Monólogos da Ditadura – Capítulo 1 (Especial)

Confira a sinopse clicando aqui 

 

CONHEÇA OS PERSONAGENS:

MEGAN

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É a presidente da ONG SOTF, ela é uma mulher fria e calculista. Mas parte de seus planos partem sempre para o que é melhor para o seu país.

 

HORÁCIO

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Brasileiro, 28 anos, foi escolhido para ser integrante da ONG pelo único motivo de servir como uma “ponte” para ter contato com os sobreviventes.

 

BRIAN

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Norte americano, 26 anos, é o líder do grupo. É exigente, é ríspido, mas sabe ponderar suas escolhas com as escolhas dos demais ao seu redor.

 

ALF

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Norte americano, 25 anos, é bem humorado, decide tudo em grupo, e trabalha racionalmente em todas as ocasiões.

 

ULISSES

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Norte americano, 22 anos, é impulsivo, tem uma personalidade forte e detesta ser criticado.

 

GLAY

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Mexicano, 23 anos. É um bom ouvinte, é paciente e muito emotivo. É fluente em dez idiomas, mas mesmo assim nunca consegue entender como as pessoas não chegam a um senso comum e partem para a guerra.

 

DIONÍSIO

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Brasileiro, 47 anos. Perdeu a esposa muito recentemente, e luta para cuidar de seus dois filhos, Rythus e Marissa. Um homem que batalhou a vida inteira, mas em sua maior batalha lhe falta forças para seguir. Talvez o amparo de seus filhos possam lhe guiar pelo caminho certo.

 

MARISSA

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Brasileira, 10 anos. É uma jovem sonhadora, sorridente, mas há tempos que seu sorriso se apagou, que seus sonhos se tornaram pesadelos, e sua vida tornou-se um fardo para seu pai e seu irmão.

 

RYTHUS

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Brasileiro, 15 anos. Jovem que descobriu muito cedo como ser um adulto e tomar decisões difíceis. É ele quem carrega a mala, é ele quem deixa de jantar para sobrar comida para a irmã mais nova. É ele quem se sacrifica por quem ama, mas chega um momento em que seus esforços não são o bastante.

 

DASKVI

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Alemão, 20 anos. Nasceu na Alemanha, mas para sua infelicidade cresceu no Brasil e nas fumaças que intoxicavam as pessoas. Seus pais estão internados em estado grave, é apenas uma questão de tempo para que ele fique sozinho, e as vezes ele se pega no meio da noite chorando.

 

 

ANGELIQUE

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Brasileira, 25 anos. É uma mulher determinada e focada, porém seus esforços não são nada comparados a grandiosidade de uma bomba atômica. Ela viu seu irmão mais novo morrer, e mais tarde acompanhou de perto a morte de toda a sua família. Agora não lhe resta mais nada, apenas a vontade de manter as pessoas a seu redor vivas, em especial, Daskvi, a quem nutre um carinho imenso, e o considera seu irmão mais novo.

 

CAPÍTULO 1 – MONÓLOGOS DA DITADURA

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Cena 1 – Estados Unidos [Manhã]

Tudo começa com o tilintar de um salto alto pisando com força no orgulho dos homens. Ela tinha cabelos loiros, era linda por onde passava, mas deixava uma péssima impressão pelos lugares que abandonava. Ela não trazia um sorriso no rosto, nem esperanças no olhar, trazia consigo apenas uma pasta em uma das mãos.

Megan Van Haas era a presidente da ONG SOTF (Summit Of The Five), e era a responsável por enviar os novos líderes da seleção de resgatados do Brasil. Naquele instante o cenário da humanidade não poderia ser mais preocupante. Depois que os Estados Unidos bombardeou o Brasil e mais 6 países latinos, alguns países da Europa uniram-se e declararam guerra contra o país americano, a beira de uma terceira guerra mundial, a Organização SOTF foi criada para prestar apoio aos países abatidos, fazendo parecer que os Estados Unidos se importa, mas não. Eles nunca iriam se redimir pelas milhões de vidas extinguidas unicamente pela sede de poder.

A presidente parecia estar irritada, ela queria parecer uma pessoa ruim e sem coração, e no final das contas era isso mesmo que ela era. Não passava de um rostinho bonito cheio de antipatia.

MEGAN: Aqui está o manual da viagem, quero que sigam as regras e que mantenham a todo momento a sede informada.

Na mesa estavam os cinco integrantes da equipe, eles se olhavam entre si, enquanto ouviam Megan esbravejando algumas palavras sem sentido, e em seguida todos se levantam para abandonar a sala de reuniões.

