Um Amor e Duas Realidades – Capítulo 01

Morro da Paz, Rio de Janeiro – 1980

“Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…” As crianças brincam de roda ao embalo dessa canção, que mexe profundamente com Alex, que retorna do campinho com a sua bola de saco na mão.

MARIA DAS DORES: (gritando) Vem pra dentro, Alex!… Já tá quase noite, menino.

(Alex entra correndo na sua humilde residência e com os pés cobertos de lama, vai formando suas pegadas até o quarto)

MARIA DAS DORES: Olha só o que você fez, menino, está sujando a casa toda. Vá já tomar banho.

ALEX: Ah, banho, mãe?… Mas eu já tomei ontem.

MARIA DAS DORES: Ontem foi ontem, quer virar um porcalhão? Assim você não vai namorar nunca.

ALEX: Ihh! Já tô namorando muito tempo, mãe. O “menó” aqui é chocante na arte do coração.

(Maria das Dores ri, ironizando)

MARIA DAS DORES: E quem é a louca que namora um neguinho de dez anos de idade? Vá já pro chuveiro que o jantar está quase pronto.

ALEX: (desanimado) Tá bom, eu vou!

(Alex se arrasta até o banheiro)

MARIA DAS DORES: Ai, ai… Esse meu filho é uma graça mesmo.

(Maria das Dores ri sozinha)

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 (Alex e seus irmãos, Luís e Solange, estão sentados à mesa; Maria das Dores aparece com um pratinho na mão)

ALEX: O que é a comida, mãe?

(Faminto, Alex pergunta)

MARIA DAS DORES: Só um ovo pelado, meu filho. Foi só o que deu pra fazer… Vamos ter que partir em quatro.

(Responde Maria das Dores, com um aperto no coração)

LUÍS: Não fica triste, mãe… Eu estou ajudando o seu Messias na carpintaria e ele vai me dar uns trocados. Eu vou ajudar a senhora com as despesas da casa.

(Luís avisa, tentando amenizar a situação)

MARIA DAS DORES: Não, meu filho, eu não quero que você trabalhe.

ALEX: E eu? Posso trabalhar?

(Pergunta Alex, entusiasmado)

MARIA DAS DORES: Não, você vai estudar e ter uma profissão. Você e seus irmãos.

LUÍS: Mas mãe, não custa nada eu querer ajudar em casa… Eu já tenho idade suficiente para ter um emprego. Já sou quase de maior.

MARIA DAS DORES: Mas e os estudos? Como fica seu sonho de ser médico, meu filho?

LUÍS: Eu estudo de manhã e a noite eu arrumo um trampo. Além de ajudar na carpintaria, eu posso arrumar outro bico para fazer.

(Soluciona Luís, já quase desesperançado com esse seu sonho de se formar em medicina)

MARIA DAS DORES: Ai, meu filhos, vocês são “bença” na minha vida. Agradeço a Deus todos os dias por ter me dado vocês.

(Emociona-se Maria das Dores, sendo abraçada por Alex e Luís; Sentada à mesa como estava, Solange continua com sua cara emburrada)

SOLANGE: Que cena mais patética!…

(Pensa Solange, inconformada com tanta pobreza que a cerca)

MARIA DAS GRAÇAS: (gritando) Domingo é dia de frango assado!

(Chega Maria das Graças, trazendo um frango de padaria que exala um aroma de felicidade para Alex, já que sua barriga clama por comida boa)

MARIA DAS DORES: Minha irmã, quanto tempo!

(Maria das Dores e Maria das Graças se abraçam fortemente, pois a saudade já era muito grande)

MARIA DAS DORES: Como estão grandes meus sobrinhos… Tânia, Tina e Tico como vocês estão bonitos!

(Exclama Maria das Dores, abraçando cada um)

SOLANGE: Deve ser a comida de rico que eles comem.

(Triste, Solange assim pensa; Tânia corre para cumprimentar Solange, que logo vai reparando nas suas roupas chiques; Tina estranha a diferença da sua casa grande para aquela que é tão simples; Alex e Tico logo saem para brincar, enquanto Maria das Graças e Maria das Dores sentam-se no sofá para conversar)

MARIA DAS GRAÇAS: E você, minha irmã? Como passa?

