A Divina Vingança – Capítulo 08

Descoberta Importante

ANO DE 2016

 

CENA 01 – Empresa Couto, Sala da diretoria, Tarde

Letícia chega com o carro apressada a empresa, querendo contar o que viu para Marcelo. Ela entra apressada.

LETÍCIA: Marcelo, tenho uma novidade bombástica!

MARCELO: O que aconteceu? Fala Letícia!

LETÍCIA: Eu… Eu vi o Pedro… Eu juro… – Marcelo olhou para a mãe, e logo em seguida para ela, com uma feição assustada.

MARCELO: Você está louca? Bebeu? Como pode ter visto o meu pai!? O meu pai está morto e enterrado!

LETÍCIA: Eu sei… Eu sei… Por isso estou tão impressionada, ou melhor, eu estou assustada, mas eu juro que vi uma pessoa idêntica a ele hoje no shopping, Marcelo eu passei anos da minha vida casada com o seu pai, eu sei quem ele é de aparência e era idêntico a ele! A barba, o cabelo, o rosto, tudo, se eu não soubesse que ele está morto, poderia jurar de pés juntos que era ele… – Andrea olhava eles dois.

MARCELO: Mas isso é impossível Letícia… Você e eu vimos, estivemos no enterro, no velório… Como pode você ter visto alguém igual ao meu pai? Deve ter sido impressão sua.

ANDREA: A não ser que… – a vós de Andrea chamou a atenção dos dois, que logo olharam para ela.

MARCELO: A não ser que o quê mãe?

ANDREA: O seu pai uma vez me disse que tinha um irmão… Gêmeo… – Marcelo se levantou novamente ao ouvir aquilo.

MARCELO: Um irmão gêmeo? Mas como ele nunca me disse nada sobre isso? Você tem certeza disso mãe?

ANDREA: Absoluta, eu me lembro perfeitamente dele me dizendo… Será se era esse irmão?

MARCELO: Já sei quem pode esclarecer isso, eu vou procurar o vovô, ele vai poder esclarecer direito essa história.

Os três ficaram a se olhar, pensando no que Letícia havia acabado de dizer.

 

CENA 02 – Barra da Tijuca, Apartamento de Paulo, Sala, Tarde

Paulo estava sentado no sofá de seu apartamento, mexendo no controle remoto, em busca de um canal qualquer. Ele não conseguia parar de pensar no que tinha acontecido entre ele e Marcelo. Estava confuso.

PAULO: Como eu pude ter feito isso? Eu não posso ser assim! Eu não posso gostar de homens! – falou, jogando o controle remoto longe.

Imediatamente ele se levantou e saiu.

 

CENA 03 – Barra da Tijuca, Hospital do Grupo Couto, Tarde

É visto Paulo andando por dentro do hospital, entretanto de forma diferente da que estava acostumado a andar, com roupa casual. Andou, até chegar em frente de uma sala. Na porta, estava escrito psicólogo. Quando abriu, viu um homem sentado, que se assustou com a forma que Paulo abriu a porta.

PSICÓLOGO: Dr. Paulo? O que está fazendo aqui?

PAULO: Você pode me fazer uma consulta agora?

PSICÓLOGO: Sim, claro estou com horário livre agora, então posso ouvir o que tem a falar, sente-se.

Paulo fecha a porta e senta-se frente a frente com o psicólogo.

PSICÓLOGO: Então, o que aconteceu?

PAULO: Aconteceu… Eu quero… Eu quero saber se tem uma forma de eu deixar de sentir algo que estou sentindo? – Disse de forma desesperada.

PSICÓLOGO: O que você quer deixar de sentir Dr. Paulo?

PAULO: Você jura que não fala pra ninguém?

PSICÓLOGO: Claro que não, o que você me fala no consultório fica no consultório. Pode falar.

PAULO: Eu… Eu transei com um rapaz e não paro de pensar nele um segundo que seja, mas eu não quero me sentir assim, eu não quero sentir isso por um rapaz, doutor!

 

CENA 04 – Empresa Couto, Escritório da Diretoria, Tarde

Marcelo ficava no escritório só observando as imagens do dia em que seu pai se foi. Ele estava sozinho na sala, enquanto olhava para o computador. Estava investigando diversas câmeras e então parou numa das câmeras da Sala da Presidência entretanto, só conseguia ver uma do corredor.

