Serra Dourada – Capítulo 02

{Continuação do capítulo anterior}

CENA 1 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Suzana continuava ali, de braços cruzados, observando a cena. Ao abrir os olhos, Mirmila leva um susto.

MIRMILA – Sinhá…

SUZANA – Mirmila, o que vosmecê pensa que é a minha casa? Uma senzala? É para lá que vosmecê quer ir, menina?

ANDRÉ – Sinhá, eu posso explicá. Eu que vim conversá com ela.

SUZANA – E o que vosmecê está fazendo aqui? Não devia estar na mina que é o seu lugar?

ANDRÉ – Sinhá Suzana num sabe? Quase num tem mais ouro por lá. Nóis já cavou tudinho…

SUZANA – Insolente! Vou contar até três para vosmecê desaparecer da minha frente.

Dito isso, André se afasta de Mirmila e sai correndo. Suzana lança um olhar furioso para a escrava. Nesse momento, Maricota se põe atrás da porta da cozinha, olhando a cena com atenção.

CENA 2 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

SUZANA – Vosmecê contou a ele sobre a carta?

MIRMILA – Contei não, sinhá!

SUZANA – Está lhe faltando trabalho por aqui? É isso? Vosmecê já terminou suas obrigações com o almoço?

MIRMILA – Imagina, sinhá! Eu ainda tô ferventando o feijão.

SUZANA – Não se esqueça da generosidade desta família em manter vosmecê na casa grande, menina. Vosmecê é uma filha de chocadeira sem pai nem mãe que merecia estar na senzala. Mas, por piedade eu e o senhor meu marido resolvemos deixá-la conosco.

MIRMILA (de cabeça baixa) – Eu sei, sinhá. E sou grata por isso.

Neste momento, Suzana pega dois panos de prato e enrola em suas mãos. Segura a panela fervendo de feijão e despeja o líquido no chão da cozinha, sob o olhar assustado da escrava. Ela repõe a panela no fogão a lenha da cozinha e observa a sujeira no chão.

SUZANA – Quem sabe com um pouco mais de trabalho vosmecê não encontre tempo para conversar. (pausa) Meu marido já está para chegar. Quero a cozinha limpa e o feijão pronto antes que ele aponte naquela porta.

MIRMILA (segurando o choro) – Mas a sinhá jogou todo o feijão fervido fora. Agora eu vou ter que separar e colocar pra ferver de novo.

SUZANA – Quem mandou ser uma incompetente? Eu devia era despejar essa panela em cima de vosmecê, mas sou uma cristã misericordiosa.

Quando Suzana virou as costas para a escrava, Maricota saiu correndo para a sala, horrorizada com a cena.

CORTA.

CENA 3 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Na cozinha, sozinha, Mirmila parecia desorientada com toda aquela sujeira. Deixa o chão sujo por alguns instantes e começa a colocar o feijão na panela, mexendo rapidamente.

MIRMILA (desesperada) –  Se o Barão chegar e não tiver comida na mesa eu vou pro tronco. Certeza que vou!

MARICOTA (ofegante) – Mirmila, o que aconteceu aqui? Ouvi barulho de panela caindo…

MIRMILA (segurando o choro) – Na-nada não sinhazinha. Eu que sou uma abestalhada mesmo.

MARICOTA – Não minta para mim, Mirmila. Isso só pode ser coisa da minha mãe. Vou lhe ajudar com isso. Me dê algo com água e um pano, sim? Vamos limpar isso aqui juntas.

MIRMILA – ‘Carece não, sinhazinha! Eu me viro aqui. Só preciso deixar tudo pronto para quando o senhor seu pai chegar.

MARICOTA – Vamos torcer para que ele demore a chegar então. Minha mãe está na capela, rezando, e ele está muito atarefado por conta da carta que recebeu. Mas já são horas de ele chegar.

MIRMILA – O Barão nunca se atrasa, sinhazinha. Já tô inté preparando meu corpo pro chicote.

MARICOTA – Ele não vai bater em vosmecê. Eu não vou deixar.

