A Divina Vingança – Capítulo 04

O Golpe Quase Perfeito

 

ANO DE 2016

 

CENA 1- Joá, Jardim da Mansão dos Couto, Noite

Paulo estava pensativo com aquilo que Marcelo havia acabado de dizer. Ele não era acostumado a ver um homem dizer a outro que é bonito.

PAULO: E o que a minha beleza tem a ver com este trabalho? – Paulo perguntava ainda atônito.

MARCELO: Ué, beleza sempre ajuda qualquer pessoa, não?

Marcelo logo se levantou e começou a caminhar em direção a casa. Paulo continuou pensativo quanto aquilo. Para ele, havia algo de estranho naquelas palavras.

 

“Porquê será que ele notou a minha beleza?”

 

Entretanto, tão logo quando começou a pensar naquilo, tratou de afastar aqueles pensamentos. Não podia se importar com o que um homem dizia a ele.

MARCELO: E então, vai se reconciliar com a sua namorada? – perguntava, retornando da casa com uma garrafa de cerveja na mão.

PAULO: Não sei, acho que sim, na verdade a gente sempre briga, mas acaba voltando.

MARCELO: Entendo… Uma relação de Tom e Jerry. – logo Marcelo bebia um gole da bebida.

PAULO: Isso aí – falou, sorrindo. Marcelo tentava, mas não conseguia evitar e acabava olhando quase que involuntariamente para Paulo e em certo momento os dois trocaram olhares, entretanto logo trataram de separar novamente.

 

“Eu não posso de forma alguma ficar admirando esse rapaz.”

 

Pensava Marcelo, enquanto tomava mais um gole da sua bebida.

 

CENA 2- Praia de Copacabana, Amanhecer

É possível ver imagens do nascer do sol na cidade maravilhosa. Diversos flashs da praia agora iluminada pela luz do sol são mostrados.

 

CENA 3- Sala de Reuniões da Couto Engenharia, Manhã

Rita havia se reunido com os sócios sem a ciência de Marcelo, numa tentativa de afastá-lo da presidência, longe da Sala da Presidência, já que não queria que ele soubesse.

SÓCIO: E então Rita, pode nos explicar o motivo de nos chamar aqui e não na sala da Presidência? E ainda mais sem a presença do Marcelo? – perguntou um dos sócios sentado na mesa de reuniões enquanto olhava para ela.

RITA: Acalmem-se, eu vou explicar tudo. – Ela, bem vestida como sempre, incorporava a figura de boa funcionária, entretanto tinha um único plano por trás de tudo aquilo. – Caros sócios da Couto, eu chamei vocês aqui para alertá-los para uma enorme calamidade. Esta empresa passa por maus momentos e ao contrário do que se imaginava, Pedro deixou a Empresa com enormes rombos nas contas, fiquei ciente dessa situação há poucos dias.

 Os sócios começaram a se olhar, sem acreditar no que ela havia acabado de dizer.

SÓCIO: Como assim? Pedro vivia dizendo que a situação da empresa era perfeita, que era a melhor dentre todas as empresas desta cidade!

RITA: É, mas pelo jeito ele andou mentindo para todos.

Rita se levanta e liga o projetor.

RITA: Vejam esses dados. É notável que há rombos na empresa. O objetivo dessa reunião é pedir a confiança dos senhores para resolver esta situação, como vocês sabem, o novo presidente é extremamente jovem e inexperiente, ele não tem noções de administração e nem formado ainda é… E é o dinheiro de vocês que está em jogo investido nessa empresa…

De repente um burburinho começou a se formar por entre os sócios, a maioria descontente e enquanto via aquilo, um sorriso formou-se na sua face. Um sorriso cheio de malícia.

 

CENA 4- Barra da Tijuca, Apartamento de Mariana, Manhã, Int.

Mariana lembrava naquela manhã de diversas coisas que ela e Letícia haviam conversado, enquanto tomava o seu café sentada à mesa da cozinha.

