Descobertas – Capítulo 36 (últimos capítulos)

CENA 01: DIAS DEPOIS.

Alguns dias se passaram e Richard está foragido da boca de fumo de Ryan, pois foi jurado de morte pela dívida. Fernanda sofreu pela morte de Carlos, mas está se recuperando, em especial pelo casamento em ruínas que eles vivam. Wesley deixou a mansão de Rosa e voltou a morar com Fernanda. Stefanny e Gustavo seguem namorando e organizando o atentado no Colégio Máximo. Rômulo foi solto da prisão e está morando na pensão de Yolanda. Bruna e Patrícia seguem seus tratamentos para dependência química na clínica. Maria e Jonathan continuam namorando, cada vez mais apaixonados, ignorando as constantes provocações de Stefanny. Luana segue dividida entre abortar o bebê ou não. Victor continua confuso com seu sentimento por Wesley, pois ainda apresenta dificuldade para se excitar com mulheres ao lembrar do ex-amigo. Jorge conseguiu fazer uma cópia da chave da mansão de Catarina e organiza sua vingança.

CENA 02: COLÉGIO MÁXIMO, VESTIÁRIO, INTERIOR, MANHÃ.

Durante a aula de Educação Física, o professor Lauro pediu que Jonathan fosse ao vestiário buscar uma bola de basquete. Ele entra, vasculha o local, mas não encontra. É quando ele ouve um som de choro e estranha, caminhando pelo vestiário em busca de quem está ali. Até que ele passa próximo a um armário velho, no fundo do cômodo, e percebe que o som vem de dentro dele. Então, Jonathan abre a porta e se surpreende ao ver Richard. Os dois se encaram fixamente, Jonathan pálido e imóvel, Richard raquítico e chorando.

(JONATHAN): – Richard, o que você tá fazendo aqui? – surpreso.

(RICHARD): – Tô me escondendo! Me deixa sozinho, cara. – limpando lágrimas.

(JONATHAN): – Meu amigo, quanto tempo eu não te via, você sumiu, não deu notícias, não veio mais a escola, não me procurou mais… O que tá acontecendo com você? Tá super magro, sujo, há quanto tempo você não toma um banho? Desde quando você tá escondido aqui? É verdade mesmo então que você tá usando drogas?

(RICHARD): – É, eu tô usando sim, mas eu uso quando tenho vontade, não sou compulsivo. – saindo do armário e ficando em pé.

(JONATHAN): – Todo mundo que usa drogas é compulsivo porque ela vicia, destrói, transforma pra pior as pessoas! Cara, como você chegou nesse ponto? É difícil olhar pro meu melhor amigo desse jeito, você tá destruindo tua vida, Richard!

(RICHARD): – Eu tô escondido aqui no Colégio Máximo desde a morte do meu pai. Eu tenho uma dívida muito grande na boca de fumo do Ryan, ele quer que eu pague senão me matam. Foi ele quem assaltou meu pai na saída do banco, pensou que ele tava com a grana e que pagaria minha dívida na boca. Agora o Ryan tá mais furioso ainda, tá me caçando, me escondi aqui na escola porque é o único lugar que ele não pode vir, se ele vir será internado na Fundação Casa.

(JONATHAN): – Teu pai foi morto pelo Ryan pra pagar tuas dívidas de droga? Caramba! E você fala assim, como se fosse algo normal? – segurando seu rosto com as mãos. – Richard, meu amigo, por favor, sai desse mundo! Se afaste dessa gente, se afaste dessas drogas, volte a ser aquele cara gente fina que você era!

(RICHARD): – Eu sei que a droga não me faz bem, mas tipo, eu não consigo deixar de consumir, é uma força dentro de mim que eu não consigo controlar, se eu não fumar crack, eu surto de tanta angústia. Eu não tenho saída, Jonathan, aqui é o único lugar que eu tô seguro porque o Ryan não pode me matar aqui, mas lá fora ele pode.

(JONATHAN): – Mas você não vai poder ficar pra sempre escondido aqui, assim como eu te descobri, alguém pode descobrir também. – se afastando. – Eu vou conversar com meus pais e pago tua dívida na boca de fumo.

(RICHARD): – Você faria isso por mim, Jonathan? Eu pensei que você me odiaria quando me visse assim, que ia me desprezar com vergonha e nojo. – cabisbaixo.

(JONATHAN): – A gente sempre foi muito próximo, te considerava um irmão e dói muito te ver assim hoje, eu repudio o caminho que você escolheu, mas enfim… Todo mundo tem problemas na vida, Richard, eu tive vários e você presenciou tudo, nem por isso eu me menti com drogas. Quando você fuma crack, você vai pra outra dimensão, esquece de tudo né, mas e depois que o efeito passa? Tudo volta ao normal, a droga não soluciona os problemas da vida, pelo contrário, ela te anestesia diante deles e só prejudica.

(RICHARD): – Eu sei que você tem razão, meu amigo, mas eu não tenho mais saída, mesmo que eu pague a dívida, a vontade de usar crack vai continuar dentro de mim e isso vai me matar um dia! – chorando.

(JONATHAN): – Depois da dívida paga, a gente vai conversar com a Dona Fernanda e vamos te internar em uma clínica. Você tem se curar dessa doença, você precisa se internar pra voltar a ser o Richard de antes, livre do vício.

(RICHARD): – Internar? Não, isso eu não quero, Jonathan. Eu te agradeço se você pagar minhas dívidas, mas não quero ser internado, ficar enjaulado numa clínica, amarrado numa cama feito um louco no hospício, entupido de remédio e sedativos, isolado do mundo aqui fora.

(JONATHAN): – Cara, você já vive numa prisão muito pior, que é a prisão do vício. Eu quero te ajudar, mas eu só vou conseguir te ajudar se você quiser ser ajudado. Eu pago tuas dívidas se você aceitar ser internado e começar um tratamento. A Patrícia e a Bruna já estão fazendo isso, leve elas como exemplo. – ouve-se alguém chamar por ele. – Eu preciso ir agora, tô no meio da aula. Pense no que eu te disse, Richard.

(RICHARD): – Espera aí! Será que mesmo fedendo e drogado, eu podia pedir um abraço pra ti? Faz tanto tempo que não me sinto bem com o abraço de um amigo.

Jonathan se compadece de Richard, que começa a chorar compulsivamente. Ele se aproxima e os dois se abraçam fortemente, envolvidos pela emoção do momento. Após, eles se afastam, Richard entra no armário e fecha a porta, enquanto Jonathan retorna a aula de Educação Física.

CENA 03: COLÉGIO MÁXIMO, SALA DA DIREÇÃO, INTERIR, MANHÃ.

Trilha Sonora: Team (Iggy Azelea).

Stefanny e Gustavo entram na sala da direção e ele se surpreende ao ver Abigail dormindo. Logo, ela pega uma tesoura e corta o fio do telefone e da internet, deixando a escola incomunicável.

(GUSTAVO): – Porque a Dona Abigail tá dormindo?

