Insane Fears (2ª Temporada): Inquisição – Episódio 03

No episódio anteriror…

ALEXANDRA — Intensifique a Caça às Bruxas! Toda a casa onde houve uma morte por conta da praga existe um servo do demônio, as mortes nas casas da plebe foram sacrifícios para o grande objetivo, a morte do rei!

——

Marta é rápida. Pega um vaso com flores que estava ao seu lado e golpeia um dos soldados na cabeça, enquanto o outro avança para auxiliar o amigo, Joana olha para a avó, que sorri.

MARTA — Vá, agora!

JOANA — Eu irei salvá-la!

Os soldados viram-se, mas já era tarde. Joana rapidamente pula e cama e corre para fora do quarto.

——

MARTA — Ana? É você minha amiga?

A mulher sorri, fazendo que sim com a cabeça.

ANA — Faz tanto tempo que não nos vemos não é mesmo?

As duas sorriem e se abraçam, enquanto mais mulheres são colocadas ali dentro.

——

PEDRO — Senhora, os soldados encontraram na casa do mesmo alguns livros de bruxaria.

SEBASTIÃO — Não eram sobre bruxaria e demônios, eu sempre fui apaixonado pelos astros de nosso céu e estudei muito sobre eles, anotando tudo naquele livro.

ALEXANDRA — Já defini a sentença, verme. Agora cale-se!

PEDRO — Qual será a sentença, soberana?

ALEXANDRA — Vamos dividí-lo ao meio.

Continuação do episódio anterior…

CENA 1/FLORESTA/EXT./NOITE

Leonardo e Joana comiam um peixe que o rapaz havia pescado e assado em uma fogueira, que a mulher havia acendido.

JOANA — Temos que fazer algo para resgatar sua mãe e minha avó, elas não merecem este fim.

LEONARDO — Sim, você tem razão. Mas antes precisamos descansar, dormir.

JOANA — Não podemos descansar…

LEONARDO — Nós vamos descansar sim, precisamos ficar fortes para enfrentar a rainha e seu exército.

Joana sorriu.

JOANA — Está bem, eu aceito descansar.

Os dois riem, enquanto terminavam de comer o peixe.

CENA 2/CASTELO/MASMORRA/INT./NOITE

Marta e Ana estavam sentadas no chão, escutando os gritos desesperados dos outros presos.

MARTA — Além dos impostos altíssimos, a rainha toma esta atitude infantil conosco.

ANA — Ela está louca, irá destruir o próprio reino.

MARTA — Exatamente. Logo tudo isso será um lugar miserável, sem vida ou dinheiro.

CENA 3/CASTELO/SALA DO TRONO/INT./NOITE

Alexandra entra, acompanhada de perto por Pedro.

ALEXANDRA — Estou muito satisfeita com nosso avanço hoje, Pedro.

PEDRO — Eu também, soberana. Nosso Senhor deve estar muito satifeito com nosso empenho em livrar o mundo do demônio.

ALEXANDRA — Prepare as cordas, quero muitos enforcamentos amanhã.

PEDRO — Farei isso agora mesmo, com sua licença.

Alexandra assenti e o frei sai, enquanto ela senta-se em seu trono.

CENA 4/FLORESTA/EXT./NOITE

Joana já dormia, deitada sobre a grama, enquanto Leonardo terminava de apagar a fogueira.

LEONARDO — Eu te desejo, te quero.

Ele falava olhando na direção da camponesa.

LEONARDO — Amanhã, quando eu estiver menos cansado, você será minha, querendo ou não.

Ele sorri e deita perto na moça, observando-a.

CENA 5/CASTELO/MASMORRA/INT./DIA

Ana e Marta dormiam, apoiando-se na fria parede de pedras. De repente um soldado abre a porta, acordando e assustando todos os presentes naquela cela.

SOLDADO — Chegou a sua vez.

Ele falou apontando o dedo indicador na direção de Ana, que começou a chorar. Marta abraçou a amiga.

MARTA — Por favor, não a leve.

O soldado segura Marta no braço, puxando-a e jogando-a contra a parede.

SOLDADO — Vamos, bruxa!

