O Amor que Definha – Capítulo 07

 

Cena 1 – Trinder/Estúdio de Gravações/Int./Tarde

Edilana olhava seriamente para a câmera.

EDILANA: Eu sabia que a hora tinha chegado, mas eu não sabia o que eu ia fazer pra proteger o Diogo de seu destino.

Um longo tempo em silêncio e apenas o rosto amargurado de Edilana em foco.

EDILANA: Eu não esperava que Diogo não fosse a pessoa que eu deveria estar protegendo…

 

Cena 2 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Etelvina/Sala/Int./Noite

Etelvina e Valesca conversavam e gargalhavam enquanto tomavam uma xícara de chá.

VALESCA: Meu Deus já é quase meia noite, eu preciso voltar.

Etelvina e Valesca eram amigas há pouco tempo, Etelvina conseguiu um emprego para Valesca na escola a qual ela também faz parte da coordenação e a chamou para tomar um chá e conversar.

ETELVINA: Realmente o tempo passa voando. – Disse num sorriso.

VALESCA: Eu vou ligar pra minha irmã vir me buscar.

ETELVINA: Bobagem, deixa que eu te levo.

VALESCA: Eu não quero causar problemas.

ETELVINA: Imagina, não é problema nenhum.

VALESCA: Já que você insiste.

As duas se levantam e se dirigem para a garagem.

 

Cena 3 – DRAMATIZAÇÃO/Carro de Etelvina/Int./Noite

Valesca começa a bocejar com mais frequência.

VALESCA: Nossa, estou com um sono…

Etelvina a olha apreensiva e sorri.

ETELVINA: O dia deve ter sido muito cansativo pra ti.

VALESCA: Nem me fale. – Mais uma vez ela boceja e em seguida pegunta a Etelvina. – E seu filho? Eu não o vi.

ETELVINA: Deve estar na casa de algum amigo, aquele menino não tem jeito.

Valesca tenta devolver com um sorriso, mas não consegue, seus olhos estão se fechando e por mais que ela tentasse ela não conseguia se manter acordada.

ETELVINA: O remedinho que eu lhe dei está fazendo efeito.

VALESCA: O que?

ETELVINA: Nada não querida, chegamos. – Disse parando o carro alguns metros perto da casa de Edilana. – Agora vamos conferir como sua irmã se saiu.

Valesca já adormecida não conseguia impedir que Etelvina pegasse seu celular. Rapidamente Etelvina disca o número de Edilana, que no mesmo instante é atendido.

EDILANA (No cel.): Alô? Valesca aonde tu tá? Vem logo pra casa.

Etelvina desliga o celular, e em seguida passa um lenço sobre o aparelho para tirar as digitais, feito isso ela o guarda na bolsa de Valesca. Com um pouco de cuidado, Etelvina retira de sua própria bolsa uma seringa a qual introduz um conteúdo no braço de Valesca, o mesmo que fez com Clarita.

A velha Etelvina se inclina para o lado e abre a porta do passageiro fazendo com que Valesca caísse na calçada. Etelvina olha para os lados e percebe que a rua está isolada e ninguém presenciou sua ação. Satisfeita, ela liga o carro deixando o corpo de Valesca para trás.

 

Cena 4 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Wandi/Quarto/Noite/Int.

Wandi estava dormindo, mas aos poucos começa a mover-se na cama, seus olhos abrem-se em meio a escuridão, e ele levanta acendendo a luz, o jovem acabara de ter um pesadelo é então nesse momento que ele se lembra de que Jean estava dormindo na sala. Com passos lentos ele vai até o cômodo ao lado e fica observando o jovem dormir, o sorriso surgia em seu rosto pelo simples fato de zelar o sono da pessoa que ele mais amava.

 

Cena 5 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Ildes/Quarto de Julietty/Noite

JULIETTY: Eu não acredito no vídeo que foi vazado. – Ela parecia perplexa. – Vou mandar isso pra Edilana ver.

Ela pega seu celular e manda o link do vídeo com ele manda a mensagem dizendo para que Edilana visse.

JULIETTY: Ela vai ter uma surpresa.

