Monólogos da Ditadura – Capítulo 3

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Cena 1 – Base de refugiados (Brasil – Noite)

Os murmúrios continuavam, Brian se calou e apenas aguardou Angelique assumir o posto dela novamente.

ANGELIQUE: Vamos manter a calma.

“Manter a calma? Todos nós vamos morrer.” Gritou um homem no meio da população e várias outras pessoas começaram conversar paralelamente, era um alvoroço, ninguém mais entendia nada, e aos poucos ouviam gritos e desespero da população que temia a morte.

ANGELIQUE: Por favor.

Ela insistia, mas sua voz era tragada no meio dos gritos e protestos da multidão, eis que o som de um tiro ecoa e todos silenciam.

SIMENIO: Silêncio! – O velho havia disparado para cima. Ele não podia deixar de se manifestar num momento como aquele. Ele se levantou e foi até Angelique. – Todos nós estamos passando por isso, e não está sendo fácil pra ninguém, o que resta é aceitar as condições que a ONG está propondo para nós.

“Mas apenas alguns vão sobreviver”, esbravejou um homem.

SIMENIO: Será feita a seleção de um grupo de pessoas que cabem dentro do avião de volta para os Estados Unidos, depois disso haverão outras seleções, não é mesmo, Brian? – Ele encara o líder da SOTF.

BRIAN: Exatamente. – Ele via que agora a população estava mais tranquila. – O avião que fará nosso transporte de volta para os Estados Unidos tem capacidade para apenas 500 pessoas, ou seja, os demais deverão esperar.

“Mas porque essa seleção?” uma mulher perguntou desta vez, “não era mais fácil dividir o grupo de pessoas e enviar aos Estados Unidos?”.

BRIAN: Na verdade não é tão simples assim, os Estados Unidos nesse momento está mandando reforços para os outros países que também foram atacados, demoraria certa de uns 4 meses até o segundo avião chegar, ou seja, essa seleção é para enviar as pessoas que precisam de cuidados imediatos num país de primeiro mundo.

Todos se calaram, agora estavam mais calmos, e finalmente o grupo da SOTF deixa o palco, enquanto Simenio os encara, ele sabia que não existia o segundo avião, fora apenas uma mentira para que Brian pudesse contornar a situação.

Aos poucos as pessoas vão deixando o salão também, eles sabiam que no dia seguinte a maior batalha de suas vidas teria início.

 

Cena 2 – Base internacional (Quarto de Megan – Estados Unidos)

Megan, como a presidente da SOTF, estava a frente de todos os acontecimentos que viriam acontecer, e estava calculando cada passo para que nada saísse do planejado. Ela acabara de sair do banho e vai até uma mesa onde estava seu computador onde uma voz lhe chamava.

MEGAN: Que absurdo. – Ela esbravejou enquanto cobria-se com um roupão – Não posso mais repousar em paz?

Na tela de seu computador é possível ver o rosto de Simenio, o homem que Megan tinha contato, a quem ela depositava confiança para pôr seu plano em prática.

SIMENIO: Achei que fosse de seu interesse.

MEGAN: Pois fale.

SIMENIO: Sua equipe está bem estabelecida aqui. – Ele solta um sorriso vitorioso. – E já anunciaram os jogos para esses infelizes que aguardam no corredor da morte.

MEGAN: Ótimo. – Ela não pôde deixar de exibir um sorriso no rosto. – Faça com que eles acreditem que tem espaço para todos no avião, afinal de contas, devemos prestar contas com o governo e mostrar que daremos chances iguais pra todos, mas nada impede de algumas pessoas morrerem de uma epidemia.

Simenio e Megan soltam gargalhadas.

SIMENIO: Terei que desligar agora.

MEGAN: Bye, bye.

 

 

Cena 3 – Base de refugiados (Dormitório – Brasil)

Dionísio e Rythus estavam meio perdidos, afinal não tinham um lugar para dormir, eles caminharam por corredores até chegarem a inúmeras portas onde ficavam os dormitórios.

Rythus olhava perdido para seu pai, enquanto a menina órfã que os acompanhava percebia aquele estado de pânico que existia neles.