Eles se dispersam rapidamente pelos corredores aonde um policial os conduz até a área de embarque.

HORÁCIO: Eu quase não entendi nada do que ela disse. – Ele disse em meio a um sorriso forçado, ninguém ao seu lado demostrou importância, todos estavam preocupados em seguir viagem.

ALF: Leia o manual.

Horácio deixou seus passos lhe atrasarem ficando um pouco para trás, ele estava um pouco confuso, ainda não entendia o motivo pelo qual a ONG havia o escolhido.

GLAY: Vai ficar tudo bem. – Ele disse dando dois leves tapas nas costas de Horácio, como quem queria dizer que estava ali do seu lado, e que iria apoia-lo em qualquer coisa que precisasse. Horácio nem o conhecia, mas pôde sentir isso no gesto daquele rapaz, ele trazia um sorriso sincero no rosto, e parecia não se desanimar em meio a tantas tragédias.

Era assim que Horácio deveria ver o mundo, afinal eles estavam dando tudo de si para salvar as vítimas daquele crime mundial.

O embarque durou alguns minutos, todos carregavam malas e sonhos, alguns olhos brilhavam, e olhos choravam. Num canto do avião, Glay segou-se para não despencar, as emoções eram tão intensas, sua família vinha em sua mente a todo instante, aquele não era um bom momento para lembranças.

 

Cena 2 – Brasil [Tarde]

Eles estavam há poucos minutos da sede que ficava no centro da capital de Tocantins. Dionísio sentia uma gota de suor lhe escorrer pelo rosto, ele estava cansado, mas não podia descansar, e nem parar. Aquele homem com seus quarenta e poucos anos carregava em suas costas sua filha de apenas dez anos, ela estava com a cabeça caída para trás, entre um momento e outro Rythus, o irmão da garota, erguia a cabeça da jovem.

RYTHUS: Vai demorar? – Ele estava impaciente, sentia falta de ar, e já não aguentava mais conduzir suas próprias pernas. Ele era um jovem de treze anos, sentia a perda recente de sua mãe, e logo sentiria uma perda pior ainda.

DIONÍSIO: Estamos quase lá.

Eles continuam o percurso, Rythus vai até a irmã e tenta ergue-la novamente, a cabeça de Marissa estava pendida para trás como se o pescoço estivesse quebrado, ela estava mole e não tinha mais firmeza em seu corpo.

RYTHUS: Levante, Marissa. – Ele sentiu um líquido vermelho escorrer pelo nariz da jovem e descer por sua mão que estava tocando o rosto de Marissa. – Pai! – Foi como uma fisgada no coração, Rythus fraquejou no primeiro grito.

DIONÍSIO: O que foi?

RYTHUS: Pai! – Ele repetiu, mas agora com um tom de extremo horror em sua voz, ele estava trêmulo e com ambas as mãos sujas de sangue. – A Marissa.

Dionísio não pensou duas vezes, e num ato rápido ele se agacha e desce sua filha que estava sendo carregada em suas costas, ele a desce no chão e percebe que ela estava tendo uma hemorragia, o sangue escorria de seu nariz e sua boca. Os braços de Dionísio apanham a garota do chão e agora ele a carrega no colo, ela esta deitada, sua cabeça permanece pendida para trás, seu vestido, anteriormente branco, agora está sujo de sangue, e poeira.

Os passos de Dionísio agora se tornaram acelerados, seu fôlego passou a judiar sua garganta e suas narinas sofriam com o ar poluído, era um ar difícil de respirar, e correr o deixava cada vez mais cansado. Ao lado, Rythus chorava, ele tentava acompanhar seu pai, mas também sentia a mesma fadiga.

RYTHUS: Pai! O que está acontecendo?

E ele perguntou várias vezes, mas Dionísio parecia não ouvi-lo, ou talvez ouvia, porém não conseguia responder, sua voz tinha se esvaído assim como sua força.

Eles correram por minutos, eles não sabiam o que o futuro preparava para eles, e se o futuro propunha uma forma de barganha para salvar a vida de Marissa.

A base estava logo a frente.

 

Cena 3 – Base dos refugiados (Brasil – Tarde)

Angelique é a responsável por manter a ordem na base dos refugiados. Ela é a líder do movimento que preza por salvar vidas, além de administrar os mantimentos para que não falte nem comida e nem água potável aos refugiados.

