A Divina Vingança – Capítulo 13 (Penúltimo Capítulo)

Ressurgimento das Cinzas

ANO DE 2016

 

CENA 01: Galpão, Manhã

Podia se ver o ódio estampado no rosto de Marcelo, enquanto ele olhava para aquelas duas.

MARCELO: Então quer dizer que vocês acharam que eu iria deixar vocês fazerem tudo o que fizeram na minha família e eu ficaria quieto? Ah é, claro que vocês pensaram isso não é? Afinal, pra você Rita, eu sou um garoto, não é? Um moleque que não serve pra nada! O empecilho da sua vida e dos seus planos! – Rita também o olhava com ódio.

RITA: É! Você é sim o empecilho da minha vida! Se não fosse você tudo tinha vindo para as minhas mãos.

MARCELO: Enfim você assume não é? Sempre com aquela cara cínica, achando que me enganava, mas você nunca me enganou Rita! Nunca! Eu trouxe vocês aqui, porquê eu quero saber tudo a respeito dessa história! Quero que vocês me contem tudo o que sabem, cada detalhe! – Rita riu quando ouviu aquilo.

RITA: De mim você não vai saber nada.

MARCELO: Vamos ver se não! – Falou ele, olhando para o capanga.

RITA: O que você vai fazer? Vai atirar em mim? Vai me bater?

MARCELO: Eu? Eu não faço essas coisas Rita, eu não sou assim, vamos brincar de uma brincadeira bem conhecida por aí… Se chama Roleta Russa. – O olhar de Rita é de espanto.

 

CENA 02: Empresa Couto, Sala da Presidência, Tarde

A porta do elevador se abre e se vê saindo de lá Letícia. Ela vai direto a secretária.

LETÍCIA: O Marcelo está por aqui?

SECRETÁRIA: Não senhora, ele saiu agora a pouco com o diretor Paulo.

LETÍCIA: Ele te falou para onde ia?

SECRETÁRIA: Não.

LETÍCIA: Que droga! Aonde será que ele está?

 

CENA 03: Galpão, Tarde

Rita olhava para aquela arma, com medo.

RITA: Não! Não precisa disso! Já que você vai me lascar mesmo se eu sair viva dessa merda, eu vou falar, pelo menos ainda vou ter o prazer de te ver chorar.

MARCELO: Como assim? O que você quer dizer com isso?

RITA: A história do passado do teu pai não é nada bonita! O teu pai nunca foi um santo Marcelo, mas antes de você saber do que eu sei sobre ele, você precisa conhecer a minha história. Só assim você vai entender toda essa batalha! – Falava ela, com o olhar cheio de raiva. – O teu pai foi a pior pessoa que eu já conheci na minha vida. Se eu pudesse não ter conhecido, eu não o teria conhecido. Mas infelizmente precisei conhecer.

MARCELO: Como você pode dizer isso? Ele te ajudou a vida toda você foi vice presidente desse grupo por anos!

RITA: Me ajudou? Você não​ sabe de nada mesmo, não é garoto!? O teu pai fez a pior coisa que ele poderia ter feito contra mim! Tirou o meu filho de mim, tudo começou quando eu me casei. (T) Eu era jovem, cheia de sonhos, conheci um homem já maduro, que me queria como esposa. Porquê não? Então eu me casei, me casei com o Geraldo Dias – o rosto de Marcelo se fechou, em incredulidade.

MARCELO: Você foi esposa daquele homem?

RITA: Fui, durante anos, ele já tinha uma filha naquela época, se chamava Mariana. E pouco depois eu tive um filho com ele, se chamava Luan! – falava ela, sorrindo, como se lembrasse dele. – A gente era uma família unida e durante muito tempo foi assim, até que certo dia, eu não vi mais o meu filho na minha casa! O meu filho sumiu e sabe quem foi que tirou ele de mim Marcelo? O teu pai!

 

 

CENA 04: FLASHBACK, Grupo Dias, Joá, Rio de Janeiro

Do lado de fora da sede, se via um carro estacionado. Dentro desse carro, se via Pedro, dando dinheiro a um dos funcionários do grupo.

PEDRO: Manda os outros funcionários fazerem uma tarefa qualquer que deixe o caminho livre e então você tira os dois garotos de lá e trás eles aqui, não precisa trazer mais nada, eu só quero os garotos! – falava, olhando para o homem.

FUNCIONÁRIO : Tudo bem, eu tentarei fazer isso, mas levarei eles para os fundos, para não chamar a atenção. Vá pra lá!

PEDRO: Ok.

Lá Pedro ficou. E não demorou muito para o homem voltar, trazendo os dois garotos a força. Pedro logo desceu para ajuda-lo.

MARIANA: O que vocês querem conosco! Me soltem! – Nem os gritos das crianças era suficiente para que Pedro recuasse no seu plano. Ele os tirou a sangue frio dos pais.

 

CENA 05 : Galpão, Tarde

Marcelo olhava para ela, desconfiado.

MARCELO: Não acredito no que você está me dizendo!