YUMI: Onde fica o quarto de vocês? – Ela perguntou. Sua voz era doce, e fora a primeira frase que ela formulou, o que surpreendeu Rythus e Dionísio.

RYTHUS: Você fala!?

Ela não disse nada. Rythus se agachou a seu lado, e segurou sua mão.

RYTHUS: Eu me chamo Rythus, e esse ali. – Ele aponta para Dionísio. – É meu pai, ele se chama Dionísio. – Ele volta a olhar para a menina. – E como é seu nome?

YUMI: Yumi. – Ela respondeu.

DIONÍSIO: Yumi, você sabe onde podemos passar a noite?

Yumi fez um sinal afirmativo com a cabeça.

DIONÍSIO: Aonde?

Yumi apontou para uma porta que ficava logo a frente, e com passos lentos os três seguiram até ela. As mãos de Rythus foram até a maçaneta, mas Yumi o segura, impedindo-o de abrir a porta.

RYTHUS: O que houve?

A menina começou a chorar, suas mãos se desprenderam das mãos de Rythus e correram seu rosto. Ela se agachou e chiou baixinho como um animal abatido.

YUMI: Eu quero minha mãe. – Ela chorou de saudade, e principalmente por sentir o desespero ao entrar naquele quarto e sentir o perfume que sua mãe usava, ou ver o calçado de seu pai ao lado da cama, ela não se permitiria ver os pertences de seus ente queridos, aquilo apenas abriria uma fenda em sua alma, ela estava oca por dentro agora, restava apenas uma angústia arrasadora que a fazia chorar descontroladamente.

Rythus se agachou novamente, ele passou as mãos pelos cabelos de Yumi, eram fios desajeitados na cabeça da criança, estavam sujos, ela estava toda suja, mas Rythus não se importou em lhe dar um forte abraço, ele queria ser tão forte quanto ela, mas lembrou-se da vez em que Marissa estava chorando por perder sua mãe, ele a abraçou da mesma forma, e também chorou. Ele e Yumi, ele e Marissa.

O peso nos ombros de um pai ao ver tal cena fez com que Dionísio desejasse que um raio lhe partisse a cabeça, ele queria sumir do mundo, queria desistir da vida que já não tinha mais sentido, ele queria chorar mas deteve-se, naquele momento ele deveria ser forte e ajudar suas crianças.

DIONÍSIO: Rythus. – Ele tocou o ombro de seu filho. – Vamos entrar. – Ele olhou o semblante assustado de Yumi e depois o medo nos de Rythus, mesmo assim ele permaneceu tranquilo, nunca imaginou-se tão frio num momento como aquele. – Eu preciso de vocês.

Dionísio passou a mão pelo rosto de seu filho, levando consigo as lágrimas e fez o mesmo com Yumi.

DIONÍSIO: Vai dar tudo certo. – Ele abre a porta. Yumi e Rythus estavam de mãos dadas, eis que eles entram no dormitório que pertencia à família de Yumi.

MAGDA: Quem são vocês? – Uma mulher saltou da cama barrando a entrada dos três. – Esses homens lhe machucaram, Yumi?

Dionísio e Rythus se encaram.

 

Cena 4 – Quarto 2 SOTF (Noite)

Glay terminava de ler alguns documentos sobre a seleção que teria no dia seguinte, enquanto Ulisses mexia em seu celular.

ULISSES: Não temos sinal de nada aqui. – Ele olha para o teto enquanto permanece deitado. – Estamos no fim do mundo.

Horácio sorri.

HORÁCIO: Correm lendas de que na sala da presidência eles têm sinal.

Ulisses se levanta.

ULISSES: Não posso ficar um dia sem me conectar, com licença.

GLAY: Espera, você não tá pensando em ir na sala da presidência?

ULISSES: Por acaso você está tentando me dar uma ordem?

Glay por um momento pensou em dizer algumas verdades na cara de Ulisses, mas antes que tivesse coragem, seu colega dispara.

ULISSES: Seu mexicano imundo, você é a escória do país, não merecia estar aqui, então não se meta nos meus assuntos. – Ulisses vai até a porta e em seguida sai.

Glay fica por uns segundos calado até que Horácio se aproxima dele.

