A Divina Vingança – Capítulo 01

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ANO DE 2016

CENA 1- Rio de Janeiro, Empresa Couto, Noite

Tudo tem início ao foco de alguns letreiros no parapeito de um prédio, é possível ler então a seguinte frase “Empresas Couto” em barras grandes de ferro iluminadas por luzes que davam uma vista linda para a empresa.

Era tarde da noite, Pedro terminava de guardar seus últimos arquivos daquele dia e depois seguiria para casa. Pedro Couto era o patriarca da família Couto e presidente da empresa que levava o seu próprio nome.

Todos viam a imagem de um homem batalhador e poderoso, no entanto poucos o conheciam intimamente para saber que aquela postura intimidadora nada era comparada como ele era de verdade. Um homem que alimentava um relacionamento de aparências com sua esposa, e que mantinha na infidelidade uma forma de fugir de tudo ao seu redor.

Pouco tempo depois de guardar os arquivos, Rita, adentra no escritório de Pedro.

RITA: Está tarde, temos que ir.

Ela era o braço direito de Pedro e trabalhava há anos com ele, sabia de tudo, não conhecia apenas o lado profissional de Pedro, mas tinha conhecimento de tudo.

PEDRO: Eu já estava de saída.

Os dois deixam a sala, em seguida as luzes se apagam.

 

CENA 2: Mansão da Família Couto, Escritório de Pedro, Noite

Demorou poucos minutos para que Pedro chegasse em casa, antes mesmo de reunir-se com sua família para um jantar, ele liga para seu único filho Marcelo, que estava em Lisboa, como de costume ele ligava para o herdeiro todas as noites.

PEDRO: Então você vai voltar? – Pedro perguntava entusiasmado.

MARCELO: Sim papai, em breve o intercâmbio chegara ao fim.

Marcelo cursava Engenharia Civil e estava em intercâmbio em Lisboa.

PEDRO: E quando volta?

MARCELO: Dia 25.

PEDRO: O quê? Um dia antes do teu aniversário?

MARCELO: É – falou, sorrindo – assim pelo menos conseguirei comemorar com vocês.

PEDRO: Então fiquemos todos felizes, não?

“Certamente”, talvez, mas foi o que Marcelo pensou em dizer, porém a ligação acabou antes mesmo que os dois prosseguissem com o diálogo, acabou brevemente.

MARCELO: Pai, preciso desligar, a gente se vê.

A ligação termina.

Aquela altura Marcelo era um rapaz perdido, não sentia dúvidas na vida profissional e nem pessoal, na verdade seu único medo estava em sua sexualidade, sua vida amorosa poderia ser exposta e poderia expor sua família. O único que sabia era seu pai, mesmo assim existia um receio, o medo de que colocasse tudo a perder.

“O que pensariam as pessoas se soubessem que eu sou gay? Será se isso seria ruim para as empresas de meu pai? Pra mim mesmo? Meu Deus, por quê eu não pude nascer igual a todo mundo?”

 

CENA 3: Imagens da cidade, Alguns dias depois

É mostrado cenas das ruas de Rio de Janeiro, o sol nascendo e se pondo apressadamente, até finalmente o sol mais uma vez raiar e o tempo voltar como se tudo tivesse fluindo normalmente.

 

CENA 4: Aeroporto do Galeão, Ilha do Governador, Rio de Janeiro, Manhã, 2016

A câmera mostra Marcelo saindo de uma das salas de desembarque internacional, após voltar de Portugal. Com um sorriso no rosto, de volta a cidade aonde foi criado, se encaminha para o lado de fora, aonde um motorista o aguarda. A câmera os segue durante todo o caminho, mostrando um Marcelo pensativo.

“Devo tomar um rumo para a minha vida de agora em diante, o adolescente já se foi… Agora é hora de ser homem!”

 

CENA 5: Rio de Janeiro, Sede das Empresas Couto, Sala da Presidência

A câmera mostra de longe Pedro a conversar com um acionista, que logo deixa a sala

PEDRO- Até mais. – Pedro terminava de se despedir do acionista quando Rita adentra mais que depressa.

RITA: Não vá esquecer que você tem uma reunião às 16h e não deve se atrasar, e aí de você se atrever a visitar aquela garota. – Ela dizia carregando em si o cinismo que lhe era habitual.

