Serra Dourada – Capítulo 01

CENA 1 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Um menino negrinho e descalço corre à soleira da porta principal do imponente casarão da família Caiado, localizada próxima ao Palácio Conde dos Arcos, sede do governo local. O menino bate à porta três vezes até ser recebido por outra negra.

MIRMILA – O que que queres aqui, moleque?

MENINO – Encomenda pro senhor seu Barão!

MIRMILA – Me dê e vai-te embora.

O menino entrega o papel para a escrava e sai correndo, apressado.

Mirmila observa o selo da corte na correspondência e sai correndo para dentro da casa.

cena 2 – casa dos caiado. interior. dia.

Afobada, a escrava entrega o papel para Dona Suzana, esposa do Barão.

MIRMILA – Acabou de chegar, sinhá! O moleque do correio entregou ainda agora!

suzana – Tem o emblema da corte.

MIRMILA – Sim, sinhá! Por isso corri pra entregar pra sinhá!

SUZANA – Pois fez muito bem. Agora vá cuidar de seus afazeres. Me chame Maricota, sim? Se isto for mesmo o que aparenta ser, ela terá de ir ao palácio entregar pessoalmente o papel ao senhor meu marido.

MIRMILA – Sim, sinhá.

Mirmila vira as costas e sai. Suzana segura o envelope e o abre delicadamente. Dentro dele, uma carta enviada pelo Palácio Imperial informando da vinda da passagem e pernoite do imperador na capital da província. Suzana arregalou os olhos e fechou a carta, assustada.

SUZANA – Maricota! Corre aqui, menina!

CENA 3 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Maricota chega correndo na sala, afobada, com os olhos assustados para a mãe.

SUZANA – Quero que vá ao trabalho de seu pai e lhe entregue esta carta.

MARICOTA – Mas, mamãe, ele há de brigar comigo como da última vez.

SUZANA – Apenas entregue a carta e vá-se embora, menina. Não há nenhuma necessidade de vosmecê ficar perambulando pelas ruas desta cidade.

MARICOTA – Mas o que tem nesta carta de tão importante, mamãe?

SUZANA – Vosmecê ficará sabendo no momento certo. Se abrir este envelope ficará de castigo e não irá a missa neste domingo.

MARICOTA – Mas, mamãe… Por que me deixa tão curiosa?

SUZANA – Para que pague seus pecados, que são muitos.

MARICOTA – Como posso pecar se mal saio de casa, mamãe?

SUZANA – Pecado em pensamento que eu bem sei. Agora ande, chega de perguntas! Vá fazer-lhe o que pedi.

MARICOTA – Sim senhora.

Corta.

CENA 4 – RUAS DA CIDADE. EXTERIOR. DIA.

O negrinho que entregou a correspondência começa a cochichar com os outros acerca da vinda do imperador para a cidade. Logo o murmúrio se espalha e todos estão comentando.

Corta.

cena 5 – palácio do governo. interior. dia.

Maricota entra trajando um vestido muito bem passado, de tom claro, branco como a própria pele. O pai está sério, atrás da mesa de seu gabinete assinando alguns papéis.

MARICOTA – Com licença meu pai.

BARÃO – Maricota? O que está a fazer aqui? Já disse para vosmecê não sair de casa desacompanhada.

MARICOTA – Sim, papai, eu sei. Mas, chegou uma correspondência agora a pouco em nossa casa e pareceu muito importante.

BARÃO – Correspondência? Que correspondência?

Maricota entrega a carta ao pai, envergonhada.

MARICOTA – Parece que é da corte.

O Barão de Anhanguera lê a carta com calma e respira fundo, esmurrando a mesa. Maricota se assusta.

BARÃO – Não temos dinheiro nem para os donativos da igreja e agora o Imperador resolve pernoitar aqui? É um absurdo mesmo!

MARICOTA (entusiasmada) – O Imperador, papai? Em Pessoa?

BARÃO – Em espírito é que não poderia ser, não é menina? E o que vosmecê está a fazer acá que não foi-se embora ainda? Anda, para casa! Sei que tem aula com dona Iolanda.