Mirmila corre com as panelas enquanto Maricota começa a limpar o chão do cômodo.

Corta

cena 4 – cidade. exterior. dia.

O Barão de Anhanguera, de dentro de sua carruagem, observava o calçamento da cidade e fazia algumas anotações.

barão – Tudo nesta cidade precisa de reparos. Como vou receber o Imperador assim?

A carruagem para abruptamente e uma senhora idosa enfia a cara dentro do compartimento onde se encontrava o barão.

OLINDA – Bons dias, senhor Barão.

BARÃO – Mas que susto, dona Olinda! O que vosmecê quer comigo para me parar assim no meio da rua?

OLINDA – É que está havendo um buchicho na cidade, senhor Barão. E como eu não gosto de inventar histórias, vim falar diretamente com o senhor. Se me permite, claro.

BARÃO – A senhora já enfiou essa cara de meia lua na minha carruagem, como hei de não permitir? Vamos, desembucha. O que quer saber?

OLINDA – Em primeiro lugar eu sou uma senhorita, senhor Barão. Virgem, pura, casta, tal como Nossa Senhora. Em segundo lugar, é verdade que o Imperador em pessoa vai passar por estas terras?

BARÃO – Eu sabia… Eu sabia que era isso. Sim dona Olinda, o Imperador deve pernoitar aqui em Goyaz nas suas andanças. Acho que Sua Majestade está a conhecer todo o seu imenso império.

OLINDA (entusiasmada) – Mas isso é maravilhoso! Então o senhor vai oferecer-lhe um baile, não é senhor Barão?

BARÃO – Certamente que sim, dona Olinda. Não podemos receber o Imperador de mãos abanando.

OLINDA – E isso significa que os melhores partidos da corte vão estar neste baile! É a chance que eu precisava! Posso fazer-lhe uma confidência, senhor Barão?

BARÃO (revira os olhos) – E eu lá sou padre para receber confidências?

OLINDA – Acho que depois de todos esses anos rezando e pedindo por um bom partido, Deus finalmente enviou-me um.

BARÃO – Dona Olinda, com todo respeito, mas acho que a senhora já passou da hora de arrumar um pretendente. Quem irá querer uma mulher que mais parece uma tapera empenada? Se a senhora me dá licença, eu preciso almoçar. Tenho muito o que resolver ainda hoje, sim? Passar bem.

OLINDA (irritada) – É senhorita, senhor Barão! Senhorita!

A mulher enfim deixa a carruagem seguir, com a cara fechada, contrariada com o último comentário do barão.

Corta

CENA 5 – CIDADE. EXTERIOR. DIA.

A câmera mostra a carruagem parando diante do casarão dos Caiado. O barão desce do veículo e sobe as escadas de acesso a sala de estar.

cena 6 – casa dos caiado. interior. dia.

Ao chegar em casa, o Barão deixa seu chapéu e sua bengala em um canto da sala de estar e caminha até a cozinha, onde depara-se com a filha esfregando o chão, enquanto a escrava cozinhava freneticamente.

BARÃO – Mas o que está acontecendo aqui?

MIRMILA (assustada) – Barão! Ai minha nossa senhora dos pretos…

MARICOTA – Espere, papai, eu posso explicar.

BARÃO – Eu espero que possa, mesmo! O que a minha filha está fazendo limpando um chão? Levante-se, Maria Teresa!

Maricota se levanta rapidamente, limpando as mãos com o pano úmido.

MIRMILA – Foi tudo culpa minha, senhor Barão. O senhor pode me açoitar se quiser.

BARÃO – Fique calada, escrava! Não seja insolente ou vou marcá-la a ferro como fiz com os outros que me desobedeceram nesta casa.

MARICOTA – Calma, papai! O senhor pode me ouvir, por favor? Mirmila não teve culpa.

BARÃO – Estou ouvindo, Maria Teresa, estou ouvindo.

MARICOTA – Mamãe veio afrontar a pobre coitada, jogando todo o feijão que ela já havia fervido no chão, num ato da maior crueldade. Eu vi tudo, papai.

