A Divina Vingança – Capítulo 10

O ACIDENTE INESPERADO

ANO DE 2016

 

CENA 01 – Barra da Tijuca, Apartamento de Paulo, Tarde

Paulo em casa, mais uma vez, ficava a observar o nada, mas se assusta ao sentir o seu celular vibrar no seu bolso, quando o pegou e foi ver quem era, viu o número da mãe.

 

“Nessas horas de dúvida é que sentimos mais falta dos nossos pais…”

 

PAULO: Oi mãe.

MÃE DE PAULO: Filho? Que bom que atendeu, eu estava com muitas saudades de falar contigo, – Dizia, com o forte sotaque português carregado. – Como estão as coisas?

PAULO: Estou bem mãe, trabalhando muito, só ando tendo alguns problemas no amor.

MÃE DE PAULO: Ah é? Por acaso andaste tendo problemas com aquela moça a quem namoravas?

PAULO: Nós rompemos mãe.

MÃE DE PAULO: Não acredito!

PAULO: É verdade… Mãe… Me responde uma coisa?

MÃE DE PAULO: Claro, diga.

PAULO: Por que você nunca disse a mim quem é o meu pai? – Ele só ouviu um suspiro no telefone.

MÃE DO PAULO: Ah filho, já passou tanto tempo. Por que lembrar disso agora?

PAULO: Por que eu tenho curiosidade de saber.  Quem é o meu pai, mãe?

MÃE DO PAULO: O seu pai…

Ela solta um suspiro.

MÃE DO PAULO: O nome dele é Geraldo Dias.

 

CENA 02: Joá, Mansão dos Couto, Sala, Tarde

Marcelo chega em casa tenso,  o seu olhar de raiva era de assustar qualquer um. Imediatamente ao chegar, ele vê Letícia sentada no sofá a tomar um café.

MARCELO: Você não vai acreditar no que eu descobri!

LETÍCIA: O que você descobriu Marcelo?

MARCELO: Foram elas! Foram elas que mataram o meu pai, foram aquelas duas vadias!

LETÍCIA: De quem você está falando Marcelo?

MARCELO: Da Rita e da Flávia! – Ele gritou. – Eu ouvi! Eu ouvi elas combinando a morte dele.

LETÍCIA: Mas… Mas como Marcelo?

MARCELO: Há algumas escutas nos telefones da sala da presidência, eu pedi a gravação das ligações que haviam sido feitas naquele dia e eu ouvi, a Rita a combinar com a Flávia de matarem meu pai! Eu ouvi Letícia, foram elas, eu sabia que elas estavam metidas nisso.

LETÍCIA: Eu avisei! Eu avisei que aquelas duas eram capazes de tudo pra terem o que queriam.

MARCELO: Isso não vai ficar assim Letícia! Elas vão se arrepender de ter feito isso! Eu farei elas se arrependerem.

LETÍCIA: O que você vai fazer Marcelo?

MARCELO: Elas vão ver.

Ele sai sem dizer mais nada, deixando Letícia aflita.

 

CENA 03 – Barra da Tijuca, Apartamento de Paulo, Tarde

Ao ouvir que Geraldo Dias era seu pai, Paulo fica surpreso e não sabe ao certo como reagir.

PAULO: Eu não acredito! Aquele empresário famoso?

MÃE DE PAULO: É… Ele mesmo, ele veio aqui em Portugal quando era novo e nos conhecemos, acabamos curtindo e quando eu vi estava grávida de você. Aquela altura eu já não sabia mais dele, anos depois vim ver ele no noticiário sendo anunciado como um empresário famoso, entretanto deixei de lado se eu fosse o procurar, ele poderia pensar que eu estava querendo dinheiro.

PAULO: Então ele era o meu pai…

 

CENA 04 – Joá, Mansão dos Couto, Quarto de hospedes, Tarde

Marcelo entra no quarto de Luan apenas para ver se estava tudo bem com ele.

MARCELO: Luan? – Quando ele entrou, viu Luan a experimentar roupas. – O que você está fazendo?

LUAN: Experimentando algumas roupas que a Letícia me deu. O que você achou? – falou ele, se aproximando de Marcelo. Vestia apenas uma regata e um short bem curto, mostrando todos os seus músculos e curvas. Marcelo engoliu aquilo a seco não conseguia deixar de notar que ele era extremamente bonito.

