O Amor que Definha – Capítulo 09

Cena 1 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Diogo/Tarde/Sala/Int.

Diogo chegou em casa, ele deixou as flores sobre o sofá e junto a elas deixou o bilhete que recebeu, ele tinha ao lado um caderno e uma caneta, ficou vários minutos tentando escrever uma carta, mas não conseguiu dizer nada, até em seus últimos momentos as palavras lhe faltavam.

Diogo estava consumido pela depressão, ser rejeitado por Edilana foi um impulso para que ele tirasse a própria vida, e no fundo ele estava mais satisfeito por ter feito algo bom por ela, afinal ele estava salvando sua amada.

Ele foi até a cozinha e pegou uma cadeira, colocou no centro da sala enquanto que amarrava uma corda a um pino improvisado que ele mesmo pregou no teto, ele subiu na cadeira, colocou a corda no pescoço e lançou-se para seu destino.

Foi doloroso e foi cruel, ele perdeu o ar e sua vida esvaiu-se, a câmera foca em seu rosto, seus olhos se revirando e sua pele ficando numa coloração mais escura devida a falta de ar.

Diogo estava morto.

 

Cena 2 – DRAMATIZAÇÃO/Boutique Quartzo/Int./Tarde

As más notícias espalham-se mais rápido que fogo em gasolina e não demorou muito para que os viventes da boutique ficassem sabendo da morte de Diogo, eles não sabiam ao certo se foi um telefonema, ou alguém chegou desesperado falando sobre o ocorrido, mas jamais esqueceriam aquela expressão dolorosa que Edilana fez ao receber tal notícia e a maneira como ela largou tudo e deixou a boutique.

 

Cena 3 – DRAMATIZAÇÃO/Ruas da Cidade/Tarde/Ext.

Edilana saiu rapidamente que nem mesmo Wandi e Julietty conseguiram impedilá. Agora ela caminhava sem rumo, ela sabia onde Diogo morava, mas ao mesmo tempo não sabia o caminho, era como se as emoções a tivessem feito se confundir.

EDILANA: Isso não pode estar acontecendo. – Ela começa a chorar, pessoas indo e voltando, ela fica olhando um a um, era como se ela visse o rosto de Diogo no meio de algumas pessoas e as seguia, sem seguida os perdia de vista. – Diogo, Diogo! – Ela começa a gritar enquanto começa a girar no meio da calçada.

O olhar confuso de Edilana olha para as nuvens, talvez ela estivesse se perguntando se Diogo já tinha chegado a seu destino.

EDILANA: É mentira, é mentira, ele foi viajar. – Dizia a si mesma tentando se convencer de uma dolorosa mentira. – Por que tu fez isso, Diogo? Por que?

Edilana começa a tremer, então suas mãos invadem novamente sua blusa pegando o frasco que continha tequila, ao colocar em sua boca ela percebe que está seco.

O olhar de Edilana se depara com um bar do outro lado da rua, parecia que o destino estava lhe dando uma segunda chance. Com um sorriso confuso no rosto, Edilana adentra o bar e pede por bebida.

EDILANA: Eu quero uma cachaça! A melhor que tiver.

GARÇOM: É pra já.

O garçom serve um copo enquanto Edilana o encara.

EDILANA: Me dá logo a garrafa toda.

Ela pega a garrafa pra si e toma goles em sequência quase secando todo o conteúdo.

EDILANA: Eu quero mais! – Disse, batendo a garrafa com força contra o balcão.

 

Cena 4 – DRAMATIZAÇÃO/Boutique Quartzo/Int./Tarde

Julietty estava um pouco trêmula e não conseguia esconder seu nervosismo.

JULIETTY: Vamos fechar a loja, Wandi.

Wandi prontamente corre fechar as portas enquanto Julietty fazia uma ligação.

JULIETTY (Cel): Djavan, vem pra loja agora. – Ela começa a chorar. – Meu Deus, o Diogo morreu e a Edilana sumiu. – Ele diz alguma coisa do outro lado. – Ai Eu não sei Djavan, vem logo.

Julietty desliga o telefone e tenta ligar para Edilana, mas o celular dela aparentemente estava desligado.

JULIETTY: E agora, eu não consigo encontrar a Edilana.

WANDI: Deixa que eu faço isso.

JULIETTY: Tu consegue?