 

Cena 6 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Edilana/Quarto de Edilana/Int./Noite

Edilana ainda cuidava para que Diogo dormisse bem, ela agora estava preocupada com Valesca, sua irmã era mais velha e mais responsável e nunca costumava voltar tarde para casa, o que mais lhe preocupava era o fato daquela ligação, Edilana tentou retornar várias vezes, mas não obteve resposta.

É quando uma notificação faz o celular de Edilana vibrar, ao olhar o aparelho apreensiva, esperando uma mensagem de sua irmã ela depara-se com uma mensagem de Julietty seguido de um vídeo.

Edilana clica no link e é direcionada aos vídeos anônimos que estavam sendo vazados.

 

Cena 7 – DRAMATIZAÇÃO/Cena da câmera de Clarita/Casa de Clarita/Banheiro/noite/Int.

CLARITA: Eu não posso acreditar no que está acontecendo… – Era possível ouvir a voz de Clarita por trás da câmera, ela apenas segurava o aparelho em direção ao corredor escuro que dava acesso ao banheiro que ficava no terceiro andar da casa. – O papai vai enlouquecer quando ver isso. – Clarita aparentemente estava sozinha, ela caminhava enquanto segurava a câmera em meio ao cômodo escuro com uma luz no final vinda do banheiro, a câmera balançava a medida de cada passo, e a imagem as vezes ficava trêmula.

A porta do banheiro estava semi-aberta, a câmera de Clarita invadiu centímetros adiante revelando a cena de Ódilon sentado no vaso, que estava com a tampa fechada, a calça abaixada até os pés e Salete ajoelhada em sua frente enquanto chupava seu órgão.

Clarita dá um zoom com a câmera mostrando Salete sugando aquele velho ferozmente.

Nesse momento Clarita invade o banheiro.

CLARITA: Que palhaçada é essa aqui?

Salete se põe em pé rapidamente, enquanto Ódilon veste a calça.

SALETE: Filha não é nada do que você está pensando.

CLARITA: No dia do meu aniversário mãe? – Clarita não tinha o tom de voz de alguém que estava triste, apenas irritada. – Tu quer acabar com a festa, óh desgraçada.

ÓDILON: Mais respeito com sua mãe.

CLARITA: E tu cala boca, velho nojento, vocês dois são nojentos! – Ela foca o rosto dos dois com a câmera, Ódilon tenta tirar a câmera dela, a cena fica trêmula, mas é possível ver a cena em sequência com Clarita correndo para o segundo andar.

CLARITA: Eles vão ver… Depois do meu aniversário eu vou mostrar isso aqui pro meu pai. – Ela olha pra câmera. – Pai, desculpa não te mostrar isso agora, mas eu não posso estragar o dia do meu aniversário com isso. – Ela sorri pra câmera. – Tu vai me entender.

A cena termina repentinamente.

 

Cena 8 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Edilana/Quarto/Int./Noite

Edilana encarava a tela do celular ainda chocada.

EDILANA: Eu não acredito nisso, o que mais essa tal de Clarita gravou nessa câmera?

Nesse momento Diogo acorda.

DIOGO: O que foi, meu amor?

EDILANA: Olha isso. – Ela mostra ao vídeo ao Diogo. – Eu queria tanto descobrir quem está postando esses vídeos.

DIOGO: Quem é esse?

EDILANA: O Ódilon, tu acredita? O irmão do Gildo, traindo ele com a Salete.

DIOGO: Minha nossa.

Nesse momento alguém bate na porta.

EDILANA: Eu não acredito.

DIOGO: O que?

EDILANA: Só pode ser a Valesca, e pelo jeito perdeu a chave de novo. – Ela olha no relógio. – Mas essa menina vai ter que se explicar pra chegar quase uma hora da madrugada.

Edilana se levanta e vai até a porta, e quando a abre se surpreende ao deparar-se com o vizinho.

VIZINHO: Edilana a tua irmã…

A expressão dele era de susto, e não sabia exatamente como falar.

 

Cena 9 – Trinder/Estúdio de Gravações/Int./Tarde

Edilana começa a chorar, suas lágrimas brotam timidamente em seu olhar e aos poucos molhavam seu rosto cada vez mais.