MARCELO: Ficou muito bom. – Dizia ele o olhando de cima a baixo.

LUAN: Eu sabia que você ia gostar e então, como está?

MARCELO: Mais ou menos, mas enfim, você não precisa saber disso agora, se cuida tá bom.

LUAN: Tá.

Marcelo imediatamente saiu daquele quarto e quando fechou a porta, podia sentir o seu coração na ponta da língua.

MARCELO: Será se ele está querendo me seduzir? – Se perguntava enquanto caminhava.

 

CENA 05 – Ruas do Rio de Janeiro

A imagem mostra cenas da Praia do Arpoador, mostrando o por do sol lindo que a cidade do Rio diariamente ostenta e logo mostra a noite. O foco é em Marcelo, dirigindo de volta ao Grupo Couto. Após aquele momento de descontração com Luan, Marcelo estava novamente tenso a pensar no que iria fazer.

MARCELO: Como é que vou poder fazer aquelas duas se arrependerem do que fizeram? O mínimo que eu vou fazer é processar. Colocar elas duas na cadeia, mas só isso não vai me satisfazer, eu quero dar um susto nelas, só não vou matar porquê isso não é do meu feitio, mas elas vão ver a morte de perto. – dizia, enquanto dirigia ligeiramente distraído pela Barra da Tijuca.

De repente, sem que ele notasse, o carro afunda num buraco, e ele perde o controle. Imediatamente, o carro capota.

 

 

CENA 06 – Hospital do Grupo Couto, Noite

A câmera foca na entrada do Pronto Socorro, aonde é possível verem os paramédicos trazendo Marcelo arrastado na maca para dentro. Por ali também estava Paulo, entretanto ele não vê Marcelo passar no Pronto Socorro, mas tem sua atenção chamada, quando ouve algo na TV da sala de espera.

JORNALISTA: Bem, notícia de última hora, o empresário Marcelo Couto, proprietário do Grupo Couto, sofreu um acidente no fim da tarde na Avenida das Américas na Barra. Ele estava dirigindo na avenida quando perdeu o controle e capotou o carro. Ele foi levado para o pronto socorro do Hospital do Grupo Couto, também na Barra, mas ainda não se sabe muito do seu estado de saúde.

Paulo ao ouvir aquilo imediatamente corre em direção ao Pronto Socorro.

 

CENA 07 – Pronto Socorro do Hospital do Grupo Couto, Noite

Não demora muito para Paulo chegar ao pronto socorro e ver todo o alvoroço que a presença de Marcelo causou ali.

PAULO: E então? – Perguntou a um médico que deu os primeiros socorros ao Marcelo.

MÉDICO: Vamos levar ele pra fazer exames agora.

PAULO: Eu vou também.

O olhar de Paulo correu o rosto de Marcelo, o medo de perde-lo era maior que tudo.

 

CENA 08: Apartamento de Flávia, Noite

 

TRILHA SONORA: Me Leva – Marjorie Estiano

 

Flávia como sempre estava no seu apartamento a cuidar do seu corpo e da sua vaidade, quando de repente ouviu uma campainha tocar.

FLÁVIA: Já vai – falou, se levantando e se encaminhando para a porta. Assim que abriu, viu Rita, radiante. – Rita? O que está fazendo aqui?

RITA: Você não faz ideia do que aconteceu.

FLÁVIA: Você vai dizer que o Marcelo sofreu um acidente?

RITA: Você já sabia?

FLÁVIA: Claro né Rita, toda a cidade está sabendo.

RITA: Poxa… Acabou com a minha surpresa. Mas é isso ele sofreu um acidente e eu acho que ele morreu.

FLÁVIA: Ele não morreu Rita. – Falou ela, fazendo Rita fechar a cara imediatamente.

RITA: Como você sabe disso?

FLÁVIA: Está dando na televisão, ele sobreviveu ao acidente. – A feição de ódio imediatamente se formou no rosto de Rita.

RITA: Mas que merda! Eu não acredito nisso! Não acredito que ele conseguiu escapar.

FLÁVIA: Você tem alguma culpa nesse acidente Rita?

RITA: Claro! Se ele não morrer, ele vai nos botar na cadeia Flávia, ele tem todas as provas pra isso.

FLÁVIA: Você acha mesmo?