PEDRO: Não haja como se você fosse minha mãe Rita, eu ainda sou o presidente desta empresa, conheço minhas obrigações e você não deve se meter na minha vida pessoal. – Dizia, sentado na sua cadeira, com o ar de superioridade que quase sempre possuía.

RITA: Diga isso para os seus acionistas, que ficaram te esperando da última vez.

PEDRO: Ah, em falar neles, o Marcelo está voltando hoje, avise a todos. – Falou sem conseguir esconder a alegria em poder estar revendo seu filho.

RITA: Ah, o Marcelo. – Rita não escondia o quanto o detestava, pelo fato da presença dele estragar a vontade que ela tinha de ter aquilo tudo pra si. – Mas já terminou o intercâmbio dele?

PEDRO: Sim, eram apenas seis meses, além disso, ele tinha que voltar, lembre-se de que eu quero que ele siga os meus passos e sente-se nessa cadeira daqui algum tempo. – Rita o olhava, com raiva.

RITA: Eu ainda acho que você está se precipitando tem pessoas muito mais preparadas nesta empresa pra gerirem ela, ele ainda cheira a leite Pedro. – dizia, sorrindo com cinismo.

PEDRO: Não diga bobagens, ele é igual a mim e com certeza será tão bom empresário quanto, agora eu preciso ir, tenho que ir vê-lo em casa. Tchau Rita. – Pedro logo saiu, levando consigo uma pasta, Rita o acompanhou com o olhar.

RITA(Pensando): Como se você fosse um ótimo empresário, Pedro Couto, se não fosse por mim esta empresa estaria falida a muito mais tempo, mas um dia você ainda vai se arrepender de não me dar essa chance!

 

CENA 6: Rio de Janeiro, Mansão dos Couto, Sala, tarde

Marcelo entrava naquela casa, depois de meses, sorridente, sentia falta daquele lugar e lembrou-se da primeira vez que ali entrou. Dois andares acima, Pedro e Letícia discutiam.

 

CENA 7: Rio de Janeiro, Mansão dos Couto, Quarto de Letícia e Pedro, tarde

LETÍCIA: Onde você esteve nas últimas noites Pedro? – ela perguntava calmamente enquanto maquiava-se em frente a penteadeira.

PEDRO: Trabalhando. – Ele falou, enquanto se vestia

Rapidamente Letícia se vira para encara-lo.

LETICIA: Você acha que eu sou idiota? Eu sei muito bem que você andou se esfregando com alguma prostituta por aí, aliás, eu sei quase tudo sobre a sua vida Pedro.

PEDRO: Se sabe então por quê me enche a paciência? Aliás, até hoje eu nunca entendi direito o porquê você continua casada comigo Letícia, tá mais que na cara que você não me ama mais nem um pouco e acho até que nunca amou. – Falou, colocando a camisa.

LETICIA: Um dia você vai saber o motivo querido Pedro Couto. – De repente então seu celular começou a tocar. E via-se no visor o nome Mariana. – Agora se me der licença, eu tenho negócios a resolver.

PEDRO– Sair? Mas a gente não ia almoçar com o Marcelo? Ele deve estar chegando! – Ele a olha com uma expressão de surpresa.

LETÍCIA- “Ia” você falou bem, mas eu não quero almoçar com o seu filho, diga a ele que eu tenho coisas mais importantes pra fazer.

PEDRO: É típico de você sair sempre nesses momentos, eu diria que oportuno de sua parte, uma mulher ausente e fria como você, como ainda é capaz de exigir fidelidade?

LETÍCIA: Olha aqui! – Ela aponta o dedo em direção ao Pedro. – Você nunca mereceu nada que fiz pra você, e tudo o que eu fiz durante esse tempo, você nunca deu valor! A verdade é essa, mas eu estou cansada, estou cansada de você!

PEDRO: O que está esperando para pedir o divórcio?

LETÍCIA: Eu farei coisa melhor. – Ela solta um sorriso misterioso e então ela sai logo em seguida o deixando sozinho.

PEDRO(Pensando): Eu ainda vou descobrir que raios você quer comigo Letícia.

