O Amor que Definha – Capítulo 15 (Antepenúltimo Capítulo)

 

Cena 1 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Casarão/Sala/Int./Noite

Etelvina e Ódilon escutam um som de carro se aproximando, em seguida Etelvina o encara seriamente.

ETELVINA: Eu vi quando tu mandou uma mensagem dando nossa localização.

ÓDILON: Do que você está falando?

ETELVINA: Não precisa mentir pra mim, Ódilon, tu me chantageou pra eu ficar contigo, e eu provei que eu te amo pra ti me trair dessa forma?

ÓDILON: Não era pra ela vir aqui, eu mandei o endereço porque ela precisava saber.

ETELVINA: Ela?

ÓDILON: Minha filha.

ETELVINA: E tu seria capaz de mata-la?

ÓDILON: O que?

Etelvina caminha lentamente indo até a janela, ela olha do lado de fora e vê um carro parado na frente do casarão.

ETELVINA: Alguém chegou, tá na hora de tu limpar essa merda que tu fez. – Disse ela lançando um olhar ameaçador para Ódilon que segurava o revólver. – Vai lá fora e mate quem quer que seja que está dentro daquele carro.

Sem questionar as ordens de Etelvina, Ódilon seguiu porta afora seguro de si enquanto segurava o revólver.

 

Cena 2 – DRAMATIZAÇÃO/ Fazenda de Etelvina/Carro de Djavan/Int./Noite

Djavan parou o carro alguns metros apenas do casarão, ele e Julietty percebem as luzes acessa e antes que eles tomassem uma decisão, o celular de Julietty toca novamente.

EDILANA (Cel.): Julietty sua louca, tá aonde?

JULIETTY (Cel.): Eu to atrás da Etelvina.

EDILANA (Cel.): Estamos inda aí.

JULIETTY (Cel.): Não, é perigoso.

EDILANA (Cel.): A Etelvina está com a mãe do Wandi.

Abruptamente Julietty é obrigada a desligar o celular quando vê Ódilon do lado de fora do carro, ele apontava um revólver para ela e Djavan.

ÓDILON: Desçam do carro.

Ele ordena e temendo a própria sorte, Djavan e Julietty acabam descendo do carro.

JULIETTY: Viu Djavan, eu disse que ele era um bandido.

ÓDILON: Cala a boca!

DJAVAN: Pai, não faça isso.

ÓDILON: Não se mete, Djavan, por que tu apareceu aqui? A Fernanda te passou o endereço?

DJAVAN: Eu só vim me despedir de você, meu pai, tu acha mesmo que eu queria te prender?

Julietty estava nervosa e encara Djavan estranhando a frieza como ele falava.

ÓDILON: E por que trouxe essa metida?

DJAVAN: Ela ia chamar a polícia, eu tive que trazê-la.

ÓDILON: Nesse caso é só essazinha que tá bloqueando meu caminho. – Ele aponta a arma para Julietty que recua para trás.

 

Cena 3 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Wandi/Sala/Int./Noite

JEAN: Tudo bem, eu levo vocês até lá. – Concordou Jean em levar Wandi e Edilana até a fazenda.

Os três caminharam lentamente até a porta quando Wandi acaba caindo no chão, em primeiro momento ele começou a sentir uma dor intensa em seu abdômen.

WANDI: Edilana, me ajuda… – Ele começou a estremecer de dor enquanto segurava forte o braço de Edilana. – Salva minha mãe. – Implorou com os olhos cheio de lágrimas. Promete que vai salvar minha…

Ele começa a tossir, já não conseguia respirar direito e cada vez que ele tossia expelia sangue pela boca.

Edilana e Jean estavam perplexos diante daquilo, rapidamente Edilana deitou Wandi para que ele não se esforçasse.

EDILANA: Aguente firme, meu amigo. – Ela olha para o Jean. – Chama uma ambulância! – Gritou ela desesperada.

Jean pega seu celular e digita uns números apressadamente e consegue chamar por ajuda, nesse momento Wandi já encontrava-se desmaiado.

