O Amor é um Jogo – Capítulo 25 (penúltimo capítulo)

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CENA 1, HOSPITAL, INTERIOR, DIA

Giovana – Oficialamente amanhã começam as buscas pela a Karen. Cartazes, anúncios e tudo mais serão espalhados pela a cidade, e também a policia irá revirar o estado atrás dela, e aeroportos e rodoviárias serão monitoradas, para o caso de que ela tente fugir.

Miguel – Duvido muito que a Karen tente fugir, já que ela sabe que está sendo procurada após todos os crimes que cometeu.

Danilo – Certamente ela deve estar escondida em algum lugar, e com certeza, bastante isolado e longe de todos.

Victória – Infelizmente, sim…

De repente, Fernando que andava pelo o corredor, havista os quatro e se aproxima.

Fernando – Giovana, Danilo? O que fazem aqui?

Danilo – Pai, a gente tava justamente conversando sobre…

Fernando – Não precisa me dizer, a Karen aprontou mais alguma?

Giovana – Sim, e dessa vez, foi bem sério. Olha, podemos conversar lá na cantina? A gente pode explicar melhor.

Fernando – Claro, como quiserem…

Giovana – Bom, Miguel e Vicky, vocês podem ficar esperando aqui? A gente só vai ali e já volta.

Miguel e Victória concordam com a cabeça, e em seguida se sentam; Fernando, acompanhado de Giovana e Danilo, vão até a cantina.

CENA 2, CASEBRE, INTERIOR, DIA

Karen anda pelo o local com seu celular na mão, enquanto uma expressão nervosa toma conta de seu rosto.

Karen – Maldita cabana, nem sinal de internet isso aqui tem!

Karen começa a andar de um lado para o outro, quando de repente, ela para em um só lugar e começa a sorrir.

Karen – Até que enfim hein! Agora vejamos…

Karen começa a digitar em seu celular, e ao concluir a pesquisa, Karen esboça um sorriso e começa a ler a pesquisa.

Karen – A jovem Cláudia Santiago, que foi atropelada em frente ao colégio Escolhas está em estado delicado, mas não corre risco de morte. A pessoa que atropelou a jovem já foi reconhecida pela a polícia, sendo ela, Karen Sampaio, de 19 anos. A jovem está sendo procurada pela a polícia, pela a acusação de duas tentativas de assassinato. Aeroportos e rodoviárias estão sendo monitoradas, para o caso de que a foragida tente fugir da cidade.

Rindo, Karen guarda seu celular em seu bolso e volta a andar de um lado para o outro.

Karen – Ah, que pena que você não morreu, sua traidora! Bom, pelo menos eu pude deixar meu recado… Ah, quem ia imaginar que um dia eu ia virar foragida da polícia? Imagina eu, usando aqueles vestinhos cinzas e bregas dentro de uma cela imunda?

Karen pega sua bolsa em cima de uma cadeira e a abre, retirando de dentro sua pistola; Karen volta a andar pelo o quarto, enquanto analisa sua pistola.

Karen – É, eu acho que agora não é a hora certa para você entrar em ação… Vamos esperar daqui a uns meses, e então, você poderá me ajudar a por fim na minha vingança. Mas ser presa, não mesmo, eu não serei… Antes de ser presa…

Karen caminha em frente ao espelho e ergue seu revólver, colocando do lado de sua cabeça.

Karen – Eu me mato.

Com o revólver apontado para sua cabeça, Karen ri descontroladamente, dando alguns sinais de loucura.

CENA 3, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Giovana e Danilo contam para Fernando sobre o atropelamento de Cláudia, lhe deixando chocado com tudo o que Karen aprontou.

Giovana – E é isso, a Karen tentou atroplear a Cláudia para lhe matar, sabe-se lá por qual motivo. Graças à Deus ela está bem…

Danilo – Creio que a Karen tentou matar a Cláudia por conta de ela saber todos os seus crimes e farsas. Tá certo que a Cláudia acobertou muitas tramóias da Karen, mas isso não justifica ela tentar matá-la.

Giovana – Mas a gente pode descartar essa possibilidade, já que todos os crimes e armações da Karen vieram a tona…

Fernando – A cada dia mais eu fico chocado e abismado com tudo o que a minha filha tem feito, eu não a reconheço… E que providências vocês tomaram?