MARICOTA – Aquela velha mexeriqueira…

BARÃO – É a melhor professora de música desta cidade. Se o imperador está pretendendo passar uma noite aqui temos que recepcioná-lo com música.

MARICOTA – Música?! Então teremos um baile?!

BARÃO – Não sei com que dinheiro, mas… Sim, teremos um baile. Agora vá-se embora ou eu não permitirei que veja o Imperador.

MARICOTA – Sim papai. Sua bênção.

Dito isto, Maricota sai correndo da sala do pai em direção a sua casa. A câmera foca a expressão preocupada do barão.

CORTA.

CENA 6 – JORNAL O DEMOCRATA. INTERIOR. DIA.

Enquanto Félix trabalhava na taquigrafia da nova edição, Leopoldo arromba a porta do local com um papel em mãos.

LEOPOLDO – Pare tudo o que está fazendo, Félix! Temos uma novidade que merece a primeira página!

FÉLIX – Eu não acredito, Leopoldo. Depois de todo o trabalho que eu tive com essas malditas letras?

LEOPOLDO – Deixe de preguiça, homem! Essa é a notícia do ano, meu irmão!

FÉLIX – Que notícia é esta, afinal?

LEOPOLDO – O imperador! O imperador está vindo pra cá!

FÉLIX – Dom Pedro? O que ele vem cheirar aqui? Essa terra não tem nada. Quer dizer… Tinha ouro, mas eu nem me lembro qual foi a última vez que eu vi uma pepita na minha frente.

LEOPOLDO – Vosmecê não percebe, Félix? É a chance perfeita de desmascarar aquele crápula do Barão!

FÉLIX – O que vosmecê está pensando em fazer, Leopoldo? O imperador não deve vir desprotegido.

LEOPOLDO – Eu não vou matar o Barão, Félix. Embora ele merecesse…

CORTA PARA FLASHBACK.

CENA 7 – FLASHBACK.

Alguns cavalos correm rapidamente por uma grande área plana, rodeado por uma serra. No cavalo da frente, um homem carrega, com a ajuda de um menino, alguns sacos contendo ouro em pó. Do alto da serra, o Barão acompanha a perseguição.

BARÃO – Meu ouro, seu maldito! Devolva o meu ouro!

HOMEM (gritando) – O ouro é do povo, Barão! Ele é o verdadeiro dono das riquezas de qualquer lugar.

BARÃO – Atirem! Atirem nesse desgraçado!

Há um barulho de tiro. O homem é atingido e cai do cavalo. Bate a cabeça numa pedra e morre imediatamente. O garoto cai por cima dos sacos que esparramam o ouro em pó e em pepitas pelo pasto, desacordado. Os capangas se aproximam para atirar nos dois homens…

CORTA

CENA 8 – JORNAL O DEMOCRATA. INTERIOR. DIA.

Leopoldo respira fundo.

LEOPOLDO – Existem formas muito mais humilhantes de se acabar com um homem do que matando ele.

FÉLIX – O que vosmecê pretende?

LEOPOLDO – Primeiro, vamos avisar a cidade da vinda do imperador. Vamos ver como ele vai ser recepcionado pelo Barão.

FÉLIX – Seja como for, meu irmão, nós estaremos fora da recepção.

LEOPOLDO – Isso é o que veremos…

FÉLIX – Essa história me deu dor de cabeça. Vou ao rio me refrescar. Está um calor dos diabos nesta terra.

LEOPOLDO – E vai me deixar aqui?! Temos trabalho a fazer.

FÉLIX – Eu volto logo. Só vou esfriar a cabeça. Vosmecê também precisa esfriar a sua de vez em quando.

Félix deixa seus instrumentos de trabalho de lado e sai do jornal, exausto com toda aquela história.

CENA 9 – RUAS DE GOYAZ. EXTERIOR. DIA.

Após entregar a correspondência para o pai, Maricota vai secretamente em direção ao único rio que cortava a cidade e que, curiosamente, ficava na propriedade de seu pai. Ao perceber que não havia ninguém, a moça sobe o vestido até a altura dos joelhos e entra na parte mais rasa da água, refrescando-se.

CORTA

cena 10. catedral. interior. dia.