Atualmente a base atende a um público de pouco mais de 3.000 indigentes, existem outras bases espalhadas pelo Brasil, mas a única que recebe a visita dos integrantes da SOTF é a base de Tocantins (Denominada BT004), afinal é a única que ainda tem condições de receber cidadãos americanos sem apresentar grandes riscos de contaminação pela radiação.

Angelique terminava uma ligação, a sua sala era a única (em um raio de 10.000 km) que tinha um telefone e com sinal aberto para receber chamadas internacionais. Ela acabara de receber uma ligação de Megan, avisando que os novos integrantes da SOTF estavam a caminho, após a ligação Angelique solta um suspiro.

ANGELIQUE: Os jogos vão reiniciar. – Ela desabafa sozinha com as paredes. A cada período de tempo era mandada uma nova equipe para os países atingidos a fim de “salvar” vidas, no entanto existia um manual a ser seguido, regras e uma forma de seleção. Angelique conhecia como ninguém as leis determinadas, e apenas lamentava.

Ela passou as mãos por seus cabelos, eis que a porta se abre repentinamente. É Daskvi.

DASKVI: Angelique! – Ele estava ofegante, o nome de sua líder ecoou pela sala.

ANGELIQUE: O que houve, Daskvi?

Daskvi era um rapaz de vinte anos, ele era um dos seguidores fieis de Angelique. Ele trabalhava auxiliando ela em cálculos e controle dos materiais que eles necessitavam, e quando faltava comida ou água, eles deviam emitir um pedido antecipadamente para os Estados Unidos para que os mantimentos fossem repostos.

DASKVI: Você precisa descer. – Ele estava um pouco pálido. – Um homem está na recepção.

Angelique ainda não sabia se era uma invasão, mas em todo caso ela pegou o revólver que guardava em sua gaveta, que era mantida sempre chaveada.

ANGELIQUE: Vamos. – Ela desde os andares até a recepcção enquanto Daskvi a seguia com passos rápidos. – Fique atrás de mim.

De alguma forma, talvez por ser mais velha que Daskvi, Angelique queria mantê-lo protegido de qualquer coisa.

E eles finalmente chegam à recepção.

 

Cena 4 – Área de desembarque (Brasil – Tarde)

Os integrantes do grupo SOTF acabavam de desembarcar do avião, primeiro Alf e Brian, eles conversavam há horas e era como se já fossem grandes amigos, logo atrás vinham Glay, Horácio e Ulisses.

ULISSES: O melhor de tudo é o salário que iremos receber. – Ele dizia animado.

Glay e Horácio não conseguiram disfarçar certo desconforto após ouvirem o depoimento do colega.

ULISSES: O que foi? Por que estão me olhando com essa cara?

HORÁCIO: Vidas estão em jogo.

ULISSES: “Vidas estão em jogo”. – Ele disse com uma voz debochando da cara de Horácio. – Parem de agir como se o dinheiro não fosse importante.

GLAY: Nós não estamos recebendo nada.

Ulisses os encara e se cala, afinal a ONG tinha por finalidade salvar vidas, sem nenhuma finalidade lucrativa, porém isso era apenas em teoria, afinal os americanos estavam lucrando milhões extorquindo as últimas moedas do Brasil, e dos demais países, em troca ele oferecia ajuda. Glay e Horácio não recebiam nada além de um prato de comida, afinal eles não eram cidadãos americanos. Não era para eles estarem lá, mas eles estavam, pois eles se preocupavam com as pessoas.

HORÁCIO: Nós somos voluntários, ao contrário de você.

Ulisses não disse mais nada, eles apenas continuaram caminhando. Aquele seria o início de uma grandiosa amizade perigosa.

 

Cena 5 – Base dos refugiados (Brasil – Tarde)

Existem alguns meios de definir a morte de uma pessoa, não existe nenhum meio de superá-las, existe algumas formas apenas de fingir que elas ainda vivem, mas que estão muito longe, sentimos então saudades delas. Foi quando Angelique chegou à recepção que ela viu do que se tratava o alvoroço anteriormente iniciado em seu escritório.

Ela encarou em silêncio um pai que tentava de todo modo reanimar uma menina caída no chão. Os olhos de Marissa estavam vidrados para o teto todo de vidro, e um lustre rústico, aparentemente velho, mas que aceso mostrava a luz que ela deveria seguir. O sangue e as lágrimas se misturaram.

Aos poucos as pessoas foram fazendo um círculo em volta daquela família. Era um pai desesperado com uma filha falecendo no chão, e um menino, Rythus, de apenas 15 anos, presenciando a morte de sua irmã.

