Relação Perigosa – Episódio 06

Esta obra possui conteúdo inadequado para algumas faixas etárias devido a presença de sexo, nudez, violência e tortura na narrativa.

CENA 01: CASA DE AUGUSTO E HELOÍSA, INT. DIA.

Augusto ainda encarava sua mãe, ele estava extremamente decepcionado com Elvira e nem imaginava que Heloísa que havia armado tudo para ela.

AUGUSTO: Eu não acredito que você foi capaz disso, mamãe…

ELVIRA: Filho, eu não sei o que esse dinheiro está fazendo aqui, alguém deve ter colocado ele em minha bolsa, só pode!

Heloísa caminha lentamente até Augusto e fica ao lado dele, e encara Elvira.

HELOÍSA: Pobre Elvira, pega na própria armadilha…

Em meia a uma frase desinteressada, Heloísa solta um sorriso, e Elvira parte para cima dela, sendo impedida por Augusto que a segura.

ELVIRA: Me solte, eu vou quebrar a cara dessa vagabunda!

HELOÍSA: Viu só como sua mãe me trata?

ELVIRA: Sua cadela, desgraçada!

AUGUSTO: Já chega.

Augusto solta Elvira, que agora está um pouco conformada com tudo e resolve se calar, em seu pensamento ela queria mais que tudo se vingar de Heloísa.

AUGUSTO: Estamos todos aqui pela Diana, se lembram? Não é hora de briga.

Elvira em silêncio pensa no que aconteceu um pouco antes em sua casa.

CENA 02: CASA DE ELVIRA, INT. DIA. FLASHBACK

Elvira estava em seu quarto, ela ainda chorava a dor de ter perdido o seu marido, mas rapidamente se recompõe quando vê Augusto lhe ligando.

ELVIRA (No cel.): Alô, filho querido…

Ele a interrompe num tom sério.

AUGUSTO (No cel.): Mãe, você precisa vim aqui em casa, sequestraram a Diana.

Nesse momento Elvira dá um salto da cama.

ELVIRA (No cel.): O que?

AUGUSTO (No cel.): Eu não tenho tempo de contar os detalhes agora, vem aqui em casa, rápido!

A ligação termina e Elvira corre para a sala, ela encontra-se com Simon ainda removendo o corpo.

SIMON: O que houve?

Ele percebe a expressão nervosa de Elvira.

ELVIRA: Minha neta foi sequestrada.

SIMON: Eu ouvi bem? Sua neta foi sequestrada?

ELVIRA: Sim, ela foi. Meu filho disse que recebeu uma ligação e no telefonema a pessoa não disse quem a sequestrou, mas eu tenho certeza que é aquela lésbica imunda que fez isso com minha neta.

SIMON: Sim, eu te disse que a Heloísa estava sendo chantageada pela Clarisse, a ficante da Francine, que foi que me informou tudo.

ELVIRA: Sim, exatamente. Simon, a gente precisa agir. Você é quem vai resgatar a Diana. Mate essa sapatona desgraçada e traga minha neta de volta.

SIMON: Tudo bem, eu vou acabar com essa vadia.

ELVIRA: Agora eu preciso ir.

SIMON: O que a gente faz com o corpo? – Diz ele olhando para o corpo de João Carlos morto na sala.

ELVIRA: Enterre-o no jardim, enquanto eu ajudo a limpar essa sujeira.

Logo em seguida, Simon carrega o corpo de João Carlos para o jardim, cavando com uma pá para tirar a terra e enterrar o corpo dele lá. Elvira limpa todo o chão de sangue. Em seguida, Simon, como havia planejado, vai até à casa de Clarisse para resgatar a neta de Elvira. Enquanto Elvira, vai à casa do filho, se fingir solidária.

FIM DO FLASHBACK.

CENA 03: GALPÃO ABANDONADO, INT. DIA.

Clarisse chega com seu carro a um local afastado da cidade. É um galpão abandonado. Ela sai do veículo e Diana faz o mesmo.

DIANA: Isso não é minha casa. Me leva de volta pra minha casa. Eu quero ver minha mãe!

CLARISSE: Quantas vezes eu tenho que te dizer que você não vai mais ver a sua mãe?

Antes que Diana começasse a chorar, Clarisse acerta um forte tapa no rosto da garota a derrubando no chão.

CLARISSE: Fica quieta garota e colabora.

