Ovelha Negra – Capítulo 12 (última semana)

EPISÓDIO 12: A Justiça Tarda!

Edmundo: Ela era a sétima vítima. E não a sexta. “Sete Ovelhinhas dormiam Talvez, uma se corta, então sobraram Seis”.

Alex: Agora só cinco. Um de nós é o assassino.

Irene dá uma gargalhada histérica.

Irene: Idiota da Amanda, morta. Se achava a esperta e vejam agora. Presunto do IML. E o imbecil do Egídio? Tanto riu da minha mãe, e veja como morreu! Enforcado! Idiota!

Advogado dá um tapa na cara de Irene. Irene se recupera e para de rir.

Irene: Obrigada.

Advogado: Desculpe. Mas precisamos nos manter lúcidos. Sem histerias, por favor.

Cena 1 Sala de Jantar – Manhã/chuva.

Todos os cinco reunidos.

Edmundo: Ora! Se ouviram minha discussão com ela, então não precisam me fazer perguntas idiotas!

Advogado: Então, onde está a sua arma que ela encontrou?

Edmundo: E eu sei? A última vez que a vi, estava sendo apontada pra mim.

Doutor Sérgio: Você a escondeu muito bem. Nós vasculhamos seu quarto e não a encontramos. Amanda a achou por acaso, imagino.

Edmundo: Eu não escondi minha arma. Ela sumiu. Foi levada provavelmente por um de vocês e depois a escondeu em meu quarto.

Alex: E porque o assassino a colocaria de volta no lugar? Além do mais, nenhuma morte até agora foi causada por ela.

Edmundo: Só há uma explicação pra isso. Essa arma ainda poderá ser usada pelo próprio assassino. Ou então, ele está fazendo essa brincadeira pra me incriminar, ou desviar o foco.

Doutor Sérgio: Suas justificativas são ridículas, senhor Edmundo.

Edmundo: Vai pro inferno doutor. Alguém entrou naquele quarto além de mim.

Alex: Isso é verdade. E acho bom alguém tratar de assumir isso.

Advogado: Está certo. Eu fui até lá. Conversamos rapidamente e fui embora. Amanda estava trancada naquele quarto. O único que poderia ter entrado lá, seria quem possuía uma chave reserva.

Edmundo: Ah claro! O suspeito maior só poderia ser eu. E se fosse eu, vocês acham que eu mostraria minha chave reserva pra vocês? E o Egídio? Você Otávio, o matou quando deixou a chave na porta.

Advogado: Idiota. Ele se matou.

Edmundo: Será? A última pessoa que o viu com vida foi você, quando levou o jantar pra ele ontem à noite.

Advogado: É mesmo? E o que me diz de você? Depois que Sérgio e Irene desceram e estávamos todos lá fora, o senhor só chegou depois. Disse que estava no banheiro.

Doutor Sérgio: Isso é verdade. Irene e eu ficamos e o senhor disse que ia descer, aí a luz acabou justamente após o senhor sair de nossa presença.

Edmundo: Sim. Mas estão esquecendo que Alex também não estava conosco. Disse que tinha ido dar uma voltinha e depois foi encontrado no andar de cima. Há quanto tempo estava lá? Me diga!

Alex: Tempo suficiente pra ouvir toda aquela gritaria. E tempo suficiente pra ver Irene subir as escadas e parar em frente à porta do quarto de Egídio. Como não dei importância, fechei a porta de meu quarto e nem sei se ela entrou no quarto.

Irene: Idiota! Egídio foi assassinado durante a noite por alguém, e mais provável que tenha sido você que ficou o tempo todo escondido em seu quarto.

Doutor Sérgio: Assassinado? Mas ele não se suicidou? Como sabe que ele foi assassinado?

Irene fica nervosa.

Irene: Imbecis. Estão pensando que alguém aqui poderia se suicidar? Ele foi morto, assim como todos os outros. Como quase todos nós seremos com exceção de um de nós: O verdadeiro assassino. E Amanda? Estão esquecendo? Ela entrou pra pegar um casaco quando estávamos todos lá fora e voltou sem ele.

Advogado: Isso está fora de cogitação. Amanda não é a assassina. Ela está morta. Mais uma inocente. Pena que tarde demais.

Edmundo: Agora estou me lembrando: O doutor aqui entrou na casa com o pretexto de consertar um certo gerador, não foi?

Doutor Sérgio: Era só o que faltava. Se desconfiava de mim, porque não me seguiu?