 

 

CENA 8: Rio de Janeiro, Joá, Mansão dos Couto, Sala de Jantar, Tarde

 

TRILHA SONORA: Daydreamer- Adele

 

Pedro descia a escada, e tão logo levantou a cabeça, viu Marcelo.

PEDRO: Filho. – E então os dois se abraçaram depois de tantos meses.

MARCELO: Pai… Que saudades de você! – Os dois tinham defeitos, entretanto eles se amavam de verdade.

A câmera foca no abraço dos dois… E mostra alguns flashs da infância de Marcelo. Aquela era a relação mais forte possível de existir. O amor de um pai por um filho.

 

CENA 9: Rio de Janeiro, Leblon, Apartamento de Flávia, Tarde

 

TRILHA SONORA : Whole Lotta Love – Led Zeppelin

 

A câmera foca na entrada do apartamento, enquanto um rapaz extremamente peculiar adentra pela porta da frente.

RENAN: Flávia, cheguei ! Trouxe umas besteiras pra gente comer. – Renan é uma drag queen, que de dia se veste como homem.

FLÁVIA: Que ótimo, deixe em cima da mesa. – no quarto, Flávia se maquiava, enquanto estava vestida apenas com uma lingerie.

RENAN: Por que você está vestida assim? Vai receber uma visitinha? – Perguntou ele com uma voz esganiçada.

Ela respira fundo um pouco antes de responder.

FLÁVIA: Ao contrário, vou fazer uma visita. – Falou ela, com ar de lamento, mas logo o sorriso tomava conta de seu rosto.

RENAN: Ah é? A quem? Algum senador? Governador? Empresário? Não importa, todos tem dinheiro mesmo. – Logo ele sentou-se, vendo ela se arrumar.

FLÁVIA: Ao Pedro Couto. – Disse enquanto retocava o batom.

RENAN: O quê? Aquele empresário famoso? E ele anda atrás de você?

FLÁVIA: Você tá é por fora menina, aquele homem rico vive aqui e acho que aquela esposa dele só serve pra fachada mesmo, porque ele sempre vem descarregar as tensões comigo. – Disse enquanto sorria.

Renan apenas acenou negativamente com a cabeça

FLÁVIA: Cada coisa que ele fez. – Um suspiro. – Ele é louquinho por mim.

 

CENA 10: FLASHBACK, Rio de Janeiro, Apartamento de Flávia, Sala

Era um dia de trabalho qualquer para Pedro. Mas ele não se importava. Queria transar para se distrair um pouco.

Flávia acabava de autorizar a entrada de alguém em seu apartamento, em seguida ela vai até a porta e se depara com Pedro.

FLÁVIA: Você aqui de novo? – Ela perguntava, o vendo na porta.

PEDRO: Não reclame, que eu sei que você gosta. – Ele falou, já imediatamente avançando sobre a moça, cheio de desejo.

FLÁVIA: Pera, pera aí! Você não me deu nada ainda esse mês! – Ela o empurra se afastando dele e fechando o roupão que vestia. Ele quase que imediatamente abriu a carteira e tirou diversas notas de cem, e jogou sobre a mesa de centro. Ela olhou para aquilo, sorriu e quase babou.

PEDRO: Tá aí? Isso basta?

FLAVIA: Por isso eu deixo até você me amarrar! – Logo voltou a abraçar e a beijar ele.

Aos poucos os dois caminham para a cama e começam a se despir. A vida dela era assim, extorquir homens mais velhos sem se importar com a vida, sem regras, sem escrúpulos. E ele, não tinha amor pela esposa. Por isso vivia traindo ela com outros.

FIM DO FLASHBACK

 

CENA 11: Rio de Janeiro, Leblon, Apartamento de Flávia, Tarde

RENAN: Esses homens não prestam mesmo.

Flávia riu de novo.

FLÁVIA: Se eles prestam ou não isso não me interessa. Só o que eu quero é o dinheiro deles. O dinheiro. E como ele não tem vindo aqui esses dias, vou lá, saber o que foi que aconteceu como o meu “amadinho”. – Ela sorriu.– e também, conversar com uma pessoa lá, que pode me conseguir muito dinheiro.

Renan fica um pouco intrigado, mas procura não saber mais nada, em seguida Flávia sai.