HORÁCIO: Não fica assim. – Ele senta ao lado de Glay. – O que você está lendo.

GLAY: A prova.

HORÁCIO: Que prova?

GLAY: Teremos uma prova de seleção amanhã, estava no manual.

HORÁCIO: Eu me esqueci completamente, deixe-me ver isso. – Ele pega os documentos e lê algumas linhas. – Meu Deus, essa é a prova?

Glay o encara seriamente e o responde com um sinal afirmativo.

HORÁCIO: Isso é desumano.

 

Cena 5 – Corredores da Base (Noite)

Ulisses caminhava sem ao menos saber onde encontraria a sala da presidência, na verdade ele estava muito curioso em explorar o local e caminhou por mais alguns minutos.

ULISSES: Os manuais. – Ele lembrou.

Ele coloca a mão sobre o bolso de suas calças e encontra um pequeno mapa das instalações, o qual ele tirou do manual.

ULISSES: Idiotas, podem estudar as provas, mas eu tenho acesso a tudo o que eu quiser.

Assim ele volta a caminhar, seus passos o guiam até a sala do chefe de armamentos. Antes de abrir a porta, Ulisses percebe que Simenio ainda encontra-se dentro da sala. Ele estava com alguém.

Ulisses não conseguiu ver quem era, ele via apenas Simenio caminhando de um lado para o outro enquanto fumava um charuto.

SIMENIO: Nosso plano está ocorrendo como planejado… – Ulisses tentou ouvir o resto da conversa, e até se esforçou para ver com quem Simenio estava falando, mas levou um susto ao sentir uma mão tocar seu ombro.

JAYNE: Ulisses? – Ele sorriu ao ver o membro da SOTF. – Eu me chamo Jayne, prazer. – Ele estende a mão para cumprimenta-lo.

Ulisses o encarou com nojo, e simplesmente virou a cara, e em seguida voltou para seu quarto.

 

Cena 6 – Base de Refugiados (Sala de Angelique)

Angelique estava sentada no sofá enquanto acariciava o cabelo de Daskvi que permanecia deitado em seu colo.

DASKVI: Teve um dia que eu estava brincando, andando de bicicleta, eu cai…

Ela não ouvia nada que ele estava dizendo, ela estava num profundo transe, seu olhar era longe e vazio.

DASKVI: Angelique?

ANGELIQUE: O que?

DASKVI: Está me ouvindo?

ANGELIQUE: Desculpe. – Ela suspira. – Eu estava pensando no que foi dito pelo grupo da SOTF.

DASKVI: O que você acha?

ANGELIQUE: Vamos ter que confiar neles, afinal é a única forma de poder ajudar as pessoas que estão abrigadas aqui, mas eu não gostei dessa ideia de seleção, eu não imagino o que eles possam estar planejando.

DASKVI: Vamos torcer para que tudo dê certo.

Os dois permaneceram então no silêncio.

 

Cena 7 – Base de refugiados (Quarto de Yumi)

Magda estava um pouco assustada com aqueles intrusos, sua única atitude pensável era tirar Yumi da posse deles.

MAGDA: Respondam! Quem são vocês?

Yumi, mesmo desconcertada sentiu-se obrigada a acabar com o mal entendido.

YUMI: Eles são amigos. – Ela disse.

Eis que Yumi começa a chorar, e Magda corre abraça-la.

MAGDA: O que houve, menina?

DIONÍSIO: Nós a encontramos no enterro que aconteceu agora a pouco…

Magda então percebe que se tratava do enterro dos pais de Yumi.

MAGDA: Eu não falei pra você não ir lá?

Yumi faz um gesto afirmativo com a cabeça.

Então Magda olha para Dionísio e Rythus.

MAGDA: Vocês podem ficar. – Ela senta-se na beira da cama junto a Yumi. – Eu me chamo Magda, eu sou uma amiga da família. – Ela olha ao redor. – Os quartos costumam ser divididos em cinco pessoas, como dois saíram, não vejo nada contra vocês entrarem no lugar.

RYTHUS: Tem mais alguém que fica nesse dormitório?

MAGDA: Tinha… – Ela olha para a cama da frente. – Minha irmã tinha dezessete anos, faz uma semana que ela nos deixou.