Giovana – A gente denunciou ela para a polícia, e agora, oficialmente ela é uma foragida da justiça.

Danilo – Foi para o bem de todos, pai, a minha irmã tem que se acertar com a justiça, ela não pode ficar impune.

Fernando – Dessa vez eu terei que concordar com vocês, a Karen cometeu vários crimes, não é porque eu sou pai dela que irei passar a mão por cima dela.

Giovana – Bom tio, então é isso, a polícia começará as buscas pela a Karen, que provavelmente deve estar escondida em algum canto da cidade.

Danilo – A gente não queria chegar a esse extremo de denunciá-la, mas foi ela quem pediu isso quando resolveu brincar de ser uma criminosa.

Giovana – E pensar que tudo isso começou só por causa de uma futilidade a parte… Eu queria voltar voltar no tempo e fazer com que nada disso tivesse acontecido…

Giovana respira fundo e um olhar vago toma conta de seus olhos; Fernando passa a mão por sua cabeça, lhe acariciando.

CENA 4, CARIOCÃO LANCHES, INTERIOR, DIA

Sentados em uma mesa, Cecília, Breno, Camila e Júnior conversam.

Cecília – A Giovana me mandou uma mensagem agora a pouco, ela disse que a Cláudia está bem, mas que até agora não acordou. Coitada…

Júnior – Aquela garota é do mal, hein… Pegou pesado em atropelar a Cláudia.

Camila – Pesado foi pouco, aquela menina é uma doente, uma louca! E pior é que ela me dá medo, um pouco, mas dá…

Breno – Alguém tem que tomar uma providência, ela pode ficar maia solta por pouco tempo.

Cecília – Ah, ainda bem que vocês tocaram nesse assunto, a notícia boa que eu tenho para dar tem haver com isso! Agora oficialmente, a Karen é uma foragida da polícia!

Após Cecília dar a notícia, todos vibram de alegria e sorriem.

Breno – Finalmente essa garota vai apodrecer atrás das grades após todas essas confusões.

Camila – Que essa desgraçada pegue vários e vários anos de cadeia, para aprender a não mexer com gente inocente.

Júnior – Falou e disse, amor, ela tem que pegar vários anos de cana brava.

Cecília – Bem em breve esse monstro vera o Sol nascer quadrado!

Os quatro sorriem, felizes por conta do cerco de Karen estar se fechando.

CENA 5, O DIA ANOITECE

Takes de imagens do trânsito agitado da cidade são mostradas a cena, enquanto o Sol se põe.

CENA 6, HOSPITAL, INTERIOR, NOITE

Giovana, Miguel, Victória e Danilo estão sentados nas cadeiras que estão no meio do corredor, a espera de novas noticias sobre o estado de Cláudia; De repente, um médico se aproxima dos quatro, que se levantam.

Médico – Olá, eu vim trazer novas notícias sobre o estado da paciente Cláudia Santiago.

Victória – E então doutor, a minha amiga melhorou?

Médico – É sobre isso que eu vim falar. Sim, a Cláudia está fora de qualquer risco de morte.

Todos respiram aliviados e sorriem.

Médico – E mais, a paciente acordou, e vocês poderão vê-la agora. Me acompanham?

O médico caminha em direção ao quarto de Cláudia, enquanto os quatro lhe seguem.

Corta para:

CENA 7, HOSPITAL, QUARTO, INTERIOR, NOITE

A porta do quarto se abre, e o médico entra acompanhado de Giovana, Miguel, Victória e Danilo.

Médico – Cláudia, tem visita para você…

Ao ver os quatro, Cláudia sorri; Os quatro se aproximam de Cláudia, e Victória segura a mão da amiga; Com sua voz fraca, Cláudia começa a falar.

Victória – Cláudia, amiga! Fiquei preocupada com você, ainda bem que você está bem!

Cláudia – Acho que foi por pouco que eu sobrevivi, pensei que eu ia morrer!

Victória – Tudo passou, amiga, tudo passou…

Cláudia – Giovana, você aqui? Eu nunca pensei que…

Giovana – Nunca pensou o que? Que eu iria me importar com você?