MARCELO: Por que as outras câmeras não estão com as imagens gravadas?

Aquilo o intrigou, entretanto não demorou muito para ele ficar acompanhando aquela câmera. As imagens foram passando sem que ele visse nada de interessante. Até que ele viu Flávia andando pelo corredor.

MARCELO: Esta não é aquela secretária da Rita?

E logo em seguida viu o pai dele trazendo ela aos berros, no braço. Dava pra ver que eles estavam brigando.

MARCELO: Meu pai brigou com ela?! No dia que ele morreu? O que será que aconteceu?

Não demorou muito para Marcelo começar a associar aquela discussão com a morte do pai.

A sua feição era de desconfiança, como se ela passasse a ser uma das suas suspeitas.

 

“Será mesmo que ela faria isso por causa de uma briga?”

 

Imediatamente ele pegou o seu telefone, e chamou o número com o nome de Letícia. A ligação logo foi atendida.

 

LETÍCIA: Alô?

MARCELO: Letícia é o Marcelo, me explica uma coisa, o que você sabe dessa moça que é secretária da Rita, essa tal de Flávia.

LETÍCIA: Essa moça Marcelo, era uma das amantes do teu pai.

MARCELO: O quê? Meu pai te traía?

LETÍCIA: Traía, até demais, eu descobri isso num dia que vi no celular dele a conversa com ela. Ela é uma vagabunda, vende o corpo pra qualquer um que pague bem, ma porquê você está me perguntando isso? Que eu saiba você não se interessa por mulheres, não é? – falou, fazendo ele se surpreender por alguns segundos, desacostumado com aquela conversa, mas logo voltou a falar.

MARCELO: Eu descobri que ela brigou com o papai no dia do assassinato. Comecei a pensar que ela poderia ter matado ele.

LETÍCIA: Não sei… Acho que ela não é burra o suficiente pra manchar as mãos dessa forma, mas enfim, do jeito que ela gosta de dinheiro, não me admiraria, se alguém tiver pago bem, é bem capaz dela ter feito isso.

Marcelo permaneceu com os seus pensamentos embaralhados, enquanto tentava juntar as peças e descobrir algo mais nas entrelinhas.

 

CENA 05 – Barra da Tijuca, Hospital do Grupo Couto, Tarde

O psicólogo olhava para Paulo.

PSICÓLOGO: Você transou com um rapaz Paulo? Mas você não tinha uma namorada até um tempo atrás?

PAULO: Tinha, mas nós terminamos… Eu fiquei muito triste, tava meio abalado. Saí com ele pra beber num bar qualquer e quando vi estávamos bêbados. Eu não sei como fiz isso, mas quando cheguei no meu apartamento, beijei ele e tudo aconteceu… Eu estou tão confuso doutor, me ajude por favor! – Sua feição era de completo desespero…

PSICÓLOGO: O que você sente por esse rapaz na realidade Paulo?

PAULO: Eu… Eu não sei direito… – Ele estava nervoso. – Eu gosto de estar na presença dele… Ele me faz bem… E por algum motivo, o corpo dele me atrai… – o psicólogo se mexeu na cadeira e olhou para ele.

PSICÓLOGO: Você está disposto a ouvir o que eu tenho a dizer Paulo?

PAULO: Sim, claro… Diga…

PSICÓLOGO: Pelo que você está me dizendo… Você está apaixonado por esse rapaz Paulo – falou, fazendo Paulo, se escorar na cadeira – e a respeito disso, não há nada que a psicologia possa fazer por você. Ninguém escolhe por quem se apaixona e se você sente atração por homens também, você é bissexual Paulo! – podia se notar o nervosismo no rosto de Paulo, ele não queria ouvir aquilo. – E eu também não posso fazer nada contra isso, bissexualidade não é doença, é uma condição normal do ser humano, assim como o tom de voz ou a cor dos cabelos. É algo inerente ao ser humano, e a psicologia não pode mudar isso. O que você deve fazer agora é aceitar o que você sente… Porquê senão você vai sofrer muito mais, e vai fazer esse rapaz sofrer também.

PAULO: Como isso pode ser normal doutor?