Advogado: Ninguém aqui saberá a hora que o próximo corpo será encontrado. Devemos todos ter cuidado. Agora, se me dão licença. Vou pra ponta das rochas, ver se algum barco aponta pra cá. Já estou saturado de ficar aqui. Já éramos pra ter ido embora. Espero que a chuva pare durante o dia.

Cena 2 Ilha – manhã.

Advogado andando, ele passa por um caminho enlameado de barro vermelho. Advogado leva um tombo e torce o pé. Ele toca o chão e suja a mão com barro vermelho.

Advogado: Droga! Ai. Como dói.

Advogado pensa um pouco ao ver as mãos sujas de barro. Doutor Sérgio se aproxima dele.

Doutor Sérgio: Malditas poças de lama e barro. Espero que a chuva cesse.

Advogado: Ai. Acho que torci o pé.

Doutor Sérgio: Mil perdões. Eu o ajudo a levantar.

Doutor Sérgio ajuda Advogado a se levantar da lama.

Cena 3 Ilha – manhã.

Edmundo e Irene sentados olham o mar ao longe. Neblina forte. O mar está bravo. Ondas fortes.

Irene: Pelo menos a chuva deu uma trégua.

Edmundo: Está vendo o mar violento contra as rochas? Dificilmente algum barco chegará até aqui.

Irene: Então pelo visto, teremos mais uma noite aqui. Uma provável noite de crimes.

Edmundo: Antes pensei que as mortes seguiriam a linha natural da herança. Que o próximo seria o doutorzinho advogado.

Irene: Também pensei. Por que Egídio morreria? E por que Amanda? Ela seria a última por ser cônjuge de Alex. Não faz sentido. Exceto que tenhamos tido um crime passional.

Edmundo: Não mesmo.

Irene: Pensa comigo: Amanda morreu. O advogado e ela eram amantes, ela se recusou a passar a noite com ele, depois que foram descobertos. Ele provavelmente ficou com ódio. Um amante violento.

Edmundo: Ou um marido vingativo.

Edmundo e Irene se olham.

Edmundo: Alex pode tê-la matado.

Irene: Como? Como ele entraria?

Edmundo: Alex deve ter batido na porta. Se Amanda recusou a passar a noite com o amante é porque certamente estava arrependida de ter brigado com o marido e queria uma reconciliação.

Irene: E a chave?

Edmundo: Há várias maneiras de se abrir uma porta sem ter uma chave.

Irene: Sim. Mas para trancá-la por dentro, o assassino precisaria dela.

Edmundo: Isso que não entra. A não ser que o assassino já estivesse lá dentro esperando por ela, mas isso estaria fora de cogitação.

Irene: Ou o assassino tivesse a chave.

Edmundo a olha com raiva.

Edmundo: Então você também acredita que eu a tenha matado? Pois bem, Irene. Quer saber? No momento desconfio de todos, inclusive de você.

Irene: Pode ser. Mas não acha estranho que a linha de mortes tenha parado justamente no momento em que chegou a vez do advogado? Pela lógica, o próximo assassinado seria ele. Não Amanda ou Egídio.

Edmundo fica a pensar.

OUTRO PONTO DA ILHA.*

Doutor Sérgio e Advogado. Advogado sentado com a mão no pé torcido.

Advogado: Então o senhor acha que foi Irene?

Doutor Sérgio: O senhor não viu a risada que ela deu ao falar do pobre Egídio enforcado? Lembra-se da expressão facial dela ao ouvir Egídio rir de sua mãe, aquela pobre mulher que se suicidou? Aquele rosto duro. Um semblante negro de ódio, coisa que só os assassinos têm. Pra mim, neste momento, é ela.

Advogado: Bem, tenho minhas suspeitas também. Edmundo Falcão.

Doutor Sérgio: Diz isso porque ele também suspeita do senhor.

Advogado: Pode ser.

Doutor Sérgio: E o que me diz de seu ex-adversário? O senhor Alex?

Advogado: Esse é galo fraco. Por mais que eu tenha raiva dele, não acho que o seja.

Doutor Sérgio: Isso eu não posso afirmar. Somos todos suspeitos e precisamos saber antes que sejamos todos assassinados em nossas próprias camas.

Advogado: Quer saber? Eu sei quem é. Mas não tenho como provar. Bem, só há uma maneira de termos certeza.

Doutor Sérgio: Como?

Advogado vai falando, Sérgio ouvindo.

Cena 4 Ilha – Manhã.

Alex andando na ilha.

Alex: Advogadozinho mequetrefe. Ladrão safado.