(STEFANNY): – Dei um sonífero pra velha, essa daí não acorda tão cedo. Por via das dúvidas, vamos trancar a porta, assim ela não sai de jeito nenhum. Todos os professores estão reunidos na sala deles, é recreio, eu consegui a chave da porta, vamos trancar eles. Depois, é a hora do show começar! – rindo.

(GUSTAVO): – Você pensou em tudo hein… Que medo!

(STEFANNY): – Não, meu querido, você não tem que ter medo, quem tem que ter medo é a gentalha dessa escola que vai penar nas nossas mãos hoje.

Stefanny dá um selinho em Gustavo e sai da sala da direção, indo discretamente até a sala dos professores e tirando uma chave do bolso da calça jeans, trancando a porta. Em seguida, ela e Gustavo voltam pra sala de aula, ainda vazia, trocam suas roupas por outras diferentes e colocam um capuz preto, em seguida cada um pega um revólver na mochila e decidem começar o atentado.

CENA 04: COLÉGIO MÁXIMO, EXTERIOR, MANHÃ.

Os alunos estavam no recreio da escola, conversando e lanchando, os últimos minutos para o final. É quando, de repente, ouve-se três tiros. A gritaria começa pela escola, alunos correm por todos os lados, quando Stefanny e Gustavo surgem encapuzados, com revólveres nas mãos e apontando para todos os lados, sem ninguém desconfiar que são eles.

(LUANA): – Gente, que horror, tem aluno com revólver, meu Deus, vamos correr daqui, Wesley!

(WESLEY): – Que loucura, vamos embora rápido, vem!

Luana e Wesley se dão as mãos e saem correndo, enquanto o terror segue se espalhando pela escola. Stefanny e Gustavo disparam alguns tiros para cima, causando medo coletivo. Os professores, trancados na sala, se desesperam e observam pelas janelas a movimentação dos alunos. Muitos pulam o muro e fogem, outros se escondem dentro de salas de aula ou no refeitório. Logo, Maria e Jonathan estão correndo pelo pátio para se esconder, quando são surpreendidos por alguém que estica a perna e os fazem cair bruscamente no chão. Era Stefanny, que eles não desconfiam, mas ela aponta o revólver aos dois.

(STEFANNY): – Levantem e entrem na primeira sala! Rápido! – gritando.

(MARIA): – Calma aí, o que você quer fazer com a gente? – aflita.

(STEFANNY): – Cala boca e entrem na sala agora! – gritando.

Maria e Jonathan se assustam, mas se levantam e entram na sala, seguido de Stefanny, que tranca a porta. Perto dali, Gustavo caminhava pelos corredores, apontando o revólver e assustando todo mundo, que corria desesperadamente. Então, ele avista Victor e outro rapaz, que juntos faziam muito bullying consigo. Imediatamente, Gustavo se aproxima dos dois, apontando o revólver, intimidando-os.

(VICTOR): – Peraí, cara, abaixa essa arma, vamos conversar! – trêmulo.

(GUSTAVO): – Cala boca, seu bosta! Você só fala se eu pedir! – gritando.

(ALUNO): – A gente não fez nada, cara, tenha calma! – tenso.

(GUSTAVO): – Os dois, entrem no banheiro agora! Vamos, entrem no banheiro! – gritando.

Victor e o rapaz se sentem intimidados e entram no banheiro, enquanto Gustavo entra atrás, fechando a porta.

CENA 05: COLÉGIO MÁXIMO, SALA DE AULA, INTERIOR, MANHÃ.

Maria e Jonathan estão lado a lado, na mira do revólver de Stefanny encapuzada.

(JONATHAN): – Quem é você? O que você quer da gente?

(STEFANNY): – Eu quero me divertir com vocês. É bom me obedecer senão eu não vou pensar duas vezes e vou atirar!

(MARIA): – Porque vocês estão fazendo isso no Colégio Máximo? Isso pode gerar uma tragédia!

(STEFANNY): – Se todo mundo obedecer, não terá tragédia nenhuma. Vamos lá, eu quero que o rapaz te amarre na cadeia. – um silêncio perdura e eles ficam imóveis. – Vamos, eu mandei você amarrar ela na cadeira, tá surdo ou quer levar um tiro na testa? – gritando.

Maria e Jonathan se olham com pavor e olham para a pessoa encapuzada, sem desconfiar ser Stefanny, embora já tenham estranhado a voz que parecem reconhecer. Jonathan vai até a mesa ao lado e pega uma corda, enquanto Maria senta na cadeira e coloca às mãos para trás. Ele amarra as mãos, porém deixa-as um pouco afrouxadas, ficando em pé em seguida, ao lado dela.

(STEFANNY): – Muito bem, agora eu quero saber até onde vai teu amor por ela. Tá vendo aquele copo ali em cima da mesa? – apontando com o revólver. – Não vou dizer o que tem dentro, pode ser bom ou ruim. O que você escolhe: bebe o líquido ou dá pra ela beber?

(JONATHAN): – Isso é loucura, você não tem mais o que fazer da vida não? – furioso.

(STEFANNY): – Cala boca, só diga o que eu perguntei, seu imbecil! – gritando.

Maria e Jonathan se olham, com os olhos marejados, muito nervosos com a pressão do momento.

(JONATHAN): – Eu bebo.

(MARIA): – Meu amor, não!

(JONATHAN): – Não tem outro jeito, meu amor. Eu vou beber.

Stefanny sorri debaixo do capuz e Jonathan se aproxima da mesa, enquanto Maria deixa escorrer uma lágrima, muito nervosa. Ele segura o copo e encara a pessoa encapuzada.

(STEFANNY): – Bebe tudo ou eu atiro nela! – apontando revólver para Maria.

Jonathan está muito nervoso, mas sem saída, bebe o conteúdo do copo de um gole só. Após, ele volta até próximo a Maria, enquanto ambos seguem na mira do revólver.

(JONATHAN): – E agora, sua louca, o que a gente faz?

(STEFANNY): – Agora a gente espera o veneno fazer efeito. – rindo.

Jonathan entra em pânico ao ouvir aquilo, enquanto Maria olha para ele e começa a chorar. Stefanny segue rindo e apontando o revólver aos dois. Poucos depois, Jonathan começa a se sentir fraco e zonzo, se apoiando na parede. Maria vê tudo amarrada e nervosa, logo ele cai no chão e fecha os olhos. Maria solta um grito desesperador, enquanto Stefanny continua rindo.

(MARIA): – Desgraçada! Porque você matou ele! – gritando e chorando.

(STEFANNY): – É só o começo, agora é a tua vez! Tá preparada? – se aproximando.

Maria fica intimidada e chora olhando para Jonathan caído, enquanto Stefanny se aproxima e coloca o revólver na testa da meia-irmã.

CENA 06: COLÉGIO MÁXIMO, BANHEIRO, INTERIOR, MANHÃ.