PSICÓLOGO: Sendo… Ninguém escolhe sentir o que sente Paulo, assim como você não escolhe o que gosta de comer, ou o que gosta de ouvir, ou que filme gosta de assistir, você não escolhe as suas preferências sexuais. Elas simplesmente surgem durante a vida e você tem que se aceitar, porque se você não se aceitar isso não vai mudar. Você vai continuar sentindo o que sente.

Paulo ouvia tudo aquilo com medo. Ele não sabia se conseguiria aceitar aquilo que o psicólogo dizia.

 

CENA 06 – Barra da Tijuca, Escritório da Diretoria, Tarde

Marcelo continuava sentado na sua mesa, entretanto tinha o telefone nas mãos. Logo ligou para alguém.

MARCELO: Alô? – Era a secretária. – Marque uma reunião para hoje a noite com todos os sócios… Diga que é urgente e que eu não quero que nenhum deles falte.

SECRETÁRIA: Sim senhor. – A secretária responde. Ele olha para uns papéis que estavam sobre a mesa. Papéis esses que comprovavam que haviam sido feitos relatórios duplos e que Rita havia assinado diversos desfalques.

MARCELO: De hoje você não me escapa Rita.

 

 

CENA 07 – Ruas do Rio de Janeiro

A imagem mostra o por do Sol no Arpoador, junto com diversas outras imagens do Rio de Janeiro a noite.

 

CENA 08 – Empresas Couto, Sala de Reuniões, Noite

A imagem mostra, de forma acelerada todos entrarem naquela sala. Os últimos a entrarem são Marcelo e Rita. Os dois não param de se olhar em nenhum momento.

RITA: E então Marcelo, pode nos dizer motivo de  marcar esta reunião tão de repente?

MARCELO: Então meus amigos, boa noite a todos. Como vocês sabem, há algum tempo atrás eu acatei o pedido de vocês e deixei a presidência sob o pretexto de que esta empresa está perto da falência e de que eu não teria competência suficiente para retirá-la desta situação e coloquei no meu lugar a Rita, uma funcionária mais experiente, dedicada e com anos de casa. – A feição de Marcelo era de completo cinismo. A feição de Rita começava a mudar.

SÓCIO: Sim… Isso todos sabemos, mas o que de novidade você tem para nos ter trazido aqui? Além, claro, de todo o prédio e a imprensa estarem falando da sua vida privada que afeta toda a empresa.

MARCELO: A minha vida privada não afeta em nada esta empresa, meu caro sócio. Não estou cometendo nenhum crime e como você mesmo acabou de dizer, a minha vida privada só diz respeito a mim. A grande questão é que durante o tempo em que eu estive fora da presidência eu descobri algumas coisas que acho que é do interesse de todos os sócios e vai mudar a opinião de vocês. – Falou ele, vendo a feição de Rita mudar para completa desconfiança.

RITA: O que você tem aí?

MARCELO: Muitas coisas Rita, coisas como um relatório financeiro duplo. – Ela olhou pra ele, com uma feição de raiva imediatamente.

SÓCIO: Como assim?

MARCELO: É simples, o departamento financeiro está divulgando dois relatórios, um que diz que essa empresa está bem financeiramente e outro que diz que ela está a beira da falência. Só gostaria de entender qual é o verdadeiro. – Falou, jogando os papéis sobre a mesa. – E tem mais, eu descobri diversos desfalques de altos valores envolvendo as contas da empresa, todos assinados pela Rita. Acredito eu que isto é suficiente para provar que está acontecendo algo de muito estranho dentro desta sala, e que Rita está envolvida com isso e também acredito eu que ela está envolvida com a invasão da minha privacidade que ocorreu nos últimos dias.  – Todos os sócios olhavam para ele e para ela, atônitos, enquanto viam tudo aquilo. – Rita, você está deposta do cargo de Presidente e também está demitida por justa causa. Arrume todas as suas coisas e saia já desta empresa! – Falou Marcelo caminhando para o lado de fora da sala de reuniões. Rita mostrava em sua face a raiva tomando conta dela. E imediatamente ela o seguiu e o puxou pelo braço.

SÓCIO: Saia já desta empresa! – os outros sócios começaram a falar, a olhando, e discutindo entre si.

RITA: Como você descobriu tudo isso garoto?! – Sua feição era de ódio.