 

CENA 5- FLASHBACK, Cozinha da Mansão dos Couto, Noite

Mariana e Letícia conversavam uma de frente pra outra.

MARIANA: E agora? Qual dos dois é quem nós estamos procurando?

Letícia a olhava, com uma cara pensativa.

LETÍCIA: Se ao menos o Pedro continuasse vivo, mas agora com ele morto fica mais complicado de descobrirmos.

Mariana roía as unhas.

MARIANA: Eu vou conversar com o Geraldo.

Ao ouvir aquilo, Letícia se pôs atônita.

LETÍCIA: O quê? Mas vai abrir o jogo assim?

MARIANA: Vou! Eu quero descobrir essa história, custe o que custar. – A câmera foca em seu rosto em seguida.

 

FIM DO FLASHBACK

 

CENA 6 – Apartamento de Mariana, Cozinha, Int.

Continuava a lembrar do que havia discutido, e acaba por tomar uma decisão.

MARIANA: Eu vou ver ele! – Falou se levantando da cadeira para se arrumar – Eu preciso tirar isso a limpo!

 

CENA 7- Leblon, Apartamento de Flávia, Manhã

É possível ver Flávia falar com alguém no telefone, vestida num roupão, andando de um lado pra outro.

FLÁVIA: O que você está dizendo? – A feição dela era de raiva. – Como assim você não vai me dar o que devia? Você não pediu pra eu fazer aquilo, eu fiz! Agora eu quero o pagamento!

Do outro lado alguém a responde, a voz era incompreensível estava totalmente distorcida, não se conseguia saber a quem pertencia.

VOZ: Eu não mandei você ser idiota! Não vou pagar nada, se quiser reclamar entre com uma ação na justiça por “danos morais”.

De repente a pessoa com quem ela falava desliga o telefone, atraindo a sua fúria.

FLÁVIA: Não posso acreditar que fui tratada assim, algumas pessoas esquecem que mesmo longe, eu não sou descartável. Eu sou a descarregadora de tensões e eu posso ser uma pedra no sapato quando eu quero.

 

CENA 8 – Sala da Presidência das Empresas Couto,Manhã, Int.

Marcelo entra agora como deveria fazer por todas as manhãs, bem vestido e com uma pasta de trabalho. Estranha ao não ver Rita a postos na porta da sala, como ela costumava ficar todas as manhãs, entretanto logo vê Paulo, e acaba sorrindo ao vê-lo.

MARCELO: Bom dia Paulo.

PAULO: Bom dia Marcelo.

Paulo sorria, agora já havia praticamente esquecido o que Marcelo havia dito na noite anterior e estava completamente focado no trabalho.

PAULO: Alguns diretores me pediram para entregar a você alguns documentos.

MARCELO- Obrigado.

Marcelo entrou na sala, fechou a porta, sentou-se a sua mesa e deixou os documentos de lado. Logo começou a sua incessante busca em descobrir pistas de quem havia matado o seu pai.

Seu primeiro alvo eram as câmeras de monitoramento, ele queria descobrir quem havia visitado a sala da presidência, e até mesmo os corredores da direção da Empresa. Durante diversos minutos ficou vendo e revendo as imagens do circuito interno. E descobriu algo que o intrigou.

MARCELO: Paulo, vem aqui! – falou, arregalando os olhos.

Paulo entra rapidamente no escritório.

MARCELO: Olha isso aqui. – Ele aponta para a tela.

PAULO- O que foi? – Perguntava afoito, enquanto andava para trás da mesa.

MARCELO: Olha essa imagem – Os dois passaram então a olhar para o visor do computador de Marcelo, e era possível ver claramente quem estava andando por ali. – esse aqui não é o Geraldo Dias?

PAULO: É… Bem que parece ele mesmo. – Rapidamente passou a olhar para Marcelo – Mas qual o motivo de todo esse alvoroço só por causa dele, qual o problema dele andar aqui pela sala?

MARCELO- Qual é o problema? Ele era inimigo do meu pai! E se ele veio aqui para atirar nele, ein? – Eles voltaram a olhar para a tela.