EDILANA: Tu cuida do Wandi. – Disse ela acabando por deixar o corpo de Wandi inerte sobre o tapete da sala.

A roupa de Edilana estava toda manchada de sangue, seus olhos estavam marejados, mas por mais cruel que fosse, ela não conseguiria chorar, ela não se permitiria fraquejar como tantas outras vezes.

JEAN: Aonde tu vai?

EDILANA: Eu vou salvar a mãe do Wandi.

JEAN: Tu tá abandonando seu amigo?

Edilana permanecia trêmula, seu olhar de compaixão fita o rosto pálido e quase sem vida de seu amigo deitado no chão, um nó na garganta quase fez com que ela se largasse aos prantos, a presença de sua irmã e Diogo se fizeram tão próximas, era como se a morte estivesse presente, não era só isso. Edilana sentia muito mais coisas, era como se o medo de falhar estivesse a consumindo pouco a pouco. Ela não podia falhar.

EDILANA: Eu nunca o abandonaria, eu sei que tu pode ajuda-lo, Jean, afinal ele é apaixonado por ti e se isso não é o suficiente, faça como forma de pedir perdão por tudo o que tu fez ele passar. – Ela caminha lentamente até a porta, agora de costas para o Jean, finalmente as lágrimas correram de seus olhos sem ninguém perceber. – Eu prometi que iria salvar a mãe do Wandi. – Ela suspira profundamente. – Eu vou cumprir com minha promessa.

JEAN: Mas tu não sabe aonde fica o sítio.

EDILANA: A Julietty me mandou o endereço por mensagem. Cuida do Wandi, tá?

Antes mesmo que Jean respondesse, Edilana sai o deixando sozinho com Wandi.

 

Cena 4 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

Antes de Ódilon apertar o gatilho, Djavan salta sobre ele, os dois rolam pelo chão e disputam o revólver, da janela do casarão, Etelvina observava tudo furiosa.

Ouve-se o som de um tiro seguido do grito de Julietty.

JULIETTY: Djavan!

 

Cena 5 – Trinder/Sala de Gravações/Int.

ÂNGELO: Que bosta, cara.

JULIETTY: Tu vai deixar eu terminar de descrever o que aconteceu?

ÂNGELO: Quando as pessoas verem essa cena todo mundo vai reclamar que é clichê.

JULIETTY: Jura querido? Me conta uma novidade agora. – Ela ri. – Eu não posso fazer nada se foi isso que aconteceu.

BETRIX: Fala logo Julietty, quem foi que levou o tiro?

JULIETTY: O Djavan claro, aquele lesado…

 

Cena 6 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

O sangue jorrou rapidamente enquanto Ódilon empurra Djavan para o lado tentando sair do chão. Julietty corre até ele, que gritava de dor.

JULIETTY: Djavan, tu tá bem?

DJAVAN: Eu levei um tiro.

JULIETTY: Eu não sou cega, eu perguntei se tu tá sentindo bem ou se vai morrer.

DJAVAN: Acho que não, pegou no meu braço de raspão.

JULIETTY: Então para de cena.

DJAVAN: Procura o revólver, Julietty.

JULIETTY: O que?

DJAVAN: Eu tirei do meu pai, deve estar por algum lugar na grama.

Julietty começa a procurar ao seu lado Ódilon também está procurando a arma.

JULIETTY: Puta merda Ódilon, sai daqui, vai procurar lá do outro lado.

Ódilon avança sobre Julietty e a prende numa chave de braço.

ÓDILON: Cala a boca patricinha!  Vou te matar enforcada mesmo.

Julietty avista a arma logo a frente, mas ela não consegue alcançar e começa a perder o ar.

JULIETTY: Djavan, faça alguma coisa. – Disse se debatendo.

 

Cena 7 – DRAMATIZAÇÃO/Casa de Wandi/Sala/Int./Noite

Jean segurava a mão de Wandi, ele tremia enquanto esperava pela chegada da ambulância.