A dor agora tomava conta da garganta de Dionísio, algumas pessoas fizeram menção em se aproximar da família, na tentativa de ajudar, ou fazer alguma coisa além de assistir a cena, mas Angelique fez um sinal para que todos permanecessem no mesmo lugar.

O círculo de pessoas rodeavam a morte vazia e sem expressão de uma menina de dez anos chamada Merissa, que nasce no coração de Tocantis, mas que não teve a chance de contar sua própria história. O círculo de pessoas acompanhou sonhos de toda uma vida se esvaírem junto a alma da menina que deslizava dos braços de seu pai. O círculo de pessoas chorou. Sim, algumas pessoas simplesmente não precisavam saber quem era Merissa, não precisavam saber o quão bondosa ela era para chorarem, algumas pessoas simplesmente se emocionaram, pois se tratava de uma vida, e sempre devemos chorar quando uma vida é perdida.

DIONÍSIO: Ajudem! – Ele a apertava contra seu peito, enquanto chorava descontroladamente, todos viam que ela estava morta, tinham apenas que contemplar a cena trágica de um pai que falhou.

RYTHUS: Pai… – O menino trazia consigo imagens doces. Eram lembranças puras dele brincando com sua irmã mais nova enquanto tentavam se distrair da destruição do mundo que era só deles. Ela sonhara uma vez que era uma fada. E ela se tornara uma.

Rythus apoiou-se sobre o ombro de seu pai, e caiu de joelhos. Sua mão tocou a mão gelada de Marissa. Ele sabia que ali já não existia mais sonhos.

Monólogo de Dionísio:

Nunca imaginamos como será o fim, pois se imaginássemos que seria assim, talvez nem tivéssemos chegado até aqui. Lutamos e enfrentamos nossos medos e fraquezas todos os dias, mas parece que nunca é o suficiente, parece que estamos sempre em teste, mas querem algo a mais, querem nos ver acabados, derrotados, quem está fazendo isso? É difícil lutar contra a corrente, mais difícil ainda é aceitar ser levado pelas águas dessa tormenta. Eu os prometi que voltaríamos para casa juntos, e eu já não sei mais onde me cabe essa promessa. Eu jamais os abandonei, e sei que não me abandonaram, mas olho em volta e já não vejo ninguém. Tudo o que me resta são palavras… E lágrimas.

 

CONTINUA…

 

 

78 thoughts on “Monólogos da Ditadura – Capítulo 1 (Especial)

  1. Gente, que estreia foi essa? Nossa, a leitura fez despertar dois sentimentos: Ódio de alguns personagens; e tristeza, muita tristeza por parte de outros. Dos 5, Ulisses ganhou minha antipatia. A morte de Merissa foi simplesmente chocante! Estou abalado emocionalmente com isso. Angelique, como eu odiei essa sem coração… Esse monólogo no final foi uma ótima sacada. Um luxo desses, vindo do Hivan, eu já sabia que seria um luxo. Parabéns😀

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    • No início esses sentimentos, ódio, tristeza, vão se manifestar com frequência, mas haverá também outros sentimentos que com o tempo serão inseridos na trama, mas num cenário pós apocaliptico como esse que visualizei não haveria outra forma de expressão a não ser por essa.
      Eu imaginei que Ulisses não iria ganhar o carinho do público, e pasme, ele não é o vilão da história, é apenas uma pessoa mimada, talvez a guerra mostre a ele a essência e a importância da vida.
      Eu mesmo me emocionei muito com a morte de Marissa, foi uma web tão em cima da hora (a planejava para o ano que vem, mas tive que antecede-la) e ainda eu não conhecia direito os personagens, nem mesmo Marissa (a quem foi doada para a trama por alguém que prezo muito). Eu desenvolvi a cena e me afeiçoei tanto a ela sem ao menos conhecê-la, e digo isso na trama também, não é preciso conhecer alguém para sentir a dor de perder uma vida. Modéstia a parte eu fiquei muito satisfeito com o resultado da cena, e para mim a melhor que já fiz nesse ano.
      Não entendo como odiou a Angelique, mas vamo fazendo
      Muito obrigado, espero que continue acompanhando e goste do resultado.

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  2. Não vou mentir, me controlei pra não chorar junto com o Rythus e o Dionísio. Gente, a morte da Marissa foi sem dúvidas a atração principal do capítulo de estreia, e cumpriu competentemente a sua intenção de emocionar e comocionar.

    A SOTF ficou um pouco ofuscada nesse capítulo de estreia. Pela sinopse, eu imaginei que a trama começaria com o Horácio sendo apresentado à cúpula e passando pelo processo para ser incorporado à mesma, eu imaginei que a SOTF seria fundada depois do primeiro capítulo. Mas não, a história já começou com o Horácio efetivado na cúpula, com a SOTF já formada.