Cláudia – Eu sempre acobertei as maldades da Karen, cheguei a ajudar ela em alguns planos… Agora nesse estado, eu vejo que vale a pena mesmo me arrepender de todas essas maldades. E eu acho que preciso do seu perdão, mesmo que eu não tenha feito grandes atrocidades contra você.

Giovana se aproxima de Cláudia e pega em sua mão.

Giovana – Sim Cláudia, mesmo que você não tenha me prejudicado tanto assim, eu te perdôo, perdôo por ter acobertado tudo o que ela fez…

Cláudia – Obrigada mesmo Giovana, seu perdão é muito importante para mim! E por falar nela, foi ela quem fez isso comigo, né?

Giovana – Foi ela sim, Cláudia, ela quem tentou lhe matar… Mas não se preocupe, eu já denunciei a Karen às autoridades, e muito em breve, ela estará atrás das grades.

Cláudia – Eu fui muito covarde em não ter denunciado ela antes, se eu tivesse denunciado ela, não estaria neste estado.

Giovana – Fique calma, você não tem que ficar se culpando de nada.

Cláudia – Obrigada por tudo, tudo mesmo…

Victória – Doutor, a minha amiga terá alguma sequela por conta deste acidente?

Médico – Felizmente não, ela só precisará repousar após isso tudo. E o curioso é que o impacto do corpo da Cláudia contra o carro foi bastante forte, algo que poderia matá-la na hora.

Danilo fica um pouco mais dsiatnte de todos, quando de repente, Cláudia percebe sua presença.

Cláudia – Danilo, por que está está escondido ai no fundo? Venha cá, chegue mais perto…

Após o pedido de Cláudia, Danilo se aproxima dela.

Cláudia – Danilo, eu preciso falar com você, podia ser em particular?

Danilo – Bom, mas e todos que estão aqui…

Ao se dar conta de que Cláudia quer conversar à sós com Danilo, Giovana faz um sinal para Miguel e Victória.

Giovana – Doutor, a gente podia deixar eles à sós?

Médico – Bom, tudo bem então…

O médico abre a porta do quarto e Giovana, Miguel, Victória e em seguida ele saem, fechando a porta em seguida.

Danilo – Bom Cláudia, o que tão de importante você acha que temos para conversar?

Cláudia – Danilo, o médico me contou algo que realmente, me deixou emocionada… Você me doou o sangue que eu precisava para poder me recuperar? Danilo, eu não sei como posso te agradecer!

Danilo – Cláudia, apesar de tudo o que aconteceu, eu não podia deixar de fazer isso, você precisava desse sangue para poder reagir!

Cláudia – Danilo, eu sei que você ficou com raiva de mim por conta daquilo tudo e tal, mas eu quero mesmo agradecer a você, se não fosse pelo o sangue que você me doou…

Danilo – Cláudia, era só isso que você gostaria de me agradecer? Bom Cláudia, eu digo novamente que fiz só o meu dever de não deixar que algo pior acontecesse com você. Enfim, eu vou indo…

Danilo se afasta e abre a porta, saindo do quarto em seguida; Com os olhos marejados, Cláudia se lembra de todos os tempos bons que passou ao lado de Danilo.

CENA 8, CASA DA FAMÍLIA SOUZA, SALA DE ESTAR, INTERIOR, NOITE

Já em casa, Miguel conversa com Tomás na sala sobre a situação de Karen.

Tomás – Nossa, estou surpreso com tudo isso…

Miguel – Pois é pai, nunca pensei que a Karen chegaria a esse extremo de tentar assassinar alguém.

Tomás – Pior que ela diz que isso tudo é por amor, mas que amor é esse que ela diz sentir por você?

Miguel – Pois é pai, isso está mais para obsessão…

Tomás – Enfim, então ela está foragida da polícia?

Miguel – Sim pai, ela oficialmente está sendo procurada pela a polícia pelo o crime de tentativa de assassinato. E olha que não foi só uma tentativa de assassinato, então a pena dela vai pesar ainda mais.

Tomás – Nossa, pobre dessa menina, tão jovem e fazendo essas coisas…

Miguel – A Karen está só colhendo o que plantou…

Miguel fica pensativo sobre tudo de grave o que Karen aprontou, enquanto olha para a frente com um olhar vago.