RITA: Claro… A essa altura ele já deve sabendo do que a gente planejou e ele já deve estar sabendo que a gente cometeu aquele assassinato. Não precisa nem saber o resto, ele vai nos botar na cadeia! Ele precisa sumir.

 

CENA 09: Hospital do Grupo Couto, Noite

Paulo recebia junto com os outros médicos os exames de Marcelo.

PAULO: Ele não parece ter sofrido nada. – falava, olhando um a um. – Não há fraturas.

MÉDICO: Que milagre. Ele está praticamente intacto.

O alívio no peito de Paulo ao ver aqueles exames era imenso.

PAULO: Vão, anunciem na assessoria de imprensa, ele só sofreu ferimentos leves! – O sorriso logo se formou em seu rosto. – E levem ele para um dos quartos, ele vai passar a noite aqui para observação. 

Imediatamente ele se encaminhou para a sala de espera e ao chegar lá, viu Letícia, Mariana, Andrea e Luan a espera.

ANDREA: Paulo? Paulo… Você sabe me dizer como o meu filho está.

PAULO: Tenham calma, ele está bem, por um milagre não teve nenhuma fratura somente escoriações mesmo ele não corre risco nenhum.

LETÍCIA: Você tem certeza disso?

PAULO: Absoluta, foi só um susto, ele está bem.

 

CENA 10: Apartamento do Hospital do Grupo Couto, Noite

 

TRILHA SONORA: Sinto – MESA

 

Paulo acompanhou a transferência de Marcelo para o apartamento, e tão logo todos os enfermeiros saíram, ficou apenas eles dois no quarto. Paulo terminava de assinar a ficha com os medicamentos que ele deveria tomar, e assim que terminou, começou a olhar para Marcelo… Se aproximou lentamente dele… E tocou levemente a sua mão…

PAULO: Não me pregue mais peças destas Marcelo, você não sabe o quanto eu sofri nesses poucos minutos que achei que poderia te perder nesse acidente. – Dizia baixinho. – Quem sabe Renata sempre teve razão e eu nunca quis aceitar… Eu realmente sinto atração por rapazes, quem diria que você seria o primeiro a conseguir atrair o meu coração. – Dizia olhando para o rosto dele, que apesar dos arranhões, ainda era perfeito.

Alguns segundos se passaram no tempo em que Paulo ficou o observando, quando imediatamente ele notou que Marcelo começava a se mexer na cama. E lentamente viu suas pálpebras mexerem e seus olhos abrirem. A primeira coisa que Marcelo viu, foi o rosto de Paulo.

MARCELO: Paulo? Aonde eu estou?

PAULO: Você está no hospital do Grupo, Marcelo, você sofreu um acidente na Barra e te trouxeram pra cá… Não lembra?

MARCELO: Lembro apenas que estava dirigindo na Avenida das Américas, perdi o freio e de repente perdi o controle do carro, e como é que estou? Tem alguma coisa grave?

PAULO: Não, você está bem Marcelo, não aconteceu nada de grave com você, mas você disse que perdeu o freio?

MARCELO: É… Eu lembro! Eu estava dirigindo e perdi o freio, por isso perdi o controle.

PAULO: Mas como é possível que aquele seu carro super moderno perca o freio de uma hora pra outra?

MARCELO: Eu acho que tem alguém querendo me tirar da jogada e já até sei quem é. (T) Quanto tempo eu vou ter que ficar aqui Paulo?

PAULO: Se o seu quadro se manter, até amanhã. Amanhã eu dou alta pra você.

MARCELO: Ok, Até porque eu não posso perder um segundo sequer do meu tempo. Tenho grandes coisas a fazer.

PAULO: Marcelo… Assim que você sair daqui, eu e você temos algumas coisas pra conversar. – Marcelo ficou o encarando num profundo silêncio.

 

CENA 11: Ruas do Rio de Janeiro

É mostrado cenas da cidade do Rio de Janeiro, com o nascer do sol ao fundo.

 

CENA 12: Apartamento de Mariana, Manhã

Mariana ainda meio atordoada, anda pela casa atrás de algo para comer, ela começa a preparar o café quando ouve a campainha tocar. Imediatamente se encaminha para a porta e abre. E se surpreende ao ver Geraldo, ali.

GERALDO: Olá Mariana.

MARIANA: Geraldo? O que veio fazer aqui ?

GERALDO: Vim conversar com você. Posso entrar?