    O estilo da narrativa é bem comum da senhora, mas mesmo assim é surpreendente e inovador. E como inovação pouca é bobagem, cada capítulo terminará com um monólogo de um personagem.

    A gente nem viu o tiro vindo, embora soubéssemos que ele viria. Seria um sinal de que Monólogos da Ditadura deixará sua marca no Tv Mix de uma maneira que nós nunca a esqueçamos?

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    • Eu não sei como explicar como Marissa chegou em tão pouco tempo na trama e assim partiu, mas deixou uma grande lacuna, e fico muito feliz que tenha gostado da cena.

      A SOTF ficou bem ofuscada no primeiro capítulo, pois eu tinha que dar espaço para a morte de Marissa, que realmente foi o ponto alto do capítulo. Decidi deixar a entrada de Horácio apenas na sinopse, iria ser enrolado toda a parte de apresentação e união do grupo, então já dei andamento no projeto com eles já todos juntos.

      Sim, os monólogos no fim de capítulo foi uma inovação para a web, espero que cumpram bem o propósito deles.

      Uma web surpresa, esperamos que fique marcada❤

      Muito obrigado😀

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  3. Hivan cara, me senti numa aula de geografia ( minha matéria favorita ) , nossa e esse contexto incrivel, eu não soube ainda diferenciar os personagens que pouco apareceram. Estados Unidos, a potência mundial impondo poder sobre as nações mais frágeis, que nesse caso foram os paises latinos, como o Brasil. No mais, parabéns Hivan, primeiro capitulo explicativo mas que tende a se desenvolver nos próximos.

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    • É um tanto quanto difícil pra mim aceitar essa responsabilidade tão grande, afinal eu não sou o melhor aluno de geografia (risos), mas fico muito feliz que a web esteja cumprindo bem seu papel, no mais, que ela também tenha um conteúdo didático, adoramos?
      Bom, no começo é normal estranhar os personagens (ainda mais que nem teve chamadas dos mesmos), espero que continue acompanhando e que goste do desenvolvimento da trama, muito obrigado😀

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  4. #MyAnalisis

    Gostei da apresentação dos personagens e do elenco
    Irei considerar Horácio e Angelique como os protagonistas da web

    Dionísio, Marissa e Rythus iam a caminho da base, quando Rythus vê que Marissa está desacordada e sangrando
    Ulisses só pensou no dinheiro que ia receber, até que ele descobriu que Glay e Horácio não iam receber nada, apenas um prato de comida, confesso que fiquei comovido
    Mas o destaque do capítulo foi a morte da Marissa, simplesmente emocionante

    Todos os personagens terão um monólogo no fim do capítulo?
    Parabéns, Hivan!

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  5. Não vou mentir, me controlei pra não chorar junto com o Rythus e o Dionísio. Gente, a morte da Marissa foi sem dúvidas a atração principal do capítulo de estreia, e cumpriu competentemente a sua intenção de emocionar e comocionar.

    A SOTF ficou um pouco ofuscada nesse capítulo de estreia. Pela sinopse, eu imaginei que a trama começaria com o Horácio sendo apresentado à cúpula e passando pelo processo para ser incorporado à mesma, eu imaginei que a SOTF seria fundada depois do primeiro capítulo. Mas não, a história já começou com o Horácio efetivado na cúpula, com a SOTF já formada.

    O estilo da narrativa é bem comum da senhora, mas mesmo assim é surpreendente e inovador. E como inovação pouca é bobagem, cada capítulo terminará com um monólogo de um personagem.

    A gente nem viu o tiro vindo, embora soubéssemos que ele viria. Seria um sinal de que Monólogos da Ditadura deixará sua marca no Tv Mix de uma maneira que nós nunca a esqueçamos?