Elas entram no galpão, logo em seguida Clarisse aproxima-se de Diana e a pega pelo braço, começando a arrasta-la para dentro de um minúsculo quartinho escuro e imundo, cheio de ratos e baratas. Diana tenta escapar, mas a vilã é mais forte e a empurra sobre o chão do quarto, fazendo-a cair sobre o chão.

DIANA: Por que você tá fazendo isso comigo? Me tira daqui. Eu quero ver minha mãe e meu pai.

CLARISSE: Cala boca, pirralhinha! Você não fez, mas sua mãe sim. Você não vai vê-los, entendeu?

DIANA: Se você não me tirar daqui eu vou gritar!

CLARISSE: Isso, pode gritar espernear, fazer o que você quiser. Ninguém vai te ouvir mesmo, estamos isolados no meio do nada. Acho melhor você poupar suas energias, preciso de você em ótimo estado – Clarisse fecha a porta com força, deixando Diana presa.

Sem entender nada do que está acontecendo, Diana chora, sentada sobre alguns jornais que servia de “cama” para um cachorro que vivia ali, com medo dos ratos, baratas e sobretudo de Clarisse, que está disposta a tudo para vingar-se de Heloísa e Maurício.

CLARISSE: Garotinha chata! Bom, agora chegou a hora do papaizinho corno e da mamãe adúltera darem um jeito em me arrumar muito dinheiro – a vilã, sorrindo, retira o celular de sua bolsa e disca alguns números, até a ligação ser completada.

CENA 04: CASA DE HELOÍSA E AUGUSTO, INT. DIA.

O telefone da casa toca, interrompendo a discussão. Augusto vai atender. É Clarisse, que usa um pano para modificar sua voz sem que ele reconheça.

AUGUSTO: Alô? – Clarisse diz que sequestrou Diana, Augusto fica atônito e desesperado – Quanto você quer pelo resgate dela? – A vilã diz que quer dez milhões de reais e que a polícia não se envolva. Logo em seguida, ela diz a hora e o endereço do encontro e desliga o celular, deixando Augusto desesperado.

HELOÍSA: O que tá acontecendo, Augusto? – Nervoso, ele não diz nada, deixando a esposa ainda mais preocupada – Pelo amor de Deus, Augusto, fala logo, o que houve?

AUGUSTO: Finalmente os sequestradores fizeram contato.

Mesmo Heloísa sabendo de tudo, era um choque para Augusto ter falado com Clarisse.

AUGUSTO: Ela pediu dez milhões de reais pelo resgate da Diana, depois ela disse pra eu encontra-la amanhã de manhã cedo e desligou o telefone.

HELOÍSA: Meu Deus do céu, a gente precisa avisar à polícia imediatamente.

ELVIRA: Eu sinto muito meu filho…

Ela olha com indiferença para todos na sala.

ELVIRA: Eu vou saindo, já que minha presença aqui não é bem vinda.

AUGUSTO: Mãe não precisa…

Antes mesmo que Augusto dissesse alguma coisa, Elvira deixa a mansão, logo em seguida Fernanda também se levanta.

FERNANDA: Eu também vou indo, eu não quero atrapalhar…

HELOÍSA: Eu entendo Fernanda, não posso te obrigar a ficar.

Heloísa leva Fernanda até a porta, distante de Augusto as duas conversam.

FERNANDA: O que você fez com a Elvira foi ridículo.

HELOÍSA: Do que você está falando?

FERNANDA: Eu vi você colocando os dez mil reais dentro da bolsa dela, e aliás, você me contou tudo sobre o Maurício e tudo que vem acontecendo, e não duvido nada que Diana foi sequestrada por esse mesmo motivo.

Heloísa começa a chorar.

HELOÍSA: Até você vai me julgar?

FERNANDA: Não estou julgando ninguém, eu só quero que você pare e pense no que esta fazendo.

Sem dizer mais nenhuma palavra Fernanda sai e deixa Heloísa se culpando por tudo o que estava acontecendo.

CENA 05: ANOITECE.

CENA 06: GALPÃO ABANDONADO, INT. NOITE.

O lugar estava completamente escuro, quando a porta se abre o quarto é iluminado. Clarisse observa Diana deitada sobre os jornais, dormindo.

CLARISSE: Tá na hora da lavagem, pirralha – ela despeja uma mistura de restos de comida no pote de ração do cachorro que vivia ali para Diana comer. A garota acorda-se assustada e observa a comida com nojo e ânsia.

DIANA: Eu não vou comer isso! Eu quero ir embora, quero ver meus pais, estou com muitas saudades deles, deixa eu ver eles por favor?