MARCELO: Parece que você não é assim tão inteligente quanto eu pensava Rita, você deixou pistas por todos os lados, não foi difícil descobrir que você está tentando de alguma forma se apoderar desta empresa que não te pertence e é por isso que eu te quero fora daqui! Agora os sócios não podem mais te defender. Saia você e leve essa sua secretária vulgar! E se prepare ouviu bem? Eu não vou deixar tudo isso que eu descobri sem explicação você vai ter que arcar com as consequências do que você fez. – Falou ele, voltando a andar, entretanto ela o puxou novamente, e acertou um tapa forte no rosto.

RITA: Escute aqui seu fedelho! Você vai se arrepender disto! Vai se arrepender.

MARCELO: Eu tenho certeza que você vai se arrepender muito mais – Falou ele, com um sorriso cínico no rosto e ele viu ela passar, sem falar mais nada – Parece que você decidiu se revelar de vez, não é Rita, eu tenho quase certeza que você foi a culpada. – falou, baixo… Entretanto o seu olhar não escondia os seus pensamentos vingativos. 

 

CENA 09 – Ruas do Rio de Janeiro

A imagem mostra cenas das praias do Rio de Janeiro, com os dizeres “Dias depois” na tela.

 

CENA 10 – Cemitério, Tarde

Fazia naquele dia alguns meses que Pedro havia partido. A câmera apontada Marcelo, andando por dentro do cemitério, com um buquê na mão, para deixar no túmulo do pai. Aquela era a primeira vez que ele ou qualquer um da família pisava ali depois do enterro, pois não haviam tido coragem em outra ocasião. Não demorou muito para chegar ao túmulo e ver o mesmo, extremamente sujo já que não havia sido limpo.

MARCELO: Oi pai. – Falou Marcelo dando um sorriso de canto. Ele se abaixou, deixou o buquê sob a lápide e se levantou novamente, algumas lembranças vieram na sua mente.

 

CENA 11 – Joá, Mansão dos Couto, FLASHBACK

Era possível ver o jovem Marcelo, sentado a beira da piscina, com o pai ao lado. Os dois olhavam para o céu, sorrindo, entretanto Marcelo não estava lá muito calmo. Queria dizer algo importante para o pai.

MARCELO: Pai?

PEDRO: Diga Marcelo.

MARCELO: Pai há tempo que eu queria te contar algo, mas não sei como te dizer.

PEDRO: Está me deixando preocupado.

MARCELO: Pai…

Eles se encararam e ficaram por muito tempo se encarando num profundo silêncio, Pedro aguardava ansiosamente, enquanto no interior de Marcelo aquilo o corroía aos poucos.

MARCELO: Eu sou…

Ele tardou a falar e seu pai já o olhava com compreensão, como se já imaginava o que ele ia dizer.

PEDRO: Está tudo bem meu filho, pode falar.

Marcelo parou repentinamente de encara-lo, ele tremia como nunca pensou tremer, algo o consumia por dentro e a voz não saia, por mais que ele tentasse, foi quando ele sentiu o calor da mão de seu pai tocar seu ombro.

PEDRO: Você é gay Marcelo?

Marcelo o encarou assustado.

MARCELO: Como você sabe?

Nessa altura, Marcelo já chorava, seus olhos encheram-se de sentimento e medo.

PEDRO: Eu sou seu pai, eu sempre soube, seu jeito, a maneira como você é…

MARCELO: Desculpe. – Interrompeu ele.

PEDRO: Não há nada pra se desculpar, filho você é meu filho! – Ele pegou nas mãos de Marcelo. – E eu te amo da maneira que você é.

Ao ouvir aquilo Marcelo começou a chorar, os dois se abraçaram deixando apenas o silêncio falar pelos dois.

 

FIM DO FLASHBACK

 

CENA 12 – Cemitério, Tarde

Marcelo lembrava-se daquilo com alegria, e acabava por lembrar do pai.

MARCELO: Ai pai, por que você teve que ir agora ein? – perguntava ele, olhando para a lápide. – Você faz tanta falta aqui, todos esses problemas caíram nas minhas costas. Eu tendo que enfrentar aquele monte de cobras que está dentro da empresa sem quase ninguém pra me ajudar, não está fácil pai e ainda mais essa história com o Paulo, como eu pude ter feito isso com um rapaz daqueles, que eu nunca vou ter uma chance? Você faz muita falta pai. – Falou se abaixando novamente para limpar um pouco a lápide.

