A Divina Vingança – Capítulo 05

A Primeira Vez

 

ANO DE 2016

 

CENA 1 – Barra da Tijuca, Sala de Reuniões da Empresa Couto, Noite

Marcelo olhava para todas aquelas pessoas e para Rita sem acreditar no que havia acabado de ouvir, mas ele sabia que não podia enfrentar aqueles sócios sem eles, aquela empresa ia a falência.

MARCELO: Tudo bem, eu aceito o apelo de vocês, apesar de achar ele extremamente injusto eu darei o cargo de Presidente a Rita, entretanto continuarei como Diretor Geral, e ela não terá todos os poderes que normalmente tem o presidente. – Falou a observando.

Não demorou muito para aquela sala começar a se esvaziar e logo ficaram apenas ele e Rita na sala.

Marcelo a observava com um olhar de desconfiança.

MARCELO: Parece que eu estou começando a descobrir qual é o verdadeiro caráter de vocês daqui desta sala. – E começou a andar em direção a ela. – Não ache que você vai ter esta empresa toda pra si, eu ainda sou o proprietário dela e posso desfazer qualquer ação que você tomar.

Ele toma um tempo para respirar e tomar controle sobre a situação novamente.

MARCELO: Estarei de olho em você ouviu bem, e no menor deslize eu tiro você da presidência com a mesma rapidez que coloquei.

Disse andando em direção a saída. Rita o observava, com uma feição de vitória.

RITA: Ai garoto, você ainda tem muito a aprender com a vida e te falta muita esperteza. – falava, sorrindo, enquanto via ele sair pela porta da sala de reuniões. – E como eu esperava, esta empresa enfim está nas minhas mãos. (T) É Pedro, a sua morte não foi de todo ruim. – falava, enquanto caminhava para se sentar na cadeira da presidência da sala.

Logo sentou-se.

A câmera foca nela, com uma expressão de superioridade.

 

CENA 2: Ruas do Rio de Janeiro, Noite

TRILHA SONORA: Shackler Revenge – Guns N Roses

Marcelo, ao sair da sala de reuniões, decide ir direto pra casa

Entrou no carro, e começou a dirigir, enquanto falava sozinho.

MARCELO: Ela foi bastante esperta – pensava consigo mesmo. – Fez a cabeça dos sócios contra mim e agora eles não me querem na presidência, essa empresa não vai existir sem esses sócios. É Rita, parece que o que eu pensava de você era realmente verdade, eu só queria entender uma coisa. (T) Como é que aqueles documentos diziam uma coisa, e o papai falava outra? Alguém anda mentindo nessa história e eu vou descobrir quem é e ela vai escorregar em algum lugar, e quando ela escorregar, eu vou conseguir convencer os sócios novamente. – Ele continuava dirigindo em direção a sua casa, quando de repente percebe algo bem a frente do seu carro e freia bruscamente, parando quase em cima.

Logo ele sai, para ver o que é.

MARCELO: Ei? Você não enxerga ? Não tinha visto o carro vindo! Quase eu te mato! – Falava, vendo que era uma pessoa. Uma pessoa mal vestida, maltrapilha, entretanto quanto mais ele se aproximou mais conseguiu ver o quanto ele era bonito. E tal beleza não tirou da cabeça – Garoto? Quem é você?

GAROTO: Eu… Eu me chamo Luan – Falou, o olhando… Marcelo juntou seu olhar com o de Luan. Não acreditava no que via.

MARCELO: Você tem casa? – Luan apenas balançou a cabeça, negando – Tá com fome? – Agora balançou a cabeça, concordando.

O coração mole de Marcelo e a curiosidade de saber como uma pessoa tão bonita como ele estava assim, ao relento, acabou o fazendo leva-lo consigo.

MARCELO: Você quer vir pra minha casa? Lá tem comida e um bom chuveiro. –Disse sorrindo.

Luan o encarou, com medo.

MARCELO: Não tenha medo, eu não vou fazer nada de mal com você. – Falou, o ajudando a levantar e lentamente o levando para o carro.

 

CENA 3: Joá, Mansão Couto, Sala, Int., Noite

A câmera mostra Marcelo entrando pela porta, seguido pelo garoto, que também entrava com timidez e fica vislumbrado com o tamanho da casa.  Mostra logo a seguir Letícia descendo as escadas da mansão.