DIONÍSIO: Lamento por sua perda.

MAGDA: Bom, agora que somos só nós quatro, acho bom nos apresentar devidamente…

E a conversa continua durante a noite com eles se apresentando, e se distraindo na forma de espantar seus fantasmas.

 

Cena 8 – Dormitórios (Quarto de Jayne)

Jayne chega em seu quarto e encontra seu irmão Kalebe deitado.

JAYNE: Onde estão os outros?

KALEBE: Você sabe que o Daskvi sempre fica na sala da Angelique, já a Fernanda e a Taume faz dias que não vejo.

JAYNE: Será que morreram?

KALEBE: Não sei. – Ele suspira. – Espero que não.

JAYNE: Tá apaixonado, é?

KALEBE: Tá louco? – Ele joga o travesseiro no irmão. – É melhor parar de bobeira e irmos dormir, amanhã saberemos sobre essa tal de seleção.

JAYNE: Eu encontrei um membro da SOTF no corredor agora a pouco, ao que me parece ele estava ouvindo atrás da porta. – Ele solta uma gargalhada. – Eu tentei perguntar pra ele como funcionaria a seleção, mas ele foi bem estúpido comigo.

KALEBE: Eu imagino, agora esqueça isso e vamos dormir.

Kalebe tinha 19 anos, mas mesmo com a pouca idade ele já era responsável o suficiente para cuidar de seu irmão inconsequente, Jayne, de 17 anos. Jayne era um tipo de rapaz que não tinha noção do que estava acontecendo ao seu redor, ele costumava levar tudo na brincadeira, e a guerra era apenas mais uma diversão para ele. Faltava algo para que ele acordasse para a realidade, afinal apenas Kalebe presenciou a morte dos pais, enquanto que Jayne acredita que seus pais conseguiram fugir.

 

Cena 9 – Flashback

O pai de Kalebe e Jayne nunca prestou, estava entregue à bebida, e sempre estava doente, era comum ele estar sob os cuidados de Margelli. Já a mãe dos dois, foi um choque quando souberam que ela estava doente.

Kalebe e Jayne iam visitar seus pais diariamente na clínica de Margelli, ate que um dia Kalebe chegou sozinho, ele encarava o olhar silencioso e mórbido de Margelli.

KALEBE: O que houve?

Margelli não tinha boas notícias. Os pais de Kalebe e Jayne estavam mortos. Kalebe sofreu toda a dor sozinho, e chorou o dia inteiro.

MARGELLI: Eu lamento.

KALEBE: Não conte a meu irmão… – Ele pediu entre lágrimas.

MARGELLI: Como assim?

KALEBE: Prometa pra mim, se ele te perguntar, diga que nossos pais fugiram.

MARGELLI: Mas…

KALEBE: Prometa!

E Margelli prometeu. Jayne acabou acreditando, apesar de que além da base não existia nenhum refúgio para seus pais, ele acreditou que eles pudessem ter fugido do país, e estavam a salvos. Seus pais tinham o abandonado. E quando Kalebe contou a Jayne sobre o suposto ocorrido, ao invés de sentir-se traído, ou abandonado, Jayne disse todo esperançoso.

JAYNE: Não fique assim Kalebe, nossos pais fugiram para um lugar melhor. – Ele olha sorridente para o irmão. – Isso só me motiva a sair daqui, então existe uma possibilidade, confia em mim. – Ele pegou nas mãos do irmão. – Nós vamos sair daqui e vamos encontrar nossos pais.

Kalebe guardou para si aquela dor, era como se algo dentro de si tivesse morrido ali mesmo. Mas para Jayne a chama da esperança estava apenas nascendo.

 

Cena 10 – Amanhece

Ninguém teve uma boa noite de sono, talvez algumas pessoas sonhassem com um mundo todo escuro, sem futuro, e outras nem conseguiram dormir.

Havia chegado a hora da prova de seleção iniciar.

 

Cena 11 – Salão principal

O grupo SOTF já estava reunido, e aos poucos as pessoas também foram chegando. Angelique, Simenio e Margelli também estavam reunidos sentados ao lado do grupo da SOTF.