WANDI: Pode confiar em mim.

Julietty abraça Wandi.

JULIETTY: Tudo bem, enquanto tu procura ela eu vou resolver sobre o enterro.

WANDI: Como assim?

JULIETTY: Aparentemente os parentes do Diogo não moram aqui, e eles não vão vim, pelo menos foi o que o vizinho disse.

WANDI: Que horror.

JULIETTY: E como a Edilana não está no momento, eu acho que eu sou a pessoa mais próxima do Diogo nesse momento, não posso deixar que enterrem ele como um indigente.

WANDI: Conte comigo para o que precisar.

Após fecharem a boutique, Wandi e Julietty saem e cada um segue para um canto.

 

Cena 5 – DRAMATIZAÇÃO /Casa de Ângelo/sala/Int./Tarde

A cena começa com a narração feita por Ângelo.

ÂNGELO (Narrando): Depois que a Clarita me apresentou ao Felipe, eu comecei a me encontrar com ele, e meio que criamos um laço muito forte…

A câmera adentra pela janela invadindo a sala e a privacidade de Ângelo, ele está sem camisa e está aos beijos com Felipe que está sentado no sofá, enquanto que Ângelo está sentado em seu colo.

ÂNGELO: Precisamos ser rápidos antes que alguém chegue.

Felipe interrompe os beijos no mesmo instante.

FELIPE: Não vai ser preciso.

Ele se levanta deixando Ângelo sentado no sofá.

ÂNGELO: Aonde você vai?

FELIPE: Eu preciso ir agora, depois nos falamos.

ÂNGELO: Você sempre desaparece…

FELIPE: Ângelo, eu preciso que você confie em mim. – Disse ele num tom sério.

ÂNGELO: Mas o que está acontecendo?

FELIPE: Naquela noite… – Ele suspira ao recordar o dia do aniversário da Clarita. – Quando a Clarita morreu.

ÂNGELO: Sim!?

FELIPE: Eu abri a porta e a encontrei morta.

Ângelo fica visivelmente surpreso com a revelação.

ÃNGELO: Como assim? Você não chamou por ajuda?

FELIPE: Eu só estou querendo dizer que esse não é o momento para ti ficar me questionando sobre o que eu faço.

Dito isso Felipe vira as costas para Ângelo e sai, a câmera vai se afastando fazendo com que a cena fique em segundo plano sendo vista da janela pelo lado de fora.

 

Cena 6 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Ódilon/Sala/Int./Tarde

Julietty chega apressadamente e solta sua bolsa no sofá, ela pega seu celular e digita alguma coisa, talvez estivesse tentando contato com Edilana, eis que Ódilon aparece acompanhado por Etelvina.

ÓDILON: Já chegou?

JULIETTY: Fechei a loja mais cedo.

ÓDILON: Por qual motivo?

JULIETTY: Não te interessa.

Ela se levanta revoltada e se dirige ao quarto, mas é seguida por Ódilon e Etelvina.

ÓDILON: Aonde você vai?

JULIETTY: Eu to indo pro meu quarto, não posso?

ÓDILON: O Djavan não tá aqui, ele saiu faz tempo, nem sei aonde foi ou com quem ele está.

Julietty apenas sorri com nojo e vira as costas para Ódilon o deixando falando sozinho.

 

Cena 7 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Ódilon/Quarto de Djavan e Julietty/Int./Tarde

A cena tem sequência já no quarto de Djavan e Julietty, ela está trocando de roupa, quando o cômodo é invadido por Ódilon que a flagra apenas de calcinha e sutiã.

ÓDILON: Me desculpe, estava procurando minha garrafa de água.

Julietty surpreendida se enrola na toalha e o encara com raiva.

JULIETTY: Sai daqui!

ÓDILON: Tu nem cumprimentou a Etelvina, ela saiu daqui chateada.

JULIETTY: Tá, mas dá licença faz um favor, eu tenho que ir pra um enterro.

ÓDILON: Outro?

JULIETTY: O que tu quer saber?

Julietty pega alguns cremes em seu guarda-roupa.

JULIETTY: Dá licença.

Ela se dirige para o banheiro, mas Ódilon segura o braço dela.

ÓDILON: Não dá pra tomar banho, o chuveiro quase pegou fogo.

JULIETTY: Que nada, me solte. – Ela livra-se dele e vai até o banheiro.