Gustavo encapuzando aponta o revólver aos dois garotos que mais fizeram bullying com ele durante sua trajetória escolar, Victor é um deles, eles estão encurralados na parede, amedrontados.

(GUSTAVO): – Tão com medo? É bom ter medo mesmo, pois esse revólver tá carregado e não me custa nada fuzilar vocês!

(VICTOR): – O que você quer da gente? Quem é você, afinal? – tenso.

(GUSTAVO): – Eu sou alguém que conhece muito bem vocês, mas não vou me identificar. Tá na hora de me divertir um pouco, nada melhor do que usar duas bostas como vocês. Por falar em bosta, que tal aproveitar que estamos próximos da privada e o rapaz aí verificar se tá bem limpo enfiando a cara lá dentro hein?

(ALUNO): – Eu? Enfiar minha cara na privada? Tá maluco, cara! – gritando.

(GUSTAVO): – Maluco tá você falando desse jeito comigo, tá pensando o quê? Quer levar um tiro? Eu não tô pra brincadeira, vai enfiar a cara na privada sim, como você fez com várias pessoas. Não é metido ao valentão da escola? Pois então, prove da tua valentia! – gritando.

O aluno encara a pessoa encapuzada, sem desconfiar ser Gustavo. Como ele e Victor permanecem imóveis, Gustavo dispara um tiro no espelho do banheiro, estilhaçando tudo e deixando os dois com muito pânico. Logo, o aluno corre até a privada e se ajoelha em frente, sentindo muito nojo e, por fim, introduz sua cabeça na privada. Gustavo ri e se aproxima, puxando a descarga e segurando a cabeça do aluno, que se debate, mas permanece até o fim da descarga. Gustavo o solto e se afasta, enquanto ele fica sentado, tossindo muito e com ânsia de vômito.

(GUSTAVO): – Quantos alunos você não fez isso né? Quantas vezes você não enfiou a cara de um aluno nessa privada só pra debochar e se achar superior? Você não é superior a nada, você é um bosta, é um idiota sem cérebro que vai morrer sem importância!

(VICTOR): – Fique calmo, cara, porque você tá fazendo isso com a gente? Abaixa essa arma, deixa a gente ir embora, por favor! – nervoso.

(GUSTAVO): – Antes, eu tenho que me vingar de você, seu trouxa. Quantos alunos você fez bullying chamando de viado, bicha, enrustido, entre outros nomes pejorativos? Sendo ou não homossexual, você diz isso com o propósito de machucar, de humilhar. Agora você vai provar disso!

Victor está aflito, enquanto Gustavo segue apontando o revólver pra ele, ainda encapuzado, sem levantar suspeitas.

CENA 07: COLÉGIO MÁXIMO, SALA DE AULA, INTERIOR, MANHÃ.

Maria está com o rosto encharcado de lágrimas, enquanto sente o revólver pressionar na lateral de sua cabeça por Stefanny encapuzada.

(MARIA): – Por favor, não me mata! Eu nem sei quem é você, eu não te fiz nada, pelo amor de Deus, não me mata! – chorando.

(STEFANNY): – Vamos fazer um jogo? Eu não sei se o revólver ainda tem balas, então eu vou apertar o gatilho. Se tiver bala, você vai ver o capim nascer por baixo como teu namoradinho. Se não tiver balas, eu te deixo ir embora. Ok? – engatilhando o revólver.

(MARIA): – Não, por favor, não! – chorando.

Stefanny encosta o revólver novamente na lateral da cabeça de Maria e faz um suspense, deixando-a nervosa. Até que, enfim, ela aperta o gatilho e não houve disparo, mas Maria solta um grito de pavor, enquanto Stefanny ri.

(STEFANNY): – Gostou? Ai, vamos de novo?

(MARIA): – Para, sua louca! Me deixa em paz! – gritando e chorando.

Stefanny agora fica em frente a Maria e aponta o revólver para sua testa. Maria fecha os olhos e Stefanny aperta o gatilho novamente, sem disparar. Maria grita de medo, mas suspira aliviada por não ser atingida, enquanto Stefanny ri.

(STEFANNY): – Tá com medo, tá? Vamos ver se o destino tá do teu lado mesmo, será que na terceira vez, você não morre? – colocando revólver entre os seios de Maria.

(MARIA): – Eu imploro, não aperta o gatilho! – chorando.

Stefanny ri e aperta, sem disparar outra vez, mas fazendo Maria gritar por puro terror psicológico.

(STEFANNY): – Bobinha, como é bom me divertir com gente burra!

Stefanny se afasta com o revólver e vai observar o estado de pânico no Colégio Máximo pela janela da sala. Naquele momento, Maria sente que as cordas que amarram suas mãos estão frouxas e começa a forçar e tentar desfazer o nó. Não demora muito e ela consegue, levantando-se da cadeira e corrente até Stefanny, surpreendendo-a por trás e segurando forte em seu pulso. As duas gritam e brigam entre si, até que Stefanny perde as forças a mão e solta o revólver no chão. Logo, Maria chuta o revólver pra longe e empurra Stefanny com força contra a parede, que bate a cabeça. Imediatamente, Maria se aproxima e puxa o capuz, descobrindo ser Stefanny a mentora daquele atentado. As duas se encaram fixamente.

(MARIA): – Você? Então, era você esse tempo todo? Stefanny, você é maluca? Fazer um atentado na escola, matar o Jonathan e me fazer de refém… Você é doente! – gritando.

(STEFANNY): – Isso não é nada perto do que você merece, sua vagabunda, é só o início da minha vingança! Eu avisei pra você não entrar na minha vida, agora aguenta! – gritando.

Furiosa, Maria desfere duas bofetadas no rosto de Stefanny e agarra seu cabelo, puxando com muita força e arrastando-a pela sala. Maria joga Stefanny em cima das classes amontoadas no canto da sala, fazendo um enorme barulho e machucando-a muito. Maria corre até Stefanny e começa a desferir vários chutes em seu estômago.

(MARIA): – Eu te odeio! – chutando. – Eu odeio você! – chutando. – Desgraçada! – chutando.

Stefanny grita de dor, mas Maria continua a chutar. Logo, Maria se afasta e corre até Jonathan, sentando ao lado dele e acariciando seu rosto. Stefanny tosse sangue, muito ferida pela surra, mas de repente avista o revólver caído próximo a ela e o segura. Mesmo com poucas forças, Stefanny se levanta e se aproxima de Maria, que está agachada perto de Jonathan, e desfere um golpe certeiro com o revólver em sua nuca, fazendo-a desmaiar.

(STEFANNY): – Pensou que tinha vencido? Nunca! O espetáculo desse atentando ainda é meu, o show não pode parar. – rindo.

Stefanny limpa o sangue na própria blusa e pega o capuz do chão, vestindo no rosto novamente e saindo da sala vagarosamente, quase mancando, pela violência da surra. Ao sair, ela tranca a porta e começa a aterrorizar os alunos que encontra pelo corredor.

CENA 08: COLÉGIO MÁXIMO, BANHEIRO, INTERIOR, MANHÃ.