PAULO: E pior que a data bate bem com a data que seu pai foi morto.

MARCELO- Eu irei procura-lo para saber o que ele quis andando por aqui, se ele tiver feito algo, eu acho que ele não vai assumir de cara, mas vai dar pra perceber. Eu tenho certeza!

PAULO: Você não mostrou essas imagens para a polícia? – Ele encarou Marcelo intrigado.

MARCELO: Na verdade ainda não. – Disse se levantando rapidamente e desligando o monitor.

PAULO: Marcelo, desculpe, mas você está louco! Você precisa cooperar com as investigações da polícia, você não pode fazer isso! O que você disse para a polícia quando eles pediram as gravações do sistema de segurança interno?

Marcelo o encara.

MARCELO: Na verdade a polícia não me pediu… Eles devem ter pedido à Rita.

Os dois se encaram.

PAULO: Você não acha isso suspeito? Temos que mostrar isso para a polícia!

MARCELO: Não! – Ele grita. – Eu preciso descobrir quem é o assassino antes da polícia.

PAULO: Marcelo…

MARCELO: Como presidente isso é uma ordem, ou você me ajuda, ou nem se meta no meu caminho, eu vou descobrir quem é o assassino antes da polícia e fazer justiça com as próprias mãos.

Paulo o encara assustado.

MARCELO: O que você me diz? Está do meu lado, ou contra mim?

PAULO: Conte comigo.

MARCELO: Ótimo.

Marcelo olha mais uma vez para Paulo, este encarava algum lugar na mesa, estava tão abatido e perdido e aquela expressão era tão encantadora que deixou Marcelo desnorteado, mas não era o momento.

MARCELO: Depois nos falamos.

Ele deixa a sala, e Paulo solta um suspiro.

 

 

CENA 9: Jacarepaguá, Sede das Empresas Dias, Manhã

É possível ver Mariana adentrando pelos corredores da empresa, como sempre bastante movimentados aquela hora, em direção a Sala da Presidência.

Entrava no elevador. Subia diversos andares pelo prédio, em direção ao topo, e logo chegava ao andar que queria.

MARIANA: É aqui que eu queria chegar – dizia, pra si mesmo.

Ela começou a andar por aquelas salas, olhando tudo ao seu redor, como se quisesse guardar na memória tudo o que via naquela sala.

Logo encontrou a secretária.

SECRETÁRIA: Bom dia, em que posso ajudar?

MARIANA: Eu gostaria de falar com o Geraldo Dias.

SECRETÁRIA: Quem é você?

MARIANA: Diga a ele que me chamo Mariana, e tenho algo importante pra falar com ele.

A secretária a olhou dos pés a cabeça, como se tentasse lembrar-se dela.

SECRETÁRIA: Tudo bem, só não sei se ele vai querer vê-la.

A secretária começou a caminhar em direção a sala. A câmera a acompanhou.

 

CORTA PARA…

 

CENA 10: Jacarepaguá, Sede das Empresas Dias, Sala de Geraldo, Manhã

Logo ela abriu a porta, e viu o homem sentado na cadeira, de costas.

SECRETÁRIA: Geraldo há uma moça aqui querendo ver você.

Assim que ela falou isso, ele girou com a cadeira e passou a ficar de frente.

GERALDO: Que moça? – Perguntou fechando o livro que lia.

SECRETÁRIA: Uma moça alta, cabelos pretos, de nome Mariana.

Ele lembrava-se daquele nome, mas não conseguia lembrar-se da pessoa.

GERALDO: Tudo bem, mande-a entrar.

Mariana, que já estava atenta, assim que ouviu isso começou a caminhar em direção a sala.

GERALDO: E não me interrompa enquanto eu estiver conversando com ela.

SECRETÁRIA: Sim senhor.

Mariana entra na sala olhando tudo ao seu redor, quase como quando entrou na empresa. Por algum motivo, tinha a sensação de já ter estado ali.

GERALDO: Gostou da decoração? – o homem perguntava, se pondo de pé.