CLARISSE: Comovente – ela ri, sendo irônica. – Você vai ter que esperar só mais um pouquinho, tá bom? Agora coma essa merda de comida logo, garota.

DIANA: Eu não vou comer, eu te odeio sua bruxa! – gritando, ela derruba, de propósito, toda a comida no chão, irritando a vilã.

CLARISSE: Olha o que você fez, sua piolhenta. Só tem isso pra comer, agora se você tiver com fome, coma do chão! – Diana enfrenta a vilã e cospe em seu rosto. Ela limpa o rosto, irritada, olhando furiosa para Diana, que apesar de tudo, não se intimida – Você não deveria ter feito isso, garota!

DIANA: Fiz e faço pior – ela morde fortemente o braço de Clarisse, que solta um grito de dor, dando um forte soco no rosto de Diana, fazendo-a desmaiar de imediato.

CLARISSE: Maldita! Isso é pra você aprender a não fazer isso, sua piolhenta! – A vilã sai e tranca a porta do quartinho por fora. – Ai como odeio crianças, essa menina tá me dando muito trabalho, ainda bem que ficarei rica. – ela ri.

Ela vai até um frigobar e retira um cubo de gelo para por sobre a ferida e um whisky para beber.

CENA 07: CASA DE CLARISSE, INT. NOITE.

Simon chega à casa de Clarisse e Francine, arrombando a porta e entrando, à procura de Diana e Clarisse, armado. Francine, assustada, surpreende-se com a presença de seu informante ali.

FRANCINE: Simon, o que você tá fazendo aqui? Foi você que arrombou a porta?

SIMON: Fui eu sim. Cadê a Clarisse, Francine?

FRANCINE: Eu não sei, hoje mais cedo ela saiu sem dizer nada.

SIMON: Você tem certeza que não sabe de mais nada? Você não tá mentindo pra mim não, né?

FRANCINE: Bem, na verdade hoje cedo o ex-namorado dela veio buscar o dinheiro da chantagem que eu te disse ontem. Eu só sei disso, Simon.

SIMON: Você tá mentindo pra mim, Francine. Me diga onde a vadia da Clarisse tá, ou eu te mato agora – ele aponta a arma para ela, assustando-a.

FRANCINE: Eu juro que não sei, Simon, eu juro!

SIMON: Eu não consigo acreditar em você, Francine. Eu sei que você faria de tudo pra acobertar ela, você a ama.

FRANCINE: Eu disse tudo que sabia, não sei de mais nada. Mas o que foi que ela fez?

SIMON: Ela sequestrou a filha da Heloísa, Francine. Eu sinto muito, mas eu não posso deixar isso barato.

FRANCINE: Mas eu não tenho nada a ver com isso. Você vai me matar? Depois desse tempo todo – ela ajoelha-se, forçando um choro falso e desesperado – Por favor, Simon, não me mate!

Simon olha com frieza para Francine, pensando em usa-la para ganhar dinheiro.

SIMON: Eu sinto muito, Francine, você não presta mais pra mim, ainda mais depois de tudo que houve.

FRANCINE: O que você vai fazer comigo, Simon? – Sem dizer nada, Simon acerta um forte golpe com a arma na cabeça de Francine, que cai, desmaiada.

Simon arrasta o corpo de Francine até seu carro, sem que ninguém o veja. Em seguida, entrando nele, ele parte com o carro, sem deixar nenhum vestígio na casa, que possa incrimina-lo.

CENA 08: CASA DE HELOÍSA E AUGUSTO, INT. NOITE.

Celeste, a empregada da casa serve um copo de suco aos policiais presentes e aos seus patrões, Heloísa e Augusto.

AUGUSTO: Como eu vou conseguir todo esse dinheiro? – Ele se queixava para Heloísa.

HELOÍSA: Querido… Essa casa, é a única chance que temos.

AUGUSTO (Relutante): Não!

Ele se levanta rapidamente.

HELOÍSA: Por nossa filha…

Os dois se abraçam, e choram. Celeste se compadece e também chora, mas sai rapidamente para não chamar atenção dos patrões.

CENA 09: GALPÃO ABANDONADO, INT. NOITE.

Diana acorda-se com muita dor no rosto após Clarisse ter lhe dado um soco. Ela coloca a mão no rosto, com dor. Chorando, a menina ajoelha-se ao chão, começando a rezar, com os olhos fechados.