Gustavo encapuzado segue apontando o revólver para Victor e seu amigo, ambos estão lado a lado, muito nervosos.

(GUSTAVO): – Vamos lá, garotão, agora é a tua vez. Quero ver você beijando teu amigo, na boca! Você sempre fez bullying com todo garoto por sua sexualidade, na maioria das vezes nem era gay, mas você xingava. Tá na hora de provar da própria língua!

(VICTOR): – Você é maluco, o que você vai ganhar com essa palhaçada? Eu não vou beijar ele, é homem e é meu amigo, tá doido? – gritando.

(GUSTAVO): – Se você não beijar, dou um tiro na tua cara. Não brinca comigo, seu idiota, você sabe que o revólver tá carregado, disparei no espelho agora a pouco.

(VICTOR): – Mas ele enfiou a cara na privada, tá sujo!

(GUSTAVO): – Melhor ainda, assim você já sente como é ruim o gosto da privada porque eu sei que você participava das humilhações do teu amiguinho. Quem é espectador do bullying, também é responsável por se omitir! – engatilhando. – Vamos lá, vai beijar ou quer um tiro hein?

Victor e o outro rapaz de olham com receio e medo, enquanto Gustavo segue apontando o revólver para ambos. Vagarosamente, os dois se aproximam e dão um selinho rápido, com nojo.

(GUSTAVO): – Ah não, só isso? Que frescos! Eu quero ver um beijo longo, de língua, podem se abraçar também.

(VICTOR): – Você tá querendo levar um soco no meio da cara né, seu otário! – gritando.

Gustavo se enfurece e atira na báscula do banheiro, estilhaçando o vidro e assustando Victor e seu amigo. Os três e encaram e, sem saída, Victor e o outro aluno se beijam, enquanto Gustavo observam com satisfação sua vingança. Ambos sentem repulsa por serem héteros e por causa da privada, mas se beijam para não morrerem. Após, eles se afastam e limpam as bocas com a blusa que usam.

(GUSTAVO): – Muito bem, foram boas meninas. – rindo. – Agora podem sair do banheiro, já me diverti com vocês por hoje.

Rapidamente, Victor e o amigo saem do banheiro, apavorados, enquanto Gustavo segue se olha no espelho e lembra os bullyings que sofreu e agora conseguiu se vingar.

CENA 09: COLÉGIO MÁXIMO, EXTERIOR, MANHÃ.

A correria e o pânico ainda tomam conta da escola. Alunos estão desesperados pelo atentado e a notícia já se espalhou, gerando nervosismo nos pais dos jovens, que começam a se aglomerar em frente à escola. A polícia já foi acionada, a pedido dos professores trancados na sala. Na correria, Wesley acaba esbarrando em Victor no corredor e ambos se encaram, com desespero.

(WESLEY): – E aí, tá tudo bem contigo?

(VICTOR): – Não, um dos malucos me humilhou no banheiro, tô me sentindo um lixo.

(WESLEY): – Quem será essas pessoas? Não consigo entender!

(VICTOR): – Se eu soubesse, era investigador da polícia né!

(WESLEY): – Nossa, que grosso, você não muda nem numa hora como essas, Victor. Idiota!

Victor vai responder, mas logo Luana aparece e abraça Wesley, os três ficam no corredor, junto de outros jovens, muito nervosos. De repente, Stefanny e Gustavo surgem com seus revólveres, intimidando a todos, que gritam e imploram por suas vidas.

(STEFANNY): – Calados todo mundo, bando de frouxos! – gritando.

(GUSTAVO): – Silêncio ou todo mundo morre! – gritando.

Todos tentam se acalmar, mas é possível ouvir a sirene policial, deixando Stefanny e Gustavo apavorados.

(GUSTAVO): – E agora? Ferrou!

(STEFANNY): – Ferrou nada, a gente vai sair daqui, relaxa! – apontando revólver. – Saem da frente da porta, a gente vai embora e todo mundo fica bem!

(LUANA): – Embora agora? Porque tão cedo? Será por causa da polícia, seus bandidos!

(STEFANNY): – Não me provoca, sua otária, quer levar um tiro?

(GUSTAVO): – Saiam ou eu vou atirar! Liberem a porta a nós! – gritando.

Luana, Wesley, Victor e muitos outros alunos não se movem, permanecem em frente a porta, atrapalhando a fuga de Stefanny e Gustavo por aquele corredor que dá acesso ao pátio dos fundos, onde eles poderiam pular o muro.

(STEFANNY): – Atira, Gustavo! Atira pra assustar! – sussurrando no ouvido dele.

(GUSTAVO): – Não, eu tenho medo de acertar alguém, tem muita gente aqui! – sussurrando no ouvido dela.

(STEFANNY): – Não vai acertar ninguém não, atira no teto ou na parede, a gente precisa sair por essa porta senão a polícia vai nos pegar! – sussurrando no ouvido dele.

Gustavo continua mirando o revólver a todos os jovens, assim como Stefanny, pensando de dispara ou não. Naquele momento, Richard sai do vestiário da escola, muito nervoso após os vários tiros que escutou, temendo ser Ryan invadindo a escola em sua procura. Richard caminha pelo pátio, entre os alunos que correm em pânico, até que ele entra no prédio. Richard caminha por um corredor até que avista os jovens encurralados na porta de saída, com duas pessoas ameaçando-os com um revólver. Stefanny e Gustavo estão de costas a Richard. Logo, ele avista Wesley, seu irmão, e Luana, sua namorada grávida dele, naquela situação.

Tomado por uma raiva, Richard corre até Gustavo encapuzado, sem desconfiar ser ele, e dá uma chave de pescoço nele, deixando-o nervoso e tentando se soltar. Stefanny observa tudo assustada, querendo fazer algo, mas seu revólver está descarregado. Os jovens ficam com medo, em especial Wesley e Luana, que há muito tempo não viam Richard e não sabiam que ele estava no Colégio Máximo. A gritaria toma conta e Richard briga com Gustavo, tentando o fazer soltar o revólver. É quando, de repente, a arma dispara sozinha e acerta um tiro na cabeça de Wesley. Um silêncio mortal toma conta do ambiente e todos observam Wesley escorrer sangue pelo rosto. Imediatamente, ele cai no chão, imóvel.

(LUANA): – Não! – gritando e sentando no chão. – Wesley, fala comigo! – gritando.

(RICHARD): – Wesley, meu irmão, não! – gritando e sentando no chão.

Luana e Richard ficam sentados ao lado de Wesley, que começa a sangrar muito e esboça pouca reação, tenta falar algo, mas não consegue. Victor se ajoelha em frente a Wesley e entra em desespero emocional ao vê-lo naquele estado, os dois se olham com angústia. Richard coloca Wesley em seu colo e abraça o irmão ensanguentado, ainda vivo, mas fraco, enquanto Luana liga para uma ambulância, chorando muito. Stefanny e Gustavo se olham apavorados, pois não esperavam que aquilo acontecesse.