MARIA DAS DORES: Ah, minha vida está tão difícil, minha irmã… O Carlos anda sempre endividado, bebendo além da conta… Às vezes acho que nasci pra sofrer mesmo.

MARIA DAS GRAÇAS: Não, não pense assim, Das Dores. As coisas vão melhorar… Nunca perca a fé.

(Maria das Dores encosta sua cabeça no ombro da irmã e desaba a chorar, sendo acalentada por Maria das Graças; Alex aparece com um papel na mão)

ALEX: Aqui madrinha, o que eu fiz pra senhora.

(Maria das Graças pega o papel)

MARIA DAS GRAÇAS: Que bonito… Mas o que é isso?

ALEX: Uma casa de dois andares… Igualzinha a da senhora, tia. Uma casa de gente rica… Queria tanto morar numa casa igual a da senhora, sabia?

(Ao ouvir tais palavras, Maria das Graças se emociona e Maria das Dores segura as lágrimas para não chorar)

MARIA DAS GRAÇAS: Que isso, Alex, a minha casa não é de rico, não… E a sua casa também é muito bonita.

ALEX: Eu sei, mas quando eu crescer, eu vou fazer uma casa de ouro… E vai morar todo mundo junto.

(Maria das Dores não consegue conter suas lágrimas)

ALEX: Eu vou trabalhar muito pra comprar uma casa de ouro… Toda de ouro mesmo. Igual um castelo que vi numa fita na casa da vizinha.

(Comovida, Maria das Graças alisa o rosto de Alex)

MARIA DAS GRAÇAS: Mas pra você trabalhar, primeiro tem que estudar.

ALEX: Não, eu não posso… Meu pai falou que eu não posso estudar não… Só o Luís e a Solange que podem, porque eles já são grandes.

MARIA DAS GRAÇAS: E você quer estudar?

ALEX: É, eu bem que queria, mas…

MARIA DAS GRAÇAS: Se você quer, você vai estudar sim.

ALEX: Vou?! Mas como?

MARIA DAS GRAÇAS: Eu pago seus estudos.

(Maria das Dores fica surpresa)

MARIA DAS DORES: Do que você tá falando, Graça?

MARIA DAS GRAÇAS: Como madrinha do Alex, eu me sinto na responsabilidade de prezar pelo futuro dele… Alex, eu vou te matricular na escola dos meus filhos. Você quer?

(Contente, Alex concorda com a cabeça)

MARIA DAS DORES: Na escola da Zona Sul? Aquela de gente rica?… Mas é muito cara.

MARIA DAS GRAÇAS: Sim, essa mesma!… O Alex há de ser alguém na vida.

(Alex sorri, não podendo conter a tamanha felicidade que já sentira em toda a sua vida)

MARIA DAS DORES: (emocionada) Minha irmã, eu nem sei como agradecer.

MARIA DAS GRAÇAS: Agradeça criando esse menino bem, assim como você está fazendo até agora.

ALEX: Obrigado, tia… Eu amo muito a senhora, muito mesmo.

(Alex abraça Maria das Graças que fica emocionada; Alex sorri, contente)

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“Escola San Miguez, Rio de Janeiro – 1985”

Cinco anos se passam rápido, Alex se torna um rapaz de 15 anos e inicia mais um ano letivo na “Escola San Miguez”, a instituição de ensino mais conceituada e mais cara de todo o Rio de Janeiro.

(Alex e seus primos, Tânia, Tina, Tico e Fábio chegam à escola juntos)

TÂNIA: Graças a Deus que esse é meu último ano de escola… Estou doida para começar a trabalhar logo, ter minha independência. Ser livre!

TINA: Do jeito que você é, Tânia, vai conseguir emprego só no zoológico… E ainda por cima como bicho-preguiça.

(Alex, Tico e Fábio riem)

TÂNIA: Só fala isso porque é uma pirralha, que ainda não saiu nem do pré.

TINA: Quem disse? Saiba que já fui para a 5ª série, tá?