Flashback – Alguns anos atrás.

Alex e Amanda observam um carro luxuoso numa concessionária.

Alex: Queria muito esse carro. Mas vamos ter que esperar.

Amanda: Assim que você conseguir botar a mão na grana da tua mãe, a gente compra uns dez desses.

Alex: É, mas pra que isso aconteça. A velha teria que morrer e deixar tudo pra mim. Morrer eu sei que ela vai. Agora, deixar pra mim é que vai ser difícil.

Amanda: Seja lá pra quem for que ela deixe. A gente limpa o caminho.

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Flashback – 2 – Alguns anos atrás.

Laura e Alex.

Laura: Pois eu digo a você. Maldita foi a hora que te botei no mundo. Eu devia ter te abortado. Ou então ter afogado você em um tanque com água. Isso que eu deveria ter feito.

Alex: Sua desgraçada. Não é justo que você fique com tudo que é do meu pai e não me dê nada.

Laura: Pois ouça uma coisa Alex: Ainda que eu morra, você dificilmente ficará com o dinheiro da família, ouviu?

VOLTANDO AO PRESENTE.

Alex: (rindo) Tola!

A NOITE CHEGA COM MAIS CHUVA.

Cena 5 Sala de Jantar – Noite/Chuva.

Advogado, Doutor Sérgio, Edmundo, Alex e Irene. Advogado, descalço, está sentado com uma bolsa quente no pé.

Doutor Sérgio: Cinco apenas. Cinco de onze. Aonde vamos parar? Meu Deus!

Alex: Mais um dia se passou e nada dos barcos chegarem.

Edmundo: Esqueça. Enquanto chover, esqueça. Não sairemos daqui.

Irene: Casa isolada. Sem internet, celulares roubados. Tempo de ressaca no mar, e sem energia elétrica. Parabéns para aquela vaca que teve a ideia brilhante de nos colocar aqui num retiro familiar. Pena que ela não esteja mais viva pra viver tudo isso conosco.

Doutor Sérgio: A culpa não foi dela. O planejamento era de ficarmos aqui até o domingo. Mas não contávamos com o mar. Além do mais, se ainda tivéssemos nossos celulares aqui, já teríamos entrado em contato com algum grupo de socorro. Mas um de vocês quatro, ou seja, o assassino; teve a ideia brilhante de dar um sumiço nos celulares. Parabéns.

Edmundo: Um de nós quatro? Também penso a mesma coisa quando olho pra vocês. Um de vocês quatro. 

Alex: O que me preocupa é a comida que está acabando. Não temos geladeira sem energia elétrica. Se ficarmos aqui mais dois ou três dias, vamos acabar comendo uns aos outros.

Risos.

Advogado: Depois que Amanda morreu, confesso que não tenho mais interesse em comer mais ninguém aqui.

Alex com olhar fulminante de ódio se vira para o advogado e tenta partir pra cima dele, mas é contido por Sérgio.

Alex: (grita de ódio) Seu maldito. Porco miserável! Me solta Sérgio.

Advogado ri. Irene e Edmundo olham o advogado com ódio.

Doutor Sérgio: Calma Alex! Calma pelo amor de Deus!

Advogado: Deixa ele Sérgio. Ele é muito corajoso mesmo. Sou mais velho que ele, e ainda estou impossibilitado de andar, assim é fácil ele querer me bater. Não tenho forças nem pra caminhar.

Edmundo: Como foi mesmo que caiu?

Advogado: Escorreguei numa poça de lama. Me sujei todo de barro. Sérgio me ajudou, mas ainda dói um pouco ao me levantar.

Irene: Bem, como sou a única mulher. Vou preparar algo pra comermos.

Alex: Acho que vou acompanhar de perto o processo de preparo desta comida. Nunca se sabe.

Doutor Sérgio: Nesse caso, acho melhor todos irmos até a cozinha. Na situação que estamos, é bom que o grupo não se separe. Ou sai um de cada vez, ou ninguém sai.

Advogado: O doutor tem razão. Há um assassino nesta sala e não sabemos quem é. Além disso, uma arma está desaparecida, provavelmente em poder de um de nós. Agora, me ajudem a levantar e ir até a cozinha.

Cena 6 Sala de Jantar – Noite/Chuva.

Todos comendo qualquer coisa.

AS HORAS PASSAM.

Cena 7 Sala de Jantar – Noite/Chuva.