LETÍCIA: Já chegou Marcelo? – Assim que o olhou e viu o garoto que despertou sua curiosidade. – Quem é esse garoto?

MARCELO: Eu o achei aqui perto, ele se chama Luan. – Ele toca o ombro de Luan o empurrando levemente para frente. – Cumprimenta ela – Falou, fazendo ele sorrir pra ela. Seu jeito, sua aparência, não se podia dizer de forma alguma que ele era um rapaz de rua.– Venha comigo, você pode tomar banho aqui.

Logo em seguida ele leva Luan para um quarto que ficava no térreo da casa. Não demorou muito para Marcelo voltar, sozinho. Letícia o encarou, buscando respostas.

LETÍCIA: Você trouxe esse rapaz pra casa sem nem conhece-lo direito? E se ele for um bandido? – Perguntava com medo.

MARCELO: Calma tá bom… Eu quase o atropelei por causa daquela Rita e sua trupe de sócios, por isso decidi dar algo pra ele, nem que seja uma estadia.

LETÍCIA: Você não é muito normal não e o que a Rita aprontou pra você quase ter feito isso?

MARCELO: Sinto que ela está tentando passar a perna em mim.

LETÍCIA: Como assim?

MARCELO: Hoje tive uma reunião com os sócios e eles disseram que me acham inexperiente, que alguns documentos fornecidos pela Rita diziam que a empresa estava passando por dificuldades e que queriam ela na presidência.

LETÍCIA: O quê?

MARCELO:É… O estranho é que o papai vivia dizendo que a empresa sempre estava bem… Eu não consigo entender de onde saíram esses documentos.

LETÍCIA: Isso não tem alguma coisa a ver com essa mulher?

MARCELO: Foi isso que eu pensei.

LETÍCIA: E então, o que você vai fazer?

MARCELO: Vou deixar a presidência na mão dela, afinal, não posso perder os sócios. Por algum tempo, mas não vou desgrudar o olho dela e vou pesquisar mais a história dela, pra mim ela é a mentirosa da história e eu vou descobrir algum deslize pra desbancar ela perante aos sócios.

Letícia apenas escuta em silêncio.

 

CENA 5: Joá, Mansão Couto, Quarto de Hóspedes, Noite.

Algum tempo depois, Marcelo via o rapaz terminar de se vestir, após emprestar uma roupa a ele.

LUAN: Porquê você está fazendo isso? – Perguntava enquanto se olhava no espelho.

MARCELO: Isso o quê?

LUAN: Me ajudando desta forma, por acaso está querendo algo em troca. Já aviso que eu não estou a venda.  

MARCELO: Não, de forma alguma. – Ele sorriu. – Eu… Eu só quis ajudar você… Algo me diz que você precisa de ajuda e que eu tinha que te ajudar. O que você faz da vida?

LUAN: Eu? Bicos, apenas isso. (T) Quando a gente é sozinho no mundo, como eu sou, é a única coisa que se consegue fazer.

Nesse momento Letícia adentra o quarto, um pouco admirada e ao mesmo tempo preocupada.

LETÍCIA: Então você vive mesmo na rua? – falou ela, se aproximando para vê-lo.

LUAN: Sim – falou ele, olhando para os dois.

LETÍCIA: Não tem família – Ao ouvir essa palavra, ele focou o olhar nela.

LUAN: Eu não sei.

LETÍCIA: Como assim não sabe?

LUAN: Eu… Eu não me lembro de ter uma família, desde que me conheço por gente sempre fui sozinho. – Letícia olhava para Marcelo, desconfiada. –  Mas porquê estão me indagando tanto?

LETÍCIA: Nada não. – Ela mexe em seu cabelo disfarçando a curiosidade que pairava sobre seu olhar. – Não é como se você fosse o único morador de rua que existe no mundo, então não se ache tanto.

Marcelo um pouco desconcertado com o comentário de Letícia tenta rapidamente remediar a situação.

MARCELO: Só pra saber mesmo, é que o que eu quero dizer é que nesses dias você vai poder sair dessa vida de rua. Vai poder ficar aqui, aonde pode dormir bem, tomar banho e comer o que quiser.

Repentinamente, a porta se abre e Mariana os surpreende.