BRIAN: Espero que estejam todos aqui. – Ele iniciou. – Existiam várias cadeiras no centro do salão. – Peço a todos que sentem-se para iniciarmos a primeira prova de seleção.

Todos acataram o pedido.

BRIAN: Peço para que façam silêncio enquanto eu falo. – Todos o encaravam. – Para iniciar devo dizer que todas as pessoas, doentes e idosos, não poderão participar do processo seletivo.

Alguns murmúrios iniciaram, e ele cortou rapidamente.

BRIAN: Peço que calem-se. – Ele volta a falar. – A primeira prova de seleção será uma prova escrita de conhecimentos gerais. – Ele olha para Angelique e Margelli. – Nossas damas de honra vão esperar aqui na frente e serão responsáveis por entregar uma folha para cada um, portanto peço que façam fila.

Monólogo de Brian

O poder de uma caneta e um papel na mão de pessoas sábias são mais destrutivas que uma bomba atômica. Precisamos ler, nos aprofundar em tamanha complexidade que habita na existência de cada ser aqui presente, precisamos entende-los, saber o que pensam e o que querem, só assim poderemos controla-los.

 

 

CONTINUA…

74 thoughts on “Monólogos da Ditadura – Capítulo 3

  1. E QUE OS JOGOS COMECEM. Agora muitas vidas se acabarão, poucas se salvarão, mas todas ainda com uma falsa esperança de viver, viver nunca foi tão dificil a guerra destruiu tudo e agora SOTF acabará com o resto! Resto de esperança, resto de sonhos. Mais um excelente capitulo, parabéns Hivan.

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  2. Nossa que capitulo.. Hehe Me senti nos próprios Jogos Vorazes (Brinks).. Kkk Muito top como sempre Hivam.. Parabéns! E que os jogos comecem. Haha

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  3. Achei super legal esse comentário do Vitor aqui encima, quase choro, então:
    E QUE OS JOGOS COMECEM. Agora muitas vidas se acabarão, poucas se salvarão, mas todas ainda com uma falsa esperança de viver, viver nunca foi tão dificil a guerra destruiu tudo e agora SOTF acabará com o resto! Resto de esperança, resto de sonhos. Mais um excelente capitulo, parabéns Hivan.²
    #.❤😛

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  4. E o “jogo” vai começar, g. Tenho até medo do desenrolar desse jogo. Ulisses é chato, carajo. Mas é aquele ditado: quem não transa gostoso, inferniza a vida dos outros. Não existe melhor frase para definir Ulisses. E ainda acho que ele deve ter algum tipo de interesse pelo Glay ou Horácio por trás dessa raiva dele… Parabéns, Hivan😀

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  5. Esse texto❤
    Sou apaixonado nessa sensibilidade🙂
    O drama de Dionísio, Rythus e Yumi está só começando. Brian e Ulisses, nossa como eu odeio eles *#@ Megan e Ulisses então são parceiros, não imaginava! Angelique e Daskvi acho linda essa relação🙂 Personagens novos Kalebe e Jayne tem uma relação de proteção❤ Assim como Horacio e Glay, que amizade linda🙂 Agora é esperar a tão temida seleção, no aguardo, amigo e mil vezes parabéns por esta belíssima obra❤

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    • E novamente me pego sempre de surpresa.
      Eu estou muito feliz por conseguir manter esses sentimentos vivos durante os capítulos da trama, a história de Dionísio, Rythus e Yumi pra mim é muito bom escrevê-la, ela flui naturalmente (tanto que as cenas desse núcleo são as maiores, na maioria das vezes).
      Megan está tendo uma visibilidade maior, mas não tanto quanto esperavam, eu acho, afinal ela esta muito longe da trama principal, e tudo o que ela pode fazer é coordenar tudo a sua maneira, e controlar os jogos.
      Já sobre Angelique e Daskvi, continuam tendo a mesma relação😀
      Kalebe e Jayne inseridos na trama, além de uma relação forte entre irmãos, também existe a questão do segredo que Kalebe esconde de seu irmão, e isso pode causar traumas futuros nessa relação.
      Horácio e Glay é uma amizade inesperada que eu admiro muito.
      Muito obrigado, mesmo❤