MARIANA: Hã? Sim… Sim, gostei.

Ele caminhou até ela, e a cumprimentou. Os dois se olharam, um olhar firme, como se eles se conhecessem há um bom tempo.

GERALDO: Sente-se.

Logo os dois estavam sentados, e juntaram os olhares.

GERALDO: Em que posso ajuda-la?

MARIANA: Eu gostaria de fazer algumas perguntas.

GERALDO: Perguntas? Por acaso é jornalista? Se for lhe advirto que… – ela o interrompe.

MARIANA: Não, eu não sou jornalista. – Disse segura de si mesma. – Preciso que responda minhas perguntas, apenas.

GERALDO: Algum motivo em especial? – Ele a encara. – Na verdade nem sei o motivo pelo qual a deixei entrar, então espero que não esteja fazendo eu perder meu tempo.

Mariana não consegue evitar que um sorriso lhe escape.

MARIANA: Estavas lendo um livro quando cheguei, pelo visto tens muitas tarefas. – Logo que terminou a frase, Mariana se mostrou nervosa, estava arrependida de ter sido tão direta, mas ao mesmo tempo orgulhosa de si mesma por afrontar aquele homem tão poderoso.

GERALDO: É muito petulante, mas de fato, o capítulo está muito bom e estou muito ansioso para saber o final, portanto diga de uma vez, o que quer de mim?

Ela respirou fundo, suas mãos suavam, e seu olhar agora estava preso nas pupilas de Geral, as palavras subiram por sua garganta e por um leve momento, que pareceu durar horas, ficou trancado e pareceu que Mariana estava engasgada, sofreu até finalmente conseguir expulsar com êxito o que tinha intenção de falar.

MARIANA: Eu acho que… Você pode ser o meu pai.

Geraldo arregalou os olhos, assim que ouviu o que ela falou.

GERALDO: Como é garota? Eu? Ser o seu pai? – Disse, se levantando.

MARIANA: É… – dizia ela, olhando para o chão.

GERALDO: Você está louca? Bebeu? Fumou algo antes de vir me ver?

MARIANA: Eu posso explicar o porquê de achar isso! – Ele virou-se para olha-la.

GERALDO: Pois então diga… – Ela respirou fundo.

MARIANA: Eu fui adotada por uma família francesa, quando era criança. Não lembro de muita coisa, mas me lembro de ter visto o meu pai biológico, e dele ser um empresário. Eu soube que você teve 2 filhos, mas que não sabe por onde eles andam e que um deles se chamava Mariana, justamente o meu nome. – Ele olhou para ela, atônito. Começou a andar em direção a Mariana, sem nada falar, apenas a observava, como se quisesse reconhece-la. – Eu quero saber quem é o meu pai de verdade, e tudo indica que, ou é você, ou é o Pedro Couto…

 

CENA 11 – Barra da Tijuca, Restaurante das Empresas Couto, Tarde

Marcelo e Paulo saiam do elevador, juntos, a procura de algo pra comer.

PAULO: Até agora você não me disse aonde você foi.

Marcelo estava entre risos,

MARCELO: Não acredito que está pensando nisso ainda.

PAULO: Mas…

MARCELO: Gosta que tipo de filme?

PAULO: Terror… (T) O que você pretende fazer agora que descobriu que o Geraldo pode ter matado seu pai?

MARCELO: É sério que você gosta de filme de terror? – perguntava, o observando.

PAULO: Gosto, um pouco. Mas tem alguns que me dá muito medo, que eu só vejo uma vez, mas me responda, por favor. – Disse num tom sério.

MARCELO: Você devia ir lá em casa qualquer dia desse pra gente ver… Agora que tá só eu e a Letícia fica muito chato ficar lá.

PAULO: Quem sabe. – Disse ele, percebendo que era inútil persistir em outro assunto, Marcelo dava calafrios.

MARCELO: E então, procurou a sua namorada?

PAULO: Eu irei procura-la agora a noite, sinto que não vai ser boa a conversa, eu acho que ela já está de saco cheio de mim. – Os dois pegaram a bandeja, o prato, e os talheres para servirem-se.