MARIANA: Claro, entre.(T) Bem, eu estava fazendo um café, se esperar mais um pouco você toma comigo.

GERALDO: Tudo bem… Eu espero. – Disse sentando no sofá.

 

Alguns minutos depois, Mariana veio da cozinha, com a bandeja de café. E passou a Geraldo uma xícara.

 

MARIANA: E então? A que devo a sua visita Geraldo?

GERALDO: Eu vim te contar a minha história Mariana, para que, se aquele exame der positivo, você saiba alguma coisa sobre mim. – Ela o encarou, com a curiosidade aflorando dentro dela. – Eu sou brasileiro, apesar do sotaque que carrego. Meus pais eram portugueses e exatamente por isso eu acabei pegando esse sotaque na infância, e acabei que não consegui tirar até hoje. Eu não nasci aqui no Rio, nasci em Petrópolis, no interior… Tive uma ótima infância, meus pais nunca me deixaram faltar nada, e achava ter um bom amigo… O Pedro Couto. – Mariana arregalou os olhos.

MARIANA: Vocês já foram amigos?

GERALDO: Já… Melhores amigos… De tomar banho juntos, dormir na casa um do outro, enfim, quando crescemos, nós dois caminhamos para o mesmo caminho, o da administração. Eu confiava cegamente no Pedro, nunca desconfiei que ele poderia me trair, nós montamos uma empresa juntos, antes da Empresa Couto existir o trabalho foi árduo, e eu achava que nós dois íamos sempre caminhar para o mesmo lado, mas não. Certo dia eu percebi que o Pedro estava tentando me tirar a empresa, através de documentos e conseguiu sem que eu percebesse, assinei algumas documentos que me tiraram todas as ações que eu tinha na empresa. Foi ali que nós brigamos e nos tornamos inimigos.

MARIANA: Nossa… Quem diria que aquele empresário enorme já praticamente deu um golpe numa pessoa para chegar aonde chegou.

GERALDO: Pois é… Para você ver como as aparências enganam, a partir dali, eu criei a minha própria empresa, com o dinheiro que tinha. Sabia que o meu trabalho era bom o suficiente para fazê-la crescer, e assim foi. Com o meu trabalho eu fiz aquela empresa crescer e se tornar o Grupo Dias.

MARIANA: Você se casou?

GERALDO: Sim, me casei apesar de tudo, eu não era lá muito bom com as mulheres sabe, me faltava jeito, mas eu consegui ter algumas, mas três eu diria que foram as principais. Uma, quando eu ainda era jovem, que tive lá em Portugal, a mãe da minha filha mulher.  E a pessoa com quem me casei, a mãe do meu filho homem.  A primeira foi uma paixão avassaladora eu fiquei muito apaixonado por ela, a sério, entretanto precisei voltar para o Brasil e não podia trazê-la. Lá ela ficou. A segunda, a mãe da minha filha mulher, não foi lá um caso sério, em poucos encontros ela acabou engravidando e morreu, no parto, e então eu tive minha filha Mariana… E a terceira… Acho até que vocês já ouviram falar dela… Ela é a vice presidente do Grupo Couto, ou era, já que fiquei sabendo que ela foi demitida. A Rita – Mariana imediatamente arregalou os olhos.

MARIANA: Você foi casado com a Rita?

GERALDO: Fui… Na verdade fui namorado dela desde quando ela tinha 17 anos. E me casei logo após ela fazer 18.

 

CENA 13: Apartamento do Hospital do Grupo Couto, Manhã

Marcelo já estava arrumado aquela manhã, esperando a alta que Paulo iria expedir. Logo ele entrou no apartamento.

PAULO: Pronto Marcelo, aqui está a sua alta, vamos embora, mas lembre-se, eu quero que você retorne daqui a 1 mês para fazer exames e se sentir alguma coisa retorne imediatamente.

MARCELO: Ok Paulo. Alguém veio me buscar?

PAULO: Ninguém, eu disse aos seus familiares que levaria você para a Mansão, e é o que vou fazer.

MARCELO: Você Paulo? Mas e todas aquelas conversas de antes? E aquilo que aconteceu.

PAULO: Quando chegarmos na mansão, eu irei esclarecer tudo isso, prometo, agora vamos?

 

CENA 14: Apartamento de Mariana, Manhã

Mariana estava perplexa.