MIRMILA – Mas a sinhá Suzana só estava–

BARÃO – Calada escrava! Já disse! Mais um pio e eu vou mandá-la para o tronco.

Mirmila se cala, apreensiva.

BARÃO – E vosmecê, Maria Teresa, venha comigo. Vamos ter um particular com a senhora sua mãe.

Os dois deixam a cozinha. Mirmila cai no choro, mas não deixa de mexer nas panelas.

CENA 7 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

O Barão de Anhaguera abre a porta da capela com força, assustando Suzana que estava concentrada rezando.

SUZANA – Mas que invasão é essa na casa de Deus?

BARÃO – Deus não mora aqui, Suzana.

SUZANA – Não seja um herege, Braz! O que é que está acontecendo?

BARÃO – Eu peguei Maria Teresa limpando o chão da cozinha enquanto a escrava fazia o almoço. Será que vosmecê pode me explicar o que é isso?

SUZANA – O quê? Maria Teresa, como pôde…

MARICOTA – Eu vi o que a senhora fez com ela, mamãe. Aquilo foi crueldade.

SUZANA – Vosmecê viu o que exatamente, Maria Teresa?

MARICOTA – Vi quando a senhora jogou todo o caldeirão de feijão no chão, para a pobre coitada limpar, sabendo que não daria tempo de fazer uma comida nova.

SUZANA – Sim, eu fiz isso para puni-la pelo que ela fez.

Suzana se vira para o marido.

SUZANA – Porque ao entrar na cozinha deparei-me com a escrava agarrada a outro negro, cochichando. Podiam conversar sobre muitas coisas. Inclusive sobre fugir. Então achei por bem punir a escrava diante do seu comportamento desrespeitoso. Foi isso.

MARICOTA – E a senhora acha isso certo? Mirmila é como uma irmã para mim. Ela nunca me deixaria.

SUZANA – ELA É UMA ESCRAVA! E na primeira oportunidade foge para o quilombo mais próximo sem se importar conosco. Eles são como animais, Maria Teresa.

MARICOTA – Isso não é verdade!

BARÃO – SILÊNCIO!

O barão respira fundo, tentando baixar o tom de sua voz.

BARÃO – Vá para o quarto, Maria Teresa. Seu almoço será servido lá hoje.

MARICOTA – Mas, papai…

BARÃO – Não me ouviu? Para o seu quarto. AGORA!

A menina sai correndo, chorando, em direção ao quarto.

Corta.

CENA 8 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Com a saída da filha da capela, ele e a esposa ficam a sós. O Barão caminha até Suzana, ficando com o rosto bem próximo ao dela.

BARÃO – E quanto a vosmecê…

SUZANA – Vai me bater, Braz? Como sempre faz? Vai me tratar como uma escrava?

BARÃO – Escrava? Não. Pelas escravas eu ainda tenho desejo. Agora vosmecê… É só uma mulher fria, incapaz de dar ao seu marido o que ele deseja.

SUZANA – Talvez Deus não concorde com isso. Talvez vosmecê não mereça que eu lhe dê alguma coisa.

BARÃO – Se encostar um dedo naquela escrava, Suzana, eu juro que mato vosmecê! Eu não ligo para o que Deus pensa ou deixa de pensar.

SUZANA – Por que ela é tão importante? É com ela que vosmecê se deita nas noites em que não está na nossa cama?

O Barão ameaça dar um tapa na cara de Suzana, mas segura sua mão, fechando-a próxima ao rosto da esposa.

BARÃO – Vosmecê bem que merecia apanhar para respeitar o seu marido, mas acho que o seu sofrimento eterno já é castigo suficiente.

Suzana engole em seco e se cala. O Barão vira as costas e se afasta, lentamente.

BARÃO – Não vou ficar para o almoço. Mande a comida para o meu gabinete. Também não venho jantar. A minha poltrona tem sido mais confortável do que a cama ao seu lado.