CONTINUA…

NO PRÓXIMO CAPÍTULO: Jorge invade a mansão de Catarina e Luiz.

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53 thoughts on “Descobertas – Capítulo 36 (últimos capítulos)

  1. Adorei a playlist com a trilha sonora. ❤ – e vou fazer a análise ouvindo a playlist. E vamos ao #AnalysisToday ✌😛 de hoje.

    Descobertas – Capítulo 36

    Richard é encontrado por Jonathan em um armário no colégio Máximo, pois Ryan está a sua procura. Jonathan o aconselha a se internar em uma clínica de reabilitação, assim como Patrícia e Bruna, porém ele se recusa – ai, tô cansado desse cu doce do Richard, quero mais que ele morra de uma vez – enquanto isso, Stefanny e Gustavo preparam o atentado terrorista: prendem Abigail na sala da diretoria e os professores também. Após isso, eles iniciam o atentado e disparam tiros para intimidar os alunos. Stefanny leva Maria e Jonathan para uma sala de aula e faz Jonathan amarrar Maria em uma cadeira e beber veneno – O Jonathan morreu de verdade? Socorro… adoro! O embuste mereceu morrer, risos eternos – Maria descobre que Stefanny é a autora do atentado e senta a mão nela – um embate de rainhas? Claramente. Adoramos? – enquanto isso, Gustavo obriga um aluno a enfiar a cabeça na privada e Victor a beijar o mesmo menino – a minha parte favorita foi a da privada, adorei essa cena… e quando foi a parte do Victor eu pensei duas coisas: ou ele ia fazer o Victor ceder pro outro garoto, ou ele ia fazer o Victor ceder pra ele – após isso, Gustavo e Stefanny retornam ao pátio. Ao ver Wesley e Luana na confusão. Richard se joga sobre Gustavo e sem querer, um tiro acaba acertando Wesley – tadinho. 😥😥😥

    Duas mortes em um capítulo com apenas 9 cenas. É isso mesmo produção.

    Se houver algum erro, sorry, fiquei com preguiça de revisar. 😛

    Capítulo divino. Parabéns, Airton! 😀

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  2. caaaaaaaaaaaara, se vc matar o Wesley, quem morre dps vai ser vc Airton! kkkkkkkkkkkkkkk, brincadeira, mas olha, q final tenso hein. Achei que naquela confusão, quem levaria o tiro seria Richard, mas pegou de surpresa sendo o irmão dele. Tomara q n leve o Wesley pro outro lugar, já foi difícil superar o Lucas, agora o Wesley também….

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  3. Gente, que capítulo bombástico. 🙂

    Victor está cada vez mais confuso.
    Atentado eletrizante, choquei.
    AI gente me emocionei com a cena do Richard com o Jonathan.
    #BERRO com essa enquete
    Ai, eu vou morrer se o Wesley morrer.Socorro, muitas emoções pra um dia só.
    Putefanny, melhor vilã. Jacobina jogado no lixo junto com suas macumbas e Barbara.

    ESTOY CHOKADAAAAA E MUIOT TILSTIR POR SER RETA FINAL 😦

    E quero reprise sem cortes em 2018.

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    • Victor está muito confuso com sua orientação sexual mesmo, mesmo seu desabafo com Jonathan o ajudou bastante. Que bom que o atentado foi eletrizante, era essa a intenção, adoro! Jonathan e Richard nutrem uma amizade profunda um pelo outro e a droga não foi capaz de abalar isso. Será que o Wesley morreu? Aguarde o próximo capítulo, obrigado pelas opiniões, Gabriel! ❤

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  4. Emocionei com essa cena do Richard e Jonathan, apenas sentir. Stefanny, pise mais na Jacobina e na Putarbara. Gustavo deu a louka, vingativo pra kct. Victor até que mereceu, esse preconceituoso do krl.Ai gente to xorandu pela Maria e pelo Jonathan, srrr. Airton, se você matar o meu bofe, vulgo Wesley, eu irei “fuzilar” você.

    E choque com essa enquete #VaiCatarina

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  5. Passagens de tempo em web do Airton geralmente se constituem de uma narração de uma sequência de cenas. Na maioria das vezes, o texto das cenas de passagem de tempo serve como uma pequena retrospectiva dos acontecimentos mais recentes, o que me faz pulá-las. Só que, hoje, a cena de passagem de tempo trouxe acontecimentos de maior importância que os comumente vistos em cenas do tipo: a mudança de Wesley, que volta a morar com a Fernanda; e a soltura de Rômulo, que passa a morar na pensão da Yolanda. Esses dois acontecimentos mereciam compor cenas próprias, eles ficaram “escondidos” na cena de passagem de tempo. Ou então, seria o caso de mudar a técnica das cenas de passagem de tempo: ou deixar apenas o cabeçalho da cena, sem corpo, indicando de maneira curta e grossa que ali é uma passagem de tempo; ou então reaproveitar esse costume de pôr textões em cenas de passagens de tempo pondo um narrador para fazer isso pelo próprio roteiro; ou melhor ainda, separar os acontecimentos por parágrafo. Pode parecer besteira, ou pura questão estética, mas faz toda a diferença: chama a atenção, faz o leitor prestar atenção. Tudo bem que o ideal é o leitor prestar atenção em tudo, mas inevitavelmente vai ter partes do seu roteiro em que os leitores vão prestar mais atenção e partes do seu roteiro em que os leitores vão prestar menos atenção. Só estou falando disso agora porque eu comecei a perceber que isso tá dando problema.

    Richard se safou, hein? Conseguiu se esconder do Ryan. Mas, sei lá, foi uma estratégia meio furada… o Ryan não pode entrar no Escolhas porque senão ele será internado na Fundação Casa? Quem garante? Há policiais vigiando o colégio, prontos para prender o Ryan? Não vi isso. Apesar de parecer, não ficou óbvio nem subentendido. Trabalhar com o subentendido é muito bom, mas há limites. Em breve falarei sobre isso de maneira mais específica, guarde esse trecho. Agora voltando… bom, ok que o Ryan não pode entrar no colégio… mas isso não significa que alguém não possa entrar por ele. Percebeu o furo, Richard? Bom, continuando… eu só acho que o Richard perdeu a chance de sair desse mundo ao qual ele se prendeu por livre e espontânea vontade.

    Ainda estou chocado com o Gustavo. Não sei quem foi mais inconsequente: a Stefanny por ter planejado esse atentado, ou o Gustavo por ter aceitado participar dele. Eles conseguiram dominar todo mundo pelo medo… menos a Maria e o Jonathan (tinha que ser eles). Eles demonstraram um nível de inteligência acima da massa ao reconhecer a voz da Stefanny (ninguém sequer estranhou a voz dos criminosos) e a Maria, numa coragem descomunal, atacou a Stefanny, conseguiu tirar sua máscara e deu uma bela de uma surra nela. Duvido que a Stefanny tenha matado o Jonathan… aposto que era sonífero, calmante ou algo que o valha.