A mesa com pratos sujos. Uma Garrafa de vinho aberta. Velas iluminam o local. Cada um sentado em um ponto. Cada um olhando para o outro com olhar de desconfiança. O som do relógio na parede e da chuva lá fora, são os únicos a serem ouvidos. Os minutos passam lentamente. Os olhares de rabo de olho se intensificam. Cinco ovelhinhas na estante. Apenas cinco agora. Irene impaciente se levanta em um salto.

Irene: Chega. To cansada de ficar aqui. Acho que vou pro meu quarto tomar um banho. Já que não há nada pra se fazer.

Edmundo: (se levanta) Eu também penso a mesma coisa.

Advogado: Não! O senhor fica. Senhorita Irene vai primeiro. Quando ela voltar, o senhor vai. Combinamos que apenas um sai desta sala. Ou todos juntos. Não esqueçam que um revólver está perdido pela casa e que talvez só o assassino saiba onde ele está.

Edmundo: Está bem. Eu fico.

Irene olha pra Edmundo e sobe as escadas.

Cena 8 Quarto de Irene – Noite/Chuva.

Irene entra em seu quarto e tranca a porta. Ela arrasta a cama e tira um tapete e olha pra portinhola secreta que dá para a sala de jantar. Irene pensa um pouco.

Cena 9 Sala de Jantar – Noite/Chuva.

Edmundo se levanta e se serve um copo de vinho. Gritos de Irene vindo de cima.

Irene: (vindo de cima) Socorro! Socorro! Alguém me ajuda! Socorro!

Edmundo: Meu Deus. Irene!

Alex: Temos que ajuda-la.

Corta para: CORREDOR DO SEGUNDO ANDAR.

Correria nas escadas. Gritos de Irene cessam. Três Homens chegam até a porta do quarto de Irene e batem forte.

Doutor Sérgio: Irene! Chegamos, abre essa porta.

Edmundo: Os gritos cessaram, será que ela desmaiou? Vamos tentar arrombar!

Eles tentam arrombar, mas sem sucesso. Som de relâmpagos.

Alex: Esperem. Vou buscar uma cadeira. 

Alex desce. Edmundo batendo na porta. Um minuto se passa em meio aquela agonia de batidas incessantes na porta, sem resposta. Som de estalo vindo de baixo.

Doutor Sérgio: (grita) Irene, acorde! Acorde pra que possamos ajuda-la.

Alex volta com uma cadeira. Eles forçam a cadeira contra a porta. A porta é arrombada, Irene está deitada no chão do quarto. Eles chegam até ela.

Doutor Sérgio: Irene! Irene! (ouve o coração) Acalmem-se! Está viva! Irene!

Edmundo: Ela não acorda! Acho que vou pegar uma bebida forte lá embaixo na estante. Álcool é sempre bom pra despertar.

Edmundo desce. Alex fica a olhar Sérgio dar tapinhas no rosto de Irene. Alex observa a portinhola no quarto de Irene, ela a abre e vê a sala de jantar lá embaixo, com uma escadinha dobrada.

Doutor Sérgio: O que descobriu Alex?

Alex: Uma passagem com direito a escadinha pro andar de baixo.

Som forte de trovão. Edmundo volta com garrafa aberta.

Edmundo: Aqui doutor!

Doutor Sérgio: Que demora! Foi fabricar o vinho?

Sérgio coloca a garrafa no nariz de Irene que desperta.

Irene: Socorro! Onde estou? Onde estou?

Doutor Sérgio: Acalme-se! Você está viva! O que houve? Ouvimos seus gritos. Depois um silêncio total, como se não estivesse aqui. Imaginei que tivesse desmaiada. Tivemos que arrombar a porta!

Edmundo: Nossa Irene! Você está branca! Pálida! Beba um pouco de vinho pra se recuperar!

Irene: Está maluco? A garrafa está aberta. E se alguém colocou algum veneno?

Edmundo: Droga Irene. Você não perde essa mania. Fui eu quem buscou o vinho. Estava na estante. Não confia em mim?

Irene: Não confio em ninguém. Ainda mais depois do susto que levei.

Doutor Sérgio: Ela tem razão. Vou até a cozinha pegar uma garrafa lacrada. Volto já!

Doutor Sérgio sai rapidamente. Som de raios e trovões.

Alex: Que passagem é essa com escadinha dobrável?

Irene: Eu acabo de descobrir essa passagem. Olhei e achei estranho. Aí quando fui abrir a portinhola, vi uma ratazana enorme na janela, comecei a gritar de pavor, só me lembro de vê-la indo embora e depois apaguei.