Quando o Barão sai e fecha a porta, Suzana joga algumas imagens sacras no chão, visivelmente descontrolada, até se jogar no chão da capela e chorar copiosamente.

CORTA.

CENA 9 – JORNAL O DEMOCRATA. INTERIOR. DIA.

Após algum tempo, Félix volta ao jornal sorridente, enquanto o irmão suava com as letras de metal.

FÉLIX – Vosmecê gostou do meu texto, irmão?

LEOPOLDO – Muito ácido, do jeito que precisa ser. Vamos distribuir agora mesmo. Mas, deixe uma cópia. Vamos entregar ao imperador em pessoa.

FÉLIX – Eu ainda acho que o Barão não vai permitir.

LEOPOLDO – Permitir o que?

FÉLIX – Que a gente se aproxime do Imperador. Vosmecê acha que ele vai querer seus inimigos por perto?

LEOPOLDO – Ele não tem que deixar. Somos tão súditos dele quanto é o Barão. E, aliás, nós somos abolicionistas mas não somos republicanos.

FÉLIX – Eu fiz questão de esconder a parte em que somos abolicionistas.

LEOPOLDO – Não se preocupe, irmão. O Barão fará as honras por nós.

FÉLIX – Preciso te contar uma coisa…

LEOPOLDO – Pois conte, ora!

FÉLIX – Vi uma mulher linda no rio. Estou apaixonado por ela.

LEOPOLDO – Como assim, apaixonado? Vosmecê ao menos sabe o nome dela?

FÉLIX – Não, mas vou descobrir.

LEOPOLDO – Largue de fantasias e vamos distribuir estes jornais!

Os dois irmãos pegam uma pilha de papeis e colocam-se a porta do jornal.

FÉLIX – EXTRA! EXTRA! O Imperador chega em breve a Goyaz!

LEOPOLDO – EXTRA! EXTRA! Barão de Anhanguera promete baile inesquecível!

Aos poucos as pessoas vão se aglomerando diante do jornal e pegando um exemplar. Leopoldo joga sua cartola no chão e as pessoas vão depositando moedas, outros jogam o que tem em mãos: comida, açúcar, tempero.

Corta.

cena 10 – palácio do governo. interior. dia.

Ao entrar em sua sala, irritado, o Barão percebe a presença do bispo.

BARÃO – Eminência, não sabia que o senhor me aguardava.

DOM EUGÊNIO – Estamos todos muito ansiosos com a vinda de Sua Majestade, senhor Barão.

BARÃO – Já fez o levantamento do que precisa para a missa, suponho.

DOM EUGÊNIO – Não apenas para a missa, mas para a procissão também.

BARÃO – Mostre-me. Deixe-me ver quantos quilos de ouro vou precisar para cobrir essa despesa.

O bispo entrega ao Barão dois papeis. Quando o Barão inicia a leitura, leva um susto.

BARÃO – Mas isso aqui é um absurdo!

DOM EUGÊNIO – Vamos receber o Imperador, Barão.

BARÃO – O senhor exige inclusive que eu reforme sua igreja?

DOM EUGÊNIO – Na verdade os trabalhos já começaram. Vou apenas enviar a conta ao senhor. Não podemos receber o Imperador com nossa igreja caindo aos pedaços.

BARÃO – Mas ela foi reformada ano passado!

DOM EUGÊNIO – O senhor está insinuando que não vai ser capaz de cumprir suas obrigações para com Deus, senhor Barão?

BARÃO – Deus podia colaborar e me mandar algumas toneladas de ouro, eminência.

DOM EUGÊNIO – Então faça por onde e ele o ajudará.

BARÃO – Vou ver o que posso fazer. Mas, vou logo avisando: existem caprichos aqui que não poderão ser feitos. Não há a menor possibilidade.

DOM EUGÊNIO (se levantando) – Então Sua Majestade vai se lembrar de nós como um povo ingrato. E Deus também.

BARÃO – Tenho certeza que ambos hão de entender.

DOM EUGÊNIO – E eu tenho a certeza que o senhor irá se esforçar para não nos envergonhar na frente da corte. Passar bem, senhor Barão.