    Parabéns pela grande estreia! E não repare no “Ctrl+C” e “Ctrl+V” aqui em cima!😛 Glay nem vai perceber!😛 Tô sem tempo pra ler e comentar, mas já percebi que esse é um luxo e que vale a pena dar uma olhada mais tarde!
    Desejo muito sucesso e boa-sorte!
    #.😀❤❤❤

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  6. Então, vamos falar dessa estreia inesperada, que pegou todo mundo de surpresa em pleno feriadão? Vamos! A trama tem um teor Geopolítico enorme, isso me atraiu muito porque eu faço faculdade de Geografia, lamento pela trama ser exibida num período em que eu estou impossibilitado de acompanhar, mas a estreia eu não podia deixar de comparecer. Começamos com a hipotética situação em que vários países se uniram em guerra aos Estados Unidos pelo bombardeio que ele causou em outros continentes, apenas sentir a ousadia. O capítulo inteiro gira em torno da ação da ONU sobre esse conflito e de bases aqui no Brasil para evitar problemas maiores, porém lucrando ilicitamente também. A morte de Marisa foi realmente chocante e triste, a primeira vítima da trama de guerra. Bom Hivan, não tenho muito a falar, primeiro capítulo é sempre uma descoberta, causa estranheza, mas atrai também. “Monólogos da Ditadura” é a trama mais diferente que eu já vi sair de suas mãos e trouxe uma nova visão ao Horário Adulto, tão preso a histórias voltadas ao sexo. Parabéns pela estreia, desejo sucesso e inspiração (em meio a correria), não vou mentir dizendo que vou acompanhar porque você sabe que estou sem tempo, mas sempre que possível darei uma lida e comentarei.😀

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    • Confesso que eu não esperava abranger algo tão grandioso como esse tema, afinal temo não conseguir lidar com esses acontecimentos políticos, mas estou fazendo o máximo possível para manter a qualidade da estreia. A morte de Marissa mostrou o quão cruel é a guerra e que ela não poupa os inocentes. Eu fico muito feliz que tenha conseguido ler esse primeiro capítulo, sei o quanto é complicado agora com o fim de ano, mas espero que consiga acompanhar. A trama é bem diferente, e também foge dos padrões do horário adulto, na verdade digamos que ele não foge, mas que aborda temas inexploráveis ainda pelos demais autores, espero que com essa web as portas de outros temas se abram e o horário fique mais diversificado.
      Muito obrigado😀

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  7. Já vi que vou ficar com muita raiva dessa ONG!
    Que triste a morte da Marissa, tão precoce:/
    Ansioso pra saber como é esse processo de seleção. Me lembrou os filmes pós-apocalípticos como Jogos Vorazes e Divergente, amo.

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    • A ONG vai gerar raiva, revolta, e quem sabe compreensão também.
      A morte de Marissa foi realmente marcante, era necessária que fosse precoce para dar espaço a outros rumos da trama.
      Não posso negar que a seleção e parte das inspirações se dão por meio desses grandes sucessos, espero que goste
      Muito obrigado😀

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  8. Nossa, perdi todo o meu comentário por causa do login, mas enfim..

    Parabéns! Achei bem inovador e bacana da sua parte nos presentear no fim do ano com essa história cativante, adorei.

    Pra mim o ponto alto do capítulo foi o monólogo de Dionísio, ainda mais seguido da cena impactante que foi a morte de Merissa, algo realmente emocionante e tocante, nos fazendo passear por todo aquele caos.
    Espero fazer comentários melhores cada vez mais nos próximos capítulos, deixando claro minha opinião sobre cada um. E que venham mais monólogos, meus parabéns!

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    • Muito obrigado, fico feliz que tenha gostado da trama, e do tema também.

      Os monólogos são emocionantes, principalmente o do Dionísio, acredito que as emoções de ter perdido a filha naquele momento deram um teor mais dramático às suas palavras.

      Mais uma vez muito obrigado, continue acompanhando, espero que goste😀

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  9. Que tudo amg adorei a ideia maravilhosa vc sempre arrasa querido. Adorei essa relação com a guerra, com fatos reais utilizando a ficção. Vc sempre tendo ideias inovadoras amg. Parabéns e muito sucesso nessa nova história.

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  10. Uma web inesperada, estreando praticamente do nada, pegou geral de surpresa. Mas nem me preocupei, você tem um talento enorme Hivan, confio de olhos fechados na qualidade das suas webs, e não me surpreendi nem um pouco com sua nova estreia.

    E posso falar? Somente a morte da Marissa me importou, o resto foi mais apresentação, então vamos falar apenas sobre esse acontecimento. Enfim, essa morte me deixou na maior bad, sofri bastante, uma realidade cruel que esses personagens vivem, e todos sabemos que qualquer um pode morrer a qualquer momento. Mas se tratando de uma criança, pra mim é muito mais difícil aguentar, foi complicado ler essa cena, realmente me causou impacto e comoção, era como se eu estivesse ali presenciando tudo.

    Parabéns Hivan, mais uma trama sua que estrou muito bem, e esse tema é bem complicado. Até pra ler eu achei um pouco difícil, nem imagino como escrever. Enfim, vou tentar seguir acompanhando, mas estou em época de provas, tá meio apertado, mas vou tentar, a história me interessou bastante.