    O Gustavo ter forçado o figurante a enfiar a cabeça na privada tudo bem, foi uma bela vingança. Mas sinceramente, não vi necessidade nele forçar o Victor e o figurante a se beijarem. Que ele forçasse o Victor a enfiar a cabeça na privada também. Gustavo poderia ter poupado a todos dessa humilhação em específico.

    Novamente acontecimentos sendo “escondidos”. O acionamento da polícia. Já que o roteiro diz que foram os professores quem chamaram a polícia, acho que seria uma boa abrir uma cena mostrando algum professor ligando pra polícia. Ou então não ter dito nada e ter deixado a polícia chegar de surpresa mesmo… daria mais emoção.

    Calma… arma não tem vida própria pra disparar sozinha. Foi o Gustavo quem apertou o gatilho sem querer. E acertou justo a cabeça do Wesley. Premonição 4 emocionada com a morte certeira. Isso não tava nos planos, né duplinha dinâmica do mal? Esse desastre poderia ter sido evitado se vocês tivessem usado balas de festim… ou então se todo mundo tivesse deitado no chão assim que o Richard tivesse pulado em cima do Gustavo. QUEM EM SÃ CONSCIÊNCIA FICA EM PÉ DIANTE DO RISCO DE UMA ARMA DISPARAR NA SUA FRENTE? E outra, porque a Stefanny não fez nada para ajudar o Gustavo? Esse desastre poderia ter sido evitado de várias formas, na verdade, mas o povo fez questão de facilitar a sua ocorrência. Triste fim de Wesley Quaresma…

    Melhor mãe? Catarina, sem sombra de dúvidas, mesmo com seus vacilos com o Jonathan.

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    • Primeiramente, o Colégio Escolhas não faz parte de “Descobertas”, aqui é o Colégio Máximo, risos. Bom, sobre as passagens de tempo, elas tem função de acelerar os acontecimentos, justamente por isso que as cenas contida nelas não são desenvolvidas, apenas citadas. Se for desenvolver, não é necessário passar o tempo, é preciso suprimir algumas coisas para agilizar fatos. O atentado na escola foi uma forma de Stefanny e Gustavo se vingarem de quem odiavam, inconsequente ou não o plano, a mente imatura desses jovens planejou e executou isso. Se Victor provocava Gustavo o chamando de gay, porque achou a vingança dele desnecessária? Quem enviava a cara dele na privada era o figurante, o Victor só provocava, Gustavo se vingou de cada da mesma forma que era atingido. Armas disparam sozinhas sim, é difícil de acontecer, mas não é impossível. De qualquer forma, era na mão do Gustavo que tava a arma na hora do disparo, mesmo ele não apertando. Sobre a reação dos jovens diante da briga, não esqueça que todos ali são jovens, nem todo mundo tem maturidade para se proteger, fora que estavam todos afetados por uma tensão psicológica intensa. No mais, obrigado pelas opiniões, Glay! ❤

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      • Sofrendo com a gafe, vamos abafar.

        Entendi. Mas o problema é que tudo isso é colocado dentro de um textão: como resultado, o leitor fica mais propenso a ignorar; se for citado algum acontecimento importante (o que de fato ocorreu), vai passar despercebido e vai confundir o leitor no futuro (estou generalizando o meu caso para fins de exemplificação, caso comecem a surgir as exceções). Estou procurando uma maneira de fazer o leitor prestar mais atenção nessas cenas por meios estéticos: separando os acontecimentos por parágrafos; ou então transformar o textão numa fala de narrador.

        Pensando bem agora, eu tô vendo que eu tô exigindo muita maturidade deles mesmo. Mas sobre a reação da briga pela arma, eu não exigi maturidade ou sabedoria, mas INSTINTO de proteção própria: bastava UM ALUNO ter a iniciativa de mandar todo mundo pro chão ou pra fora do colégio que dava certo. Não é possível que NENHUM aluno do Máximo saiba se proteger sozinho.

        Essa vingança do Gustavo com o Victor só me deu certeza de que o Victor não fazia essas insinuações à toa.

        Shocka que uma arma pode disparar mesmo sem o gatilho ser apertado. Mas mesmo assim, não acredito que esse tenha sido o caso: sério que o Gustavo tava lutando contra o Richard pela posse de uma arma com o dedo no gatilho e ele não apertou?

        Tô aqui pra isso, né non? ❤

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  6. Parabéns Airton!
    Sensacional. Que capítulo forte e angustiante.
    Jonatan é mesmo amigo de Richard. Mesmo estando naquela situação ele não quer ser internado.
    O atentado na escola foi forte.
    Stefanny se vingou de seus inimigos e Gustavo revidou todas as humilhações que sofreu.
    Jonatan ama mesmo Maria, será que ele morreu.
    Briga tensa entre Maria e Stefanny. O gancho foi sensacional.
    Richard num ato de coragem atacou Gustavo, mas houve um disparo e acertou em Wesley, será que foi fatal.
    A web esta ótima nessa reta final, esta muito melhor que pensei que estaria no final. Por ser uma trama jovem achei que seria interessante mas nunca dessa dimensão, ousada e com muito suspense e bons ganchos. A narrativa é muito boa.
    Gosto do ritmo dos acontecimentos.
    Parabéns. Descobertas é sensacional. Muito boa. Essa reta final é incrível.

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    • Jonathan nutre uma grande amizade por Richard e as drogas não foram suficientes para alterar esse sentimento, ele se dispôs a ajudá-lo, mas o vício o consumiu tanto que ele não aceita ser internado. Stefanny e Gustavo usaram o atentado para se vingar (com justificativa ou não) dos colegas da escola e causaram pânico em geral. Será que Jonathan e Wesley morreram? Só amanhã para saber, te espero! Muito obrigado por todos os elogios, Gremista, fico muito feliz em saber que meu propósito em construir uma trama teen diferente foi atingida! ❤

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  7. Eu te acho viu Airton, poxa vc já matou o Lucas agora vai querer matar o Wesley? Mata os melhores personagens os meus favoritos…No mais parabéns pelo capítulo já parecia o último, muita ação e sequência de tirar o fôlego…Enfim me atualizei…Ah mil vezes Jonathan morto que o Wesley

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  8. A cada capítulo, cada bomba hein 😮 Jonathan foi envenenado, será que morreu? Wesley levou um tiro na cabeça, será que ele morre? Sobre Jonathan, ele evoluiu como pessoa, antes um mauricinho vaidoso e agora um exemplo de bom caráter 😀 Tentando ajudar o amigo Richard, que coitado, se destruindo a toa :/ E Victor entrou em choque com o disparo em Wesley, certeza que ele é apaixonado, porém, eu prefiro que Wesley fique com outro alguém caso viva 😀 Capítulo surpreendente 😀 Parabéns 😀

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    • Jonathan mudou completamente mesmo, ele teve uma grande evolução durante a trama, deixou o mauricinho inconsequente para trás e virou um rapaz de bom caráter. Victor não conseguiu se contar ao ver Wesley levar o tiro e exalou sua tristeza, será que ele morre? E Jonathan, será que morre também? Amanhã, todas as respostas! Obrigado pelas opiniões, Wilson! ❤

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  9. SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO AHHHHHHHHHHHHHH 😮

    O que você fez comigo hoje:

    Meu Deus, tenha compaixão. Eu sou jovem, mas tenho uma saúde frágil, Airton, eu hein. Não estava preparado para tantas coisas assim. Sabia que seria um capítulo tenso, ok, mas foi além. Cadê a Samu, gente?