MARCELO: Mariana, o que você faz aqui? – perguntou, sorrindo.

MARIANA: Letícia me convidou para um jantar e… – De repente ela parou quando o viu, por algum motivo Luan significava alguma coisa…

Mariana tornou a falar, um tom distraído e perdido no cômodo, a cena escurece…

CORTA PARA.

 

CENA 6: Ruas do Rio de Janeiro, 2016

A imagem mostra diversas cenas do Rio de Janeiro, em uma virada de escuro para claro, mostrando que o dia amanheceu novamente.

 

CENA 7: Barra da Tijuca, Empresa Couto, Sala da Presidência, Manhã, Int.

Tudo o que se comentava pelos corredores da Empresa era que Rita iria assumir a presidência e como Pedro e Marcelo faziam, ela, naquela manhã, seguiu o trajeto rumo a sala da presidência, passou por diversos corredores, pegou elevador e saiu no topo do prédio. E naquele dia viu Marcelo ali, a esperando.

RITA: Bom dia – Dizia ela, com a sua feição de cínica.

MARCELO: Bom dia – ele respondeu com o mesmo cinismo. – só vim dar as boas vindas a você, e dizer que a sua vida de Big Brother começou, eu estarei vigiando até os seus pensamentos, portanto tome cuidado com o que faz enquanto estiver sentada naquela cadeira.

Ela logo subiu novamente o rosto, e começou a andar em direção a sala novamente, com ar de superior.

RITA: Moleque idiota. – Pensava.

A câmera foca no andar dela, em direção a cadeira da presidência.

Mostra ela se aproximando, tocando na cadeira e quase que em seguida se sentando ali. O sorriso logo veio no seu rosto.

RITA: É Pedro Couto, parece que nada aconteceu como você planejou de verdade, não é? – Dizia a si mesmo, com um sorriso diabólico no seu rosto. – Enfim eu estou  no lugar que sempre quis. – Rita pega no telefone, e logo contata a secretária da presidência. – avise ao RH que quero contratar uma nova secretária. – Ela pega no celular, procura um número e para quando encontra um com o nome Flávia.

 

 

CENA 8: Empresa Couto, Sala da Direção Geral, Manhã

Marcelo senta-se naquela cadeira, pensativo, ele precisava entender tudo aquilo, queria entender a manobra daquela mulher e rapidamente pega no telefone e chama a secretária.

MARCELO: Diga ao pessoal do financeiro para trazerem os relatórios que eu solicitei.

 

CENA 9 : Empresa Couto, Sala da Presidência, Manhã

 

TRILHA SONORA: Whole Lotta Love – AC/DC

 

A porta do elevador se abre e a câmera de baixo pra cima, mostra uma mulher bem vestida e bonita. Quando chega ao rosto se nota que é Rita, ela começa a andar em direção ao escritório, e abre a porta sem ser anunciada.

SECRETÁRIA: Com licença, senhora, você não pode entrar aqui sem ser anunciada. – falou, segurando Flávia. Esta apenas a olhou, com desdém.

RITA: Tudo bem, deixe ela entrar. – Disse fazendo com que a secretária a soltasse e em seguisse saísse por onde entrou.

FLÁVIA: Porquê que você me chamou aqui?

RITA: Te chamei aqui para que você veja o meu sucesso. – Flávia sorriu ao ouvir isso.

FLÁVIA: Se foi só pra isso eu vou embora.

RITA: Calma, é óbvio que não foi só pra isso, você não está vendo? Eu consegui! Tirei a presidência da mão dos Couto… Não era o que você queria, trabalhar aqui dentro? A chance é essa.

FLÁVIA: Você está dizendo que vai me colocar dentro desta empresa?

RITA: Claro que sim. Afinal, quero que você use da sua beleza pra descobrir coisas do Marcelo. – Ela ri.

FLÁVIA: Então você quer que eu seduza o filho como seduzi o pai?

RITA: É… Isso aí mesmo.

FLÁVIA: E o que eu vou ganhar com isso?

RITA: Um bom salário, motorista, enfim, dá pra você parar com essa vida de estar se deitando com homens caquéticos.

FLÁVIA: Tá bom, você me convenceu – Ela disse, sentando se numa cadeira – Eu só queria entender uma coisa… Porquê você quer que eu faça isso? O que está tramando contra o Marcelo?