Sérgio volta com garrafa lacrada.

Doutor Sérgio: Veja! Está lacrada!

Sérgio tira um Canivete do bolso e abre o lacre. Edmundo observa o canivete.

Doutor Sérgio: Não é vinho. É conhaque. Beba! Vai te fazer bem.

Edmundo: Se o assassino pensou em contar com um rato pra mata-la. O plano dele caiu por terra. Ninguém morreu dessa vez.

Irene bebe e sua expressão facial melhora.

Irene: Obrigada! Estou melhor agora. Gente! Cadê o Advogado?

Alex: Estranho! Pensei que tivesse subido conosco. Será que ficou lá embaixo?

Edmundo: Certamente! Com o pé torcido, não poderia correr ou subir escadas sozinho.

Doutor Sérgio: Devemos procurá-lo.

Irene: E se ele for o assassino e se escondeu pra nos pegarmos? Acho melhor irmos todos juntos.

Cena 10 Escadas – Noite/chuva.

Todos descendo as escadas.

Doutor Sérgio: Otávio? Onde está você?

Alex: Otávio?

Lá fora o suave ruído da chuva, um silêncio de morte reina na casa. Eles chegam à porta da sala de jantar.

Corta para: SALA DE JANTAR.

Sérgio abre a porta e fica petrificado. Os outros amontoam-se a olhar por cima dos seus ombros. Irene dá um grito.

O Advogado está sentado intacto, na mesma cadeira ao fundo da sala. Com os olhos fixos olhando pra eles. Com o chapéu na cabeça, cobrindo sua testa. Duas velas ardem a cada lado. Um líquido vermelho desce de sua testa.

Continua…

27 thoughts on “Ovelha Negra – Capítulo 12 (última semana)

  1. Aha!!! É o Alex, acho que é o Alex 😀 foi ele quem matou o Otávio, foi sim! Pelo menos eu acho.
    Eu estava pensando comigo, será que esse A vermelho do logotipo dá a pista de quem seria o assassino? Se dá, então tá na cara, mas ainda fico com o Alex haha. Foi o Alex vagabundo!

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  2. A cena mais chocante foi a da Irene vendo um rato na portinhola secreta e desmaiando.Acho que o Alex colocou isso para assustá-la.O Advogado Otávio se machucou pela manhã e,pela noite,um líquido vermelho sai dele.Será que mataram ele?Acho que foi o Edmundo,sempre suspeito dele porque ele tem uma aparência de mau-caráter.
    Parabéns pelo capítulo!A cada dia melhor!

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    • Ela disse que viu um rato, mas logo depois ela ficou calada lá dentro. Teria sido verdade ou só uma maneira de chamar a atenção dos outros lá pra cima? E a passagem secreta que dá pra sala de jantar? Realmente Edmundo é mto mau-caráter. Obrigado meu amigo!🙂

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    • Boa observação Lucas. Mas os outros 3 desceram as escadas com alguma desculpa esfarrapada pra pegar alguma coisa! Será que teria dado tempo de um deles fazer o tal serviço? O que será que ocorreu?
      Obrigado Lucas!🙂

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  3. O Otávio morreu… Nunca gostei dele
    O próximo da lista é o Doutor Sérgio, também não gosto dele
    Irene divando como sempre, essa rainha!
    Parabéns, Maurício
    E vamos juntos ao grande final!

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  4. Parabéns Maurício, acho que Otávio não morreu. Porque tem a cena do barro vermelho. Irene desceu pela passagem. Alex meio que se entregou na morte de Laura, Ah não sei mais de nada, é tanta possibilidade que não consigo apontar um nome pra todos os assassinatos.
    Parabéns pela web, Ovelha Negra é muito boa e envolvente.

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  5. Bela tentativa em incriminar o Alex, mas eu ainda sou fiel à minha teoria que põe o Edmundo como a ovelha negra. O Edmundo teve mais tempo que o Alex para matar o advogado.

    Próxima estrofe do poema das ovelhinhas: “Quatro ovelhinhas brincavam na rocha talvez. Uma escorrega, então sobraram três“. O alívio toma conta das ovelhinhas, a chuva se dissipou, e o resgate chegou. Mas, na hora de chegarem até os barcos de resgate, duas ficam numa complicada situação onde apenas um pode ser salvo. Não necessariamente ela escorregará, talvez ela seja assassinada. Seria uma oportunidade perfeita para camuflar o assassino: ele agiria na frente das suas vítimas, mas ninguém se daria conta. Não… viajei demais, né?

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