TÂNIA: Ai, tchau, criancinhas, vou lá com a minha turma… Dos quase adultos, sabem?

TINA: Sai daqui, sua velha idosa chata.

(Tânia sai rindo e se mistura com seus amigos de classe)

TINA: Ai! A Tânia me dá nos nervos… Só porque já usa sutiã. Que raiva, que raiva! Como é chato ser irmã mais nova.

ALEX, TICO e FÁBIO: (cantando) Peitinho de limão… Peitinho de limão… Não usa sutiã, não usa sutiã…

(Alex, Tico e Fábio cantam em coro, irritando Tina, que sai nervosa; O sinal toca)

TICO: O sinal! Vamos!

(Todos correm pelo corredor, exceto Alex que fica perdido; Afrodite vem correndo e esbarra em Alex; Os livros de Afrodite caem no chão e ela se abaixa para pegá-los)

AFRODITE: Desculpa, eu não queria…

“Por delicadeza, Alex também se abaixa para ajudá-la… Suas mãos se encostam e num sincronismo mágico, seus olhos se atraem como dois imãs que nunca se repelem… Nesse instante, Alex já está completamente encantado por Afrodite”. 

 

“Alex enxerga no cristalino azul dos olhos de Afrodite que alguma coisa boa aconteceu dentro de si. Seu coração acelerado, bate mais do que a sua escola de samba favorita, a rosa e branco, a famosa “Mangueira”; Afrodite também sente o mesmo. Seu coração arde de uma forma nunca sentida antes, e borboletas sente voando dentro do seu ventre… Alex e Afrodite sentem-se flechados por um cúpido carnal e bem brincalhão”

INSPETOR: (gritando) Já pra sala os dois!… Não é hora de namorinho não, “eu, hein”!

(Afrodite e Alex se levantam rapidamente; O inspetor dá a ordem e vai cumprir suas outras tarefas: Atazanar mais estudantes indisciplinados)

AFRODITE: Desculpe-me, eu não vi que você estava na frente… É a pressa de estudar.

(Afrodite ri sem graça)

ALEX: Desculpa eu… Não queria ter ficado na sua frente.

(Sem perceberem, os dois já estavam se olhando novamente)

AFRODITE: Eu… Preciso ir… Para minha classe, estudar.

ALEX: Ah, eu também.

(Afrodite e Alex sorriem, envergonhados, um para o outro)

AFRODITE: Então… Desculpa mais uma vez.

ALEX: Nada…

(Afrodite sorri e sai; Alex corre atrás dela)

ALEX: Eu estou um pouco perdido… Você poderia me explicar onde fica a classe 150?

AFRODITE: É a mesma que a minha!… Você pode me acompanhar, se quiser.

ALEX: Sério?

AFRODITE: Uhum!

(Alex sorri, acreditando ser o destino lhe unindo àquela beldade a qual já ama profundamente)

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 “Longe dali na casa de Maria das Graças”

(Maria das Graças põe um bolo de chocolate sobre a mesa)

MARIA DAS GRAÇAS: (feliz) Hum… Fiz um bolo recheado porque o meu maridão vai chegar cedo hoje… Uuuui!

(Maria das Graças sorri, admirando o bolo)

MARIA DAS GRAÇAS: O Bené vai chegar cedo, as crianças vão demorar na escola… Melhor eu tomar um banho e me perfumar pro meu maridão, né?

(Maria das Graças sorri, maliciosamente, e sai alvoroçada)

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Enquanto Maria das Graças se prepara para receber o marido, ele está terminando de trabalhar… A cidade está movimentada e o que ele mais quer é chegar para casa e tirar um cochilo demorado.

MARIA DOS PRAZERES: Boa tarde!

(Maria dos Prazeres cumprimenta o motorista ao subir no ônibus)

BENÉ: Maria dos Prazeres? É você?

MARIA DOS PRAZERES: Bené!

(Maria dos Prazeres agarra Bené, que fica constrangido)

PASSAGEIRO: “Vambora” motorista, não é hora de namorar não… Tenho que ir trabalhar, “pô”!