 

Cena 8 – DRAMATIZAÇÃO/Continuidade da cena anterior/Banheiro/Int.

Já no banheiro, antes que Julietty fechasse a porta Ódilon invade e aponta para o registro que ligava o chuveiro.

ÓDILON: Liga ali pra ti ver.

Julietty liga o chuveiro enquanto a água cai sobre seu braço e descendo em seu corpo.

JULIETTY: Não to vendo nada.

ÓDILON: Desliga e liga de novo.

Julietty desliga e torna a ligar o chuveiro enquanto a água respingava nela e a molhava cada vez mais.

ÓDILON: Tá vendo?

JULIETTY: Não tem nada.

ÓDILON: Não vai dá pra ti tomar banho, vai queimar o chuveiro, sai daí, eu vou desligar a energia e vou arrumar isso.

Ódilon deixa o banheiro e irritada Julietty vai colocar outra roupa.

 

Cena 9 – DRAMATIZAÇÃO/Continuação imediata da cena anterior/Quarto de Julietty e Djavan.

Enquanto Ódilon foi desligar a energia elétrica, Julietty procurava algumas peças de roupa em seu quarto para poder ir resolver do velório do Diogo, em seguida, depois de vestida ela procura um colar de brilhantes que ganhou de presente de sua mãe e que sempre estava na parte da frente de seu guarda-roupa, mas desta vez ao abri-lo ela não o encontrou.

JULIETTY: É só o que falta aquela piranha da Fernanda ter pegado.

Julietty deixa o quarto e sai a procura.

 

Cena 10 – DRAMATIZAÇÃO/Continuação/Quarto de Ódilon

Andando pelos corredores da casa, Julietty percebe que o quarto de Ódilon estava parcialmente aberto e uma luz vinha de lá, o que era estranho, afinal naquele momento a casa estava sem energia elétrica enquanto Ódilon concertava o chuveiro, Julietty se aproxima com cuidado, ela empurra a porta fazendo um pequeno ruído, ela olha em volta, nem Bruno e nem Fernanda estavam por perto, deveriam estar em seus respectivos quartos, ao abrir por completo a porta, Julietty vê um notebook ligado sobre a cama de Ódilon.

JULIETTY: Mas o que é isso?

Ela tenta se aproximar para ver melhor a cena, aparentemente era uma das gravações do aniversário de Clarita.

JULIETTY: Mas que velho safado.

Ela escuta passos e percebe que Ódilon está voltando, rapidamente ela deixa o cômodo e volta para o seu quarto.

 

 

Cena 11 – Trinder/Sala de Gravações/Int./Tarde

Julietty descrevia as cenas enquanto todos ouviam em silêncio.

JULIETTY: A cena que eu vi no notebook do Ódilon era uma cena que ainda não tinha vazado, não tinha como ele ter acesso aos vídeos, a menos que ele fosse a pessoa que estava vazando os vídeos.

BETRIX: E você contou isso a alguém? Desmascarou ele?

JULIETTY: Naquele momento não, eu não tinha provas o suficiente, na verdade eu poderia ter pego o notebook, sei lá, mas fiquei com tanto medo. – Ela suspira. – E depois que finalmente eu sai daquele quarto eu levei uma sensação ruim comigo, eu queria simplesmente deixar aquilo de lado, pelo menos por um tempo, afinal eu estava trêmula e chocada com tudo, eu só queria resolver o enterro do Diogo e encontrar a Edilana.

BETRIX: E sobre o vídeo de Ódilon, que ele vazou dele sendo chupado por Salete, não tem nexo ele se expor dessa maneira.

JULIETTY: Engana-se, tudo tinha uma explicação, eu estava tão confusa quanto você no momento, mas depois as perguntas foram sendo respondidas, da pior maneira possível.

BETRIX: Vai lá Edilana, e conte o que aconteceu contigo naquela noite.

Edilana a encara seriamente.

EDILANA: Isso nunca.

BETRIX: Vocês querem ferrar com o contrato? Não vão ganhar absolutamente nada se essa série não for finalizada, e aqui meu bem não é como no tribunal que será tudo a seu tempo, o tempo aqui sou eu quem faz, então vá lá e conte como foi aquela noite.

Wandi se levanta.