O bispo nem espera a resposta do Barão, sai batendo a porta, irritado. O Barão, por sua vez, pega seu chapéu e sua bengala e sai logo depois.

corta.

CENA 11 – CASA DOS CAIADO. INTERIOR. DIA.

Maricota estava deitada na cama, com o rosto afundado no travesseiro, chorando. A mãe entra sem bater e fecha a porta. A jovem leva um susto e se encolhe na cama, amedrontada.

MARICOTA – A senhora vai me bater?

SUZANA – Vosmecê não é mais nenhuma criança, Maria Teresa. Merecer uma surra vosmecê merece, mas de nada vai adiantar.

Do lado de fora, Mirmila ouve tudo, encostada na porta. Lá dentro a discussão continuava.

SUZANA – O que vosmecê fez hoje foi muito grave, minha filha. Me jogou contra o senhor seu pai e o fez sair daqui sem almoçar. E tudo isso para defender uma escravinha…

MARICOTA – Eu não podia permitir que a senhora tratasse a Mirmila daquela maneira, mamãe.

SUZANA – Entenda de uma vez por todas, minha filha: ela é só uma escrava. Seres sem alma, que não tem por nós sentimento nenhum…

MARICOTA – Ela é um ser humano!

SUZANA – CHEGA! Eu estou cansada das suas más-criações! Por isso eu tomei uma decisão.

MARICOTA – Que decisão, mamãe?

SUZANA – Vou aproveitar a vinda do Imperador e comunicar ao bispo e ao vosso pai que vosmecê vai partir para a corte.

MARICOTA (entusiasmada) – Eu vou estudar na corte?

SUZANA (irônica) – Ah, vosmecê vai sim. Vai estudar muito. Num convento.

Close na expressão assustada de Maricota. Mirmila também fica horrorizada.

A cena congela e um punhado de ouro em pó cai sobre a fotografia, desenhando a cena.

FIM DO CAPÍTULO 2

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23 thoughts on “Serra Dourada – Capítulo 02

  1. Encantadora a atitude de Maria Teresa em ajudar Mirmila a limpar a sujeira gerada por Suzana. Barão a livrou de ir para o tronco. Não aposto em ela ser filha dele. Estaria óbvio demais, por isso escolho a alternativa de ser surpreendido. Gosto bastante dos perfis de Suzana e do Barão de Anhanguera. São os personagens mais completos e construídos até então.

    Parabéns pelo segundo capítulo, Leonel! 😀

    Curtido por 1 pessoa

  2. Já que os probleminhas das letras foram explicados, eu relevarei esse detalhe (é que eu tenho uma mania em querer ver tudo escrito corretamente, e eu não sou nerd).

    E vamos ao #AnalysisToday ✌😛 de hoje.

    Serra Dourada – Capítulo 02

    No capítulo anterior, Suzana flagrou os escravos André e Mirmila no maior love na cozinha, e por isso, como castigo para a escrava, Suzana derrama todo o feijão cozinhado no chão e diz que quer tudo limpo e o feijão pronto antes do Barão chegar. – essa Suzana é uma bruaca, sou hater dela desde já. – após ver o que aconteceu, Maricota – boatos de que eu morro de rir com esse nome toda vez que eu leio, acho muito gozado. 😛 – a filha da bruaca azeda da Suzana, resolve ajudar Mirmila a limpar o chão. – uma atitude muito bonita da Maricota, mostra que ela não é como a Suzana.