(Grita um passageiro mal-humorado que já se encontra impaciente; Bené, que é o motorista, deixa o trânsito congestionado, ignora as buzinas dos outros automóveis e as reclamações dos passageiros)

BENÉ: Como você está, Prazeres? Nunca mais apareceu lá em casa…

MARIA DOS PRAZERES: A sua esposa, Bené. A Graça que parece gostar só da Maria das Dores… Ela nunca vai me visitar, poxa, eu também sou irmã dela. Fico chateada com isso.

(Bené ri, sem saber o que falar)

MARIA DOS PRAZERES: E você? Essa é a sua última viagem?

BENÉ: É sim. Por quê?

MARIA DOS PRAZERES: Quem sabe a gente não podia parar na praia e tomar um sorvete, uma água de coco?

BENÉ: Claro! Você me espera?

(Maria dos Prazeres dá uma piscadela para Bené, concordando com a cabeça; Bené sorri)

PASSAGEIRA: (nervosa) Vamos logo, motorista! Tem tempo não.

(Só de sacanagem, Bené arranca velozmente com o ônibus e os passageiros reclamam; Bené sorri satisfeito e Maria dos Prazeres ri, reparando nele)

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No recreio, Afrodite conversa com as suas amigas, enquanto, de longe, Alex fica admirando-a.

TÂNIA: Está fazendo o que aí sozinho, Alex?

(Tânia aparece para puxar assunto com o primo)

ALEX: Tânia… Você conhece aquela menina ali?

TÂNIA: Qual?

ALEX: Aquela loirinha ali ó.

TÂNIA: Ah… Conheço sim.

ALEX: E qual é o nome dela?

TÂNIA: Isso eu já não sei.

(Alex desanima-se)

TÂNIA: Por quê?

ALEX: Nada, nada… Só curiosidade mesmo.

TÂNIA: Hum…

(Os amigos de Tânia a chamam de longe)

TÂNIA: Deixa eu ir, Alex… Tenho que fazer pesquisa ainda. Tchau, primo!

(Tânia dá um beijo na bochecha de Alex)

ALEX: Tchau!

(Tânia sorri, acena para Alex e sai correndo para a sua roda de amigos; Alex continua observando Afrodite; Bruna, amiga de Afrodite, percebe os olhares de Alex para a amiga)

BRUNA: Veja, Afrodite! Aquele garoto da nossa classe não tira os olhos de você.

AFRODITE: Quem?

BRUNA: O novato… Veja!

(Afrodite olha para trás e vê Alex olhando-a; Afrodite fica sem graça e rapidamente desvia o olhar)

BRUNA: Até que ele não é de se jogar fora, hein.

AFRODITE: (envergonhada) Bruna, para!

BRUNA: Ah é, esqueci que o seu coração já tem dono… O Frederick.

AFRODITE: Não invente coisas, menina. Meu coração não é de ninguém.

BRUNA: (irônica) Não… Duvido!

AFRODITE: Não mesmo… Ainda não encontrei o meu príncipe encantado.

(Bruna nega com a cabeça, achando que conto de fadas não existe; Mesmo tímida, Afrodite retribui o olhar para Alex)

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“Algumas horas depois, na Praia da Barra”…

A tarde já vai findando-se, Bené e Maria dos Prazeres caminham pela areia, lambuzando-se de sorvete de casquinha. Eles riem, riem feito duas crianças felizes.

MARIA DOS PRAZERES: Me sinto criança quando tomo sorvete… É tão bom!

(Bené ri, não parando de se lambuzar)

MARIA DOS PRAZERES: O meu é de chocolate e o seu?

BENÉ: Flocos! É o meu preferido.

(Maria dos Prazeres sorri)

MARIA DOS PRAZERES: Hum… Posso provar?

BENÉ: Uhum!

Bené oferece a casquinha para Maria dos Prazeres, que subitamente lhe tasca um beijaço, sem dar chances de Bené escapar… Mas será mesmo que ele quer escapar?

(Adamastor passa de carro e vê a cena, ficando espantado)

ADAMASTOR: O Bené e a Maria dos Prazeres?

