Azarados – Episódio 03

CENA 01 – RUAS DA CIDADE – VIADUTO – EXT. – NOITE.

Música: Nico Vega – Bang Bang (My Baby Shot Me Down)

Lola: Soltem-no ou eu mato vocês!

Ela aponta segura a garrafa com as duas mãos e aponta para os três homens, que se entreolham.

Zé Cachorro Grande (Sorrindo): Quem tu pensa que é para ameaçar Zé Cachorro Grande? Ainda mais com uma garrafa de vidro quebrada, tu acha que assusta quem?
Lola (Aflita/nervosa): Quem eu sou? Cara, quem eu sou? Já ouviu falar de um lugar chamado Volta da Tripa, eu que comando tudo. Eu nasci num lugar tão ruim, tão ruim, que chamavam de Buraco do Capeta, com 5 anos eu já tava assaltando banco com a minha mãe, quando fiz 15 anos eu comemorei também 15 vacilões que eu já tinha matado. E ainda me vem você perguntando quem eu sou? Eu já disse, larguem ele, ou os três morrem e nunca mais vão ouvir falar de vocês!
Zé Cachorro Grande: Olha, eu não gosto muito de matar gente valente, e tu foi valente, ou pelo menos tentou. Mas tu não me deixa outra escolha – Ele olha para um dos homens que segurava Apolo – Pegue aquela boneca ali também, vai morrer junto do vagabundo aí.

Ele solta Apolo, deixando-o somente nas mãos do outro, e vai até Lola. Ela ainda tenta acertar a garrafa na cabeça dele, porém não consegue, seus movimentos são lentos demais para agilidade do bandido.

Lola (Sussurrando): Apolo, não te preocupa, eu chamei a policia.

Apolo não responde, já estava inconsciente, sangue escorria por seu rosto.

Zé Cachorro Grande: Vamos logo acabar com isso, já passamos tempo demais, ainda tem a safada Eller para a gente dar um fim.

De repente, o som de sirene começa a ecoar, quatro viaturas aparecem cercando o viaduto.  Zé Cachorro Grande e os dois homens, assustados, tiram as armas da cintura. Lola pega Apolo, que já estava desmaiado, o apóia em seu ombro e o leva para detrás de um carro. Os bandidos começam a disparar tiros contra os policiais, que revidam. Os dois lados ficam nesse embate até uma bala – Em câmera lenta – atingir o Zé Cachorro Grande, no estômago, o bandido cai do viaduto, formando uma grande poça de sangue.

A imagem escurece…

Num clima de tensão, imagens aéreas da cidade são exibidas, até ser mostrada a fachada do Prédio Veneno de Cascavel.

APARTAMENTO DE LOLA

Ema estava deitada no sofá, completamente largada, com a blusa suja de sorvete e pipoca espalhada pelo cabelo arrepiado, dormira ali mesmo. Seu sono é interrompido quando o toque de seu celular ecoa por todo o apartamento. Sonolenta, o procura pelo sofá, até que encontra e o atende.

Ema (tel.): Lola? Como tu foi chegar para no hospital? Já to indo…

APARTAMENTO DO THEO

Theo andava de um lado para o outro, nervoso.

Theo (tel.): Não acredito Lola! Já tô indo pra aí, claro…

Com pressa, Ema e Theo descem pelas escadas, porém, por lados opostos um do outro, ela pela de emergência e ele pela de serviço, já na portaria do prédio, sem se darem conta, acenam para o mesmo táxi. Ema entra no táxi, quando Theo intervém.

Theo: Esse táxi é meu!
Ema: É um caso de emergência, minha amiga está no hospital, eu preciso ir urgente!
Theo: Meu amigo também tá no hospital, e preciso ir urgente…
Ema: É no hospital Cora dos Anjos? (Theo concorda com a cabeça) Então, vamos juntos!

Os dois entram no veículo, a porta é batida.

Música: Maite Perroni – Eclipse de Luna

Ema: Foi bom te encontrar, eu queria te pedir desculpa por ontem, principalmente por ter jogado bebida em você, é que estou passando por alguns problemas…
Theo: Também queria me desculpar com você, por ter…
Theo começa a fixar o olhar em Ema e aproximar-se do rosto dela, levantando sua mão e levante até a moça. Os olhos de Ema brilham, estava à espera de um beijo, tanto que fecha os olhos e amolece a boca, porém, segundos se passam, e ela só sente algo em seu cabelo. Ao abrir os olhos, vê Theo tirando algo dele.

Theo: É… Desculpa, tinha uma pipoca no seu cabelo…

A música é interrompida bruscamente…

Ema vira o rosto rapidamente, constrangida, mantém-se olhando para o lado de fora de carro. Os dois permanecem em silêncio. Ao passar por uma lombada, o carro se mexe as mãos dos dois acabam se encontrando, porém, se afastam rapidamente. Eles permanecem em silêncio até chegar ao hospital.