JEAN: Wandi, acorda.

Ele olha para o rosto do Wandi e percebe que ele já não respirava mais, o desespero toma conta do jovem que começa a sacudir seu amigo, sem resposta ele aproxima seu rosto do rosto de Wandi.

Ele tocou os lábios na boca de Wandi, e não sentia a respiração do amigo, com um pouco de esforço ele faz uma respiração boca a boca fazendo com que por segundos Wandi voltasse a respirar, ele repete o processo por várias vezes, enquanto desliza sua mão pelo corpo de Wandi.

Após afastar seu rosto, Jean começa a chorar.

JEAN: Não morre. – Ele coloca as mãos sobre o rosto. – Por favor, Wandi, não me deixa.

Tudo parecia perdido, até que finalmente a equipe médica aparece.

 

Cena 8 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

Djavan salta sobre seu pai fazendo com que ele solte Julietty, que corre até o revólver.

JULIETTY: Fim da linha, velho rabugento. – Disse apontando a arma para Ódilon.

Nesse momento a porta do casarão se abre revelando Etelvina segurando Alana em sua frente enquanto a prendia com uma faca contra o pescoço.

ETELVINA: Acabou a palhaçada, Julietty.

Julietty a encara.

ETELVINA: Eu devia ter feito isso há muito tempo.

Etelvina pega um controle e aperta um botão.

JULIETTY: O que é isso?

ETELVINA: Eu acabei de acionar uma bomba, acabou Julietty, a Boutique Quartzo virou cinzas.

JULIETTY: Pra tua sorte eu espero que tu esteja brincando.

ETELVINA: Olha pra mim e me diga se eu sou mulher de brincar com coisa séria?

JULIETTY: Sua desgraçada! Maldita!

 

Cena 9 – DRAMATIZAÇÃO/Boutique Quartzo/Int./noite

Naquele mesmo momento uma bomba começa em contagem regressiva.

10 – 09 – 08 – 07- 06…

Até chegar a zero, a bomba causou uma terrível explosão levando a boutique ao sem fim em instantes.

 

 

Cena 10 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

ETELVINA: Solta a arma, Julietty.

JULIETTY: Vai sonhando, sua piranha.

Julietty aperta o gatilho e acerta a janela da casa.

ETELVINA: É tão ruim de mira que nem acertou a Alana.

Djavan vai ao lado de Julietty.

DJAVAN: Para Julietty, tu vai acertar a Alana, ela está como escudo humano.

JULIETTY: Jura Djavan? – Ela faz cara de tédio. – Tu diz coisas tão óbvias.

ETELVINA: Sabe Julietty, tu é uma pessoa que eu queria ter estudado melhor.

JULIETTY: Olha aqui sua velha doida, tu vai é estudar o tapa que eu vou te dar na cara, vem… – Dizia fazendo expressões corporais chamando Etelvina. – Vem brigar no soco se tu tem coragem.

ETELVINA: Eu…

Antes que Etelvina dissesse mais alguma coisa ela viu se aproximar um carro, as sirenes tocando e de repente o jardim já tomado.

JULIETTY: O jogo acabou, Etelvina.

 

Cena 11 – DRAMATIZAÇÃO/Hospital/Int./Noite

Jean aguardava apreensivo por notícias, quando o médico finalmente apareceu.

JEAN: E então doutor?

MÉDICO: Ele está se recuperando, foi muito negligente da parte de vocês tirarem ele do hospital com as costelas quebradas, uma deles desprendeu-se e quase furou o pulmão, ele tem sorte de estar vivo agora.

Jean suspira aliviado.

JEAN: Obrigado doutor, eu já posso vê-lo?

MÉDICO: Amanhã pela manhã ele já poderá receber visitas.

JEAN: Tudo bem, eu espero.

 

Cena 12 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

Ódilon corre para o lado de Etelvina, os dois observam uma mulher descer e anunciar a prisão pelo megafone.