(Adamastor olha perplexo o beijo entre Bené e Maria dos Prazeres)

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(Em casa, Maria das Graças aguarda o retorno do marido; Impaciente, Maria das Graças levanta-se do sofá)

MARIA DAS GRAÇAS: Céus, onde será que está o Bené? Há essa hora já era pra ele ter chegado… Será que aconteceu alguma coisa com ele?

“Além de impaciente, agora ela está nervosa e quando Maria das Graças fica nervosa… Ela come. Maria das Graças não tosqueneja e começa a comer o bolo sozinha, sentindo-se mais calma, mais preenchida, entretanto, rapidamente arrepende-se com medo de ficar gorda… Pelo menos, ela pode ficar nervosa de barriga cheia, né?”          (piadinha sem graça por parte do web-autor, ignorem essa parte)

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(Bené se afasta do beijo; Adamastor fica inconformado e segue seu rumo)

BENÉ: O que você fez, Prazeres?… Eu sou marido da sua irmã. Você tá louca?

(Maria dos Prazeres fita os olhos em Bené, com cara de desejo)

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A noite vai caindo lentamente e o alaranjamento do pôr-do-sol enfeita o céu carioca. A escola já está praticamente vazia e Tânia está louca para ir embora.

TÂNIA: Vamos depressa, crianças!

TINA: Eu não sou criança… E ainda falta o Alex.

TÂNIA: Onde esse menino se meteu?

(Tico e Fábio fazem sinal de que não sabem; Tânia olha impaciente para o relógio de pulso)

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Atrás da escola, sentada na calçada ajeitando a sua meia 3/4, Afrodite espera pelo seu motorista.

AFRODITE: Por que será que o motorista está demorando tanto hoje?

(Alex aparece)

ALEX: Está esperando o ônibus?

(Afrodite se assusta e olha para Alex)

AFRODITE: Não… Estou esperando meu motorista.

ALEX: Motorista?

AFRODITE: É… E você?

ALEX: Eu o quê?

AFRODITE: Também está esperando seu motorista?

ALEX: Motorista? Não, não…

(Alex senta-se ao lado Afrodite)

ALEX: Só estou esperando o tempo passar.

AFRODITE: Ah…

(Alex sorri, tomando coragem para puxar assunto; Afrodite olha para o outro lado, ansiosa pela chegada do motorista)

ALEX: Posso saber a sua graça?

(Afrodite se impressiona pelo jeito formal de Alex falar, então retorna o olhar para ele)

AFRODITE: Afrodite!

ALEX: Afrodite? Diferente, não?

AFRODITE: Eu odeio o meu nome, ele é estranho. É que meu pai é fissurado em mitologia grega, aí eu tenho que explicar pra todo mundo que o meu nome representa…

ALEX: … Afrodite, a deusa do amor.

(Alex completa o que Afrodite ia falar e logo os dois se olham cativantes)

ALEX: Seu nome é lindo e combina perfeitamente com você.

“Afrodite sorri um pouco envergonhada… Alex aproxima-se cada vez mais de Afrodite, que lentamente vai parando de sorrir… Num singelo instante, Alex e Afrodite já podem ouvir sinos badalando uma bela canção de amor. Logo, seus olhos se fecham lentamente e os dois se beijam apaixonadamente”.

(A imagem se congela num tom preto-e-branco)

Continua…

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13 thoughts on “Um Amor e Duas Realidades – Capítulo 01

  1. Que estreia mais fofinha. ❤

    E vamos ao #AnalysisToday, em uma versão renovada. ✌😛❤😀

    Um Amor e Duas Realidades – Capítulo 01

    Morro da Paz, década de 1980… Alex, um menino de 10 anos chega em casa após brincar com os seus amigos. A sua mãe, Maria das Dores o repreende por estar sujando o chão da casa com os pés sujos de lama e o manda tomar banho… chega a hora do jantar, que é apenas um simples ovo para Maria das Dores e seus três filhos, Alex, Luís e Solange – esse trecho me doeu o coração e a parte do Alex e do Luís se habilitando a trabalhar para ajudar a mãe foi muito linda. ❤ – Maria das Graças chega com um frango de padaria e seus filhos Tânia, Tina e Tico… todos jantam o frango e logo depois, as crianças vão brincar, enquanto Maria das Dores e Marias das Graças conversam sobre as dificuldades financeiras de Maria das Dores – desde já, odeio o Carlos, deve ser um embuste – Alex aparece e entrega a Maria das Graças um desenho de uma casa de dois andares… Alex comenta com Maria das Graças que seu pai disse que ele não pode estudar, mas Maria das Graças resolve tombar o embuste do pai do Alex, dizendo que paga os seus estudos – TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAPA NA CARA DA SOCIEDADE… VOCÊ QUER, CARLOS?