DIANA: Papai do Céu, se você tá me ouvindo, quero que você saiba que te amo muito, mesmo que eu esteja aqui sofrendo. Queria te pedir somente uma coisa: Me tira daqui, por favor. Não queria morrer sem ver meus pais pela última vez – Ela abre os olhos e uma lágrima escorre deles – É só isso que eu te peço, muito obrigada.

Ela levanta-se, mesmo sob à escuridão, ela caminha até o pote de ração e o vê vazio, já que ela derrubou toda a comida sobre o chão. Fraca e com fome, ela agacha e pega, com as mãos o resto de comida que estava no chão e come, chorando e quase vomitando com o cheiro forte da comida. Ao terminar, ela volta para os jornais e tenta dormir, mesmo com frio assolador, pois não havia coberta.

A IMAGEM SE ESCURECE…

CENA 10: AMANHECE…

CENA 11: CASA DE HELOÍSA E AUGUSTO, INT. MANHÃ

Augusto já está com a mala na mão, contendo os dez milhões de reais exigidos por Clarisse, pelo resgate de Diana. Heloísa corre até Augusto e o questiona.

HELOÍSA: Querido, como você conseguiu todo o dinheiro?

Augusto tenta se desviar daquela questão, pois conseguira misturar algumas notas falsas entre as demais e não tinha exatos 10 milhões, não tinha nem metade do que Clarisse tinha pedido.

AUGUSTO: Eu fiz o que tinha que ser feito, não se preocupe ela não vai contar o dinheiro.

Ele suspira.

AUGUSTO: Chegou a hora. Fique calma, vai dar tudo certo.

HELOÍSA: Eu queria ir com você, Augusto. Não sei se aguentarei de ansiedade e preocupação.

AUGUSTO: Já disse que é muito perigoso, amor. Fique, será mais seguro assim, tudo bem? – Ela concorda, relutantemente – Em hipótese alguma chame a polícia, a gente pode colocar a vida da nossa filha em risco.

Heloísa finge concordar e beija o esposo, que sai em seguida, rumo ao cativeiro onde está a filha. Ela senta-se, aflita e impaciente. Após um tempo, ela liga para polícia, informando o endereço do cativeiro a eles.

HELOÍSA: Sinto muito, Augusto, mas eu não confio na Clarisse.

CENA 12: GALPÃO ABANDONADO, INT. DIA

Augusto chega ao galpão abandonado onde sua filha está mantida presa por Clarisse. Ele entra no local, olhando com um extremo ódio para aquela mulher, que estava o aguardando, com um revólver na mão.

CLARISSE: Até que enfim…

AUGUSTO: Cadê minha filha? Onde ela tá e o que você fez com ela?

CLARISSE: Acalme-se, ela está em segurança. Pode ficar tranquilo que sou uma mulher de palavra – Augusto se irrita, mas tenta se conter – E então, cadê a grana?

AUGUSTO: Tá aqui. Tá tudo aqui. – ele abre a maleta e mostra a ela, deixando-a feliz.

CLARISSE: Muito bem. Deixe a maleta no chão, a sua filha está naquele quartinho ali – ela mostra onde é, apontando-lhe com a arma – Fez tudo como o combinado, não é? Não quero a polícia envolvida nisso, fui bem clara no telefonema de hoje.

AUGUSTO: Claro que fiz, não arriscaria a minha vida e da minha filha. Eu preciso vê-la – ele vai até o quartinho e o abre, chocando-se ao ver o local onde Diana passou a noite, encontrando-a desmaiada – O que você fez com ela, porque ela está desacordada?

CLARISSE: Sua filha é muito agitadinha, ela deve ter comido a comida com o calmantezinho que coloquei – ela termina de conferir o dinheiro e fecha a maleta. Foi um ótimo negócio.

Augusto agacha e observa a filha, vendo um enorme hematoma em seu rosto, não conseguindo conter seu ódio pela sequestradora.

AUGUSTO: Você bateu em minha filha, sua desgraçada! Você disse que não encostaria um dedo nela, você descumpriu o trato!

Irritado, Augusto avança em Clarisse, que num piscar de olhos dispara dois tiros sobre o tórax dele, que tonto, cambaleia, sentindo uma dor insuportável, logo caindo ao chão, com os olhos quase fechando-se. Suas pálpebras aos poucos vão se pesando e seus olhos se fecham por completo, ficando inconsciente. Clarisse aproxima-se dele, observando-o com um olhar diabólico.

CONTINUA…

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