EDILANA: Vocês tão cercados, larga ela.

Etelvina esforça-se para olhar e percebe que se trata apenas de Edilana.

ETELVINA: Aquela ali é a Edilana? – Perguntou para Ódilon.

ÓDILON: Acho que sim. – Ele encara Etelvina. – Quem é Edilana?

ETELVINA: Que velho lesado, meu Deus.

 

Cena 13 – Trinder/Sala de Gravações/Int.

Betrix interrompe a descrição de Edilana.

BETRIX: Como você estava com um carro de polícia?

EDILANA: Eu roubei.

BETRIX: Isso não parece tão simples.

EDILANA: Eu tenho meus métodos e não pretendo conta-los pra ti. Acontece que se eu chegasse na delegacia e esclarecesse o que estava acontecendo, ninguém me escutaria, a melhor opção foi roubar a viatura, logo a polícia ia atrás de mim.

BETRIX: Engenhoso. – Ela sorri. – Pode prosseguir.

Edilana respira profundamente, logo após fazer tais declarações algo se abate sobre ela, seus olhos desviam o foco indo direto para o chão, a câmera corre a sala mostrando a feição triste de todos, Edilana senta-se ao lado de Wandi e segura sua mão, Julietty senta do outro lado e segura a outra mão de Wandi.

Lágrimas correm pelo rosto de Wandi.

BETRIX: Falem logo!

EDILANA: As sirenes indicaram a aproximação das demais viaturas, Etelvina teve de agir antes de ser presa…

 

Cena 14 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

O som das sirenes denunciavam a chegada da polícia, Edilana sentia-se com o dever cumprido, ela solta o megafone e caminha lentamente até o meio do jardim enquanto Julietty segurava o revólver apontando para Ódilon e Etelvina que estavam na varanda do velho casarão.

DJAVAN: Soltem a Alana e se entreguem.

ÓDILON: Meu próprio filho, me trair desta maneira, que decepção.

Etelvina nada disse, ela viu a viatura se aproximar depressa e sem pensar duas vezes ela introduz a lâmina no pescoço de Alana, atravessando a jugular e partindo a artéria, o sangue jorra na varanda e todos gritam enquanto o corpo de Alana cai sem vida e sem esperanças no chão.

Alana não teve chances de dizer suas últimas palavras, puderam sentir apenas o amargo da lágrima que correu de seus olhos, uma despedida desagradável, Edilana cai de joelhos no jardim, ela estava mais uma vez impotente a tudo em sua volta, pensou ser capaz de mudar tudo, se ela tomasse uma atitude mais rápida, se ela fosse capaz… Se…

Julietty aperta o gatilho sem pensar, desta vez acerta a parede da casa, ela havia fracassado também, trêmula ela entrega o revólver para Djavan.

JULIETTY: Atira! – Os olhos de Julietty encheram-se de pânico, Etelvina e Ódilon partiam em retirada quando Djavan armou-se e apertou o gatilho.

Um projétil sem rumo e certeiro sela o destino de Ódilon que cai no chão baleado nas costas, Etelvina é incapaz de olhar para trás, ela continua correndo em frente, enquanto Ódilon implora para que ela ficasse, sua mão ainda a chamava e sua respiração quente e vermelha aos poucos foi cessando.

DJAVAN: Pai! – Djavan solta o revólver e corre em direção a Ódilon caído em frente ao casarão.

Edilana caminha com dificuldade até o lado de Julietty, as duas encaravam o corpo de Alana dilacerado logo a frente, ambas se abraçam e choram muito.

JULIETTY: Meu Deus.

Nem mesmo duas guerreiras como elas eram capazes de enfrentar tais circunstâncias sem desesperar-se, a polícia chegou em dois minutos, foi tempo suficiente para que Etelvina conseguisse correr para a parte de trás da fazenda onde o jatinho já lhe esperava.

 

Cena 15 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Área de decolagem/Ext./Noite

Um jatinho num longo percurso todo asfaltado, Etelvina subiu na aeronave as pressas, alguém já a esperava.