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    • Eu imaginei que a web surpresa poderia prejudicar a trama, mas também sabia que algumas pessoas iriam relevar, afinal eu sei o quanto algumas pessoas, assim como você gostariam da trama, mesmo sendo jogada da maneira como ela foi. Fico feliz em depositar essa confiança em meu trabalho, espero realiza-lo a altura das expectativas nele depositados.

      Realmente, o primeiro capítulo serviu mais como apresentação geral da trama e dos personagens, e de fato a morte de Marissa foi emocionante.
      Eu também imaginava que pelo fato de Marissa ser uma criança a morte seria mais cruel, e não foi nada fácil desenvolver essas cenas.

      Muito obrigado mesmo, espero que consiga acompanhar a trama, e que eu continue mantendo o nível a altura esperada😀

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  11. O melhor do capitulo foi o Monólogo do Dionísio.
    Para mim foi uma surpresa a estreia sem muita divulgação.
    Por que Monólogos da Ditadura?
    Parabéns!
    Essa sera uma web como as outras do horário? Terá como um assusto do o sexo?

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    • Trabalhei bastante para consegui criar algo para “inovar” digamos assim, e os monólogos no final do capítulo fazem parte desse processo, fico muito feliz que tenha gostado do monólogo de Dionísio.
      É, eu havia mencionado que a trama iria estrear sem chamadas, e faz parte do meu projeto, eu queria que todos fossem pegos de surpresa, que todos se deparassem como “novo”, assim como os personagens, e que a adaptação fosse um processo lento e doloroso como será na trama.
      Eu pensei em tantos títulos para a trama, mas queria algo que falasse sobre a ditadura, queria falar sobre uma era em que nós não vivemos nossas vidas, e sim uma vida regida pelo governo. Os “Monólogos” vieram depois, de forma de expressar os sentimentos tanto dos personagens, quanto os meus.
      O horário adulto muitas vezes é visto como “horário do sexo”, mas na verdade não é assim, bom eu não posso garantir se vai ter sexo na trama ou não, como em qualquer outra trama é provável que tenha, mas o foco da história é o drama, é o horror da guerra, o foco é a sobrevivência de pessoas e sonhos, fugindo do comum que tem sido mostrado no horário até agora.
      Muito obrigado, espero que goste.

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  12. Nossa.. Gostei muito.. Por um momento me lembrou aquelas séries americanas. RS para um começo esta perfeito.. A morte da Marissa realmente foi bem elaborada e ganhou o capítulo.. Parabéns Hivam tenho certeza que será mais um sucesso DK horário. Rs

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  13. Confesso que fiquei um pouco nua, mas é normal, primeiro capítulo, né. Gostaria de saber qual é a da Megan, por que para mim até então, me parece uma vilã. Ulisses idem, com essa história de querer lucrar trabalhando em uma ONG, que era para ser voluntária. Pouco pude saber da Angelique, mas me parece que é uma mocinha justiceira, e já Daskvi, parece ser daqueles “cães fieis” apaixonados, isso deve trazer um bom conflito caso se confirme o que eu penso. Bom, todos fomos pegos de surpresa com a estreia, né, morro, mas vamo fazendo, a história da web é promissora e interessante, nunca que teríamos uma web assim, né. E fico bem orgulhosa com minhas artes gráficas fazerem parte de tudo, adoro. Parabéns mana.

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    • É normal, uma estreia encima da hora, apenas sentir. Bom, pra falar a verdade Megan seria uma Who, mais como uma participação especial da Flávia na web (pq idolatro essa mujer sim), mas ela ganhou um espaço enorme (na web e no meu coração, não vou negar), e ela continuara sendo trabalhada nos próximos capítulos, ela será responsável por criar os “jogos” e coordenar a equipe SOTF, mas ela fara isso com uma delicadeza, requinte e maldade, adoramos. Eu a considero uma vilã, mas não uma super vilã, apenas uma vilã secundária, que dará espaço a outro vilão a chance de fazer maldades. O mesmo eu digo de Ulisses, ele também é um vilão, mas dará espaço para outra pessoa, enfim, é complicado agora, mas depois você entenderá melhor.
      E sim, Angelique é uma mocinha destemida, e seu relacionamento de amizade com Daskvi vai causar grandes conflitos sentimentais, mas devo ressaltar que os protagonistas são Angelique e Horácio, esses damos.
      Muito obrigado, realmente as artes gráficas ficaram um luxo e deram alma para a trama, espero que goste do desenrolar dos acontecimentos.