RITA: Nada além do que nós já havíamos planejado.

 

CENA 10: Jacarepaguá, Sede do Grupo Dias, Manhã

É possível ver Marcelo entrando naquela sede, de óculos escuros, em direção a sala da Presidência do Grupo Dias.

Entra no elevador, sobe e logo chega até a sala. Dá de cara com a secretária ao sair do elevador, que mostra uma expressão de surpresa ao vê-lo.

SECRETÁRIA: Marcelo Couto? Em que posso ajuda-lo?

MARCELO: Quero falar com Geraldo Dias e diga a ele que é muito importante.

Ela fica com medo pela forma como Marcelo fala.

Rapidamente a secretária anuncia a chegada do mesmo.

SECRETÁRIA: O Marcelo Couto está aqui – dizia, no telefone. – Geraldo autorizou sua entrada. – falou, em seguida, desligando o telefone.

Logo ela caminhou até a porta, e a abriu. Ele entrou, e assim como Mariana, observou tudo ao seu redor como se quisesse guardar qualquer detalhe daquele lugar na memória.

GERALDO: E então, a que devo a visita do presidente do meu maior concorrente? – A voz de Geraldo chamou sua atenção. E logo ele o olhou, com um olhar de desconfiança.

MARCELO: Eu vim até aqui para tirar algumas coisas a limpo.

 

CENA 11: Joá, Mansão dos Couto, Sala, Manhã

É mostrado mais uma vez a mansão, Luan estava na sala, limpando, enquanto Mariana e Letícia o observavam. De repente, Mariana se encaminha em direção ao quarto de hóspedes, aproveitando-se do fato de ele estar ocupado e entra.

 

CENA 12: Joá, Mansão dos Couto, Quarto de Hospedes, Manhã

Letícia entra no quarto anda até a beira da cama e começa a procurar algum fio de cabelo. Não demora muito para encontrar. Pega alguns fios e os guardam, assim como havia feito com alguns fios seus.

MARIANA: É agora ou nunca, eu tenho que descobrir se ele é ou não meu irmão.

Alguns flahs de memória revelam que Mariana já havia visto Luan outras vezes em seu passado, ele era tão semelhante a seu irmão.

Ela precisava tirar aquela história a limpo.

 

CENA 13: Sala da Presidência do Grupo Dias, Manhã.

Geraldo observa Marcelo ainda sem entender o porquê ele havia o procurado.

GERALDO: O que você tem para acertar comigo?

MARCELO: Eu quero saber o que você andou fazendo na minha empresa no dia da morte do meu pai, que eu saiba você não era amigo do meu pai, então por que estava ali?

Geraldo o observa atônito.

GERALDO: Como você sabe que eu estive na sua empresa?

MARCELO: Existem câmeras lá, e eu vi você andando pela recepção. O que você andou fazendo lá ?

GERALDO: Nada demais, eu fui apenas rever um amigo que tem um restaurante lá… Se você observar direito as câmeras, vai ver que eu ando em direção ao restaurante.

MARCELO: Não sei porquê, mas nada me tira da cabeça que foi você que matou o meu pai! E então, o que você diz disso? – falou ele, se aproximando e olhando Geraldo nos olhos.

GERALDO: Eu? Matar o seu pai? – Ele sorriu. – De onde você tirou essa ideia?

MARCELO: Ué? Que eu saiba você e o meu pai sempre tiveram divergências. – Geraldo sorriu novamente o observando.

GERALDO: Embora eu tenha grandes motivos para ter matado o teu pai, que talvez você nem saiba… Eu não matei o seu pai! Eu não faria uma coisa assim, simplesmente por fazer, por mais divergências que eu tenha com alguém, olha pra mim, eu sou um empresário rico, poderoso, você acha que eu iria por tudo isso a perder simplesmente para acabar com a vida de um rival meu? Acho que não. – Falou ele sentando-se novamente na cadeira. – Quer um palpite, pra mim a pessoa que matou o seu pai não está muito longe dele não, pelo contrário, deve estar dentro daquela empresa.