ETELVINA: As coisas saíram do controle.

PILOTA: O que aconteceu?

ETELVINA: No caminho eu te conto, agora dê logo a partida, a polícia chegou.

A pilota se apressa e dá a partida.

O jatinho desbrava os céus em poucos minutos, a polícia ainda não tinha chegado até eles, e Etelvina consegue fugir.

 

Cena 16 – Trinder/Sala de Gravações/Int./Tarde

BETRIX: Eu preciso saber mais, não pode acabar assim.

Julietty, Wandi e Edilana choravam.

EDILANA: Pois assim acabou. – Um suspiro. – A polícia nos cercou e não chegaram a tempo até o jatinho, aparentemente estavam mais preocupados com os corpos no chão e queriam explicações, mesmo nós implorando para que fossem atrás da Etelvina…

JULIETTY: Nos trataram como animais.

EDILANA: Nos algemaram…

 

Cena 17 – DRAMATIZAÇÃO/Fazenda de Etelvina/Jardim/Ext./Noite

Edilana e Julietty estavam sendo algemadas enquanto se debatiam.

EDILANA: Me soltem! A verdadeira assassina está fugindo!

DELEGADO: Já mandei uma equipe atrás. – Disse enquanto conduzia Edilana e Julietty até a viatura.

Djavan estava mais a frente abraçado ao corpo de Ódilon.

DJAVAN: Me perdoa meu pai.

Os policiais se aproximam dele, e o retiram de cima do corpo do velho e em seguida o algemam.

Nos céus todos podem ver o jatinho de Etelvina partindo para o destino só dela.

 

Cena 18 – DRAMATIZAÇÃO/Horas se passam.

A madrugada foi marcada por sangue, lágrimas e morte. Cenas de pessoas cometendo suicídio vão surgindo aos poucos, inicialmente uma mulher toda de branco indo para seu banheiro, em suas mãos uma gilete, a cena corta e volta quando a moça já está submersa no próprio sangue, mais uma vez a cena corta mostrando um homem, desta vez vestido de terno, ele caminha descalços subindo degraus de uma escada, a cena corta e quando retorna para a cena já mostra ele no terraço de um prédio, em seguida se lança a própria sorte, os cortes vão ficando mais acelerados, mostrando pessoas bebendo veneno, dando tiros em suas próprias cabeças, em suma livrando-se da própria carne e da vida que os prendiam a um estado de sofrimento efêmero.

Naquela noite foram registrado 32 suicídios, aparentemente todos tinham ligação direta aos avisos de Etelvina, porém tinham algo em comum. Todos os casos registrados envolviam pacientes de Etelvina.

Eram pessoas diagnosticadas com depressão em sua maioria, algumas com transtornos mentais, morreram acreditando que estariam salvando a pessoa que mais amavam, mas era muito mais que isso…

 

Cena 19 – Trinder/Sala de Gravações/Int./Tarde

BETRIX: Por que a Etelvina fez isso? Como que essas pessoas se mataram?

EDILANA: Os acontecimentos dos avisos tinham se tornado fortes naquela altura, os pacientes escolhidos eram frágeis e acreditavam cegamente naquilo. Etelvina deu um empurrãozinho nos pacientes que tentaram suicídio outras vezes, ela dizimou toda a cidade com uma onda de trauma e luto jamais vista.

BETRIX: Foi assim que vocês pararam no tribunal?

JULIETTY: Sim. – Suspirou.

BETRIX: Acho que está ótimo. – Riu.

WANDI: A série acabou?

BETRIX: Sim, será bem curtinha.

WANDI: E como vai acabar? Assim?

BETRIX: Me digam vocês, como chegaram aqui depois de 5 anos?

Eles se entreolham.

BETRIX: A série terá continuidade da seguinte forma, o jatinho da Etelvina cai matando ela e o piloto, e vocês serão inocentados, o que acham?

EDILANA: Essa não é a verdade.