Ele segurou no cabelo de Ana e a puxou para fora dali, fechando a porta em seguida. Marta então ajoelhou-se no chão, chorando.

MARTA (CHORANDO) — Minha amiga não merecia isso.

CENA 6/CASTELO/SALA DE TORTURA/INT./DIA

Ana foi jogada, nua, no chão pelo soldado. Alexandra estava de pé do lado oposto da sala, ao seu lado Pedro, segurando a Bíblia.

ANA (NERVOSA) — Eu ainda não fui julgada, como definiram minha pena?

ALEXANDRA — Hoje não teremos julgamento, quero esvaziar as masmorras rapidamente.

Outro dois soldados pegaram Ana pelo braço e a levantaram. Enquanto Pedro lia um trecho da Bíblia.

PEDRO — Em nome do Senhor eu lhe expulso desta terra, demônio!

ALEXANDRA — Excelente, usem a pinça sem nenhum tipo de piedade!

Um soldado pega uma enorme pinça de metal enferrujado que estava sobre uma das mesas e se aproxima de Ana, que estava sendo amarrada em uma espécie de cruz de ferro, que deixava seus braços abertos.

ANA (CHORANDO) — Tenha piedade, eu imploro!

ALEXANDRA — Não existe piedade para pessoas como você!

O soldado então coloca cada uma das duas pontas da pinça sobre cada um dos seios da mulher, que chorava desesperada. Em seguida ele começa a abrir o instrumento de tortura, afastando as duas pontas e fazendo com que os seios sigam no mesmo movimento.

Ana chorava, enquanto Alexandra sorria. Pedro lia mais alguns trechos da Bíblia.

A pele da mulher começa a se romper na região que ficava entre os seios, muito sangue começou a sair pelo mesmo lugar. Enquanto isso o soldado continuava abrindo a pinça. A mulher gritava de dor, debatia-se desesperada. A cada minuto o ferimento aumentava de tamanho.

ALEXANDRA (GRITANDO) — Basta! Tenho que acompanhar alguns enforcamentos. Acabe logo com ela.

O soldado coloca a pinça no chão e pega um punhal de seu cinto. Ana se contorcia, ainda presa a cruz de metal, entre seus seios havia agora um buraco, por onde descia muito sangue.

PEDRO — Volte para o Inferno, em nome de Nosso Senhor!

O soldado então corta a garganta de Ana com o punhal. A mulher estava morta. Alexandra volta-se para Pedro.

ALEXANDRA — Vamos para a ponte?

PEDRO — Com toda a certeza, soberana.

Os dois saem, enquanto os soldados retiram o corpo de Ana.

CENA 7/FLORESTA/EXT./DIA

Joana havia acordado a algum tempo, agora esperava por Leonardo, que não via desde quando dormiu na noite anterior.

JOANA (P/ SI) — Onde ele está? Temos que chegar rápido no castelo.

Leonardo observava Joana do meio das árvores, sorrindo.

LEONARDO — Você será minha, agora!

Ele se aproxima lentamente da moça, agarrando-a e colocando a mão em sua boca. Ela tenta gritar, mas não consegue, então apenas se debate.

LEONARDO — Você vai ser minha! Esse é o preço por ter salvado a sua vida.

Ele começa a beijar o pescoço da camponesa, que se debatia, buscando escapar dos braços dele.

JOANA (CHORANDO) — Leonardo, não estou te reconhecendo!

Ele continua a beijando, em seguida rasga seu vestido, deixando-a nua.

LEONARDO — Esse seu belo corpo será meu, todo meu.

Joana, desesperada consegue dar um chute na região genital do mesmo, que a solta, enquanto agonizava de dor.

LEONARDO (GRITANDO) — Maldita!

Ela tenta correr para longe dali, mas acaba caindo, ao tropeçar na raíz de uma árvore.

JOANA (GRITANDO) — Socorro!

Leonardo começa a caminhar na direção dela.

LEONARDO — Não adianta gritar, não adianta correr. Eu sempre irei vencer.

CENA 8/PONTE/EXT./DIA

Alexandra enfim chegou a ponte onde várias mulheres estavam reunidas. Ao seu lado estava o frei Pedro. As mulheres estavam com cordas presas ao pescoço, na beira da ponte. Soldados as rodeavam.