 

CENA 13: Ruas do Rio de Janeiro, Manhã

Marcelo saiu dirigindo daquela empresa, ainda pensativo com aquilo que Geraldo havia dito. Pra ele, havia algum sentido a explicação dele e ele realmente não tinha certeza se Geraldo havia feito algo, mas o que ele tinha certeza era que Rita estava tramando algo contra ele e ele precisava enfrenta-la.

Logo pega o telefone e começa a ligar para alguém, no visor, o nome Andrea.

MARCELO: Mãe? – Começou. – Eu preciso da sua ajuda…

ANDREA: Da minha ajuda? Pra que?

MARCELO: Eu preciso de você pra resolver um problema na empresa.

O som é abafado, a câmera se afasta mostrando o carro em movimento indo ao longe num trânsito com o fluxo fluindo rapidamente.

 

CENA 14: Ruas do Rio de Janeiro

A Câmera mais uma vez mostra o por do sol na Praia do Arpoador, e a noite cai na capital carioca.

 

CENA 15: Barra da Tijuca, Apartamento de Paulo, Noite

Marcelo começou a procurar Paulo, após ver que durante o dia ele não esteve trabalhando. Não demorou muito para encontrar o apartamento dele e decidiu subir pelo elevador.

Em seguida Marcelo bate na porta, quando Paulo abriu, Marcelo o viu, e ficou atônito. Encontrou um homem destroçado.

MARCELO: Paulo? O que houve? – Ao vê-lo, Paulo o abraçou fortemente, como se ele fosse o último rapaz do mundo.

PAULO: Terminei o meu namoro. – falou, apertando Marcelo ainda mais…

Não demorou muito para os dois se soltarem e logo sentaram-se no sofá, aonde Paulo contou a ele toda a história.

MARCELO: Então quer dizer que você acha que não tem mais conserto?

PAULO: Não, ela parecia muito irredutível. ela não conseguiu suportar as nossas diferenças.

MARCELO: Você ficou muito triste, não é?

PAULO: É… Eu ainda gostava muito dela, mas… mas acho que foi melhor assim, nós já estávamos brigando bastante.

MARCELO: Quem sabe não foi melhor assim, você precisa encontrar alguém que te entenda por inteiro – falou, tocando na nuca de Paulo. Este apenas o observou, sem entender o porquê – Eu também não estou muito feliz… Aquela Rita, não é uma mulher de se confiar.

PAULO: Porquê, o que ela fez desta vez?

MARCELO: Ela tramou contra mim, mostrou uns relatórios de que a empresa estava mal para os sócios, eles acreditaram e agora me tiraram do cargo.

PAULO: O que? Mas como ela simplesmente mostra uns relatórios e os sócios acreditam? Você tem certeza que esses relatórios são verdadeiros?

MARCELO: Saberei nos próximos dias, quando receberei os relatórios que eu pedi, mas enfim, ainda teremos bastante para pensar nisso, agora eu só quero me distrair um pouco. Não quer sair?

PAULO: Sair? Pra onde?

MARCELO: Sei lá, ir para um bar, uma balada, beber alguma coisa. – Paulo logo voltou a olhar para a TV.

PAULO: Acho melhor não, eu não estou com muito clima para sair.

MARCELO: Anda, vamos logo! – falou, agarrando o braço de Paulo para puxa-lo – Você não vai melhorar estando aqui!

PAULO: Tá bom! – Falou se soltando dele. – Eu saio com você, espere apenas eu trocar de roupa… – Marcelo ficou o admirando, enquanto ele entrava no quarto… Via nele uma beleza descomunal.

 

CENA 16: Barra da Tijuca, Bar, Noite

Os dois logo chegaram num bar, cheio de pessoas bonitas e música dançante, eles foram direto ao balcão.

MARCELO: Me traga um drink qualquer.

PAULO: Pra mim também.

O tempo foi passando, enquanto os dois continuavam a beber e a observar tudo ao seu redor. Não demorou muito para que os dois começassem a perder um pouco da consciência e a rirem bastante…

MARCELO: Mas que coisa! – dizia ele derramando sem querer em si mesmo um pouco do drink.

PAULO: Você já está completamente bêbado! – Paulo dizia, se apoiando levemente nele, foi o suficiente para que os dois logo caíssem no chão, aos risos.

MARCELO: Nós já estamos bêbados! – dizia, tentando se levantar junto com Paulo, porém os dois estavam completamente tontos, mal conseguiam ficar de pé.