Ele começou a limpar a lápide numa tentativa de tirar aquela sujeira. Limpou um pouco e logo pode sentir nas mãos as letras da lápide, porém se assustou quando viu um T aonde devia haver um P. Começou a limpar tudo aquilo rapidamente, e se assustou mais ainda quando terminou. Em vez de Pedro Couto, estava escrito na lápide o nome Tony Couto.

MARCELO: Meu Deus, o que significa isso! – ele imediatamente se levantou e começou a se afastar do túmulo.

Olhou ao redor, tinha certeza que estava no túmulo certo, entretanto não via o nome do pai aonde ele deveria estar. Marcelo estava completamente intrigado naquele momento.

 

CENA 13 – Apartamento de Mariana, Tarde

Mariana estava na cozinha a procura de algo para comer, quando de repente escuta a campainha tocar.

MARIANA: Já vai. – Se encaminha até a porta e quando a abre, tem uma surpresa. Vê Geraldo, ali na sua frente. – Você?! – Ele mesmo de carne e osso, bem vestido como sempre, ali na sua frente.

GERALDO: Posso entrar?

MARIANA: Claro, entre.

MARIANA: E então a que eu devo a visita de tão ilustre empresário?

GERALDO: Eu pensei muito no que você disse e a história me deixou muito curioso, eu gostaria muito de encontrar os meus filhos que estão desaparecidos até hoje e já que você tem essa curiosidade de descobrir quem é o teu pai, vamos matar esta curiosidade. Vamos fazer um exame de DNA e descobrir se essa história tem algum fundo de verdade ou não! – Falou ele, fazendo ela o olhar, atônita.

MARIANA: Tudo bem, façamos então um exame e descobriremos se esta história tem ou não verdade. – Os dois se olharam, profundamente.

 

CENA 14 – Joá, Mansão dos Couto, Tarde

Marcelo entrava em casa com seu carro, extremamente perdido e atônito com o que havia visto.

Ele caminhou até o quarto de hóspedes e encontrou Luan, ele estava sentado no chão ao lado da cama abraçado ao joelho. Marcelo quase que imediatamente caminhou em direção a ele. Viu uma lâmina jogada no chão, e se assustou.

MARCELO: Luan? Luan! O que você está fazendo?

Ele perguntou rapidamente puxando Luan, assim que o levantou ele viu cortes no braço do garoto e a boca suja de sangue.

LUAN: Eu… Eu não sei, eu  faço isso para me acalmar… Depois que fui jogado na rua, aprendi a fazer isso para me acalmar…

MARCELO: Você não pode fazer isso Luan, você está se cortando!

LUAN: Me ajuda a parar. – Falou Luan, puxando Marcelo o mais próximo possível.

MARCELO: Você bebeu alguma coisa?

LUAN: Não… Eu não bebi nada. É só que, você foi a única pessoa que fez algum bem pra mim nos últimos anos e fica difícil não sentir esse sentimento que eu estou sentindo agora.

MARCELO: E que sentimento você está sentindo Luan?

LUAN: Um sentimento que me dá vontade de fazer isso. – Falou, puxando Marcelo ainda mais perto e dando um beijo nele.

 

CENA 15 – Barra da Tijuca, Apartamento de Mariana, Tarde

Passou-se algum tempo depois que Geraldo havia ido até lá e Mariana estava novamente sozinha no apartamento sentada no sofá e mexendo no notebook, então ela escuta um barulho, uma notificação. A abre, e arregala os olhos quando vê o que é…

 

“Este documento atesta que há relação entre os examinados. A senhorita Mariana e o senhor Luan são irmãos!”

 

Mariana olha para aquilo atônita, sem acreditar.

 

CONTINUA…

 

 

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15 thoughts on “A Divina Vingança – Capítulo 08

  1. Finalmente Rita é demitida, como eu esperei esse momento.
    Luan com esse propósito, esperava mais do personagem.
    Esse foi de longe um dos melhores capítulos da trama, cheio de mistérios e suspenses, e agora sei que Pedro não morreu, resta saber o motivo, parabéns Lucas.

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