    Começamos com Jonathan descobrindo o esconderijo de Richard. Coitado desse jovem, tão novo e já perdido. Que Jonathan consiga pagar a conta e que Richard se entregue a uma clínica e se recupere.

    Como assim Jonathan morreu? Stefanny é uma rainha, mas não seria capaz de matar ele, um exemplo são as balas no revólver no momento de terror à Maria. Como assim essa caipira bateu em minha diva? Pare! Tomara que tenha perdido a memória com o golpe pra não dedurar Stefanny. 😈

    E Gustavo foi mesmo abduzido pelo desejo de vingança. Mesmo já estando ciente de que ele queria tanto isso, me surpreendi com seu comportamento. Fez os culpados que tiravam sarro de sua cara pagar pela mesma moeda. Achei meio equivocada a parte do beijo entre Victor e o Aluno, porém a parte do vaso foi bem compreensível.

    E Richard apareceu pra salvar os alunos, mas a arma dispara e acerta Wesley. AHHHHHHHHHHH 😮 😮 😮 😮 Victor se preocupando, pare, querido, apenas pare. Na hora da surra daquele dia tu não teve dó, né? E agora, meu Deus? Ele não merecia isso. Acho que ele sobrevive, quer dizer, torço e muito que isso aconteça.

    E amanhã a tensão é na Mansão de Catarina. Xii… Não sei o que esperar, de verdade.

    Capítulo bombástico, tenso, emocionante, impactante… Estou tentando me recuperar aqui. Parabéns, Airton! ❤ #FaltamApenas04 😭

    P/s: Adorei mesmo essa inovação da trilha sonora. Ficou muito boa e deu um ar mais realista nas cenas em que elas participam.

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    • A Samu está logo ali, vou acionar, CALMA MONAMOUR! Maria deu uma boa surra na Stefanny, ela merecia, olha tudo o que ela fez, aceite queridinho. Gustavo sofreu calado por anos o bullying, agora resolveu extravasar, isso é um perigo quando acontece e não é pouco comum. Ele ter forçado Victor a beijar o amigo foi uma maneira de puni-lo por todas as vezes em que foi chamado de bicha mesmo sem ser gay. Richard tentou salvar todos, mas a arma disparou e Wesley foi atingido. Amanhã, saberemos se ele e Jonathan morreram ou não, te espero! Obrigado pelos elogios, Fred! ❤

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  10. Volto depois de meio século, me atualizo e leio essa bomba do capítulo 36, socorrooooo. Parece o penúltimo capítulo, adoro capítulos explosivos assim, lacre, nem consigo imaginar o que vem por aí. Gente do céu, Stefanny passou de todos os limites possíveis. Envenenou o Jonhatan e fez roleta-russa com a irmã, chocado. Não consegui ainda identificar se ela sabia que a arma não tinha balas ou realmente sabia que havia a possibilidade de haver um disparo, pra mim ficou vago mesmo sabendo que ela é um demônio, ainda mais porque ela perdeu a oportunidade de matar a Maria ao invés de lhe dar uma coronhada. Sinceramente acho que o que ela colocou na bebida de Jonathan não é veneno, foi algo somente pra assustar o casal, por isso tô em dúvida se ela queria matar a Maria num provável disparo. Mas nunca se sabe, isso é uma suposição minha, talvez o Jonathan sobreviva com sequelas caso realmente tenha ingerido o veneno. Chocado com a vingança de Gustavo, cena fortíssima, infelizmente as pessoas que passam por isso acabam mesmo não se importando com as consequências. E essa cena final, você quer me matar? Se você matar o Wesley, ficarei magoado contigo, sério cara. Não vou nem parabenizar, estou abalado.

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    • Você atualizado, adoro. Muito bem, gostou dos capítulos que leu e, em especial, desse de hoje. O Colégio Máximo ficou tenso mesmo, Stefanny e Gustavo tocaram o terror. Ela sabia que o revólver estava desarmado, fez uma roleta-russa com a Maria de propósito, para causar pânico na irmã. Sobre Jonathan e Wesley, não posso dizer nada, só aguarde o próximo capítulo. Obrigado pelas opiniões, Thay! ❤

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  11. Melhor capítulo até hoje…..
    Stefanny e Gustavo provocando o terror no colégio….
    Stefanny sendo a lokka e ameaçando a Maria e o Jonathan e supostamente matando o mesmo… Aposto que é sonífero ou algo do genero, apesar de lokka ela é fraca para matar alguem de verdade…

    Victor nessa capitulo foi mais necessário que pegar uma toalha e enxugar gelo…. E concordo, a cena da vingança do Gustavo foi meio deslocado e desnecessário…

    Se o Wesley morrer…. Eu não comento mais nada…. Logo agora que ele tava começando a trilhar um novo recomeço o coitado vem e toma um TIRO… LOGO UM TIRO NA CABEÇA! Você quer me matar do coração sua vadia sem alma? (Essa cena me lembrou a morte do Fer em Fisica o Quimica, coitado morreu no colegio, mas o tiro foi no peito)

    Parabéns pelo capitulo meu monstrinho… E eu quero o Jorge bem demoníaco nesss invasão a mansão da Catarina e do Luiz…. Ainda sinto que foi o Luiz quem matou a familia da Catarina ( Posso estar enganado? Sim, mas é reta final, tudo pode acontecer)

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  12. Gritoooooo, chama o SAMU, chama. Não há mais vida em mim após tudo isso, socorrão.

    Stefanny faz Jonathan e Maria de reféns, e eu tô me poupando desses dois que não reconheceram a voz da vagabunda que perturba eles todo dia. Enfim, Stefanny faz Jonathan beber um líquido suspeito, e ele cai desmaiado no chão. Se ele morreu? Dúvido. Stefanny vacila e Maria a ataca, tirando sua máscara, e Maria finalmente descobre que sua irmã é a mentora do atentado. Porém, logo Maria faz uma cagada ao ir cuidar do Jonathan e virar as costas pra Stefanny, que lhe deu uma coronhada na cabeça. Maria, não se vira as costas pro inimigo.

    Enquanto isso, Gustavo faz Victor e um figurante de reféns, e se vinga deles: o figurante foi obrigado a enfiar a cara na privada, enquanto Victor foi obrigado a beijar o seu amigo com a cara suja. Foi até uma vingança digna essa, Victor após tantos ataques de homofobia, teve que beijar outro cara pra sobreviver (apesar que ele gosta da fruta, isso todos sabemos).