CENA 9, PASSAGEM DE TEMPO…

Takes de imagens das praias da cidade são mostradas a cena, enquanto um letreiro escrito “2 meses depois” percorre a tela.

CENA 10, CASEBRE, INTERIOR, DIA

Karen olha para um calendário na parede, se dando conta do tempo que se passou.

Karen – Caramba, já se passaram dois meses e eu nem me dei conta disso…

Karen pega sua pistola em cima da mesa.

Karen – Já passaram dois meses e eu me esqueci completamente de você… Certamente a poeira já deve ter baixado, a polícia nem deve estar mais atrás de mim, acho…

Karen aponta sua pistola para o espelho e atira, enquanto olha para a frente com uma postura firme.

Karen – Então eu acho que é agora, agora é que vai chegar o seu fim, senhorita Giovana Duarte! Vá treinando suas últimas palavras, pois um tiro irá bastar para acabar com você!

Decidida, Karen coloca sua pistola na cintura e sai da cabana; Já fora da cabana, Karen abre a porta de seu carro e o liga, partindo em seguida, rumo ao colégio Escolhas.

CENA 11, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Fernando e Helena estão sentados em uma mesa, enquanto conversam.

Fernando – Já se passaram dois meses e até agora nada de noticias da minha filha, já estou preocupado…

Helena – Sua filha está sabendo dos riscos que correrá se aparecer em público, certamente, não aparecerá tão cedo.

Fernando – Eu peço a Deus que a minha filha se entregue e que pare com isso tudo.

Helena – Isso será difícil, Fernando, você conhece a sua filha e sabe o quanto difícil que ela é. Me perdoe se eu disser isso, mas acho que a sua filha prefiriria morrer do que se entregar…

Fernando – Bom Helena, não vamos ficar falando disso, acho melhor pensarmos positivos para que a Karen se entregue logo.

Helena se cala e toma um gole de café em sua xícara, enquanto Fernando lhe observa.

CENA 12, CARIOCÃO LANCHES, INTERIOR, DIA

Sorridente, Camila conversa com José sobre os preparativos de seu casamento.

Camila – Um mês, só um mês para o meu casamento, pai! Eu estou ansiosa demais para o meu casamento!

José – Acredite filha, eu também estou ansioso pelo o seu casamento. Verei a minha menininha entrar vestida de branco na igreja, é emoção demais para uma pessoa só.

Camila – Ah pai, não fica assim, você sabe que eu cresci, e que uma hora eu ia me casar.

José – Eu sei filha, mas estou feliz por você sim, e espero que essa decisão de se casar tenha sido uma boa escolha.

Camila – E foi pai, eu vou me casar com o homem que eu mais amo na vida, como eu não vou ficar feliz?

José – É, dá para ver nos seus olhos toda a vez que você fala o nome do Júnior…

Camila – Eu sempre esperei por esse dia, e ela está mais perto a cada dia…

Sorrindo, pensamentos sobre seu futuro casamento tomam conta de sua mente.

CENA 13, COLÉGIO ESCOLHAS, EXTERIOR, DIA

Karen freia seu carro em frente a escola e desce, retirando sua pistola de sua cintura; Ao se aproximar do portão do colégio, o inspetor lhe reconhece.

Inspetor – Você não vai entrar! E se entrar, eu chamo a polícia!

Karen ergue sua pistola e aponta para o inspetor, que se amedronta.

Karen – Eu quero ver quem é que vai me impedir!

O inspetor fica congelado ao ver a pistola apontado para si; Karen entra no colégio, com sua pistola em punho; Alguns alunos se deparam com Karen e ficam chocados, sem entender o que ela estaria fazendo no colégio; Giovana está de costas para Karen, e se aproveitando da distração da rival, Karen se aproxima e lhe enforca com um dos braços e coloca a pistola em sua cabeça.

Karen – Você vem comigo!

Giovana dá uma pequena virada em seu rosto, com dificuldades, e se apavora ao ver que Karen está lhe mantendo com uma pistola apontada para a cabeça; Com dificuldades, Giovana fala.

Giovana – Me solta, Karen! A gente pode resolver de outra maneira!

Karen – Cale a boca! Ou se não, eu atiro!

Karen vira para a frente, sob os olhares amedrontados de alunos e professores.

Karen – Ninguém chega perto! Não cheguem perto se não eu disparo!