Fachada do Hospital Cora dos Anjos…

CENA 02 – HOSPITAL CORA DOS ANJOS – QUARTO 85 – INT. – NOITE

Ema entra correndo no quarto, e abraça Lola, que está com uma aparência abalada, ainda com a fantasia de mulher gato. Na cama, vê-se Apolo, deitado, cheio de curativos e faixas cobrindo seus machucados. A beira da maca, observando o amigo, Theo questiona:

Theo: Como aconteceu isso Lola?
Lola: Eu não sei direito, eu só os ouvi dizendo que Apolo tinha colocado chifres no tal de Zé Cachorro Grande…
Ema: E como que tu se meteu nisso, mulher?
Lola: Eu vi o Apolo sendo agredido e não ia ficar de mãos cruzadas, eu fui lá ajudar ele… Theo, eu estou extremamente cansada, agora que você chegou, eu posso ir pra casa. Ele não sofreu nada grave, apenas algumas lesões, tá dormindo, por causa dos remédios, é melhor assim, senão estaria sentindo dor.

Música: John Mayer – Xo

Lola se aproxima da maca, beija a testa de Apolo. Ato que gera estranhamento em Theo e Ema.
Ela pega seu sobretudo e sai acompanhada por Ema.
E sai do quarto, acompanhada de Ema.

O restante da noite passa rapidamente, e logo amanhece…

Fachada do Prédio Veneno de Cascavel.
CENA 03 – APARTAMENTO DA LOLA – SALA – INT. – DIA

Lola estava sentada no sofá, usava seu pijama da PeppaPig. No chão, havia vários lenços espalhados. Chorava incansavelmente. Ema, ao seu lado, fazia cafuné no cabelo bagunçado de Lola.

Ema: Lola não fica assim, o Alex não merece isso…
Lola: Tu ta chorando até hoje pelo o Otávio, e ele também não merece…
Ema: Mas eu sempre fui essa boba que tá aqui. Mas você não, você sempre foi uma mulher determinada, bem resolvida, me corta o coração te ver chorando por um homem. Como eu já disse, eu não, sempre fui atrapalhada, manipulável, ter alguém ao meu lado me fazia se sentir especial, por isso, to chorando até hoje, sabendo que tudo foi uma ilusão…

Lola se levanta do sofá, vai até a geladeira, pega duas cervejas e traz para sala novamente. Ela entrega uma para Ema e segura a outra.

Lola: Ema, hoje eu inicio uma nova fase na minha vida, voltada completamente para o sexo. Nunca mais derramo lágrimas por homem nenhum. Vou concluir meu livro, e vou te ensinar a viver a vida, e vamos começar hoje mesmo, quando eu te levar no clube das mulheres!

Ema que estava bebendo, acaba cuspindo o liquido.

Ema: O que? Aquele antro de devassidão?
Lola: Deixa de ser recatada Ema, a gente tá no Rio, vamos nos perder, estamos solteiras, livres e soltas. Adoooooro, aqueles gostosos que nos esperem!

Lola começa a dançar pelo meio da sala, enquanto Ema olha pasma para a amiga, colocando a mão no peito.

Anoitece…

CENA 04 – CLUBE DAS MULHERES – INT. – NOITE

Música: Ellie Goulding – Burn

Clube lotado. Lola e Ema estão sentadas em uma mesa bem próxima do palco. A primeira não para de olhar para o palco, enquanto a segunda, esconde o rosto entre as mãos, com vergonha.

Ema: Vai demorar pra começar a pornografia?
Lola: Acho que não… Tu não ta sentindo esse calor não Ema? – Se remexendo na poltrona
Ema: Não, eu estou é com frio!
Lola: Pois eu quero é ver tu quando eles começarem a tirar a roupa. A coisa aqui vai pegar fogo, meu amor! – Pausa – Que pena que naquela cidade pequena onde a gente morava não tinha isso. Já pensou o quanto nós poderíamos ter aproveitado na adolescência?
Ema: Íamos ser as putas da cidade…
Lola: Deixa esse pensamento primitivo… Agora a gente tem o direito de dar pra que quiser, e nunca mais vamos ser consideradas putas, putas são aquelas falsas moralistas que falam, falam, falam mal de mulheres como eu, mas tem uns dez filhos e não sabe quem é o pai de nenhum. Hahaha

Lola olha para Ema e vê que ela está tapando os olhos com as mãos.

Lola: Tira essa mão da cara, ou arranco tuas mãos!
Ema: Por quê? Já começou o pornô?