WANDI: Eu vou…

BETRIX: Então ande logo. – Ela olha pra Edilana. – E tu fique sabendo que essa será a única vez que vai receber essa colher de chá.

Wandi se posiciona em frente a câmera e começa a falar.

WANDI: Já tinha escurecido e começou a chover.

 

Cena 12 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Etelvina/Anoitecer

Chovia bastante, e Wandi batia na porta com frequência até que finalmente Jean abriu.

JEAN: Wandi. – Ele sorri. – Entra, tu tá ensopado.

WANDI: Me ajuda a encontrar a Edilana.

JEAN: O que aconteceu?

WANDI: No caminho eu te explico.

JEAN: Só me dá um minuto.

Jean pega o celular e um guarda-chuva e sai junto a Wandi.

 

Cena 13 – DRAMATIZAÇÃO/Ruas da Cidade/Noite

Wandi e Jean compartilhavam o mesmo guarda-chuva, pela primeira vez Wandi ficou tão próximo dele que podia sentir o perfume que ele exalava, era um aroma único de Jean, ninguém tinha o cheiro dele, ao mesmo tempo que conquistava Wandi o deixava em estado anestésico, ele podia passar o resto da vida abraçado ao Jean e cheirando seu pescoço.

Jean dizia algumas coisas, Wandi não ouvia, talvez porque estava preocupado demais em sentir o perfume de Jean e agarrar o braço do jovem, ou por causa da forte chuva causava um barulho enorme impossibilitando o diálogo dos dois.

Eis que eles pararam embaixo de uma fachada de uma loja para se abrigarem da chuva, incrível que mesmo estando embaixo de um guarda-chuva os dois estavam igualmente ensopados.

JEAN: Molhei meus pés.

WANDI: Eu também. – Disse rindo, e parou repentinamente.

JEAN: O que houve?

WANDI: Nada.

JEAN: No que está pensando?

WANDI: Sua mãe veio falar comigo.

JEAN: O que ela te disse?

WANDI: Disse que te expulsou naquele dia porque te flagrou com outro.

Um silêncio quase impossível de ser quebrar se instaurou entre os dois, era como se um penhasco se abrisse e os separasse.

WANDI: Isso é verdade?

JEAN: Olha Wandi, eu nunca pensei que tu se importaria com isso.

WANDI: Eu não me importo, fico me perguntando porque tu se importa tanto.

JEAN: É que as vezes parece que tu gosta de mim.

Wandi solta um gargalhada, mas sente uma pontada no coração com aquele sorriso forçado.

WANDI: Só parece, né? – Disse de maneira sarcástica.

JEAN: Eu estava com outro homem. – Ele riu timidamente.

 

Cena 14 – DRAMATIZAÇÃO/Flashback/Casa de Etelvina/Int./Sala/Tarde

Jean estava usando apenas uma bermuda quando alguém bateu na porta, ele corre abrir e se depara com Felipe, ao vê-lo ele abre um enorme sorriso.

JEAN: Finalmente chegou.

A cena corta repentinamente voltando ao estúdio de gravação.

 

Cena 15 – Trinder/Sala de Gravações/Int./Tarde

A câmera filmava o rosto de Wandi enquanto ele descrevia a cena e chorava, mas Ângelo o interrompe.

ÂNGELO: Nossa que bosta, eu tava levando chifre do merda do Jean.

BETRIX: Deixa ele continuar.

ÂNGELO: Uns bostas, ele e o Felipe isso sim.

JULIETTY: Fecha a boca demônio e deixa o Wandi continuar, quando é tu falando ninguém pode te interromper.

ÂNGELO: Tá legal, pode continuar aí, chifruda. – Disse para Wandi.

WANDI: Jean continuou contando na maior naturalidade possível, enquanto eu me esforçava para ouvir sem derrubar uma lágrima sequer.

 

Cena 16 – DRAMATIZAÇÃO/Flashback/Casa de Etelvina/Int./Sala/Tarde

Jean e Felipe começaram a se beijar na sala mesmo.

JEAN: Vamos aproveitar que minha mãe não está em casa.

Jean tira a camisa de Felipe, os dois deitam no sofá e um começa a tocar intimamente no outro. Os dois encontram-se excitados, enlouquecidos aos beijos, ambos tiram suas bermudas ficando nus, Jean beija o peito nu de Felipe, ele vai descendo com os beijos e antes que tocasse seus lábios intimamente em seu parceiro, a porta se abre e Etelvina solta um grito.