EDILANA: Minha irmã estava morta. – Ela passa as mãos pelo rosto para secar um pouco das lágrimas. – Eu não consegui impedir, eu falhei…

 

Cena 10 – DRAMATIZAÇÃO/Rua/Ext./Noite

Edilana correu junto com os vizinhos que já estavam em volta do corpo, em seguida as sirenes de uma ambulância abriram o local para luzes e flashs que focavam o olhar desesperado daquela jovem que perdia sua irmã mais velha.

Edilana viu o corpo alguns metros a frente, ela reconhece Valesca pelas roupas e suas pernas travam, ela para no meio do caminho, seu olhar corre em volta era repleto de desespero, ela viu as casas da vizinhança ligando as luzes uma a uma e seus vizinhos se aproximando com expressões tristes.

A ambulância parou ao lado do corpo e algumas pessoas de branco desceram com uma maca, colocaram Valesca rapidamente e a levaram, ao longe Edilana apenas observava.

As lágrimas brotaram quando a ambulância partiu.

EDILANA: Foi minha culpa. – Ela sussurrou antes de cair de joelhos.

Diego surge apressadamente e a abraça antes que ela se jogasse por completo no chão.

EDILANA: Foi minha culpa. – Repetiu para Diogo.

DIOGO: Não diga isso, você não tem culpa de nada.

Aquele momento foi uma mistura de sentimentos para Edilana, ao mesmo tempo que sentia-se culpada, também sentia medo e pavor, alguém escreveu aquele aviso pra ela, ela sabia que sua irmã tinha sido assassinada por sua negligência.

 

 

Cena 11 – Trinder/Sala de Gravações/Tarde/Int.

EDILANA: Eu poderia ter morrido de remorso, eu não reclamaria se isso acontecesse comigo. – Um suspiro enquanto suas mãos vão até o bolso por dentro de sua blusa e pega uma garrafa onde bebe mais alguns goles de tequila. – No dia seguinte… Bom, eu não lembro de nada, na verdade eu passei em coma alcoólico. – Um sorriso tristonho e sentido brota em seu rosto para evitar que a câmera focasse em seu olhar perdido em dores e assombros. – Foi a pior coisa que eu fiz, pois eu não me lembro direito do rosto da minha irmã, guardo algumas fotos, mas depois daquele dia jamais fui capaz de revê-la, sinto-me culpada.

Um corte rápido e o foco é Julietty, ela está sentada na poltrona do centro da sala e a câmera foca seu rosto enquanto ela registra o que ocorreu no dia seguinte.

JULIETTY: Pra mim foi um choque saber da morte de Valesca, mesmo não tendo muito contato com ela, a gente sempre fica chocada…

 

Cena 12 – DRAMATIZAÇÃO/Cemitério/Int./Tarde

Mais uma vez Julietty vestia-se de preto, era o terceiro enterro em menos de um mês, e ela chegou a conclusão de que alguma coisa estranha estava acontecendo.

JULIETTY: Então a carta era verdade. – Sussurrou.

DJAVAN: O que disse?

JULIETTY: Cadê a Edilana? – Desconversou olhando ao redor a procura de sua amiga entre os parentes e amigos, mas não foi capaz de encontra-la.

DJAVAN: Será que ela não teve coragem de vir?

JULIETTY: Eu já tentei ligar várias vezes, mas ela não atende.

Djavan se cala enquanto Julietty permanece pensativa.

 

Cena 13 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Edilana/Quarto/Interior/Tarde

Edilana esta deitada, seus olhos estão entreabertos, existem algumas garrafas de bebidas secas jogadas pelo chão, aparentemente ela passou a madrugada toda bebendo, Diogo abre a porta e se depara com a cena.

DIOGO: Edilana…

Ele vai até ela e tenta acordá-la.

DIOGO: Eu não deveria ter deixado você sozinha.

EDILANA: Sai. – Disse ela com a voz pesada e bêbada.

DIOGO: Tu precisa…

Ela o interrompe.

EDILANA: Eu preciso ficar sozinha, sai daqui.