 

CENA 12: Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Hospital Couto, Centro Cirúrgico, Tarde

A câmera mostra Renata adentrando as dependências do hospital, a procura do namorado. Do outro lado, Paulo está prestes a finalizar mais um plantão.

 

PAULO: Pronto, acabamos aqui. – dizia ele, colocando uma pinça suja de sangue sobre uma bandeja, ele estava fazendo uma das tantas cirurgias que já havia feito na vida. Suturou o paciente rapidamente, e logo estava tudo terminado.

Tirou todo o seu EPI, e logo saiu da sala.

 

CENA 13: Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Hospital Couto, Escritório de Paulo, Tarde

SECRETÁRIA: Dr.Paulo tem uma visita pra você…

PAULO: Ok, mande-a entrar.

Em segundos, depois de autorizar a entrada da visita, Paulo deixa seu sorriso receber a visita de sua namorada, Renata.

PAULO: Amor? O que faz por aqui?

RENATA: Vim saber se você quer almoçar comigo. – disse após um beijo.

PAULO: Claro que eu quero, eu só vou guardar as minhas coisas e já podemos ir.

RENATA: Que bom, e eu trago novidades.

PAULO: Ah é ?

RENATA: É sim, eu ganhei duas entradas para aquele show que está tendo no Teatro Couto.

Paulo respira fundo e depois a encara.

PAULO: Aquele cheio de maricas? – Paulo falou, demonstrando a sua personalidade.

RENATA: Não fale assim Paulo! O Show é muito bacana, você vai adorar.

PAULO: Eu não vou para aquele lugar deve ter gays para todo lado, prefiro mil vezes ficar em casa, ou vir trabalhar.

RENATA: As vezes eu não entendo o porque você é assim ou melhor, o porque de nós sermos namorados, somos tão diferentes. – Se virando e começando a andar em direção a saída.

PAULO: Renata, espera. – Ela não deu ouvidos.

Paulo sempre foi assim e parecia nunca mudar, ele tinha um bom coração, entretanto era cheio de preconceitos.

 

CENA 14: Rio de Janeiro, Jacarepaguá, Sede do Grupo Dias, Rua, tarde

A câmera foca em Letícia, andando na rua em direção a aquele prédio, tão imponente quanto o do marido. Em seguida, foca em Mariana, esperando do lado de fora do prédio. Logo as duas cruzam o olhar.

MARIANA: Meu Deus, eu achei que você não mais viria. – falou ela, a cumprimentando.

LETÍCIA: Eu disse que viria, não? Mas o que eu não entendo é o porquê você me fez vir a este lugar o Pedro odeia este lugar. – Ela falou, olhando para aquele prédio enorme.

MARIANA: Eu não sei o porquê, mas eu sinto que aqui vou encontrar a resposta que eu quero saber. – ela dizia, enquanto as duas começavam a andar para dentro do prédio. Entretanto a câmera permaneceu do lado de fora e dessa vez focou em alguém que estava encoberto por uma manta, mal vestido, não muito bonito. Pingava sangue e tinha dentro de si a escuridão, mas podia se ver aqueles olhos. Eram os olhos de Luan, olhando para aquele prédio, calado. E por algum motivo ele parecia ter lembranças dali.

 

“-… VAI SER ASSIM E ESTÁ ACABADO ! – ele podia lembrar de uma voz gritando com ele, na frente daquele prédio…”

 

CENA 15: Rio de Janeiro, Jacarepaguá, Sede do Grupo Dias, Recpção, tarde

A câmera então começa a caminhar em direção ao lado de dentro e é possível ver aquele homem imponente saindo do elevador. Era ele, o proprietário daquilo tudo, Geraldo Dias. Olhar centrado, calmo, quieto e frio.

FUNCIONÁRIO: Bom dia Sr. Geraldo. – um dizia.

A câmera então foca em Letícia e Mariana, observando ele andar de longe.

LETÍCIA: É ele. Ele é o Geraldo. – dizia ela o olhando com curiosidade.

MARIANA: Então esse é o Geraldo Dias. –  concluiu com um olhar enigmático, que nem mesmo Letícia entendia.

 

CENA 16: Rio de Janeiro, Joá, Mansão dos Couto, Sala de Jantar, Tarde

Pedro e Marcelo comiam sozinhos na mesa.