ETELVINA: Sangue de Jesus tem poder!

Após o grito de Etelvina, Jean e Felipe rapidamente vestem-se e a encaram em silêncio.

ETELVINA: Que pouca vergonha é essa na minha casa?

Antes que os jovens a respondessem, Etelvina salta sobre Felipe e começa a golpeá-lo no rosto, foram mais de cinco bofetadas e ele não revidou e nem tentou se defender, enquanto Jean apenas observava assustado.

ETELVINA: Seu maldito! Seus impuros!

A cena termina repentinamente.

 

Cena 17 – DRAMATIZAÇÃO/Ruas da Cidade/Noite

Jean suspirava enquanto contava para Wandi.

JEAN: Tu nem imagina como é ruim ser filho da minha mãe.

WANDI: Deve ser horrível mesmo chupar um desconhecido na sala e ser pego pela própria mãe. – Ele encara Jean com raiva. – Ela fez foi pouco.

JEAN: Ei, eu não chupei ele. – Ele ri de maneira safada. – Ainda.

WANDI: Como assim?

JEAN: Eu e o Felipe ainda nos encontramos escondidos.

WANDI: Meu Deus.

JEAN: O que?

WANDI: Tá tarde, não vamos ficar aqui esperando a chuva passar, vamos procurar a Edilana.

Jean apenas concorda e os dois voltam a desbravar na noite e na chuva.

 

Cena 18 – DRAMATIZAÇÃO/Ruas da cidade/Noite/Ext.

Edilana saiu do bar bêbada, ela estava ensopada por causa da chuva e mal conseguia caminhar.

EDILANA: Diogo!

Ela chamava por Diogo, suas pernas falhavam muitas vezes a fazendo cair na calçada, ela ria e chorava ao mesmo tempo, estava tudo tão turvo.

As imagens em sua frente não paravam de girar, era como se ela estivesse em uma roda gigante que não parava um segundo, aos poucos ela viu alguns vultos.

EDILANA: Diogo, é você?

Ela ouvia risos, ela esfregou os olhos para tentar enxergar, não sabia se eram dois ou três rapazes, só sentiu um arrepio na espinha quando ouviu a voz de um.

HOMEM: Vamos nos divertir, rapazes.

Edilana estava no chão, sua expressão mudou repentinamente, ela ainda não conseguia ver o rosto dos rapazes, a agonia tomou conta de si quando um deles a pegou pelo braço e a empurrou violentamente contra o chão fazendo com que ela batesse o rosto.

Os olhos de Edilana falham por segundos, como se fosse desmaiar, mas volta a si, sem forças para se levantar ou gritar, ela sente sua testa sangrar e os jovens continuam rindo, um deles abre o zíper.

EDILANA: Não. – Disse sem forças, apenas num sussurro.

Os outros dois seguraram seus braços.

Eles continuavam sorrindo e a chuva continuou a cair como as lágrimas de Edilana.

 

CONTINUA…

 

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28 thoughts on “O Amor que Definha – Capítulo 09

    • A Edilana (como dito na chamada dela) é a personagem que mais vai sofrer na web.
      Olha eu não sei dizer qual web eu gostei mais de escrever, isso é muito difícil, mas acredito que “Monólogos” tenha sido bem mais fácil (não que eu esteja menosprezando uma das duas), mas realmente ao escrever Monólogos fluía muito naturalmente, eu amava, já “O Amor que Definha” é bem mais complicada.
      Como a web ainda está em desenvolvimento (estou terminando de escrever a reta final) tudo pode acontecer, tem algumas coisas que pensei em desenvolver, e outras que cortei, então tudo é incerto ainda, mas podemos esperar surpreender-se apenas, pois o final será emocionante.
      Muito obrigado 😀

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  1. Então, o envolvimento da Edilana com o tribunal não diz respeito à morte do Diogo, e sim respeito ao estupro coletivo que ela sofreu, é isso mesmo, produçã1?

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    • Acredito que exista todo um envolvimento dos 3 protagonistas em meio a tudo o que está ocorrendo (as mortes, os vídeos vazados) e isso vai só acumulando, certamente que em breve encontraremos todos eles em um tribunal, com outros motivos, mas tão relevantes quanto.
      Obrigado 😀

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