O Barão de Anhanguera entra nos aposentos do bispo com a cara fechada, mostrando o envelope com o logo do império.

BARÃO – Leia, eminência.

O bispo lê calmamente a carta e arregala os olhos.

DOM EUGÊNIO – O imperador? Aqui? Temos que fazer uma missa em ação de graças e uma procissão, Barão.

BARÃO – Sei bem o que isso significa. Não estamos passando um bom momento, eminência. A produção de ouro tem caído muito nos últimos meses.

DOM EUGÊNIO – Não se deve negar a Deus, senhor Barão. O senhor, sobretudo, por ser um homem afortunado. Não deves negar a Deus.

BARÃO – Se Deus fosse tão bom comigo estaria mandando ouro nos nossos rios. Estou cansado de receber pedras do tamanho de um alfinete.

DOM EUGÊNIO – O senhor tem estado em dia com suas orações, Barão?

BARÃO – Todos os donativos que eu mando para a sua igreja já não são suficientes?

DOM EUGÊNIO – De fato, o senhor é um homem muito generoso. Mas Deus nunca pede aos seus filhos além daquilo que eles podem lhe dar.

BARÃO – Pois então eu acho que Deus quer me ver falido, eminência. Enfim… Envie-me o orçamento da missa e da procissão. Precisamos correr para providenciar tudo.

DOM EUGÊNIO – Obrigado pela visita, Barão. Deus lhe acompanhe.

O Barão não responde, apenas joga uma moeda de ouro numa cesta próxima a saída da sala do bispo que, sobressaltado, se levanta e sorri.

DOM EUGÊNIO – Foi Deus quem mandou o imperador para salvar nossa paróquia!

CORTA.

CENA 11 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Enquanto preparava o almoço. Mirmila recebe a inesperada visita de André, que chega sem avisar e a toma em seus braços.

MIRMILA – ANDRÉ! Que susto! O que vosmecê está fazendo aqui?

ANDRÉ – Vim vê cumé que ocê tá, uai. Saudade.

MIRMILA – Vosmecê é maluco? Se a dona Suzana nos pega aqui vamos os dois para o tronco!

ANDRÉ – Ocê, pro tronco? Duvido que sinhazinha Mmaricota ia deixá.

MIRMILA – Sinhazinha Maricota está muito ocupada com suas aulas de piano para me socorrer. Aliás, já sabe da novidade?

ANDRÉ – Novidade? Sei não.

Quando Mirmila ia contar a novidade ao namorado, Suzana surge no cômodo e flagra os escravos agarrados.

corta

CENA 12 – RIO. EXTERIOR. DIA.

Sem camisa e usando apenas trajes de banho, Félix mergulha no rio e começa a se refrescar. Ao voltar para a superfície avista Maria Teresa. O rapaz sorri imediatamente, encantado pela beleza da jovem.
Distraída, Maricota toma seu banho com alguma calma, mas ao perceber a presença de uma pessoa estranha, ela olha para o lado e avista Félix. Arregala bastante os olhos, assustada, e volta correndo em direção à casa grande, sem que ele pudesse dizer qualquer palavra.

CORTA.

CENA 11 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Maricota chega correndo na sala, com os pés molhados e com a respiração descontrolada.

IOLANDA – Boas tardes menina Maricota. Por que todo esse desespero?

MARICOTA – Boas tardes dona Iolanda. Precisamos treinar muito para o baile!

IOLANDA – Baile?! Que baile?! Não me diga que a menina já arrumou um pretendente! Por que eu sou sempre a última a saber das coisas?

MARICOTA (ri) – Não é nada disso, dona Iolanda. A senhora sabia que o imperador vai passar por aqui, numa de suas viagens?

IOLANDA – O imperador?! Quem lhe disse, menina?!

MARICOTA – Papai recebeu uma carta da corte há algumas horas. Ele já correu para preparar tudo.

IOLANDA – Meu Deus, o imperador! Eu preciso ir na modista…

Iolanda vai saindo da casa sem olhar para trás, falando sozinha, enquanto Maricota vai atrás dela.

MARICOTA – Dona Iolanda e a nossa aula?

A mulher continua a andar, já do lado de fora, falando sozinha.