MARCELO: Então quer dizer que ela foi pra rua no dia do meu retorno, grande madrasta ela ein. – dizia ele, com ironia.

PEDRO: Ela é assim mesmo, você já conhece. – falou, comendo mais um pouco. – e então? Alguma novidade lá em Portugal?

MARCELO: Na verdade não. Minha passagem por lá foi bem morna.

PEDRO: Nem uma pessoinha lá?

MARCELO: Claro que não pai, eu nem tive tempo pra isso – Marcelo sabia que não, ele acaba recordando-se de um rapaz que conheceu num bar de Lisboa, mas não queria comentar sobre o que aconteceu. – Não conheci ninguém.

PEDRO : Sei. Por que não me diz que conheceu alguns rapazes por lá?

Antes que Marcelo diga alguma coisa o celular de Pedro toca e ele atende.

PEDRO: Alô? – longe dali, na empresa, Rita recebia uma pessoa, na Sala da Presidência da Empresa.

RITA: Você não sabe quem está aqui. – ela falou, com um sorriso de canto.

PEDRO: Quem?

RITA: Aquela garota do Leblon que você andou descarregando as tensões.

PEDRO: O quê? – Pedro se pôs tenso imediatamente – Meu Deus, se alguém da imprensa ver ela ai eu vou ser engolido vivo. Já estou indo. – e então ele desliga. – desculpa filho, mas eu preciso sair tem uma pessoa que eu preciso ver na empresa me esperando, te vejo no jantar.

MARCELO: Pai, eu não vou estar aqui no jantar. – ele falou, se levantando para vê-lo partir.

PEDRO: Por que?

MARCELO: Eu vou visitar a mamãe…

PEDRO: Ah, eu entendo. – Pedro não pôde esconder sua expressão de desapontado, mas seguiu em frente sem dar muita importância

 

CENA 17: Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Empresa Couto, Sala da Presidência

Pedro adentrava aquelas portas, tenso. Não parava para falar com ninguém, simplesmente entrou no elevador e subiu em direção ao topo. Lá, Rita conversava com Flávia.

RITA: Eu só acho que você deu um tiro no pé vindo aqui. – ela dizia, bebendo café enquanto a observava.

FLÁVIA: Você não o conhece Rita, ele é louco pelo meu bumbum. – dizia, se olhando num dos espelhos – E eu já estou precisando de dinheiro, então…

RITA: Você é que não o conhece Flávia. – falou, vendo o elevador se abrir e ele sair de lá.

Assim que Pedro vê Flávia ali na sala presidencial ele fica furioso.

PEDRO: O que você está fazendo aqui? – falou, com raiva. Logo a agarrou pelo braço.

FLÁVIA: Amadinho eu vim te ver, eu estava morrendo de saudade.

PEDRO: Eu já não falei que você não devia vir na minha empresa nem na minha casa? Pegue essa sua saudade e dê um fora daqui.

FLÁVIA: Ai, você está me machucando! – Logo começou a fingir dor.

PEDRO: Fora! – falou, a empurrando para o elevador, com irritação – Quando eu precisar de você, eu vou aquele puteiro que você chama de casa, enquanto isso, fora. – Flávia ficou furiosa ao ouvir aquilo.

FLÁVIA: Você não pode me tratar assim, eu posso acabar com a sua vida Pedro! – ele apenas entrou na sua sala, sem olhar pra trás.

E Rita apenas observava, com seu olhar frio.

RITA: Eu avisei. Garota, você tem que ser um pouquinho mais esperta pra arrancar dinheiro desse homem. Conselho de quem trabalha com ele há muitos anos – dizia ela, piscando.

FLÁVIA: Ah é? E o que você sugere? – ela a olha e sorri, por algum motivo.

 

CENA 18: Praia do Arpoador, Rio de Janeiro, 2016

A câmera foca no por do sol, e logo tudo fica escuro no Rio de Janeiro.

Algumas ruas são mostradas.

 

CENA 19: Rio de Janeiro, Barra da Tijuca, Empresas Couto, Escritório de Pedro, Noite

A câmera foca na porta do Escritório que de repente é aberta, uma sombra se forma no espelho, uma pessoa começa a andar, com uma arma na mão. Do outro lado, aparece Pedro, em pé.