Diogo, por algum motivo decidiu persistir ali, foi até Edilana e a pegou no colo, com muito esforço ele a leva até o banheiro, no caminho Edilana vomita na sala. Ao chegarem ao cômodo, ele tira a roupa de Edilana e a coloca embaixo da água gelada.

DIOGO: Tu precisa ser forte Edilana. – Ele sacudia ela até ela voltar a si aos poucos.

Diogo sai do banheiro e vai até a cozinha preparar um café preto, enquanto Edilana permanece encolhida num canto, ela chora.

 

Cena 14 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Edilana/tarde/Sala/Um pouco mais tarde

Edilana estava com os cabelos molhados e enrolada em uma toalha, Diogo vai até o quarto e pega algumas roupas para ela, e em seguida entrega uma xícara de café preto a ela.

EDILANA: Precisamos terminar. – Disse.

DIOGO: Tu não tá bem Edilana.

EDILANA: Eu estou bem. – Disse apertando a xícara com ambas as mãos. – Não dá mais, eu não te amo mais.

Diogo a olha com tristeza.

DIOGO: Por que isso agora? Tu tá confusa Edilana…

EDILANA: Eu não to confusa, para de tentar achar explicações Diogo. – Ela suspira. – Eu posso estar sendo muito injusta contigo, mas eu não posso ser injusta comigo, entende? – Ela derrama uma lágrima dolorosa. – Eu já estava pensando em terminar o namoro há um tempo já.

Diogo escuta em silêncio enquanto seu coração partia-se em vários pedaços.

EDILANA: Na noite que fomos ao mercado eu recebi um aviso. – Ela enxuga as lágrimas e toma um gole de café fazendo uma pausa dolorosa para poder recuperar o fôlego. – Eu deveria cometer suicídio em 24 horas ou a pessoa que eu mais amava morreria.

DIOGO: O que isso tem a ver com a gente? Sério que tu acreditou nisso?

EDILANA: Eu já tinha ouvido falar sobre isso, a Clarita morreu assim e a Valesca morreu…

DIOGO: Eu entendo o choque que tu deve ter levado. – Diogo tenta acariciar o rosto de Edilana, mas ela se afasta.

EDILANA: Eu fiquei mais próxima de você porque eu achei que tu ia morrer, eu não estava pronta para me matar, acho que nunca estaria.

DIOGO: Então tu tava esperando minha morte?

EDILANA: Queria que eu esperasse o que? – Ela grita saltando da cadeira e jogando a xícara na parede. – Eu ia te proteger, eu foquei todas as minhas forças no alvo errado entende? Essa é mais uma prova de que nosso amor acabou, Diogo, tu não era a pessoa que eu mais amava, e agora tu está longe de ser alguém que eu possa amar de novo, por isso eu quero que tu vá embora da minha vida.

Não restaram mais palavras para argumentações nem lamentações, Diogo simplesmente levantou-se e saiu.

 

Cena 15 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Wandi/Quarto/Int./Tarde

Naquela tarde Wandi não foi trabalhar, pois Julietty pediu para que fechassem a loja em respeito a Edilana. Wandi ficou em casa o dia todo ao lado de Jean, e sentiu por alguns momentos que estava mais próximo de finalmente conquista-lo.

WANDI: E então, vai me contar porque sua mãe te expulsou de casa?

JEAN: Não é nada, Wandi. – Jean se levanta. – Agora preciso ir.

WANDI: Mas tu vai aonde?

JEAN: Vou pra casa.

WANDI: Mas tua mãe não te expulsou de casa?

JEAN: Para de encher com perguntas Wandi, eu preciso ir, tá legal?

WANDI: Desculpa.

Jean deixa o quarto enquanto que Wandi permanece preocupado.

 

Cena 16 – DRAMATIZAÇÃO/Passagem de tempo

Passou-se dois dias desde a morte de Valesca, a polícia agora já começava a traçar uma linha de investigação sobre o caso dos “avisos” que foram feitos para as vítimas que deveriam cometer suicídio caso quisessem salvar a pessoa que amavam, não demorou muito para que toda a cidade soubesse do fato e entrassem em pânico, não se falava em outra coisa a não ser nas cartas malditas e sádicas.