Lola: Você é muito careta, aquele morto lá não te fez bem não, na época da escola você não era assim… Olha aquelas velhinhas como tão felizes, aposto que já leram 50 Tons de Cinza umas 15 vezes, e tu aí querendo bancar a santa.
Ema: Eu só tenho vergonha na cara, ok.
Lola: E o que adianta ter vergonha na cara? Não serve pra nada, nem pra comer… Amiga, você precisa ser menos pudica. Precisa saber aproveitar as coisas boas que o mundo moderno nos oferece.

Ema: Lola, eu vou lhe dizer uma coisa, com todo respeito. Nós nos conhecemos há mais de quinze anos, crescemos juntas naquela cidade, mas eu nunca pensei que você fosse tão vagabunda!
Lola (Sorrindo): A ocasião faz o ladrão. Aliás, obrigada pelo elogio.

 As luzes se apagam e as mulheres começam a gritar de forma extravasada.

Lola (Eufórica): VAI COMEÇAAAAAR!

CENA 05 – APARTAMENTO DO THEO – INT. – NOITE

Apolo estava deitado no sofá, assistia TV. Theo vem com um prato e um sanduíche.

Theo: Eu to até agora tentando digerir a história… Tu se meteu com a mulher do chefão do morro, e ainda tá vivo pra contar a história, e graças a Lola… Você devia agradecer a ela, rapaz.
Apolo: Nem me fala! Acho que a partir de hoje eu não fico com nenhuma mulher dentro da própria casa. Só nos motéis que a vida tem…

Ele solta um sorriso, mas logo faz uma cara de dor, por conta dos machucados.

Theo: Você não aprende mesmo…
Apolo: Não tem nada para se aprender… Mas continuando, a Lola foi uma heroína… Se eu não fosse tão vagabundo, eu iria arriscar nela, porém, não quero a mulher que me salvou sofrendo por mim…
Theo: Quem disse que a Lola ia querer alguma coisa contigo? Coitado…

Theo morde o sanduíche, e depois solto um sorriso de triunfo, enquanto, Apolo fica olhando barbarizado.

CENA 06 – CLUBE DAS MULHERES – INT. – NOITE.

Ema: Imagina alguma conhecida me vê aqui, o que vão pensar de mim?
Lola: Primeiro, não tem nenhuma conhecida nossa aqui, e segundo, vão pensar o mesmo que tu vai pensar delas… Aliás, menina, para de frescura, ninguém te conhece e tu não conhece ninguém aqui dentro, ok? É uma regra do clube das mulheres, tipo Las Vegas, só que um pouco mais pobre.
Ema: Meu Jesus…

Um homem alto, malhado, usa uma camisa regata preta, e tem seu rosto coberto por uma máscara. Ele sobe ao palco.

Homem: Boa noite! Boa noite pra todas as mulheres lindas que nós temos aqui! Eu sou o Mascarado Sedutor, e a noite vai ser boa, porque vai começar o show do Clube das Mulheres!
Lola: Eu conheço essa voz…

O Mascarado Sedutor sai do palco e vários homens entram em cena, cada um com uma fantasia diferente. Todos sensualizam ao som de “Dev- In The Dark”. As mulheres começam a pular, gritar e bater palmas, enquanto Lola fica intrigada, tentando reconhecer a voz, e Ema abismada com o show.

O homem mascarado sobe novamente no palco.

Homem mascarado: Como vocês viram a noite de hoje promete… E olha que ta só começando!
Lola: Já sei de onde conheço essa voz… Esse é o Alex, o meu ex… Ema me segura que eu vou desmaiar…
Ema: O Alex? Morta, ele é Gogo boy, mas ele não era rico e trabalhava na empresa do pai dele?
Lola: Tô tão surpresa quanto você! Mas não vai ficar assim não, ele me traiu durante dois anos… Você notou que minha cabeça ta mais enfeitada que árvore de natal? 

Uma raiva súbita surge em Lola, ela se levanta, ajeita o vestido e começa andar em direção ao palco.

Ema: Vai pra onde? – Assustada
Lola: Acabar com o show do Alex… E NÃO ME SEGURA!

Lola, raivosa, caminha até o palco, e sobe. Alex reconhece Lola, e tenta fugir, porém, ela defere um forte e certeiro tapa na cara dele, que cai no chão. A música para, os dançarinos param, e todos olham a cena, surpresas. Lola pega o microfone no chão.

Lola: Eu estou aqui pra dizer que esse homem é um cachorro, pilantra, mentiroso! Ele era meu namorado… E ele me traiu… E pra dizer que… Que… Ele tem o pênis pequeno!

Uma lágrima escorre dos olhos de Lola. Todas as mulheres se compadecem e começam a vaiar e jogar objetos em Alex.