RITA: É a verdade! Durante muito tempo eu não soube. Não tinha paz sabendo que o meu filho estava longe de mim e eu não sabia nada dele. Acabei me separando por isso Comecei a procurar, a tentar descobrir quem havia feito aquilo e acabei descobrindo que um funcionário do grupo os ajudou, pois havia algumas poucas testemunhas que o viram. Eu o interroguei e ele disse que o Pedro havia feito aquilo, mas que os garotos não estavam mais com ele e ele não sabia aonde estavam. Desde então eu guardei aquela informação pra mim e jurei que iria destruir a vida do Pedro, assim como ele destruiu a minha!

MARCELO: Você acha mesmo que eu vou acreditar nessa tentativa estapafúrdia de desqualificação do meu pai?

RITA: É verdade! Pergunte ao Geraldo, ele só não sabe quem foi, mas ele sabe que esse crime realmente aconteceu, o teu pai foi a pior pessoa que poderia ter aparecido na minha vida! Eu fiz sim muitas coisas contra ele sem ele saber, é claro. Apareci aqui, quase da mesma forma que na época do Geraldo, contei uma história qualquer e ele me aceitou, como uma forma de tentar provocar o Geraldo, afinal, ele sempre teve raiva dele, eu ganhei a confiança dele, até o ponto de que eu geria esta empresa quase que sozinha! Ele mal sabia o que era gerência! Roubei sim! Tirei milhões dele, coisas que ele nunca soube, geri mal essa empresa em alguns momentos sem que ele soubesse e bolei sim o assassinato dele! – falava ela, com grande ódio no olhar. Um ódio idêntico ao que sentia Marcelo.

MARCELO: Sua assassina! – Ele acerta um golpe no rosto de Rita. – Como é que você tem coragem de fazer isso? Você imagina como foi que eu vivi depois que o meu pai se foi? Imagina todos os problemas que apareceram na minha vida?

RITA​: Você acha que eu ligo pra isso? Por acaso o teu pai ligou quando tirou o meu filho de mim?!

Marcelo chorava enquanto os olhos de Rita estavam marejados aos poucos o ódio e o ressentimento tomava conta dos dois.

 

CENA 06: Mansão Dias, Tarde

Podia ser visto Geraldo, a olhar para o celular, como se esperasse um contato.

MARIANA: Você não acha que ela está demorando demais?

GERALDO: Eu também acho… – falou, olhando para o celular. Imediatamente começou a discar o número de Rita, e logo ligou.

 

“Esse número de telefone encontra-se desligado ou fora da área de cobertura”

 

Quase que imediatamente Geraldo começou a olhar para o horizonte, como se estranhasse aquele sumiço.

 

CENA 07: Galpão, Tarde

Rita olhava pra Marcelo com raiva, e sem medo.

MARCELO: Vai, fala de uma vez! Conta de vez essa história!

RITA: Eu enganei o teu pai e me aproveitei do mau caráter dele para mandar ele pro espaço!

MARCELO: Mas o que está​ falando?

RITA: É bem simples. Enganei o seu pai inventando uma crise na empresa, falsifiquei documentos junto com alguns funcionários do financeiro dizendo que a empresa estava a beira da falência e quando ele viu esses documentos, ficou desesperado. Começou a desviar dinheiro para uma conta no meu nome, já que ele não queria se envolver. Quando ele transferiu grande parte do dinheiro, eu paguei para a Flávia mata-lo! E assim ela o fez !

Marcelo não conseguia acreditar no que ela dizia.

 

CENA 08: Barra da Tijuca, Mansão dos Couto, Tarde

Letícia entrava mais uma vez na mansão, a procura de Marcelo. Entretanto, ao chegar lá não o encontra.

LETÍCIA: Meu Deus! Aonde este rapaz está? – perguntava, quando de repente seu celular tocou. Quando ela pega, vê que era Mariana quem ligava. – Alô Mariana?

MARIANA: Letícia? Você sabe algo a respeito da Rita.

LETÍCIA: Da Rita? E por que eu saberia algo da Rita? Quero é distância dela.

MARIANA: Eu sei, mas é que ela desapareceu e ninguém sabe dela.

LETÍCIA: Pera aí? A Rita desapareceu? – imediatamente Letícia pensou no sumiço do Marcelo.

 

“Será que… Não, o Marcelo não teria coragem de fazer algo… Ou teria?”

 

CENA 09: Rio de Janeiro, Bangu, Galpão, Tarde

Marcelo as olhava com muita repulsa.

MARCELO: Eu não consigo acreditar no que estou ouvindo, vocês duas são cobras das piores espécies e o meu pai… O meu pai não pode ter me enganado desta forma! – Suas lágrimas invadiam seu rosto e ele teve de se apoiar na parede enquanto as encarava amarradas em sua frente. – Eu deveria matar vocês duas! As duas são as piores coisas que apareceram na minha vida.

FLÁVIA: Marcelo?

MARCELO: O que é? O que você quer?

FLAVIA: Eu não atirei no Pedro… – Falou ela, atraindo o olhar de Rita.

RITA: Como não? Nós fizemos isso, eu paguei o dinheiro a você! Ele morreu!