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  14. Hivan, vou deixar minha participação e talvez no próximo capítulo faço um comentário específico. A estréia me pegou sim de surpresa, risos, mas isso nn vai me impedir de acompanhar a web. Parabéns! 😉

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  15. Inicio muito bom!
    Uma história muito promissora que vai despertar muita raiva por alguns personagens (nota-se de inicio hahahha), provavelmente também muita indignação com fatos da história que refletem de maneira escancarada a essência da nossa sociedade capitalista. E com certeza muita tristeza revelando a realidade de pessoas desafortunadas que nada mais resta do que tentar sobreviver em meio ao caos e outras que lutam pelos poucos direitos desse povo.
    Parabéns!!! bjs

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  16. Hivan sempre inovando… Mas desta vez foi algo bem mais impactante, uma trama que tem um cenário pós-apocalíptico como base para uma história é simplesmente genial.

    Vamos as personagens que mais se destacaram.
    Megan é aquele tipo de pessoa com coração de pedra, pela primeira vista, ela se mostrou uma mulher que põe os negócios, o orgulho, o poder, na frente do senso humanitário.

    Dionísio é um sofredor, ver uma criança morrendo, ainda mais sendo a filha mais nova não é algo fácil de se aceitar, acho que ele se revoltará contra Angelique, que sequer ajudou ou fez questão de ajudar, essa inclusive que parece ser uma mulher bem misteriosa…

    Quanto aos cinco da SOTF, Ulisses foi o que mais me chamou atenção, talvez por ter se diferenciado dos outros, e olha, essa ‘diferença’, pelo que entendi, não é positiva.

    Parabéns Hivan! Ansioso para o próximo capítulo.

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    • De fato está sendo uma difícil missão essa trama, e também um grande desafio que eu propus a fazer. Confesso que estou gostando muito, e tinha um pouco de receio de como a trama poderia ser recebida.

      Você descreveu Megan exatamente da forma como ela é, e nessas guerras, acontecem que muitas vezes as pessoas não estão preocupadas umas com as outras.

      Dionísio, após perder a esposa, acaba por perder a filha também. Eu não sei se ele atribuiria essa dor da perda a um ressentimento negativo contra Angelique, afinal ela acabou que se viu de mãos atadas diante de tal cena, e por isso ela não reagiu.
      Angelique é um tanto quanto misteriosa, pois poucos sabem do seu passado, que também é bem sofrido.

      Quanto aos cinco do SOTF eu imaginei que Ulisses se destacaria, negativamente, mas os outros também vão mostrando suas personalidades ao longo do tempo, espero que goste.

      Muito obrigado😀

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  17. Adorei!Ficou excelente!A cena mais dramática foi a de Marissa morrendo.E a culpa é do ar contaminado que as bombas atômicas deixaram!E tem uma cena em que Horácio fala que as vidas estão em jogo e o Ulisses debocha disso.Não gostei muito dele.A Angelique é uma boa pessoa.
    Parabéns pela web-novela e pelo capítulo!

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    • Eu trabalhei bastante na cena de Marissa, que bom que gostou. Exato, o ar continua contaminado e mata as pessoas poco a pouco. O Ulisses se mostra uma pessoa insensível, mas logo vamos descobrir os motivos. E sim, Angelique é uma boa pessoa, ela apenas ficou sem reação ao ver Marissa morta.

      Muito obrigado, espero que continue acompanhando😀

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  18. Adorei
    Esse clima pós- Apocalíptico sempre causa tensão seja em qualquer forma de contar a história. Essa é mais uma das famosas Organizações que dão a mão em troca do que ainda resta de quem não tem absolutamente nada. Apenas comovido com a morte da criança. Esse Ulisses é mais um que só pensa no próprio umbigo. Megan é um mistério, ainda vai surpreender. Alguns personagens ja simpatizei. Ótima estreia, parabéns!

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    • Esse é um cenário que as emoções tomam conta. A organização será abordada com mais cuidado nos próximos capítulos. A cena de Marissa foi de fato muito emocionante, fico feliz que tenha gostado. O Ulisses é uma pessoa mimada que não dá o devido valor para o sofrimento alheio. Megan será mais trabalhada nos proximos capítulos, espero que goste, muito obrigado😀

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  19. Simplesmente a melhor coisa que já li, foi muito incrível, um drama nunca antes visto por aqui, muita originalidade em um texto esplendido. Já não gosto da Megan, e sofri com o Dionísio.😦 Quantos capítulos terá? Quando será o próximo?

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