 

Cena 17 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Wandi/Sala/Int./Manhã

Wandi terminava de colocar sua roupa para ir trabalhar quando alguém bateu na porta, como sua mãe estava dormindo, ele corre abrir para que o barulho não tornasse a repetir e assim acordar Alana.

Ao abrir a porta ele se depara com Etelvina.

WANDI: O que tá fazendo aqui?

ETELVINA: Fiquei sabendo que meu filho ainda vem aqui em sua casa.

Wandi sorri timidamente.

WANDI: A gente ainda não fez sacanagem, se é o que a senhora quer saber.

ETELVINA: Que petulância. – Ela solta uma gargalhada. – Ele não fez e nem vai fazer, por um acaso ele te contou o motivo de eu tê-lo expulso de casa naquele dia?

WANDI: Na verdade eu nem tive tempo de perguntar.

ETELVINA: Foi porque eu flagrei ele fazendo sexo com um homem na sala da minha casa.

Wandi conseguiu disfarçar muito bem a tristeza que lhe corroeu naquele momento.

WANDI: Era só isso que tu queria me contar?

ETELVINA: É sim, apenas deixar um aviso, caso você e meu filho continuem se encontrando alguém vai sofrer muito, e tenha certeza de que não vai ser ele.

 

Cena 18 – Trinder/Sala de Gravações/Tarde

Wandi continua descrevendo as cenas enquanto chora.

WANDI: Meu Deus como o Jean era insuportável. – Ele coloca as mãos sobre o rosto. – Imundo!

 

Cena 19 – Boutique Quartzo/Salão principal/Int./Manhã

Wandi já estava no trabalho, seria o primeiro dia de trabalho da Edilana desde a morte de Valesca, os dois estavam reunidos juntamente com Julietty.

JULIETTY: Pessoal, precisamos descobrir quem tá fazendo isso, além dos vídeos vazados essas mortes que não são nada normal.

WANDI: Mas a polícia não tá investigando?

JULIETTY: E tu acha mesmo que a polícia vai conseguir descobrir alguma coisa? A minha teoria é que é uma pessoa que nos conhece e conhece nossos familiares, afinal pra matar quem a gente ama só mesmo uma pessoa que nos conheça.

EDILANA: Eu prefiro não falar nisso agora. – Disse ainda um pouco abatida, em seguida toma um gole de tequila.

 

Cena 20 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Diogo/Sala/Int./Manhã

Diogo estava deitado no sofá quando alguém bate na porta, lentamente ele abre e depara-se com uma caixa dos correios, alguém vestido de amarelo está indo embora, provavelmente deveria ser um entregador, mesmo assim Diogo estranha pelo fato de não ter deixado a encomenda na caixinha de correio.

Diogo abaixa-se e pega a entrega nas suas mãos, na parte de cima estava escrito seu nome, e remetente desconhecido.

Ao abrir ele depara-se com uma carta.

 

“O amor definha com o tempo, com a dor e com as decepções, mas nunca se deixa de amar, apenas a morte é capaz de libertar um coração apaixonado, portanto você tem 24 horas para cometer suicídio, ou a pessoa que você mais ama morrerá”.

 

A câmera foca o rosto de Diogo desesperado.

 

CONTINUA…

 

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24 thoughts on “O Amor que Definha – Capítulo 07

  1. É bem interessante saber que esse joguinho de “morra ou alguém que você ama morre” está sendo feito por uma psicóloga. Na prática, isso provavelmente não deve passar, de fato, de um grande jogo para a Etelvina, onde ela testa o psicológico das pessoas à sua volta… não há um motivo realmente convincente por trás desse esquema, é apenas uma recreação. Por que eu cheguei a essa conclusão? Porque isso me lembrou o Assassino do Origami em O Resgate, que agia segundo uma linha de raciocínio parecida. Algo me diz que não, eu passei longe… mas não podia não deixar de comentar essa suposição, que é a única explicação lógica que eu encontro para esse enigma policial.

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    • Devo dizer que é bastante interessante seu ponto de vista a respeito das mortes recorrentes na trama, mas será que é apenas um jogo da Etelvina? Espero lhe surpreender. Muito obrigado.