FLÁVIA: Eu não atirei! – Falou ela, exaltando a voz. – Eu não tive coragem, eu tinha dito pra você, eu posso ser tudo, mas não sou assassina, eu não consegui atirar, não fui eu quem atirei.

RITA: Eu não posso acreditar que você mentiu pra mim e ficou com o meu dinheiro.

FLÁVIA: Deixe de ser hipócrita, você sabe muito bem que também enganou muita gente.

MARCELO: Chega! O que mais você está escondendo de mim agora?

FLÁVIA: O seu pai… Ele, está vivo!

Marcelo, Rita e Paulo olharam pra ela, sem acreditar.

 

CENA 10: Mansão Dias, Tarde

Letícia adentra rapidamente a mansão, para conversar com Geraldo, Mariana e Luan.

MARIANA: E então Letícia? O que você queria dizer assim de tão importante?

LETÍCIA: O Marcelo também sumiu e eu estou achando que ele tem a ver com o sumiço da Rita.

MARIANA: Como assim?

LETÍCIA: Ele descobriu que ela havia sido a mentora do assassinato do Pedro.

LUAN: Estão acusando a minha mãe de ter matado o Pedro?

LETÍCIA: Não estão acusando, temos quase certeza, ela confessou! O Marcelo ficou muito sentido e é provável que ele queria fazer algo contra elas. Não sei o que…

MARIANA: Mas se isso aconteceu mesmo, pra onde eles foram?

LETÍCIA: Eu não sei… – Quase que de repente, Letícia recebe uma mensagem. Era do serviços de segurança dos carros da família.

 

“Um dos carros registrados nesta conta se encontra neste momento em área de risco. É prudente sair do local.”

 

Junto vinha a placa do carro, e o local aonde ele estava. Logo ela percebeu que era o carro de Marcelo.

LETÍCIA: O que o carro do Marcelo está fazendo em Bangu? Será que ele foi assaltado? Não é possível, ele não ficaria assim tão quieto. – Quase que imediatamente ela olhou para os outros. – Vamos, acho que sei aonde encontrar o Marcelo.

 

CENA 11: Bangu, Galpão, Tarde

Enquanto Marcelo descobria os segredos envolvendo a vida oculta de seu pai, um carro desconhecido se aproximava do galpão.

MARCELO: O que você está dizendo Flávia? – Marcelo tinha uma feição enigmática naquele momento. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo.

FLÁVIA: O teu pai está vivo! Foi tudo uma armação dele e ele está vivo, ele não morreu!

Quase que na mesma hora que ela falou isso a porta do carro desconhecido abriu. E de dentro saiu Pedro, bem vestido como sempre.

Ele estava vivo.

 

CONTINUA…

 

E nesta segunda (3) não perca…

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15 thoughts on “A Divina Vingança – Capítulo 13 (Penúltimo Capítulo)

  1. O plot do irmão gêmeo do Pedro seria um grande trunfo nas mãos do autor, mas como ele foi mal executado, acabou virando uma “barriga”. O momento pra soltar toda a verdade sobre o Pedro era agora, convidando o leitor a ligar os pontos (por meio do raciocínio do Marcelo)… quer dizer, eu vejo assim, não sei se o autor concordará comigo.

    Luan tá muito apagado para o tamanho do personagem. Sequer aparece, porque o roteiro prioriza o plot da divina vingança e deixa em segundo/terceiro plano os plots em que o Luan aparece. Luan é outro plot mal executado.

    Mas… como assim o Pedro não morreu? Nós o vimos ser alvejado, nós o vimos ser levado ao hospital, nós vimos ir a óbito antes que de ser operado pelo Paulo, nós vimos o seu velório. Como assim? Bem, nós sabemos que a Flávia não matou o Pedro, quem atirou nele provavelmente foi um homem.

    Curtido por 1 pessoa

    • Eu preferi deixar todo o climax e ligação dos pontos para o último capítulo. Mas é bem fácil de entender o que aconteceu. Pedro mal caráter, Rita enganando Pedro de que empresa falia, irmão de Pedro aparentemente morto… Leia o último capítulo, e você entenderá 🙂

      Curtido por 2 pessoas

  2. Fico realmente surpreso com a revelação de Rita, até o último momento tentei acreditar que não fosse ela, afinal era óbvio demais, mas no fim realmente ela estava por trás do suposto assassinato (e foi uma revelação em cima de outra), depois descobrimos que Flávia quem atirou em Pedro, mas na verdade não, ela não o matou e ele está vivo…. E então queria saber quem Paulo tentou salvar, seria o irmão gêmeo? Aonde ele se encaixa? E esperando o último capítulo, acredito que teremos muitas surpresas.
    Eu confesso que odiava a Rita, mas depois de tudo, eu não consigo mais odiá-la, apenas adora-la, ela realmente ganhou o meu carinho, é uma personagem bem desenvolvida e foi bem conduzida durante a trama, diria que a melhor personagem até então.
    Já Luan, aparentemente ainda sem significado para estar ali, só aparece e quando aparece não faz nada.

    No mais, devo lhe dar os parabéns pelo primeiro projeto aqui no Tv Mix, e aguardando o grande final.

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