Vários alunos gritam, apavorados de medo da situação em que se encontram; De repente, Miguel, Danilo, Digão e Renata chegam ao pátio, apavorados com a cena que se deparam.

Miguel (gritando) – Karen, não!

Karen (gritando) – Cala a boca e não se aproxima, ou se não eu disparo!

Renata – Karen, por favor, pare com isso!

Karen (gritando) – Você também não se meta, ou não terei a mínima piedade em atirar!

Danilo se vira e começa a discar o número de Fernando, enquanto isso, Karen continua mantendo Giovana como refém.

Karen – Agora nós vamos para cima, e não tente nenhuma gracinha, se não eu disparo!

Com força, Karen entra no colégio, levando junto Giovana, enquanto lhe aponta a pistola em sua cabeça.

CENA 14, HOSPITAL, CANTINA, INTERIOR, DIA

Ainda na cantina, Helena e Fernando conversam, quando de repente, o telefone de Fernando toca; Ele atende.

Fernando (telefone) – Alô, Danilo? […] Como? A Karen? […] — chocado. – […] Como é que é? Ela está mantendo a Giovana como refém? […] Calma, eu e a Helena estamos indo para ai neste instante.

Fernando desliga seu telefone, ainda em estado de choque pela a notícia que Danilo acaba de lhe contar; Sem entender nada, Helena lhe observa.

Helena – Fernando, que cara é essa? Você está pálido!

Fernando – Helena, o que eu vou contar é sério demais, mas mantenha a calma.

Helena – Pelo o jeito é algo sério, mas fala logo!

Fernando – Helena, a Karen apareceu! E invadiu o colégio Escolhas, e neste momento, ela está mantendo a Giovana como refém, lhe apontando um revólver.

Após dar a noticia a Helena, Fernando coloca suas duas mãos sob o rosto, ai da sem conseguir assimilar a notícia; Desesperada, Helena começa a chorar.

Helena (chorando) – Ai meu Deus do céu! A minha filha, meu Deus, a minha filha tá sendo refém da Karen! Fernando, faz alguma coisa, a sua filha tá mantendo a minha comi refém, faça alguma coisa! Minha filha não pode morrer!

Fernando – Calma Helena, pode parecer que não, mas estou tão desesperado quanto você. Vamos para o Escolhas agora mesmo, Helena, vamos!

Rapidamente, Fernando se levanta e puxa Helena, que chora compulsivamente por conta de tudo o que está acontecendo.

CENA 15, COLÉGIO ESCOLHAS, ÚLTIMO ANDAR, DIA

Karen e Giovana terminam de subir as escadas que dão para o último andar do colégio; Ao terminarem de subir, Karen joga Giovana para sua frente, lhe deixando a beira de cair do alto do colégio, enquanto ela lhe aponta a pistola.

Karen – Você não se mexa, ou se não, eu disparo contra você e você cai lá em baixo!

Giovana (chorando) – Karen, por favor, para com isso, me deixa sair daqui!

Karen (grito) – Não! Você só sai daqui morta, eu juro, você só sairá daqui de cima morta!

Uma multidão se forma em frente ao prédio do colégio; Todos assistem nervosos Karen apontar um revolver para Giovana, que em um passo em falso, pode cair daquela grande altura; Olhando para o alto, Digão grita.

Digão (gritando) – Pelo o amor de Deus, Karen, libera a Giovana e se entrega! Já chamamos a polícia, você terá que se entregar!

Karen (grirando) – Eu só saio daqui é morta! Eu mato a Giovana e depois eu me mato, mas presa eu não vou!

Renata (gritando) – Por  favor, Karen, não faça isso! Você não vê que isso só será pior para você?

Karen (gritando) – Eu não quero saber, eu só quero a morte da Giovana! Eu vou atirar na testa dela e ela vai cair daqui do alto, vocês verão!

Miguel (gritando) – Karen, solta a Giovana! Se você soltar ela, eu fico com você, eu fico com você, mas liberta ela!

Giovana (gritando) – Você ouviu, Karen? Me liberta e o Miguel fica com você, faça isso!

Karen (gritando) – É mentira! Vocês estão mentindo! Você vai morrer, e eu vou me matar depois! Vocês se arrependerão por ter entrado no meu caminho!