MARCELO: Estranho, não é?

PAULO: Estranho porquê?

MARCELO: Você me parece uma ótima pessoa, não entendo o motivo dela não querer continuar o namoro com você. – Paulo sorriu ao ouvir aquilo.

PAULO: A Renata é uma pessoa de opinião fortes… Ela não costuma se dar bem com opiniões contrárias a dela e por isso a gente se dá mal em diversos momentos. – Ao ouvir aquele nome, Marcelo se pôs pensativo.

MARCELO: É Renata o nome dela? Acho que eu conheço ela.

PAULO: Sério? – Logo os dois começaram a caminhar em direção a mesa.

MARCELO: Sim, ela é amiga da minha madrasta… Enfim, espero que dê tudo certo pra vocês e se voltarem leva ela lá em casa qualquer noite pra jantarmos. – Falou, sorrindo.

PAULO: Tudo bem, patrão…

 

CENA 12: Jacarepaguá, Empresas Dias, Escadas, Tarde

Mariana saia daquela sala atordoada, depois de tudo o que havia ouvido daquele homem, coisas que ficaram apenas em sua memória, lágrimas desciam tão rápido quanto seus passos na escada.

 

GERALDO: Tenha certeza e confirme tudo o que você me disse… E só volte aqui quando tiver essa certeza!

 

Ela ainda lembrava dos gritos de Geraldo, estavam ecoando em seu pensamento.

 

CENA 13: Jacarepaguá, Empresas Dias, Sala de Geraldo, Tarde

 

Geraldo andava lentamente de um lado para o outro, também perdido, após ter relembrado muitas coisas.

 

“Eu tive dois filhos, mas eles foram tirados de mim!”

 

Ele se recordava de suas próprias palavras, e lágrimas dolorosas escorreram por seu rosto.

 

CENA 14: Rio de Janeiro, Anoitecer

É possível ver imagens do dia passando rapidamente na cidade maravilhosa, e logo cai a noite.

 

CENA 15: Barra da Tijuca, Sala da Presidência das Empresas Couto, Noite

Marcelo continuava na sua sala, avaliando documentos, quando ouve o barulho dela ser aberta.

PAULO: Marcelo?

Paulo coloca apenas a cabeça dentro da sala, para ver se podia entrar. Marcelo estava sentado na mesa da presidência

MARCELO: Entra.

Paulo entra e os dois ficam frente a frente

PAULO: E então? Você vai ficar ainda? O turno já terminou, devemos ir embora.

MARCELO: Não quero ir ainda, se quiser pode ir.

PAULO: Ok então… Até mais e me deseje sorte…  

Paulo logo sai da sala e deixa Marcelo sozinho, que entre ler um documento e outro, recebe uma ligação.

MARCELO: Alô?

SECRETÁRIA: Paulo? Os sócios querem ver você na sala de reuniões.

MARCELO: Agora?

Ele estranha, afinal não tinha marcado nada e já estava tarde.

MARCELO: Ok então, eu vou vê-los…

 

CENA 16: Barra da Tijuca, Sala do Apartamento de Renata, Noite

Renata é vista sentada no sofá, trocando os canais da TV, em busca de algo para assistir, entretanto não conseguia encontrar nada que agradasse a ele verdadeiramente. Lembrava-se de quando começou a namorar com Paulo, ainda na residência em Medicina.

 

CENA 17: FLASHBACK, Praia da Barra, Tarde

Renata andava pela praia, junto com Paulo. Sentia o vento bater no seu rosto, e se via cada vez mais apaixonada por aquele rapaz que caminhava com ela.

PAULO: Eu queria te fazer um pedido – dizia ele fazendo ela parar de andar.

RENATA: Ah é? E qual?

PAULO: Quero que você seja minha namorada! – falou ele, se pondo na frente dela… – Você aceita? – Ela sorriu, baixou a cabeça, e enfim olhou nos olhos dele.