IOLANDA (cada vez mais distante) – Preciso falar para minha irmã que temos de estar bem bonitas para o Imperador.

CORTA.

CENA 12 – MINA DE OURO. EXTERIOR. DIA.

O cocheiro do Barão e escravo mais velho da região, Benedito, reuniu-se com os outros negros na mina para dar-lhe as boas novas.

BENEDITO – Irmãos! Sua Majestade, o imperador, está para chegar nas nossas terras. É a grande chance que tanto sonhávamos em ter para conquistar a nossa liberdade!

Os outros negros aplaudem. Um burburinho se espalha entre os escravos, mas Benedito logo retoma a atenção deles.

BENEDITO – Vamos continuar nosso trabalho de retirada de ouro, sempre separando uma parte para a construção do nosso grande sonho. A liberdade!

Uma histeria toma conta dos negros, que levantam suas ferramentas e jogam um pouco de ouro pra cima.

benedito – O reinado do Barão está com os dias contados, meus irmãos. Vamos! Ao trabalho!

A câmera vai se afastando e, do alto, mostra toda a movimentação dos negros na mina, trabalhando com mais vontade desde que foi dada a notícia.

A cena congela e um punhado de ouro em pó cai sobre a fotografia, formando o desenho da cena.

Corta.

FIM DO CAPÍTULO

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39 thoughts on “Serra Dourada – Capítulo 01

  1. Leonel, eu achei sua trama simplesmente apaixonante, estou encantado por ela. Todos os personagens são muito característicos e encantadores. Você conseguiu mostrar como era a vida nessa época e eu me senti dentro desse mundo mágico que você criou, como se eu fosse um dos personagens…adorei! 😀
    Toda trama sua eu fico encantado, você é um grande autor, talentoso e pelo que me parece, muito apaixonado com o que faz.
    Você conseguiu de fato me prender, estou com você amanhã.
    Parabéns por mais essa grande estreia.. ❤

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    • Muito obrigado pelos elogios, Sebastian. Fico feliz que você tenha se sentido parte desse Brasil do Século XIX. É muito gratificante saber de tudo isso. Eu realmente gosto muito de escrever.
      Te espero amanhã! E obrigado! 😀

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  2. Abertura adicionada!
    Pessoal, peço desculpas por qualquer erros de formatação com letras maiúsculas e minúsculas. Acontece que eu uso um software de roteiros e quando ele passa para o word as correções nem sempre são feitas automaticamente. Isso não vai interferir no andamento da história. Procurei evitar ao máximo esses erros, mas podem haver alguns equívocos.
    Espero que gostem!

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  3. Não vou me prolongar muito, mas amei a estreia. Os diálogos parecem condizer com o vocabulário da época em que a trama se passa. Espero uma aproximação de Feliz e Maricota. A abertura esta muito linda, e a música combina muito com a web. Parabéns pela estreia, Leonel 😀

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    • Obrigado pelo seu comentário! Os diálogos misturam o vocabulário daquela época, mas evitei algo muito rebuscado porque estamos aqui para nos divertirmos! Te espero amanhã! Obrigado pela presença! 😀

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  4. Já conheço esse capítulo há algum tempo e repito o que lhe disse no e-mail: está ótimo, muito bem escrito, bem conduzido, a trama é muito tradicional e os núcleos estão muito coesos. Sobre a abertura, linda demais, Bruninho caprichou. Não vou me estender, mas quero dizer que gostei bastante do capítulo e tentarei acompanhar, você é muito talentoso e já mostrou isso em “Conto de Farsas”, agora tenho certeza que mostrará não só seu talento, mas também seu amadurecimento na escrita. Meus parabéns, Leonel, todo sucesso pra você! 😀

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  5. Caramba Leonel! Estou encantado com a trama. Mto bem escrita e ininterrupta, como se fosse um capítulo em plano sequência, sem cortes. Mto bom mesmo. Parabéns pelo bom gosto de uma trama de época. E parabéns pela condução. Desejo acompanhar!
    Sucesso!!!