    Enquanto isso, nas ruas de Goyaz… o Barão está passando pela sua carruagem, observsndo o quanto a cidade está destruída e assim não dá pra receber o Imperador; neste momento, Olinda, uma velhinha muito simpática adentra na carruagem e pergunta se a notícia de que o Imperador está vindo a Goyaz é verdade; o Barão confirma e diz que pretende fazer uma recepção, Olinda diz que finalmente arranjou um bom partido – ela acha que o Imperador vai querer ela? Uma velha caída? Olinda, linda, se contente com os seus dedos, o Imperador não vai querer nada com você. 😛 – mort com a resposta do Barão e com a Olinda ficando irritada – essa cena era pra ser uma cena cômica? Pois você conseguiu. Morri de rir nessa cena. Considero a Olinda uma verdadeira figura, adorei. 😛

    Ao chegar em casa, o Barão fica embasbacado ao ver Maricota limpando o chão. Maricota diz que Suzana fez de propósito para atrapalhar o serviço de Mirmila. Irritado, o Barão vai tirar satisfações com Suzana, que está na capela, rezando. O Barão e Suzana tem uma discussão fortíssima. – sinceramente, adorei a relação do Barão com a Suzana, uma relação muito forte e bem construída, arrasou. – e que relação de proteção é essa do Barão com a Mirmila? Você diz que não vai inventar a roda então eu aposto naquele clichê básico: a Mirmila é a filha do Barão. – após brigar com o Barão, Suzana vai até Maricota e diz que ela vai estudar em um convento.

    Por que toda vez que algum personagem sai ou entra em um certo local, a cena muda? (Ex: a cena da capela, a Maricota saiu e a cena trocou, mas o cenário continuou sendo na capela), eu penso que quando a cena troca é em outro cenário, mas nesse caso, é no mesmo. Na minha opinião, isso é desnecessário, pelo fato de ser no mesmo cenário, mas OK.

    Aos poucos, “Serra Dourada” vai ganhando a sua forma, apresentando levemente a relação dos personagens – o ódio de Leopoldo contra o Barão. A revolta do Benedito contra o Barão. A proteção exagerada do Barão com a Mirmila. E a relação conflituosa do Barão com a Suzana. – sinceramente, o Barão se tornou o protagonista da web. 😛 – o Félix e a Maricota estão sendo apagados da web, estão tipo personagens secundários na web. Aguardando desde já uma reviravolta entre eles.

    Parabéns, Leonel. 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • Já adoro o MyAnalisisToday hahahahaaa

      Suzana é bem cruel mesmo, especialmente com a Mirmila. Por que será?
      Olinda e Iolanda, as irmãs, são as personagens cômicas da web. Elas protagonizam cenas impagáveis. E são meio trambiqueiras.
      O Barão e a esposa não tem uma boa relação, realmente. Eles protagonizam esses primeiros momentos porque naquela época uma filha, sobretudo mulher, tinha pouca (nenhuma) liberdade. Mas isso vai mudando aos poucos.
      Sobre as cenas: apesar de contínuas, cada uma tem um enfoque diferente. Por isso eu divido. Mas, boatos que esse é um dos poucos capítulos que eu me utilizei desse recurso.

      Fico feliz que tenha gostado! Hoje tem mais! Obrigado pela presença. 😀

      Curtido por 1 pessoa

  3. Ai, Suzana já despertou minha antipatia. Certo que a Mirmila não estava certa em ficar se pegando com o namorado naquele momento, mas Suzana pegou pesado. Felizmente​, Maricota ganhou muitos pontos comigo com sua reação, uma moça doce e ingênua, mas não uma mosca morta como aparenta ser.

    Ao mesmo tempo, senti certa pena da Suzana diante do tratamento do Barão para com ela… Ele simplesmente a trata como se fosse um lixo.

    E esse bispo, hein? Tenho a impressão de que ele abusa das doações do Barão e está se aproveitando da chegada do Imperador em Goyás.

    Suzana anuncia que colocará Maricota num convento, ele agora?

    Segundo capítulo superior à estreia, parabéns, Leonel 😀

    Curtido por 1 pessoa

    • A relação do bispo vai ficar mais explícita nos próximos capítulos, Jean. Ele adora uma boa barra de ouro. rs

      Maricota é forte do jeito dela. Uma moça naquele tempo não podia fazer muita coisa, mas a partir de hoje ela já começa a lutar por si.

      Você acha mesmo que ela vai aceitar ir para um convento? Fortes emoções no capítulo de logo mais.

      Obrigado pela participação, Jean! 🙂

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