    Cinco anos se passam… Alex, Fábio, Tânia, Tina e Tico iniciam mais um ano letivo na Escola San Miguez – sinceramente, pareceu que o Alex era um novato do que um aluno veterano, ele ficou todo perdido no colégio – Alex acaba se esbarrando com Afrodite, deixando os seus livros caírem, mas ele a ajuda e ao vê-la, se encanta por sua beleza… após isso, ele pergunta onde fica a sala 150, que por coincidência é a mesma sala que a dela e os dois vão para a aula juntos – ai, essa cena… ❤ ainda bem que eu não tenho problemas com glicose ou diabete, risos. 😛

    Enquanto isso… Bené, o marido de Maria das Graças faz a sua última viagem para poder ir para casa. Maria dos Prazeres, irmã de Maria das Graças e Maria das Dores embarca no ônibus e o convida para passear na praia depois que seu expediente acabar, Bené aceita e logo que Bené encerra a sua viagem, ele e Maria dos Prazeres passeam na praia. Maria dos Prazeres pede um pouco do sorvete do Bené, mas ela tasca um beijo na boca dele – socorro com a safada! – enquanto isso, Maria das Graças espera Bené impacientemente (essa palavra existe?) até que ela fica nervosa e começa a comer o bolo de chocolate que fez para Benépelo menos ela pode ficar nervosa de barriga cheia, melhor parte do capítulo. 😛

    Fábio, Tânia, Tina e Tico esperam Alex, que está nos fundos do colégio conversando com Afrodite, após uma breve conversa, Alex parte pro ataque e beija Afrodite – ai, esse beijo amoleceu o meu coração. ❤

    Conheço esses dois capítulos (para quem não sabe, sim, isso é um compacto dos dois primeiros capítulos) há algum tempo e eles são muito bem-escritos… adorei a história, bastante simples, porém romântica… vou adorar acompanhar e analisar os próximos capítulos. ❤

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  2. Não sei se a reprise compacta já tá fazendo efeito ou se o Alex era atirado assim mesmo, mas que rápido…

    Gostei do roteiro jogando indireta pro Bené. Ele havia dado abertura pra Prazeres desde o início.

    Atitude muito nobre da Maria das Graças. Ela honrou o amadrinhamento ao pagar os estudos do Alex. Achei meio descabida a oposição da Maria das Dores ao Alex e ao Luís trabalharem para ajudar a sustentar a casa, afinal é muito comum isso acontecer na situação deles, mas dxa.

    Bruna fez só uma pontinha, mas foi o suficiente pra fazer o bonde andar. Em breve, ela e o Frederick agirão para combater o Aledite.

    É por isso que o Marcos se autoapelidava de Poeta sem Diploma. Seu texto é bem poético… em alguns momentos dialoga diretamente com o leitor (agora vocês sabem qual foi a minha inspiração para os comentários tachados nas minhas obras)… não lembra um roteiro, sequer há indicação de cenas. Há de se observar as semelhanças e diferenças entre os textos de Um Amor e Duas Realidades e Escolhas… reflexos de uma obra escrita solo e outra escrita em dupla.

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  3. Estréia simples focando mais no romance e na vida de Alex e Afrodite. Gostei deles dois, tem tudo pra me conquistar. Doido pra Frederick entrar na história. Ansioso pelo desenrolar! 😉

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  4. Gostei da estreia, é uma trama bem bonitinha e despretensiosa, gostosa de se ler. São poucos os personagens que não consegui entender bem quem são, pelo menos por enquanto. Os protagonistas parecem formar um belo casal.

    Sucesso a reprise! 😀

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