PEDRO: O que significa isso? – Ele gritou assim que olhou pra aquela pessoa. – Não, Não faça isso! – Só se escuta um tiro, e o sangue espirra no vidro da sala

Logos passos rápidos de fuga.

 

CONTINUA…

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25 thoughts on “A Divina Vingança – Capítulo 01

  1. Desde as chamadas, a trama não havia me chamado atenção, aguardei a sinopse, confesso que quando a sinopse foi vinculada, eu fiquei um pouco interessado na trama, mas agora, com esse capítulo, eu estou um pouco decepcionado! Esperava mais da história… mas não se pode agradar a todos, né?

    Ainda vou esperar o segundo capítulo ser vinculado para decidir se eu vou o não acompanhar a história.

    Lucas, enquanto lia o capítulo, notei alguns erros de ortografia no texto e alguns erros de pontuação, você precisa tomar bastante cuidado com isso e outra coisa: descrições, apenas físicas, as personalidades são apresentadas nas chamadas.

    Desejo uma boa sorte na sua jornada. 😉

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    • Enfim, tudo flui a partir do que você espera de uma web adulta. Talvez o que eu proponho não te agrada… Entretanto, um capítulo é apenas 1 parte de 15 que eu estarei escrevendo. Escrever com a personalidade dos personagens é algo que eu costumo fazer, pois pra mim fica tudo muito razoável sem…

      Curtido por 1 pessoa

    • Bom Roberto, devo responder, já que é quesito meu, afinal eu que revisei o capítulo, quanto aos erros, vou pedir desculpas, afinal me passou despercebido, deve ter havido alguma coisa aqui e outra ali, nada tão assombroso.
      Já sobre as descrições das cenas e personalidades, queira me desculpar mesmo, mas tipo, eu acho que o texto fica super vazio mostrando apenas as ações e as descrições físicas, mesmo indo contra o roteiro, descrever a essência dos personagens é essencial para que os leitores possam tentar entendê-los, para que eles vivam o que está sendo vivido na trama, acredito não ser o único autor que escreve assim, e verá também que os demais que usam esse método obtém êxito.
      No mais, é isso, apenas respondi, pois são detalhes que diziam respeito a mim, afinal estou mais presente agora nas construções das tramas do horário, apesar de ter me afastado nas férias, estou enfim de volta.
      No mais espero que goste da trama.

      Curtido por 1 pessoa

      • Na verdade, Hivan, os erros são mais de pontuação do que de ortografia, não é nada desastroso, mas tem que tomar um pouco de cuidado…

        Eu entendo perfeitamente a sua opinião sobre as personalidades, inclusive, eu adoro o seu texto, porque ele é bastante detalhado, porém, eu prefiro que as descrições fiquem nas entrelinhas dos atos dos personagens do que expostas na narração. 😉

        Curtido por 1 pessoa

  2. Parabéns Lucas, devo dizer que a trama teve seu início um pouco complicado, foi difícil pra mim aceitar a forma como os personagens eram conduzidos, e mudamos a forma da trama se desenrolar diversas vezes até finalmente estar pronta para a estreia, sei também que a abordagem de Vingança está defasada, mas creio que você conseguirá se sair bem, meus parabéns lhe desejo sucesso.

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  3. Achei a estreia “ok”. Boa, mas não me prendeu como eu esperava. Ainda estou confuso com alguns personagens, mas o capítulo basicamente apresentou os suspeitos de matar Pedro, deixando subentendido quais personagens podem ter cometido esse crime, que foi o gancho do capítulo.

    A forma como a trama é escrita me é muito familiar, me lembrou muito o texto das tramas do Hivan, sempre destacando o ponto de vista dos personagens em meio aos fatos que ocorrem, e confesso que achei essa familiaridade meio estranha.

    Vou tentar seguir acompanhando, e ver se o desenrolar da trama me prende e chame a atenção como a sinopse fez. Parabéns 😀

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  4. Infelizmente não posso ler o capítulo no momento, pois estou muito ocupado, e talvez não poderei ler a web toda, visto que estudo o dia todo e me falta tempo. No mais, você pode contar com a minha audiência.
    Desejo muito sucesso, inspiração e boa-sorte!
    #. 😀 🙂 ❤

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