    Por fim, a polícia chega na escola e Gustavo e Stefanny querem fugir. Porém, Richard aparece e luta com Gustavo, tentando desarmá-lo. Gustavo acaba apertando o gatilho (me recuso a acreditar que a arma tenha disparado sozinha, foi o Gustavo, ele tava com o dedo no gatilho, e mesmo sem querer, apertou, algo bem comum numa situação como essa), e a bala atinge Wesley na cabeça. Sofrendo horrores, um dos melhores personagens correndo risco de vida. Mas não sei se ele morre. Afinal, quando se leva um tiro na cabeça, geralmente, a vítima morre na hora. E Wesley ainda está com vida, pode ser que ele tenha morte cerebral logo depois, mas o fato dele não ter morrido na hora que foi atingido alimenta um fio de esperança que o reizinho sobreviva.

    Sobre a enquete: obviamente que Catarina é a melhor mãe, desde o início da trama ela sempre foi muito sensata e justa com o comportamento do Jonathan, punindo e não fechando os olhos diante dos erros dele. Meu voto é em Catarina, claramente.

    Capítulo incrível, repleto ação, emoção e tensão. Te aviso que se o Wesley morrer, vai ter um baita panelaço aqui, desde já. Parabéns, Airton!

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    • Eu disse que seria tiro, porrada e bomba, não disse? Risos maléficos! Maria e Jonathan reconheceram a voz de Stefanny, mas tinham dúvidas, na hora do pânico, fica complicado ter certeza de algo. Mesmo que Victor “goste da fruta”, tenha certeza que se sentiu humilhado pela pressão provocada por Gustavo. A respeito da vida de Jonathan e Wesley, só no capítulo 37 para saber, ambos podem morrer ou não, apenas aguarde. Obrigado pelas opiniões e elogios, Jean! ❤

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  13. Capítulo 34
    Stefanny de biquíni na praia, chorei (não disse por onde). Luana segue com a ideia de abortar, mas tem suas dúvidas. Ótima abordagem, Airton. E tema que merece ser debatido, sim. Victor deveria se poupar de todo esse drama, sabe? Sei que é difícil a descoberta sobre a sexualidade, mas ele poderia fazer menos vexame… Chocado com a cena da Bruna sendo abusada. Coitada, não merecia isso. To abismado, sério. Realmente muito chocante e pesado.

    Capítulo 35
    Eu grito com a Stefanny, as frases de efeito dela contra o Jonathan, amo. Eu estou realmente bege que ela cedeu pro Jorge, e ainda disse que ela fazia melhor que o Jonathan, grito. Eu fiquei realmente emocionado com a sequência entre Bruna e Yolanda, quase chorei bicho. Ryan matou Carlos durante o assalto, chocado. Stefanny convenceu Gustavo a fazer um atentado a o Colégio Máximo, gente…

    Capítulo 36
    Chocado com o atentado. Eu não acredito que o Gustavo aceitou fazer isso… Stefanny se vinga de Maria e Jonathan, envenenado o mesmo. Maria dá a costas ao inimigo, que burra. Gustavo se vinga de Victor e de outro garoto que fazia bullying com ele. Luana foi bem louca ao afrontar Gustavo e Stefanny hein? Richard acaba atacando Gustavo, e a arma dispara involuntáriamente em Wesley. Wesley não pode morrer!

    E que venha os capítulos finais. E desde já, saudades do luxo. Parabéns, Airton 😀

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    • Se atualizou, ui que delícia! Pois bem, fico contante por ter gostado dos capítulos atrasados que leu, mas me centrarei a alguns pontos. Quando decidi falar sobre gravidez na adolescência, na hora me veio a ideia do aborto, então resolvi trabalhar os dois temas através da Luana, é algo bem delicado de falar. Victor não está passando vexame, ele tem problemas com sua identidade, algo comum entre adolescentes. O atentado no Colégio Máximo mexeu com as estruturas de todos os alunos, Stefanny e Gustavo tocaram o terror e resta saber agora se Jonathan e Wesley vão morrer ou não. Obrigado pelas opiniões, Flávio! ❤

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  14. QUE CAPÍTULO, NOSSA! Respirei fundo do começo ao fim (e que fim!).

    Achei muito bonito o gesto de Jonathan com o Richard, ele realmente entendeu o lado do amigo e não o julgou em nenhum momento.

    Gustavo e Stefanny são dois malucos! Eles planejaram um atentado, fizeram o que quiseram fazer com as pessoas que os enfureciam, mas não imaginavam de jeito nenhum que as coisas fossem acabar desse jeito: Wesley tomando um tiro na cabeça, que, na minha opinião, foi fatal!

    Ansioso pelo próximo capítulo e pelo fim dessa história, Airton! Meus parabéns ❤

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  15. O que dizer sobre o capitulo, mais forte da trama, e da para vez que vem mais, e ai que vai ficar bom.
    Então vamos cometar, os capítulos:
    Capitulo 35
    Maria consegue fazer justiça, salvando o professor Rômulo da cadeia, comprovando sua inocência;
    Bruna ate que em fim volta para sua família, apesar de já ser tarde, mais é o que importa;
    Stefanny e Jorge se ajudam e trocaram caricias
    Stefanny e Gustavo fazem seus plano, maquiavélico, o Gustavo serviu só para o planejamento e como ajuda;
    Bruna descobra uma seria de doenças, uma parte bem tocante do capitulo; Deixei essa parte por ultimo por que sem duvida e a parte mais tocante do capitulo e da web, por que um filho ajudar roubar o próprio pai e meio triste vez que isso não ocorre somente na web mais em todas as situações de que esta envolvido com drogas.
    Capitulo 36
    A passagem de tempo serviu para um aquecimento do que estava por vir;
    Richard começa aceitar ajuda para sair do mundo das drogas;
    O atentato começa com ida dos dos “santos” a sala da diretora para dar o inicio; e depois sai pelo colégio para atentar contra os alunos;
    Stefanny como sempre, que vingar de Maria e Jonathan e por isso vai para uma reunião particular;
    Gustavo se vinga dos seus dois maiores caracos, de forma de vingativa;
    O capitulo se encerra com uma cena que nos deixa com o coração na mão.

    Tenho quatro teoria sobre uma morte, que o Airton declarou no Espaço para Comentários:
    1° Wesley morre;
    2° Jonathan morre
    3° Ninguém morre mais nessa semana
    4°Ou a morte declarado foi o do Carlos
    Fico na duvida entre a 1 e 4 teoria.

    CADE A CALCINHA DA PATRICIA???

    Parabéns!

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  16. Capítulo bem original e criativo, Nossa coitado do Wesley parece que o Vitor sentiu isso.. A Stéfany mereceu a surra da Maria.. foi uma verdadeira manhã de terror na escola em.. Parabéns pelo capítulo e desculpa sò poder comentar essa semana que estou com mais tempo..

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