CENA 07 – RUAS DA CIDADE – EXT. – NOITE.

Música: La Plata – Jota Quest

Fachada da lanchonete Toca do Tatu...
Jasmim, garçonete, sai da lanchonete de mãos dadas com Marco, seu namorado e também funcionário do local, eles caminham um pouco até chegar a pracinha ali perto:

Enquanto Marco se senta, Jasmim, em pé e de frente para ele, o abraça.

Jasmim: To tão feliz! Ontem fez seis meses que estamos juntos. Pena que não pudemos comemorar.

Cabisbaixa, a moça senta-se ao lado do namorado.

Marco: Tu sabe que com essa crise a nossa dureza, o máximo que poderíamos fazer pra comemorar é transar, porque isso ainda é de graça… Falando sério, Jasmim, você quer mesmo levar essa vida dura pra sempre? Ter que se matar o dia inteiro na Toca do Tatu…

Jasmim continua de cabeça baixa.

Jasmim: Eu queria poder acreditar em sorte, Marco, mas eu não acredito nisso, eu só acredito em trabalho, e é esse meu trabalho segura as pontas no fim do mês.
Marco: Pois aquele teu amiguinho acredita em sorte, e tem muita por sinal. Recebeu herança da avó que morreu.
Jasmim: O Theo? Para, ele não é meu amigo, só freqüenta a Toca do Tatu e gosta de jogar conversa fora as vezes, inclusive, o coitado sofreu muito com a morte da avó.

Marco sorri em alto e bom som.
Marco: Triste? Sei, ele deve ter ficado feliz recebendo essa bolada de dinheiro!

Jasmim dá um tapa no ombro do namorado, que solta um sorriso deboche.
Os dois se levantam, dão as mãos, e vão caminhando rumo a sua casa. Marco fica calado e pensativo todo o trajeto, até chegar à portaria do prédio onde eles dois moram. Um ambiente precário, as paredes com reboco descascado, janelas e portões enferrujados, lixo espalhado pela calçada. Ele olha com tremenda indignação.

Marco: Jasmim, fiquei pensando, olha para o lugar que a gente mora, e o Theo já tinha uma vida boa, ainda consegue vários imóveis bons pela a cidade, tu não acha que é injustiça demais…
Jasmim: A gente não pode fazer nada para mudar isso, foi herança de família, a gente só tem que aceitar que não temos sorte como ele… Essa é a lei da vida, uns se dão bem, outros tem azar…
Marco: Só que leis servem para ser quebradas, e eu não estou a fim de morrer aqui, nesse lugar, nesse prédio, nesse fim de mundo…

Jasmim balança a cabeça, confusa.

Jasmim: Tá pensando no quê?
Marco: Na gente aplicar um golpe no Theo, passar a perna nele, roubar tudo o que conseguir!
Jasmim: Mas o Theo nunca fez nada com a gente, para com essas ideias malucas!
Marco: Não interessa, o que interessa é que ele é o nosso pé de coelho, ele é o nosso passe livre para uma nova vida… E tu vai entrar comigo junto nessa, não vai? Somos parceiros pra vida inteira, esqueceu?

Jasmim fica atordoada com a proposta, jamais imaginaria algo assim vindo de Marco, o homem que mais amou em sua vida. Apesar de ser contrária a enganar um homem de bem como Theo, a moça também sente o desejo de sair da miséria onde vive. Marco a olhava com maldade e cobiça, aguardando uma resposta. 

Ouve-se a voz de Lola por cima da cena:

Lola: Quando sentimentos negativos dominam a nossa alma, é como trocar a felicidade, pela amargura, o amor pelo o ódio, a esperança pela incerteza. É como se o nosso lado mais obscuro, aquele que sempre tentamos esconder, pois é o mais feio, florescesse, criasse vida e dominasse. É como se a fera fosse agora nossa verdadeira face, e tudo que podemos fazer é agir como uma, bancando o descontrolado, se vingando de tudo e destruindo todos. Porém, quando um dia conseguimos nos reestruturar, dominar esse lado, o que vai nos restar é o pó das coisas que devastamos. E nada vai ser como antes, porque o antes não vai mais existir para nós.

CONTINUA…

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10 thoughts on “Azarados – Episódio 03

  1. E não é que a Lola conseguiu salvar o Apolo?

    Berro com a Ema e o Theo no táxi.

    Berro com o pijama da Lola. Boatos que esse pijama combina por ela, só não direi porque, risos.

    Berro que o Alex é gogo boy. E berro mais alto com a Lola acabando com o Alex. O cara saiu aumilhado meixmo.

    As coisas agora prometem esquentar com Marco e Jasmin entrando em ação, né non?

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