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    • Obrigado pelo seu comentário, Maurício! Fico feliz que a novela tenha te agradado! Espero você nos capítulos seguintes! 🙂

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    • Obrigado Brenddo! Por confiar no meu texto, pela oportunidade, por tudo! Sei que fui bem insistente. Adoro escrever aqui. Valeu mesmo!

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  6. Após várias web-novelas fortes e impactantes, “Serra Dourada” se mostra uma trama leve, romântica e aparentemente,despretensiosa, como uma novela das 18h da Globo.

    Sem querer ser chato, mas eu notei uma pequena desorganização nos cabeçalhos das cenas; depois da cena 12, vira a cena 11 e depois a cena 12 novamente. Eu também notei que alguns cabeçalhos estão escritos em minúsculo, enquanto alguns estão em maiúsculo. – não tem problema escrever desse jeito, mas eu achei um pouco estranho.

    E vamos ao #AnalysisToday ✌😛 de hoje.

    Serra Dourada – Capítulo 01

    Que abertura luxo, hein? Adorei. – Você sabe onde fica Goyaz? Não? No coração? 🎵

    A história se inicia com um garotinho entregando uma carta a família Caiado; essa carta anuncia a chegada do imperador Dom Pedro I a Goyaz. – eu queria fazer uma pergunta: ele vai ter alguma amante em Goyaz? 😛. – ao receber a carta, Suzana manda a sua filha, Maria Teresa, ou somente, Maricota para entregar a carta ao seu pai? O poderoso Barão de Anhanguera. Maricota se prontifica a entregar a carta. – já tô considerando a Suzana uma verdadeira bruaca, já a Maricota, ainda não tenho muito o que falar. 😕 – Ao entregar a carta ao Barão, Maricota descobre (pois a bruaca azeda da Suzana não contou) que o imperador Dom Pedro I terá uma estadia em Goyaz. Ao descobrir isso, o Barão fica desesperado, pois o ouro está sumindo e não há como fazer uma grande festa para a chegada do imperador. – o Barão não aparenta ser um grande e poderoso vilão, mas sim, um homem bastante rígido e ambicioso.

    No jornal O Democrata. Félix trabalha na próxima edição do jornal, até que, Leopoldo chega com a notícia da chegada do imperador e pede para ele colocar como a manchete principal. Leopoldo diz que vai usar a estadia do imperador para destruir o Barão – confesso que até agora, o Leopoldo foi o personagem que mais me chamou atenção. – ele se lembra de um homem e um garoto que tentaram roubar o ouro do Barão, mas que acabaram sendo assassinados pelo mesmo. – tá na cara que esse homem é o pai do Leopoldo. Mas e esse garoto? Seria o Leopoldo? 😏

    Maricota aproveita que está fora de casa, e resolve se banhar num rio que corta Goyaz e é próximo a sua casa; porém, ela encontra Félix também se banhando no rio. – o primeiro encontro do casal. Só me lembrei um pouco de “Fera Radical”, porque foi desse jeito que os protagonistas se encontraram. – Assustada com a presença de Félix, Maricota sai correndo em direção a sua casa, e encontra dona Iolanda, sua professora de música, Maricota diz a Iolanda que o imperador está chegando, e após ouvir isso, Iolanda sai e deixa Maricota no vácuo. – como se o imperador quisesse uma velha caída dessas. – boatos de que eu ri horrores com essa cena da Iolanda. 😂😂😂

    Na mina de ouro, Benedito, o escravo do Barão reúne os outros escravos para noticiar a chegada do imperador e diz que é a hora de se aproveitarem para conseguir o que querem: a liberdade. – Benedito é um personagem bem interessante, gostei muito dele, quero ele matando o Barão degolado no último capítulo. 😛 – e assim se encerra o primeiro capítulo.

    Na minha opinião, o capítulo devia ter se encerrado com a cena do Félix com a Maricota e essa última cena deveria ter sido a penúltima, mas mesmo assim, o capítulo ficou bom. 😉

    Capítulo bastante simples, porém, muito bom.
    Parabéns, Leonel. 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • Que luxo a sua análise! Deixa eu esclarecer sobre as maiúsculas e minúsculas: o programa que eu uso faz isso automaticamente, mas quando o texto é enviado para o Word essa formatação nem sempre permanece. Eu reviso todos os capítulos e deixo tudo bonitinho, só que aparentemente essas revisões não valeram aqui. Espero que a partir de hoje isso não se repita. Mas, caso aconteça, não vai surtir nenhum efeito nenhum no desenrolar da história.