BETRIX: As pessoas buscam por entretenimento, e querem um final feliz, e vai ser assim.

Betrix sai da sala, aparentemente todos estavam desolados, Wandi chorava num canto, ele sentia tanta falta de sua mãe, Julietty e Edilana ficam ao seu lado, enquanto Ângelo apenas observa.

ÂNGELO: Eu realmente sinto muito por ti, Wandi.

WANDI: Eu vou superar tudo isso quando a Etelvina pagar pelos crimes dela.

EDILANA: Ela ainda está foragida, mesmo depois de cinco anos, mas ela vai pagar por seus crimes, nós faremos isso.

Edilana, Julietty e Wandi se abraçam firmando mais uma vez um possível acordo entre eles.

 

Cena 20 – Trinder/Escritório de Betrix/Int./Tarde

O rosto de Betrix fica em foco e lentamente a câmera vai a deixando de lado para focar uma foto que tinha na estante de seu escritório, na imagem estava Betrix, mais jovem, vestida como pilota, ela sorria ao lado de um jatinho, aparentemente era seu.

A câmera volta a focar o rosto de Betrix, que realizava uma ligação.

BETRIX (Cel.): Eu terminei a série. – Ela esperou a pessoa falar do outro lado, em seguida continua. – Eles nem desconfiaram de nada. – Ela gargalhava.

 

CONTINUA…

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34 thoughts on “O Amor que Definha – Capítulo 15 (Antepenúltimo Capítulo)

  1. Me surpreendi com o episódio. A desastrosa força-tarefa da Edilana e da Julietty custou a vida da Alana. Mas ao menos o Ódilon também pagou com a vida.

    Como não pensei nisso antes? Etelvina estava simplesmente fazendo seus pacientes terminarem o que começaram. Então, isso significa que o Diogo e o Gildo eram pacientes da Etelvina? Outra pergunta, bem mais importante: como a Edilana descobriu que essa era a verdade? Ela chegou a essa conclusão sozinha?

    Não foi dessa vez, né, Jean? Mas eu ainda acredito que você não esteja vivo hoje em dia.

    Então, a Betrix ajudou a Etelvina a fugir. Mas isso cria mais perguntas: por que a Betrix está fazendo essa série? E por que motivo a Etelvina está por trás disso? Porque sim, tenho 99% de certeza de que esse contato misterioso é a Etelvina.

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    • E fiquei muito feliz de ter surpreendido novamente 😀
      Essa reta final, pra mim, significa muito (além de ter muitas reviravoltas, apenas amei escreve-la).

      Bom… o propósito da Etelvina ainda não foi revelado por completo, o que eu posso adiantar é que “não”, o Gildo e o Diogo não eram pacientes dela, na verdade foram azarados demais (e entregaram-se facilmente para a depressão depois do primeiro golpe). Bom, a Edilana só comentou o que ela sabia, afinal a linha de investigação da polícia na época descreveu os acontecimentos como fruto de um plano arquitetado por uma psiquiatra para eliminar todos os seus pacientes, mas será que é só isso?

      O que será que houve com o Jean? Será que aqui temos alguém shippando Wandi e Jean?

      E Betrix teve um papel importante nisso tudo, as explicações chegarão nos próximos capítulos, espero que goste (e te surpreenda).

      Obrigado 😀

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    • Bom, sobre os mortos (espero não me esquecer de ninguém, vamos lá):
      Clarita – Gildo – Valesca – Salete – Diogo – Alana – Ódilon (Até agora). Num total de 39 (com as 32 que morreram 😀 ).

      E espero que goste dessa reta final 😀
      Muito obrigado

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  2. Então, eu ia fazer um resumo dos capítulos hoje, mas infelizmente, não consegui, meu dia não foi muito bom, mas enfim, amanhã irei fazer o resumo dos capítulos anteriores, no mais, posso dizer que eu li os capítulos e digo que adorei! E o spin-off também. Parabéns, Hivan! 😀

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