgio: Seria, se minha malinha não tivesse sumido também.

Edmundo: Ah! Era só o que faltava. Agora vem com essa desculpa que alguém roubou sua mala pra incriminá-lo. Desculpa esfarrapada essa.

Doutor Sérgio: A mesma desculpa que o senhor deu com relação ao sumiço de seu revólver, não é?

Edmundo fica sem jeito.

Edmundo: A minha arma que está desaparecida não matou ninguém até agora. Matou?

Alex: Mas não seria tolo de usá-la, após todos nós termos descobertos que você a possuía.

Edmundo: Se eu fosse o assassino, você seria o primeiro a rodar, Alex.

Advogado: Bem. Acalmemos os nervos. Sugiro outra reunião em alguns minutos. Agora, alguém me ajuda a levar o corpo lá pra cima.

Irene: Eu não. Não fui eu que matei.

Amanda: Eu ajudo com o maior prazer.

Doutor Sérgio: Não se incomode. Eu a levarei.

Sérgio, sozinho, pega o corpo de Ângela nos braços. E como um homem apaixonado, carrega o corpo da amada no colo enquanto sobe as escadas. Sob os olhares de todos.

Amanda: Alguém quer bolinho de chuva? Eu faço. To com uma fome hoje.

Cena 07 Quarto de Ângela – Manhã/chuva.

Sérgio entra no quarto e coloca o corpo de Ângela sentado na cama. Sérgio a olha. Ângela está de olhos abertos. Ele senta na cama e a olha nos olhos.

Doutor Sérgio: Não foi isso que eu… Fui traído. Traído pelo destino.

Alex entra no quarto.

Alex: O que está fazendo, doutor?

Doutor Sérgio: Você. Você teve o privilégio que eu não tive. O privilégio de sentir o corpo dela e de penetrá-lo. Parabéns seu canalha!

Doutor Sérgio passa por Alex e sai do quarto.

Alex observa corpo de Ângela sentada, de olhos abertos.

Alex esboça um sorriso discreto.

CENA 08 CASA – COZINHA – Manhã/chuva.

Amanda fazendo bolinhos de chuva. Advogado chega por trás e a abraça.

Advogado: Meus parabéns.

Amanda: (sussurrando) Tá maluco, me solta! Alguém pode ver a gente.

Advogado: Eu tenho paciência. Mas você vai se separar dele, não é?

Amanda: Não está dando tudo certo?

Advogado: Não esqueça que a única chance de você por as mãos nessa grana é estando ao meu lado. Logo, chegará a minha vez. Falta pouco, do jeito que as coisas vão indo, minha vez não tardará a chegar. Parece que a sorte está do nosso lado. Ah! Que noite foi a de ontem. Nós dois fazendo sexo naquele ambiente.

Amanda: (ri) Transar com um cadáver ao lado. Foi excitante mesmo.

Irene entra na cozinha com um envelope nas mãos. Os dois se separam.

Irene: Atrapalho algo?

Amanda: Nada.

Irene: Encontrei isso na estante. Acho que devemos chamar todos pra ver isso.

MINUTOS DEPOIS.

SALA DE JANTAR – Todos reunidos.

Irene abre o envelope e tira uma carta. Todos vão lendo e passando para o outro.

Irene: Encontrei na estante perto das ovelhinhas de gesso. Não estava lá ontem. Deve ter sido escrita hoje.

Advogado: (lê) 11 – Uma ovelhinha contente jantava. Pois sua família, reunida, estava, Comeu demais e foi envenenada.

10 – Uma ovelhinha, pobre coitado, trabalha enquanto só Chove, foi eletrocutado. Então sobraram Nove.

9 – Uma ovelhinha fugida. Estava Afoito, Brincaram de esconde-esconde, Procurando a sumida, Então sobraram Oito.

8 – Uma ovelhinha branca não conseguia dormir, A insônia a compromete, No parque então resolveu sair, Então sobraram Sete.

Edmundo: Acho que não precisa ser expert pra desvendar isso. Ângela foi passear no parque. Ela foi a última até agora.