      Sim, o menino na garupa do cavalo do homem que morreu é o Leopoldo. Aquilo é uma lembrança que ele teve. Ele presenciou a morte do pai e por isso quer vingá-la.

      Espero que você goste do desenrolar da história! 🙂

      Curtido por 1 pessoa

  7. Uma estréia simples, porém bastante informativa. Essa visita do Imperador a terra de Goyaz promete grandes acontecimentos, além de ser a mais aguardada por uns.

    Leopoldo deixou mais que claro que pretende se vingar do Barão de Anhanguera. Aquele flashback deve retratar o seu passado para justificar o ato que irá praticar.

    O primeiro encontro entre Félix e Maricota já mostrou que em breve essa relação proibida vai acontecer. Espero torcer por eles.

    Bom, pra mim o ponto alto da trama é a escravidão que o senhor irá abordar. A esperança desse povo pra conseguir a liberdade; a esperança desse povo pra ganhar a igualdade… Enfim, é uma coisa linda. Você acertou em cheio em abordar isso, além de ser fundamental para o desenvolvimento de Serra Dourada.

    Gosto de sua escrita desde Conto de Farsas. Falando em sua antiga web, a reviravolta veio em um baile né? Em Serra Dourada, também será assim? Diálogos trabalhados com bastante cautela para retratar a época, personagens de personalidade forte (Sim, prefiro o Barão de Anhanguera) e uma trama que promete em seu desenrolar.

    Parabéns pela estréia, Leonel! 😉 “Você sabe onde fica Goyaz?” Abertura belíssima.

    Curtido por 1 pessoa

    • Muito obrigado pelo seu comentário e presença, Fred. Agradeço também os elogios acerca da minha escrita e fico feliz que um dos temas da novela tenha despertado seu interesse.

      Eu não posso adiantar detalhes, mas eu não quis ser repetitivo nessa novela. Acho que a gente que escreve precisa apresentar algo novo ao público. Seria mais fácil, sim, realizar um baile e transformá-lo num grande capítulo, mas achei melhor enveredar por outro caminho.
      Com o passar dos capítulos você e todos vão perceber que o desenvolvimento da história vai ser o ponto alto da novela. Pelo menos ele é pra mim. Existem clichês e chavões que fazem parte do folhetim, mas tentei sempre incrementar esse arroz e feijão com algo novo.
      Espero sempre contar com você! Obrigado!

      Curtido por 1 pessoa

  8. Que estreia gostosinha, adoramos. Destaque para o texto, leva bem para a época em que a trama se passa, onde ainda se era comum o uso de palavras, que hoje, nos soam estranhas. Sobre os personagens, ainda não sou muito apto a opinar sobre cada um… Mas Félix e Maricota já tiveram um primeiro encontro, e o ódio do Leopoldo pelo Barão é nítido. Pelas informações que tivemos, o Barão foi o responsável pela morte do pai de Leopoldo, algo que provavelmente aconteceu naquele flashback… Suzana e Mirmila ainda não tiveram muito destaque, mas continuo apostando na hipótese de que Mirmila é filha do Barão.

    Ótima estreia, ótima retratação da época. Parabéns, Leonel 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • Jean, o uso do “vosmecê” acontece em toda a trama, mas eu evitei uma linguagem mais rebuscada nos outros capítulos até para aproximar o leitor da história.
      Fico feliz que você tenha gostado! Suas suspeitas serão respondidas no decorrer dos capítulos. 😀

      Muito obrigado pelos elogios! Fico feliz que tenha gostado! Te espero no capítulo de hoje! 🙂

      Curtido por 1 pessoa

  9. Pela primeira vez vejo uma web passar em Goiás, minha terra. É logo em uma época do Império.
    O que dizer do primeiro capitulo, um capitulo que dos pode nos dar a entender os próximos.
    Parabéns, Leonel.

    Curtido por 1 pessoa

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