PEDRO — Podemos iniciar, senhora?

ALEXANDRA — Sim, frei.

Pedro abre a Bíblia que trazia nas mãos e começa a ler um trecho dela. As mulheres choravam desesperadas, enquanto Alexandra as observava friamente.

PEDRO — Voltem para o inferno, demônios!

Os soldados então começam a empurrá-la, jogando-as no rio e permitindo que ela se enforcassem. Alexandra sorri, aproximando-se do lugar onde elas estavam antes de serem jogadas no rio.

ALEXANDRA — Mortas?

PEDRO — Provavelmente, soberana.

Alexandra vira-se para um dos soldados.

ALEXANDRA — Jogue agora os corpos na fogueira, este deve ser o fim de todas essas aberrações.

SOLDADO — Certamente, majestade.

CENA 9/FLORESTA/EXT./DIA

Leonardo novamente segurou Joana pelos braços, levantando-a.

LEONARDO — Você irá fazer tudo o que eu quiser.

Ela começa a chorar, descontrolada.

JOANA (CHORANDO) — Tenha piedade, Leonardo. Pensei que éramos amigos.

LEONARDO — Éramos amigos quando crianças, mas agora crescemos e tudo mudou.

Ele a joga no chão, neste momento Joana consegue ver uma forma de se livrar de Leonardo, atacando-o com uma das flechas dele, que estava caída no chão. Leonardo deita e começa a acariciar e beijar o corpo de Joana, que discretamente pega a flecha, cravando-a em um dos olhos dele. O grito de dor do rapaz toma conta da floresta, enquanto sangue voa na direção de Joana, sujando-a.

JOANA (GRITANDO) — Não se aproxime.

Joana levanta-se, afastando de Leonardo que se debatia por conta da grande dor.

LEONARDO (CHORANDO) — Desgraçada!

Ela então abaixa-se e pega uma pedra, em seguida começa a se aproximar de Leonardo.

JOANA — Você nunca mais tocará em mim.

Com a pedra ela o ataca, batendo com a mesma na cabeça dele algumas vezes.No lugar onde ela batia, um buraco começa a se formar, fazendo mais sangue voar na sua direção, sujando-a ainda mais. Ele desmaia após se debater e gritar, desesperado. Uma imensa poça de sangue havia se formado no local. Leonardo estava morto.

Após alguns minutos atacando-o com a pedra, Joana para de chorar, jogando-a no chão e sentando sobre a grama. Em seguida ela olha para as próprias mãos, sujas de sangue

JOANA — Eu matei uma pessoa!

A imagem foca em Joana assutada enquanto olhava para as mãos sujas de sangue, em seguida, a tela fica vermelha, suja de sangue.

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24 thoughts on “Insane Fears (2ª Temporada): Inquisição – Episódio 03

  1. Chocado com esse episódio, Alexandra é realmente muito má. Leonardo tentou abusar da Joana e a mesma o matou. E no próximo episódio já inicia a reta-final… Parabéns 😀 ❤

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  2. As torturas da rainha Alexandra e do frei Pedro já não me chocam mais. Sim, causam agonia, mas não me chocam mais.

    Joana e Leonardo me surpreenderam positivamente ao fazerem cair por terra as minhas suposições acerca do desenrolar da história. Caíram por terra todas as chances de haver um final feliz em Inquisição. Será que Joana vai nadar e nadar pra morrer na praia, que nem a Maya em Jogos Mentais?

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  3. Ana é torturada a mando de Alexandra, foi uma cena horrível de se ler, agoniante demais… E por fim, ela foi morta, sendo degolada. Um triste fim.

    Enquanto isso, Leonardo mostra uma faceta não revelada antes, sofri que ele tentou estuprar a Joana. Mas felizmente, ela conseguiu se livrar do covarde e acabou o matando para se defender.

    Ótimo episódio, parabéns, Felipe 😀

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    • Fico feliz de estar conseguindo passar o terror da época para vocês.
      Sim Joana mostrou que está disposta a tudo para continuar viva e salvar sua avó.

      Obrigado, Jean!

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