MARIANA: Eu não consigo acreditar no que acabei de ouvir, você e aquela mulher Geraldo?

GERALDO: Pra você ver, ela sempre foi uma moça bonita, certo dia veio me pedir um estágio e eu cedi, nos conhecemos melhor e acabou acontecendo, mas ela não era essa mulher que é hoje. Com ela, as coisas foram parecidas que com a mãe da Mariana, não demorou muito e ela engravidou e assim nasceu o meu filho homem. Que hoje já deve ter uns 18 anos.

MARIANA: Mas como foi que você os perdeu.

GERALDO: Eu não sei. Até hoje eu não sei, eu só sei que eles estavam na minha casa e de repente sumiram. Desapareceram. Sumiram do mapa. Eu não sei o que houve, só sei que certo dia eu cheguei em casa e não encontrei os meus dois filhos. – Dizia ele com os olhos marejados. – Eu procurei por todo lado, hospitais, ruas, escolas, delegacias, praças, aeroportos e não os encontrei em canto nenhum eles simplesmente sumiram. A partir dali a Rita mudou, completamente. Sem o filho ela meio que enlouqueceu. Botou a culpa em mim ficou amarga e sem amor. Não deu pra continuar casado eu precisei me separar. Não conseguia viver daquela forma.

MARIANA: E você nunca teve nem sinal deles?

GERALDO: Nunca. Até você aparecer, é por isso que eu quero tanto descobrir se você é ou não a minha filha perdida é o fio de felicidade que essa minha vida descolorida pode ter.

 

CENA 15: Mansão dos Couto, Sala, Manhã

Paulo entra primeiro na Mansão, seguido por Marcelo.

MARCELO: Como é bom estar em casa.

LETÍCIA: Marcelo! – Falou, o abraçando – Que bom que você está bem.

MARCELO: É Letícia… Parece que não era dessa vez a minha hora de ir.

LETÍCIA: Ainda bem. Mais uma morte eu não iria suportar.

PAULO: Ele está bem Letícia, esse rapaz não parece que se rende fácil para os problemas.

LETÍCIA: É, tem razão Paulo, eu acho que você quer descansar agora porque não vai para o quart?

MARCELO: Claro é isso mesmo que eu vou fazer.

PAULO: Eu vou com você Marcelo, nós precisamos conversar.

Marcelo estranha, e Letícia apenas observa, ninguém fala nada e Marcelo sobe as escadas junto a Paulo em direção a seu quarto.

 

CENA 16: Mansão dos Couto, Quarto de Marcelo, Manhã

Marcelo abre a porta do seu quarto que estava bem arrumado e é seguido por Paulo.

MARCELO: E então Paulo? Fale, eu não estou entendendo toda essa sua aproximação e… – Paulo imediatamente segura Marcelo e o puxa, Marcelo se vira e os dois se olham nos olhos. – Paulo ? – Este imediatamente beija Marcelo deixando claro o que estava acontecendo.

PAULO: Eu já entendi o que se passa comigo Marcelo, eu estou completamente apaixonado por você! Como nunca estive por mulher nenhuma.

A câmera se foca no rosto de Marcelo.

 

CONTINUA…

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11 thoughts on “A Divina Vingança – Capítulo 10

  1. Eu sinto muito pelo atraso, contagem vai até as 22:25 de amanhã.

    Agora vou comentar um pouco sobre esse capítulo maravilhoso, primeiro gostaria de ressaltar a importância do Luan na trama (0%) e que fique claro que não estou sabendo lidar com isso.
    Paulo era o personagem mais chato (realmente não gostava dele), mas MEU DEUS, o que você fez, que reviravolta, que desenvolvimento do personagem, eu simplesmente estou amando o casal, achei os dois (principalmente o Paulo), fofos, o Marcelo é muito estranho, mesmo assim estou torcendo para que os dois fiquem juntos (e o Luan morra o quanto antes, talvez passa a fazer a diferença na trama).
    Um pouco a Rita diz ser a assassina, outras vezes diz não ser, olha, nem sei o que dizer, só sei que passei a ter mais carisma pela personagem após ouvir o que Geral tinha a dizer, então ela ficou amarga porque perdeu o filho (que pode ter sido coisa do Pedro, o que justificaria um assassinato, quem sabe).

    E por fim, parabéns Lucas, desculpe (mais uma vez) o atraso.

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