Num ato desesperado, Giovana corre até Karen e tenta pegar sua pistola; As duas brigam, enquanto a arma dispara para o alto; De repente, Karen deixa a arma cair no chão e Giovana de afasta, ficando de costas para o chão.

Giovana – Pronto Karen, a arma caiu no chão, você terá que se entregar! Acabou!

Karen – Você quem pensa!

De repente, Karen se aproxima cada vez mais de Giovana, com uma expressão diabólica no rosto.

Giovana – Calma Karen, cuidado com o que vai fazer!

De repente, Karen empurra Giovana, fazendo ela se desequilibrar e cair, mas ao cair, Giovana consegue se pendurar num parapeito, ficando a alguns metros de cair no chão.

Miguel (gritando) – Giovana!

Cecília (gritando) – Alguém ajuda ela, ela vai cair de lá de cima!

Giovana (gritando) – Socorro, me ajudem! Socorro!

Karen (gritando) – Ah, você não morreu, é? Mas deixa que eu vou acabar com esse serviço!

Ao ver Karen se aproximar do parapeito, Miguel corre para dentro do colégio.

Digão (gritando) – Miguel, volta aqui!

Desesperado, Digão corre atrás de Miguel; Miguel sobe várias escadas, enquanto Digão lhe segue; Karen desce até ao parapeito e começa a se aproximar de Giovana, com o intuito de lhe fazer cair; Ao se preparar para pisar nas mãos de Giovana, Karen olha para trás e se depara com Miguel e Digão.

Miguel (grito) – Karen, não!

Com o grito, Karen acaba se assustando e se desequilibrando, caindo do parapeito, mas acaba se segurando ao cair, ficando pendurada ao lado de Giovana.

Karen (gritando) – Socorro! Socorro, Miguel, me ajude! Eu vou cair!

Desesperado, Miguel se aproxima do parapeito e Digão lhe segue; Miguel se abaixa e estende a mão para Giovana, que segura sua mão.

Miguel – Digão, me ajuda aqui!

Digão se aproxima e se abaixa, dando sua mão para Giovana, que também lhe segura; Com um impulso, Miguel e Digão se levantam e conseguem levantar Giovana, que escala o parapeito e sobe em cima do colégio; Ela se aproxima de Miguel e lhe abraça fortemente.

Giovana – Obrigada! Obrigada! Obrigada meu amor! Agora, salva a Karen, pelo o amor de Deus!

Miguel concorda com a cabeça e dá um selinho em Giovana; Ele se aproxima novamente do parapeito e se abaixa, dando a mão para Karen.

Karen – Me salva, não me deixa morrer!

Miguel – Vai dar tudo certo, eu juro!

De repente, a mão de Karen começa a escorregar da mão de Miguel aos poucos; Nervoso, ele tenta impedir com que Karen caia, mas é em vão, suas mãos vão se desgrudando aos poucos.

Karen (gritando) – Nããããããããããão!

A mão de Karen escorrega completamente da de Miguel, fazendo com que sua queda seja inevitável; Apavorados, Miguel, Giovana e todos que estão na frente do colégio observam Karen cair, que grita; Ao cair no chão, sangue começa a sair da cabeça de Karen, deixando a todos chocados.

Giovana (gritando) – Kareeeeeeeeeeeeeeeeen!

Close no corpo de Karen, estirado no chão, enquanto uma poça de sangue se forma ao redor de sua cabeça.

valeapenaverdenovo

25 thoughts on “O Amor é um Jogo – Capítulo 25 (penúltimo capítulo)

  1. Muito linda a cena da Cláudia agradecendo o Danilo
    E esse gancho meu Deus?
    Será que a rainha Karen morreu?
    Parabéns
    E vamos juntos ao grande final!

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  2. Karen e Giovana tiveram um embate bem forte!Karen ameaçava matar Giovana e Giovana felizmente deixou de ser refém da Karen,graças a arma caída no chão!
    Karen disse que ia matar todos os seus rivais,e no fim ela acabou morrendo!Foi uma cena bem impactante!Cláudia finalmente acorda e felizmente sobreviveu ao acidente!Será que Danilo vai perdoar Cláudia e os dois vão ficar juntos?
    Parabéns pelo capítulo!

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