PAULO: Já chega de beber, nós precisamos ir embora.

MARCELO: Mas como? Não tem condições de dirigir desse jeito.

PAULO: Vamos de táxi pro meu apartamento. Amanhã, você vai embora! – falava, enquanto os dois se apoiavam um no outro, e começavam a andar em direção a saída.

 

CENA 17: Apartamento de Paulo, Noite

 

TRILHA SONORA: Liga Pra Mim – Calcinha Preta

 

Os dois entravam pela porta da frente se esbarrando e rindo, completamente bêbados.

PAULO: Calma! – Paulo dizia, vendo Marcelo acabar caindo no chão.

MARCELO: E todo esse caminho eu sei de cor, se não me engano agora vai me deixar só. – Marcelo cantarolava, de uma forma que nunca se havia visto antes. Aos poucos conseguiu se por de pé novamente.

PAULO: Vem, eu te ajudo! – Dizia, tentando ajudar o amigo a se levantar, porém ele não conseguiu e além de não conseguir, Paulo acabou sendo puxado por Marcelo e os dois foram ao chão.

Enxergando embaçado, os dois mal tinham noção de onde estavam, entretanto, Paulo conseguia enxergar muito bem o amigo. Um por cima do outro, de repente os dois começaram a se olhar nos olhos.

E para a surpresa de todos, Paulo beija Marcelo…

 

CONTINUA…

 

Anúncios

29 thoughts on “A Divina Vingança – Capítulo 05

  1. Essa sequência final me lembrou O Beijo do Escorpião, uma novela lá das terras do Pedro.
    Não sou capaz de opinar sobre o Luan. Na verdade, quando ele apareceu numa ponta no primeiro capítulo, eu achei que ele tava morto. A descrição deu a entender isso, que ele tava deitado no chão, com o rosto virado para a empresa do Pedro.
    Marcelo é muito esquisito. Nem sei comentar direito sobre ele. Tudo o que ele faz soa forçado, artificial… ele parece um robô interagindo com os outros personagens.

    Curtir

  2. Capítulo 1
    Eu gostei do capítulo. Foi ágil e nos apresentou vários suspeitos. Fiquei confuso com alguns personagens, poderiam ser melhores colocados. O que mais me intrigou, foi o Luan, ele surgiu do nada, e a discrição deixou a cena total confusa. Ainda acredito que seja muito cedo pra cria uma teoria do assassino, mas estou anotando cada fato. O texto parece com o do Hivan. Confesso que gostei, apesar de achar um pouco estranho mostar os sentimentos dos personagens, mas isso torna uma coisa boa. Já me acostumei de tanto ler o Hivan huehue.

    Capítulo 2
    “Me responde morena Marcelo, tu ta metida com droga?” esse meme se encaixa perfeitamente pro Marcelo. Ele parece que ler mente. Se encantou pelo Paulo e já foi colocando ele como diretor da empresa. Eu hein. Eu me perdi mais um pouco com os personagens paralelos, sofro? Kkk. Mas o grande enigma, pra mim, continua sendo Luan.

    Capítulo 3
    Socorro, estou me sentindo em uma montanha-russa. Eu estava perdido com alguns personagens, agora não estou mais, depois volto a esta kkk. Essa Rita hein? Uma ambiciosa. E morto com a Flavia, eu grito. E Rita mandou mantar o Marcelo e pagou pra Flavia transar com ela, morto. E digo mais, Flavia não é uma suspeita do assassinato do Couto, e isso, ficou visível na cena 2. Pelo visto Paulo vai acabar cedendo as investidas do Marcelo.

    Capítulo 4
    Geraldo parece ter uma história interessante e bem profunda… De quem será que Mariana é filha? Geraldo ou Pedro? Rita conseguiu mudar o jogo para seu favor. Realmente ela é uma ótima manipuladora e ambiciosa. E isso, me tira qualquer suspeita sobre ela. E talvez eu fique um pouco decepcionado se for ela. Paulo e Renata terminaram… Acho que essa é a deixa pra o Paulo se envolver com o Marcelo.

    História cada vez melhor e mais intrigante. Acho que existe alguma coisa por trás do título da web. Leio o capítulo 5 quando estiver disposto. Parabéns 😀

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s