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  2. Gente e não é que minha suspeita estava certa.. A irmãe de Edilana é que foi assassinada… Tadinha. A Edilana ficou arrasada e aproveitou pra dar o pé na bunda em Diogo kk coitadinho.. confesso que senti pena dele.
    O amor de Wandi por Jean é tão bonito… Mas espera aí o que o Wandi quis dizer quando disse que ele era insuportável.. imundo?! Por favor não me diz que eles não vão ficar juntos… Vou lutar por esse casal até o final.. e não importa o que Jean faça de tão ruim.. tenho certeza que ele gosta do Wandi sim..😤.
    E esse gancho rapaz? Diogo que aparentemente era um who na trama recebeu uma carta tambem? É a gente está sujeito a se surpreender cada vez mais com essa trama.. hehe Quem será a próxima vítima?. No mais parabéns e até o próximo capítulo..

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    • Pois é, você estava certo quando disse que a Valesca morreria, meio que a Edilana não aproveitou para dar um pé na bunda do Diogo, ela já tinha comentado anteriormente que queria terminar o namoro com ele, ela só não tinha terminado ainda pq ela achou que ele ia morrer, parece cruel, mas ela achou que seria capaz de parar o assassino sozinha.
      Gente do céu, realmente o amor do Wandi por Jean é lindo, mas será que ele não está definhando com o tempo?
      Os ganchos agora vão ser tiro porrada e bomba kkkkk
      Muito obrigado querido 😀

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  3. “O amor definha com o tempo, com a dor e com as decepções, mas nunca se deixa de amar, apenas a morte é capaz de libertar um coração apaixonado, portanto você tem 24 horas para cometer suicídio, ou a pessoa que você mais ama morrerá”.
    Que frase, define a trama

    Qual outro titulo você daria a trama, por que?
    Em que sentido você escreveu a trama?(sentido que falo é como foi pensada)
    Qual a melhor cena que você escreveu, por que?

    Parabéns, Hivan!!!

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    • Eu falei que com o tempo o título da trama seria explicado, mas não queria falar para não acabar com a surpresa 😀

      O outro título que eu daria para a trama, e que foi o primeiro título pensado, mas depois eu mudei, era “Gravado e Documentado”, e tinha como intenção mostrar de forma mais crua a trama, focando mais nas gravações e dramatizações do documentário/série, mas depois fui estudando melhor a trama, e vendo também sobre os assassinatos que coloca a prova a força do amor das pessoas (que surgiu com aquela frase que a pessoa que ama de verdade é capaz de morrer para salvar a vida da pessoa amada), e quem me conhece sabe que eu sempre quis colocar a palavra “Amor” no título de uma web minha, então surgiu “O Amor que Definha”, que eu considero um título maravilhoso (modéstia a parte), e que superou o provisório, que até então era “Gravado e Documentado”.
      Eu me baseei em alguns documentários, mas inicialmente queria fazer algo tipo “Rec”, e “Atividade Paranormal” (mas sem a parte paranormal, só a parte da câmera em primeira pessoa mesmo), e depois também tomei como inspiração a sexta temporada de “American Horror Story” (citada na trama), que mostra uma forma de documentário, e também tentei dosar partes cômicas como “Girls In The House”, e uma morta no início para mover a trama (no caso a Clarita), o que nos remete a “13 Reasons Why”, então eu diria que a trama tem mais referências, incontáveis eu diria, mas isso apenas na estrutura, pois queria inovar na forma como ela seria escrita e trabalhada ao longo dos capítulos, mas os dramas inseridos nela foram baseados em conflitos pessoais (por isso tinha dito que era uma trama baseada em fatos reais), então existe muito da trama que me marca muito (exceto as mortes claro, que foi apenas o recheio do bolo).
      A melhor cena que eu escrevi foi a cena da chuva (que ainda vai ser exibida, então não vou falar muito sobre ela, mas você saberá quando ela chegar, eu acho que é uma cena decisiva para alguns personagens), e a cena que já foi exibida que eu mais gostei foi quando a Edilana sai do supermercado e o menino entrega o aviso pra ela e ela fica parada no meio da calçada, foi uma das que eu mais gostei.

      Muito obrigado querido.

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