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  6. Ulisses vai acabar descobrindo alguma coisa e vai se dar mal. Ate não sera nada mal esses lixinho punido. Curioso por esses jogos que a sonsa da Megan e o Simenio planejam. Já quero que o Dionisio fique com a Yume como sua filha❤

    Parabéns pelo cap

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  7. Consegui me atualizar, a web é interessantíssima, bem escrita, porém tem núcleos bem confusos, como o da Megan, ainda não entendi o que ela ganha com a guerra, é dinheiro? Fiquei chocado quando soube que o Trump se desentendeu com o temer e soltou uma bomba atômica no brasil, será que é profecia? Afinal isso é em 2017 (risos), fico tenso. No mais achei esse terceiro capítulo menos denso que os anterios. Parabéns, Hivan! Esse é seu nome😀

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    • Bom, a Megan está como apoio, na verdade ela nem estaria nos planos de ser desenvolvida nos próximos capítulos da trama, mas como gostaram muito dela estou criando um papel pra ela, na verdade ela é a presidente da organização, e em uma guerra não precisa necessariamente ganhar dinheiro para querer destruir todo um país e as pessoas que nele habitam. A web é de um futuro bem mais distante, talvez 2022/2025, quase dez anos da data atual.
      Esse terceiro foi mais suave para não focar apenas nas tristezas e tragédias, espero que continue acompanhando, muito obrigado.

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  8. Ai mana, vou ter que confessar, estou um pouco perdida e achando um pouco confusa a história. Mas sua escrita continua ótima, e os personagens são cativantes. O Ulisses é uma vagabunda, desde já. Parabéns pelo ótimo capítulo lady :*❤

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  9. Desculpe por não marcar presença,é que tinha que dormir.Vou deixar meu ponto.Espero que seja contado.Vou ler depois.

    Curtido por 1 pessoa

  10. Esse plano da SOTF é mesmo mirabolante, querem controlar os “fortes” e descartar os “fracos”. As ideias da Megan também só reforça a teoria dos mais supersticiosos (talvez essa não seja a palavra mais adequada) de que várias organizações americanas estão dispostos a manipular mentes e por trás de algumas catástrofes, digo isso pela ideia de “epidemia” dada pela líder da SOTF.

    Vale ressaltar também que Kalebe e Jayne tem uma história ótima, talvez esse segredo que o primeiro esconde possa reservar muitas reviravoltas na trama.

    Parabéns Hivan!😀

    Curtido por 1 pessoa

    • A ideia da SOTF é desumana, e essa seleção é injusta, na verdade a ideia de ter uma seleção já faz com que tudo seja intolerável.
      Megan tem ideias que reforçam acontecimentos que o governo, de alguma forma, utiliza para controlar a humanidade.

      A história de Kalebe e Jayne vai trazer grandes reviravoltas, espero que goste
      Muito obrigado😀

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  11. Afinal, quem é o cérebro da SOTF? A Megan ou o Brian? Ou o Brian cobre os pontos cegos da Megan?

    Ulisses é a verdadeira caricatura do americano: orgulhoso, prepotente, xenofóbico e nojentinho. Acha que a América se resume aos Estados Unidos (quando muito, inclui o Canadá e o México), que México e Brasil são a mesma coisa (bom, é meio complicado tocar nessa parte, porque muitos de nós bota China, Japão e Coreia no mesmo saco e diz que é a mesma coisa) e que o mundo está aos seus pés (tá certo que isso não é uma mentira, mas isso lhe faz uma pessoa desumilde, digna de ter uma posição de destaque na SOTF)… claramente Ulisses foi eleitor do Donald Trash Trump dez anos antes.

    Sobre o que o Flavio falou… é meio improvável, mas pode ser que o Ulisses tenha um amor encubado pelo brasileiro ou pelo mexicano. Improvável, difícil de acreditar que o Ulisses esteja fazendo cu doce com os não-ianques para esconder algum tipo de afeto por um deles ou pelos dois… mas é possível, pode ser que ele esteja mantendo imagem pro Alf e pro Brian.

    E sorry pelo pequeno atraso. Não vai contar ponto, mas estou devidamente atualizado.

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