RENATA: Por que você demorou tanto pra pedir? – sorriu e enfim os dois se beijaram.

 

FIM DO FLASHBACK

 

CENA 18: Barra da Tijuca, Sala do Apartamento de Renata, Noite

Ela lembrava de tudo aquilo com saudade, sentia falta de uma época que não conhecia esse Paulo que ela odeia.

RENATA: Eu acho que nós não temos mais como dar certo – dizia, pensando com os olhos marejados. Logo ouviu um barulho, era a campainha tocando.

Renata se levanta para ver quem era e ao se aproximar da porta, viu que era Paulo.

PAULO: Boa noite – Ele falou, com um buque nos braços e um sorriso no rosto. E logo reparou que ela andou chorando.

RENATA: Boa noite Paulo – Dizia, ainda limpando os olhos.

PAULO: Você andou chorando ?

RENATA: Não é nada demais. – Disse pegando o buque das mãos dele e levando para colocar em um vaso.

PAULO: Acho que nós precisamos conversar, não é?

RENATA: É… Precisamos mesmo…  

Paulo olhou para o chão, daquela vez parecia não saber o que dizer

PAULO: Então, eu… – ela o interrompe.

RENATA: Eu acho que nós devemos terminar! – ele, ao ouvir isso, arregalou os olhos.

PAULO: Terminar?

RENATA: É… Não acho que nós tenhamos um futuro mais longo… Já tentamos várias vezes e sempre termina do mesmo jeito (T) Com briga e eu não consigo mais namorar com você desta forma Paulo.

PAULO: Você tem certeza disso?

RENATA: Tenho – Renata já não conseguia conter as lágrimas – Você já me fez feliz por muito tempo, mas eu não consigo mais, nós não temos mais futuro.

Paulo, ao ouvir tudo aquilo, baixou a cabeça, com muita tristeza, ele realmente sentiu muito aquele término, mas algo dentro de si não o permitia insistir mais, talvez ele soubesse realmente que não tinha nada a fazer.

PAULO: Então, até mais, Renata. (T) Boa sorte pra você. – E então se virou para ir embora.

Paulo saiu pela porta deu mais alguns passos e logo começou a chorar, triste com aquele acontecimento, mas continuou caminhando, lentamente, apenas com seus pensamentos.

 

CENA 19: Barra da Tijuca, Sala de Reuniões da Empresa Couto, Noite

Marcelo adentra aquela sala, e logo vê Rita e todos os sócios na sala que assim que percebem sua entrada olham para ele com uma feição nada boa.

MARCELO: Boa Noite a todos. – Todos respondem – E então, porquê esta reunião inesperada?

SÓCIO: Viemos alerta-lo de algo, Marcelo.

MARCELO: Me alertar? Alertar sobre o quê?

SÓCIO: Esta empresa está a beira da falência, você já soube disso? – Marcelo arregalou os olhos assim que o ouviu falar.

MARCELO: Como é  Do que vocês estão falando?

SÓCIO: Você ainda não soube?

MARCELO: Eu ainda não consegui me inteirar de tudo envolvendo a situação econômica da nossa empresa, mas eu não posso acreditar que a empresa esteja a beira da falência, meu pai vivia dizendo que a empresa sempre ia de vento em polpa!

Eis que o sócio joga os documentos sobre a mesa.

SÓCIO: Não é isso que diz esses documentos entregue a nós pela Rita.

Marcelo olha para Rita, percebendo que havia dedo nela naquela história.

SÓCIO: Olha, não temos nada contra você Marcelo, mas nós não confiamos em um rapaz inexperiente, jovem e sem formação de administrador para dirigir a empresa a qual depositamos o nosso dinheiro. Por isso, exigimos que você saia e deixe a presidência para alguém mais experiente, como a Rita, que já tem anos de trabalho aqui dentro. (T) Caso contrário, retiraremos o investimento por inteiro.

Marcelo ouve tudo aquilo atento, e no final seu olhar se fecha em Rita… Com raiva…

 

CONTINUA…

 

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