Advogado: O que acha disso doutor?

Dr. Sérgio: Acho curioso que nenhum de nós tenha visto esse envelope e só a senhorita Irene.

Irene: Como?

Dr. Sérgio: Isso mesmo. Não tem cinco minutos que passei pela sala de estar quando percebi que após a morte de Ângela, uma ovelhinha havia sumido e não vi esse envelope. Imagino que você Irene foi quem escreveu isso. E se foi você, então você é a assassina!

Irene: O quê?

Dr. Sérgio: Você escreveu isso. O poema das ovelhas.

Irene ri histericamente. Todos a olham.

Advogado: O que tem a dizer em sua defesa, Irene?

Irene: Vão pro inferno todos vocês. Se acham que fui eu quem escrevi isso então esperemos pela perícia. Quando sairmos daqui podemos fazer o tal teste.

Advogado: Está certa. Ninguém mais toca nesse papel. Eu o guardarei até a polícia chegar e nos tirar daqui.

(Amanda ri).

Dr. Sérgio: Qual a graça?

Amanda: Acham mesmo que sairemos daqui? Quando? Hoje é que não será! Já viram o tempo lá fora? Estamos presos aqui. Isolados do mundo.

MINUTOS DEPOIS.

CENA 09 CASA – QUARTO DE ÂNGELA – Manhã/chuva.

Doutor Sérgio chega até a porta do quarto de Ângela e vê seu corpo sentadinho na cama com os olhos abertos, como uma boneca de porcelana.

Ele a contempla.

Sérgio olha para o corredor e não vê ninguém. Ele entra no quarto e começa a desabotoar sua roupa. Sérgio tira a camisa e a calça. Ele fica nu diante do cadáver de Ângela. Ele deita na cama e ajeita o corpo dela em uma posição sexual.

Doutor Sérgio: Desculpe amor. Mas não poderia deixar a terra devorar este corpo sem antes prova-lo. Temos que ser breves. Gostaria que me dissesse: “Se me ama, pare”. Sempre sonhei em fazer amor com você, olhando em seus olhos.

Sérgio começa a penetração olhando nos olhos do cadáver de Ângela ele a beija na boca.

Continua…

36 thoughts on “Ovelha Negra – Capítulo 08

  1. A cena mais bombástica foi a morte da Ângela.Foi terrível!Uma abelha encheu ela de picadas.Fiquei chocado.E infelizmente,o Egídio não apareceu até agora.Será que ele realmente desapareceu ou será que morreu?
    Parabéns!Esse capítulo foi bem misterioso!

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  2. Ângela morreu, o Advogado (esqueci o nome dele) e a Amanda tem um caso, Irene rainha como sempre, sobre a cena do doutor… Sem palavras. Altas emoções embalam esse capítulo, adoro!
    Parabéns, Maurício!

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  3. Sérgio enlouqueceu? Fazer sexo com um cadáver? Apenas rir, parabéns pelo capítulo Maurício, cada dia mais ansiosa para desvendar os mistérios da web.

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  4. Maurício a cada capítulo sua escrita melhora, estou fascinado com sua trama. Cada cena você da indícios que apontam pra uma pessoa e na outra muda tudo. Genial e louco. To ansioso pra saber quem é o assassino, Acho que deve ser o menos óbvio, não sei quem é. Egídio vai voltar pra trama quando? Genial a carta com frases explicando a morte de cada um.
    Cena nojenta a última, o Hivan fez uma web com esse tema e é nojento por demais. Mas Sérgio amava Ângela né. Parabéns e ansioso pros próximos capítulos de Ovelha Negra.

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    • Poxa Gremista, fiquei lisonjeado com suas palavras! Obrigado!🙂
      Sérgio é tão frio que pode ser o tipo de homem capaz de qualquer coisa.
      Sobre Egídio…. No cap. 9 de hj, a resposta para essa questão será dada!!🙂

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  5. Parabens, essa sua web me lembra a serie O Misterio da Ilha, e na serie o assassino foi moçinho sera que na sua tambem vai ser um mocinho ou mocinha????

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